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Pelotas e RS

PDT define chapa pura: Dan Barbier e Mabel Teixeira

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Da assessoria do PDT:

Na noite desta ter-feira (15/09), o Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Pelotas realizou sua convenção municipal. Os Trabalhistas decidiram por apresentar chapa pura para as eleições municipais, tendo os nomes dos companheiros Dan Barbier para Prefeito e Mabel Teixeira para vice-prefeita aprovados por unanimidade. Foi ainda eleita uma nominata com 30 candidatos a vereadores e vereadoras que irão representar o partido no pleito deste ano.

Dan Barbier

Em virtude da pandemia, a convenção ocorreu de forma virtual, para garantir o respeito as normas de segurança. O partido que já governou Pelotas em dois episódios, com o ex-Prefeito Anselmo Rodrigues (que irá novamente disputar uma cadeira na Câmara), agora terá uma chapa com dois candidatos com menos de 40 anos.

Historiador e educador, mestre em Patrimônio Cultural e doutorando em História, Dan Barbier iniciou sua trajetória no movimento estudantil do CAVG e nos grupos de jovens da Igreja Católica. Desde 2003 tem participado ativamente de organizações civis de voluntariado e terceiro setor. Formado pela Universidade Federal de Pelotas, é professor de ensino básico e EJA, além de ter atuado por dez anos na Bibliotheca Pública Pelotense. É fundador da Associação Amigos do Theatro Sete de Abril e de outras organizações. Foi vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, foi presidente do Conselho de Cultura e do Fórum dos Conselhos Municipais de Pelotas e, atualmente, tem atuado no setor privado e em causas humanitárias.

Mabel Teixeira é Jornalista e professora, possui mestrado e doutorado em Linguística Aplicada. Filada ao PDT desde 2018, tem atuado em prol do fortalecimento da legenda dentro e fora de Pelotas, buscando formas de organização da militância e disseminação do Projeto Nacional de Desenvolvimento de Ciro Gomes. Ao longo de sua trajetória, participou de movimentos estudantis e de voluntariado nos campos do jornalismo comunitário, educação e cultura.

O Presidente da legenda, Marcus Cunha, exaltou o processo que levou a uma candidatura própria e considera que o partido sai fortalecido, unificado e renovado para a disputa das eleições. A expectativa, além de atrair alianças e disputar o comando do paço municipal, é de manter e ampliar a bancada legislativa do partido, que atualmente conta com dois parlamentares (Marcus e Cristina Oliveira).

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    Cultura e diversão

    Em livro, Mateus Bandeira conta sua ‘aventura’ como candidato a governador do RS, em 2018

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    Mateus Bandeira escreveu um livro sobre sua participação na campanha ao governo do Rio Grande do Sul, em 2018, pelo Novo. O trabalho, iniciado há dois anos, está concluído. Chama-se Quem roubou nossa coragem, publicado na Esquina do Lombas, doo editor Vitor Bertini. O lançamento está marcado para o próximo dia 25 deste agosto, em Porto Alegre. Mateus pretende fazer um lançamento do livro em Pelotas, em data a ser divulgada. Em breve estará disponível na Amazon.

    MB é conselheiro de administração e consultor de empresas. Foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul e secretário de Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul.

    Mateus (na foto superior, com Winston Ling, apoiador de sua campanha) explica o que o levou realizar o trabalho:

    “Resolvi escrever sobre a minha “aventura” de 2018, como candidato a governador do RS. Para quem não era político, encarei o desafio como um sabático e o aprendizado foi enorme. Por isso, resolvi registrar. É um testemunho de quem veio de fora da política e colocou a mão na massa pra defender os valores e princípios de liberdade, de uma sociedade de livre mercado. Espero que essa história possa inspirar outras pessoas – seja considerando uma candidatura, seja compreendendo que há um papel importante a ser desempenhado apoiando candidatos, financiando candidatos que não usam fundos partidário e eleitoral. Divulgar esse livro será, também, a minha forma de ‘fazer política’ neste ano”.

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    Pelotas e RS

    Projeto de extensão do IFSul promove aulas preparatórias para o Enem

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    Um projeto do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) tem proporcionado uma preparação específica para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Cursinho Popular Raízes, do câmpus Camaquã, que é voltado a pessoas que estão estudando para a prova, teve início na última quarta-feira (3), no auditório do câmpus, e contou com a participação de 110 estudantes da cidade e da região.

    >> Clique aqui para acessar as aulas transmitidas pelo canal do projeto

    Acompanhe – Além das atividades presenciais realizadas às quartas-feiras, o cursinho também promove aulas virtuais nas quintas-feiras, às 19h, que podem ser acompanhadas pelas pessoas interessadas por meio do canal do projeto no Youtube. As inscrições para a turma presencial já estão encerradas.

    As aulas do cursinho são ministradas por educadoras e educadores do instituto, estudantes universitários, educadoras/es da rede estadual que se voluntariaram e egressas/os do câmpus que hoje são mestrandas/os e doutorandas/os.

    As atividades do projeto seguem até o dia 20 de novembro, data que antecede a última prova do Enem.

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    Eleições 2022

    A carta de filiação que leu Pedro Hallal em sua filiação ao PT

    “A história jamais perdoará aqueles que forem cúmplices nesse momento, assim como não perdoou os alemães que apoiaram Hitler durante a escalada do Nazismo”

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    Daqui a meia hora, às 15h30, o ex-reitor da UFPel, epidemiologista Pedro Hallal, lerá a carta abaixo em seu ato de filiação ao Partido dos Trabalhadores, na sede Porto-alegrense:

    “Tenho 42 anos e nunca fui filiado a um partido político. Não que eu tenha qualquer preconceito contra os partidos, mas simplesmente não foi o caminho que escolhi para a minha vida. Pelo menos até hoje. Pelo menos enquanto isso ainda era uma escolha, e não uma obrigação cívica, ética e moral.

    Nasci durante a ditadura militar, quando o povo não podia votar para Presidente. Ainda pequeno, soube do movimento das “Diretas Já” e vi a promulgação da Constituição de 1988. Minha família sempre foi religiosa, meus pais até hoje vão à missa regularmente.

    Aos 9 anos, vivi as eleições presidenciais de 1989. Mesmo pequeno, eu me juntava a minha família para assistirmos juntos às propagandas eleitorais. Como esquecer da música do Ulysses Guimarães? “Bote fé no velhinho, o velhinho é demais, bote fé no velhinho, ele sabe o que faz”. Como não lembrar dos discursos em velocidade supersônica do Enéas, encerrados com o tradicional “Meu nome é Enéas”. Enéas estava tão a frente do seu tempo que inventou, décadas antes, o botão de 2x para áudios do WhatsApp. Eram 22 candidatos. Foi uma festa da democracia.

    Na minha infância, adolescência e idade adulta, vivenciei os governos de Collor, Itamar, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer. Concordei com algumas ações desses governos, de direita, de centro ou de esquerda, e discordei de muitas outras. 

    Nessas décadas, vi a população sofrer com a fome, com a escalada da violência, com a inflação e com a corrupção. Mas também vi a economia crescer com o Plano Real, vi as desigualdades sociais serem reduzidas com o Bolsa Família, vi as pessoas pobres finalmente chegando às Universidades (eu mesmo, entreguei o diploma para muitas pessoas que eram os primeiros de suas famílias a se formarem), vi as pessoas viajando de avião, comendo picanha e, especialmente sendo felizes, tendo esperança e orgulho do Brasil.

    Em todo esse período, eu nunca tinha visto político fazendo apologia à tortura. Em todas essas décadas, eu nunca tinha visto político dizendo para uma mulher que não a estupraria porque ela não merecia. Nesses anos todos, eu nunca vi um político debochar da morte das pessoas.

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    O Brasil tem uma mortalidade por Covid-19 quatro vezes maior do que a média mundial. Se tivéssemos a mortalidade média do mundo, teríamos poupado mais de 500 mil vidas. Se tivéssemos a mortalidade dos países que agiram de acordo com as melhores evidências científicas, teríamos poupado mais de 600 mil vidas.

    Muitos dos nossos familiares e amigos poderiam estar aqui. Não precisava ser assim.

    É por isso que hoje me filio ao Partido dos Trabalhadores, cumprindo minha obrigação cívica, ética e moral. O momento atual é decisivo para o futuro do Brasil. Não é hora de sermos covardes. Não é hora de ficarmos em silêncio.

    Filio-me hoje ao Partido dos Trabalhadores com a certeza de que essa filiação representa o caminho mais curto para vencer o inimigo número um da nação brasileira. Respeito a trajetória de todos os candidatos e candidatas de oposição, mas os convido a se juntarem a nós, como já o fez sabiamente o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, a quem faço um elogio público.

    Nossas eventuais diferenças nem se comparam com as diferenças que temos com os apoiadores da tortura e da ditadura, com os racistas, homofóbicos e aficionados por armas. O momento exige união, e não divisão.

    Quero poder comemorar meu aniversário sem medo de que um atirador entre e mate as pessoas. Quero passear pela Amazônia sem medo de ser assassinado. Quero que as pessoas voltem a comprar carne, e não osso.

    O futuro dos nossos filhos e nossos netos depende de vocês. A história jamais perdoará aqueles que forem cúmplices nesse momento, assim como não perdoou os alemães que apoiaram Hitler durante a escalada do Nazismo”.

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