“A química que há entre nós”

Henry Page (Austin Abrams) é um adolescente no último ano do Ensino Médio que sonha em ser o editor do jornal da escola. Ele chega ao cargo ao lado de Grace Town (Lili Reinhart), uma recém-chegada à escola, transferida de um colégio vizinho. Após se conhecerem, ambos embarcam em uma jornada que os ensina sobre amor e perda.  

Começando com uma narração em off do protagonista, na qual fala sobre como as emoções na adolescência são intensas, A Química que Há Entre Nós é uma adaptação do livro de Krystal Sutherland.

O diretor e roteirista Richard Tanne apresenta a figura de Grace logo em seus primeiros momentos, porém sem torná-la romantizada ou intocável, visto que ela possui evidentes traumas físicos e também psicológicos. A relação entre os dois flui de forma natural, mas sempre com um mistério em torno da fragilidade de Grace.  

Através de uma estética fria e melancólica e momentos de romantismo e tristeza, o maior destaque da produção está em mostrar a dificuldade de superar um trauma. É admirável que a trama não resolva os problemas de Grace rapidamente, levando a personagem em uma dolorosa jornada de altos e baixos. O longa acerta ao abordar temas como a depressão na adolescência, abrindo espaço para uma delicada e importante reflexão.  

O título do filme vem da explicação de que quando nos sentimos tristes, decepcionados ou até mesmo com o coração partido, temos uma reação química em nosso corpo que gera uma dor física. Uma combinação química que na adolescência é ainda mais complexa.  

Bonito e sensível, A Química que Há Entre Nós está disponível na Amazon Prime Video. Apesar de ser previsível e não ousar, é uma cativante história sobre amadurecimento.

Déborah Schmidt é formada em administração e servidora

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