O desafio dos candidatos a vereador

Temos acompanhado nas redes vários candidatos a vereador. Alguns se apresentam como “éticos e preocupados com a cidade”. Outros, à Bolsonaro, acentuam aspectos conservadores e emulam indignação, como se fossem nossos heróis. Alguns divulgam fotos ao lado de celebridades. Tudo legítimo, de acordo com o humano.

Eleição de vereador é difícil, a mais difícil, dizem. Olhemos a Câmara atual. Entre os eleitos, há basicamente dois perfis:

O primeiro é o Assistencialista, ocupado por vereadores voltados aos “mais necessitados” (incluindo animais), e a categorias. É um nicho permanente numa cidade com mais de 80% de famílias vivendo com renda igual ou menor que dois salários mínimos e meio.

O segundo perfil é o Ideológico, vereadores eleitos por causa do partido e do que representa como “resistência”, sentimento que se acirra em momentos de polarização e que, até aqui, encontra maior identificação com a esquerda.

Intelectuais, bem-intencionados e perfis semelhantes não se elegem vereadores, a não ser por uma confluência de fatores incomuns. Críticos também não levam. Para vencer a cercadura legislativa, não basta visibilidade na internet; é preciso muita inserção na base, no chão do bairro, coisa que a maioria não possui.

Além disso, boa parte dos vereadores atuais sai na frente nas urnas, pelo eleitorado anterior e por ter obtido a apoiadores vagas em cargos de confiança na prefeitura e na Câmara.

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