Autonomia do Banco Central é inspirada no Fed americano, mas não é igual

O projeto que estabelece autonomia do Banco Central, aprovado no Senado na noite desta terça-feira (3), não chega a ser “independência”, como é nos Estados Unidos. Mas é um avanço naquele sentido.

Lá, o presidente do Fed (Federal Reserve) tem a função de zelar pelo equilíbrio e saúde da economia, acima de interesses políticos e eleitorais.

O presidente do Fed jamais permitiria, por exemplo, arroubos de populismo econômico de governos, comuns no Brasil.

É indicado para o cargo pelo presidente da República, como o são os ministros do Supremo no Brasil, mas sempre atua com grande independência. Eles têm uma tradição muito grande nisso.

O presidente do Fed tem a importância do nosso ministro da Fazenda. Mas ninguém manda no presidente do Fed. No Brasil, o presidente pode desautorizar o ministro da Fazenda. Lá, não.

É uma espécie de mago de olho na economia. Uma espécie de cientista que o presidente não ousa desafiar. Tem mandato e não pode ser demitido pelo presidente da República.

A Reforma brasileira é inspirada no Fed americano.

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