Que fará o PTB pelotense?

Proibidos nacionalmente de coligar com PSDB, DEM e partidos à esquerda, o PTB gaúcho, hoje coligado com os tucanos no governo do estado (Eduardo Leite) e, na prefeitura de Pelotas, com Paula Mascarenhas, nos postos respectivos de vice-governador e vice-prefeito, terá de redefinir seu papel para a eleição de 2020, ao menos em Pelotas, onde haverá eleição para o Executivo.

Uma cogitação:

Lembrando que, a partir deste ano, não se pode coligar na eleição proporcional (Legislativo), apenas na majoritária (Executivo).

O PTB possui apenas 2,26% do tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão, pouco. Desse tempo, por lei, 40% devem ser destinados para veicular a campanha exclusiva de vereadores.

Mesmo que por hipótese o PTB nacional abrisse exceção em Pelotas para se coligar com os tucanos, parece fora de questão que o partido tente emplacar o vice na chapa de Paula à reeleição, depois de terem retirado seus dois pré-candidatos (Idemar Barz, atual vice, e Alexandre Garcia) e apoiarem Roger Ney, do PP, para vice de Paula.

A confirmação de Ney como vice de Paula depende ainda de aprovação em convenção do PP. Como uma banda dos progressistas defende candidato próprio e o nome do ex-prefeito Adolfo Fetter Jr. como postulante, pode que o partido aprove Fetter a prefeito pelo PP e desaprove Ney a vice do PSDB (caso em que seria válida a hipótese de que o PTB venha a tentar emplacar na vaga de vice).

Considerando, porém, que:

O PTB possui muitos cargos no atual governo pelotense…

Que ocupa o cargo de vice-prefeito de Pelotas até 31 de dezembro…

Que está coligado com Eduardo Leite no governo do estado (vice-governador é do PTB)...

Que legitimou o processo de pré-escolha do vice de Paula (Roger Ney, PP)…

É possível que o PTB não queira coligar em outra majoritária, restringindo-se a lançar vereadores…

… pensando em, no futuro governo, com bancada eleita na Câmara, “sentar para conversar com qualquer um que vença”, em busca de espaços.

Assim, não feririam os tucanos nem ninguém e se manteriam, por assim dizer, dentro do jogo político.

Mas pode, também, que se aliem, por exemplo, ao PP, caso os progressistas concorram com candidato próprio. 

Nesse momento, é uma incógnita. A conferir.

Vídeo: PTB nacional avisa: não coligará com DEM, PSDB e partidos à esquerda

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