Azonasul espera ‘ok’ para maior autonomia na gestão da covid-19 nos municípios

Os prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) aguardam uma resposta do governo do estado, até a manhã desta segunda-feira (17), sobre uma proposta da entidade de autonomia dos municípios da Zona Sul sobre as medidas de enfrentamento da covid em cada município.

O governo do estado abriu aquela possibilidade por meio do Decreto 55.435, de 11 de agosto de 2020, que institui um modelo de gestão compartilhada do estado com as Associações de Municípios. Pelo modelo, mesmo que a bandeira da região da Zona Sul esteja classificada em vermelha, como está, alguns municípios poderiam adotar protocolos menos restritivos para funcionamento da economia.

Dependendo da situação específica do município em relação á pandemia, se ela não for grave, o prefeito poderá adotar medidas menos restritivas, no máximo até a bandeira anterior, no caso laranja. Municípios com indicadores melhores poderão abrir o comercio, por exemplo.

Com a perspectiva aberta de cogestão, o Estado indica a possibilidade das confecções de decretos regionais com protocolos próprios, desde que as regras não ultrapassem a bandeira inferior e estipulada pelo distanciamento controlado. Ou seja, como a região está na classificação vermelha, as permissividades não podem ser maiores que as encontradas na proposta à bandeira laranja.

O presidente da Azonasul, Luis Henrique Pereira da Silva, prefeito de Arroio Grande, disse:

“Nossa expectativa é de que tenhamos sucesso nas nossas solicitações, ou seja, o governo aceite. Ao acatar a proposta de cogestão e confiar na capacidade de nossa Associação na produção deste Plano, os prefeitos demonstram sua maturidade em observar os cenários atuais para determinar condutas adequadas que preservem a vida dos cidadãos de suas comunidades, bem como, o desenvolvimento regional sustentável”.

Já a assessoria de imprensa da Azonasul diz:

Sob a responsabilidade técnica do médico Favio Telis, prefeito de Jaguarão, a proposta de gestão compartilhada enviada pela Azonasul considera que a região de monitoramento R21 (de Pelotas) apresenta características peculiares que permitem a adoção de protocolos específicos, destacando a expectativas de incrementos em leitos; a forma de contágio mais abrandada e menores que as médias estaduais quando se compara a cada 100 mil habitantes e que os municípios de referência demonstram certa estabilização no quadro de internações e recuperação de pacientes.

O Plano também resguarda que no caso da identificação de um agravamento de cenário da pandemia, o Comitê Técnico atuará no redimensionamento regional dos protocolos adotados. Tal medida de restrição, segundo o documento da Azonasul, poderá ser amparada tanto em análises qualitativas quanto quantitativas de forma regionalizada.

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