IVAN TERÁ UM DESAFIO DIFÍCIL PELA FRENTE

Pela votação de primeiro turno para prefeito, Paula (PSDB) ocupou bem o centro do eleitorado, centro-esquerda e também centro-direita.

É impensável que Fetter (PP) apoie Ivan (PT) no segundo turno, assim como seria impensável o contrario, se Fetter tivesse passado.

Fetter e Ivan estão muito longe um do outro.

Os números mostram que será muito difícil para Ivan vencer Paula, que por um triz (409 votos) não levou no primeiro turno. Ivan recebeu 22.889 votos, 14,49% do total. Paula recebeu 78.599 votos, 49,74% do total. É difícil, mas, segundo os teóricos, não é impossível. Em tese, se diz que segundo turno é uma nova eleição, tempos iguais de propaganda, 5 minutos cada.

Para superar Paula, porém, Ivan precisaria tirar votos da tucana, atrair grandes fatias de votos dos candidatos que perderam, além de trabalhar para que a abstenção seja menor e os eventuais votantes de segunda hora votem nele. No primeiro turno, 64.032 pessoas – 26,58% dos eleitores aptos – não votaram.

Ivan precisaria ainda estudar a linguagem de marketing das candidaturas tucanas, que há três eleições têm obtido resultados excelentes, quase uma “escola”. Copiar os pontos positivos e agregar criatividade original, em acordo com a identidade da candidatura.

Os tucanos falam com todas as faixas etárias e não temem parecer distantes socialmente dos eleitores. Por exemplo, Paula não se preocupou por mostrar na campanha a sala de sua casa nova, uma sala ampla, bem decorada. Isso não tirou votos dela entre os pobres.

Os pobres nos bairros não são mais os pobres de décadas passadas. Embora as diferenças sociais permaneçam, hoje pobres e ricos têm acesso igual a produtos que os aproximam: além de acesso à comida barata, possuem smartphone, assinatura de Netflix, andam de Uber.

Aquele antigo pobre hoje tem aspirações da nova classe média antenada.

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