Em nota, Poetsch explica por que deixa o Cidadania

Valter Poetsch envia ao site nota abaixo:

NOTA INFORMATIVA E DE ESCLARECIMENTO

Através da presente Nota, desejo comunicar à sociedade pelotense, em especial ao mundo político local, algumas decisões de caráter pessoal e, ao mesmo tempo, tecer comentários sobre a Convenção desta semana em Pelotas do partido Cidadania, que optou por emprestar apoio e coligar-se com candidatura diversa da atual prefeita Paula Schild Mascarenhas.

Valter

Nesse sentido, desejo efetuar as seguintes considerações:

1) Até a presente data, sou Presidente eleito do Diretório Municipal do Partido Cidadania em Pelotas e, a partir de hoje, através do presente instrumento, manifesto, em caráter irrevogável, minha renúncia ao cargo que , até meados da presente semana, foi para mim sumamente honroso e gratificante.

2) Também, a partir da presente data, comunico minha desfiliação, em caráter irrevogável , do Partido Cidadania.

3) Da mesma forma, torno público que estou solicitando demissão , em caráter igualmente irrevogável , do cargo em comissão que até a presente data ocupo no atual Governo Municipal, por considerar que a decisão partidária inviabiliza a sequência de minha permanência , levando em conta aspectos de coerência e ética . Deixo claro que não estou colocando meu cargo à disposição da prefeita, mas apresentando, em caráter irrevogável , meu pedido de demissão. Preservo, entretanto, a relação de amizade, estima, admiração e elevada consideração que faço absoluta questão de manter para com a prefeita Paula Mascarenhas e a lealdade para com seu Governo.

4) Declaro, publicamente, minha frustração pessoal e minha profunda decepção partidária com os rumos tomados pelo Cidadania em Pelotas. Democraticamente, aceito o resultado, mas isso não me impede de lamentar a brusca guinada de rumo, que nos afasta de um projeto sério, alicerçado no tempo, na confiança e nos resultados, para jogar minha ex-agremiação política em um aventura motivada por evidentes vaidades e interesses pessoais, por discursos de ocasião e pela desprezo à lógica e à própria história do Partido.

5) É essencial deixar claro que nos últimos governos municipais, nomeadamente nas administrações de Bernardo de Souza, Eduardo Leite e Paula Mascarenhas, o partido do qual hoje me desligo (antigo PPS, hoje Cidadania) , sempre foi tratado com dignidade e respeito, considerado por tais prefeitos como parceiro e protagonista. A comprovar isso está o fato de que, nos últimos quatro anos, mesmo sem representação formal na Câmara de Vereadores, sempre fomos considerados aliados e ocupamos postos estratégicos e de destaque na Prefeitura, o que, aliás, evidencia o não fisiologismo e nem o “toma lá, dá cá” no atual governo municipal.

6) Rupturas imotivadas como as da convenção municipal do Cidadania são um ingrediente a mais para que o cidadão comum desacredite na boa política e olhe com insegurança, desconfiança e estupefação tais movimentos, especialmente quando oxigenados por vaidades, ambições pessoais, promessas e meias-verdades. Entretanto, a todos os que, como eu, se declaram surpresos e desapontados, eu sigo afirmando que a política é algo nobre e essencial, capaz de mudar para melhor a vida das pessoas; precisa, porém, ser praticada com um mínimo de ética , coerência e – por que não dizer? – vergonha na cara. Fora disso, o cidadão comum terá sempre todo o direito de achar que não há virtude na política e que ela é apenas o palco dos espertos e dos espertalhões.

7) Faço um alerta aos pelotenses, no sentido de deixar muito claro que o legado político de Bernardo de Souza , em termos de compromissos, ideias e realizações, permanece inteiramente ao lado de Paula Mascarenhas, embora não seja de admirar que candidatos oportunistas agora tentem “herdar” o legado daquele eminente homem público.

8) Considero cumprida minha missão como presidente partidário. Agregamos filiações importantes e deixo ótimos amigos em meu antigo partido. A partir de agora, mesmo sem filiação partidária, aguardo o momento em que começar a campanha para cerrar fileiras ao lado da candidatura de Paula Mascarenhas, por considerá-la como a mais legítima representante de um projeto que, nos últimos anos, tem feito a diferença para melhor em nosso município.

Pelotas, 18 de setembro de 2020
VALTER POETSCH

PP e Cidadania formam chapa para a eleição

1 thought on “Em nota, Poetsch explica por que deixa o Cidadania

  1. Todos os “chapas branca” da prefeitura que irão trabalhar na campanha de reeleição da Prefeita estão largando seus cargos na prefeitura, o resto é jogo de cena.

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