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Pandemia

Covid: Secretaria da Saúde emite alerta para rede hospitalar

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A Secretaria da Saúde do estado e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS) publicaram nesta sexta-feira (27) um alerta à rede hospitalar gaúcha relativo ao aumento da demanda de atendimento de pacientes com Covid-19 nas próximas semanas.

Com o intuito de evitar sobrecarga do serviço público de saúde, o documento (veja no final) orienta que os hospitais adotem medidas de interesse público, como a reativação de estruturas e equipes de profissionais da saúde assim como estavam estruturadas no primeiro pico da pandemia.

O texto visa garantir atendimento de pacientes em situações graves e de urgência, seja por Covid-19 ou não, especialmente nas áreas de oncologia e cirúrgicas em geral.

“Para os pacientes com Covid-19 recomenda-se uma área isolada, como vem sendo realizado, mas caso não exista a possibilidade de isolamento, deve-se igualmente internar o paciente, isolando-o como possível”, explica o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

A nota recomenda que seja avaliada a suspensão, se necessária, das cirurgias eletivas que não comprometam a saúde do paciente e também recomenda que não ocorra redução da força de trabalho no período de final de ano e verão. As instituições hospitalares devem continuar atualizando diariamente a ocupação de pacientes e disponibilidade de leitos no sistema de informações da SES.

***

Nota Informativa Conjunta SES e COSEMS – 27/11/2020
Alerta à Rede Hospitalar do RS
Assunto: Manutenção da Capacidade de Atendimento à COVID 19.

Considerando a Lei Federal n. 8.080, de 19 de dezembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências da Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde (SUS);

Considerando que permanece vigente a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus (COVID- 19);

Considerando a Portaria nº 188/GM/MS, de 4 de fevereiro de 2020, que Declara Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus (2019-nCoV);

Considerando que os atendimentos de saúde são serviços essenciais conforme o Decreto Estadual nº 55.240, de 10 de maio de 2020;

Considerando que a SES RS, no monitoramento diário desde o início da Pandemia, evidencia, atualmente, um aumento no número de casos Covid internados, cuja estratégia de enfrentamento e estabilização da epidemia é a destinação de leitos clínicos e de UTI para o atendimento específico da COVID 19;

Considerando a necessidade de continuidade de atendimento das demandas eletivas reprimidas, tendo em vista o término da vigência, em 30 de setembro de 2020, da Lei nº 13.992/2020, prorrogada pela Lei nº 14.061/2020, as quais suspendiam a obrigatoriedade da manutenção das metas quantitativas e qualitativas contratualizadas pelos prestadores de serviço de saúde no período da pandemia;

Considerando que após a Nota Informativa Conjunta SES/COSEMS, de 22/10/2020, houve um aumento expressivo de atendimento a pacientes eletivos;

Considerando que, durante o período de diminuição da necessidade de internações, houve o pedido de hospitais para diminuir seus leitos COVID, clínicos e de UTI;

Considerando a proximidade do final de ano e do veraneio, período normalmente já conturbado no setor hospitalar;

Considerando a reunião virtual realizada em 26 de novembro de 2020, às 17h, com os Gestores de Saúde dos Municípios em Gestão Plena, cujos prestadores de serviços de saúde fecharam leitos COVID;

Considerando que o acesso aos serviços de saúde é um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde .

A Secretaria da Saúde e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do
Rio Grande do Sul (COSEMS) vem a público emitir um Alerta à Rede Hospitalar, pública e privada, orientando a adoção das seguintes medidas de interesse público quanto ao atendimento:

  1. Envidar esforços para reativar estruturas e equipes para internações Covid nos patamares anteriores quando do primeiro pico da Pandemia.
  2. Inocorrer redução da força de trabalho no período de final de ano e verão, organizando suas equipes para este fim;
  3. Avaliar a suspensão, se necessária, de cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que possam ser adiadas e/ou reprogramadas sem prejuízo a saúde do paciente, de acordo com o monitoramento da evolução da epidemia estabelecido pelo Distanciamento Controlado (Decreto Estadual nº 55.240/2020) e em comum acordo com a SES;
  4. Garantir o acesso dos pacientes em situações de urgência e de situações graves, especialmente na área de oncologia e cirúrgicas em geral, evitando a diminuição da sua capacidade de atendimento;
  5. Garantir o acesso dos pacientes graves Covid e não-Covid, especialmente a leitos de UTI, destinando todas as estruturas e equipes para a internação adotando todas as medidas de isolamento possíveis.
  6. Manter atualizadas, diariamente, as informações de ocupação de pacientes e disponibilidade de leitos no Dashboard de Leitos da SES.

Diante do exposto, solicitamos a observância das orientações acima.

Porto Alegre, 27 de novembro de 2020.
CLÁUDIA DANIEL ARITA BERGMANN
Presidente COSEMS/RS Secretária da Saúde

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Pandemia

Covid: Pelotas registra dois mortos e 61 infectados nas últimas 24h

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Pelotas registrou mais duas mortes por covid-19 nesta segunda, 18, segundo o Painel Covid, da prefeitura. Pacientes de 72 e 89 anos.

Além disso, 61 pessoas testaram positivo para o vírus. 56 dos internados são de Pelotas, 20 de outros municípios.

Neste momento, 76 pessoas estão internadas (64,4% de ocupação de leitos).

20 em UTI, 60,6% de ocupação.

56 em enfermaria, 65,9% de ocupação.

Até hoje 47.363 pessoas testaram positivo para covid. E 1.166 perderam a vida.

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Pandemia

A partir desta 2ª, pelotense precisará de passaporte vacinal

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Nesta segunda-feira (18), começa a valer em Pelotas a exigência de apresentação do Passaporte Vacinal para ingresso e permanência em eventos e espaços de uso coletivo.

A partir desta data, os estabelecimentos do município devem solicitar o documento ao público que acessar esses espaços.

As regras em relação aos locais que passarão a cobrar a comprovação, além do calendário que estabelece a partir de quando a regra passa a valer, estão especificados no Decreto nº 6.478/2021, publicado pela Prefeitura em 7 de outubro.

Em Pelotas, para o ingresso e permanência no interior de estabelecimentos, eventos e todas as demais atividades e locais de uso coletivo, a comprovação da vacina poderá ser feita de duas maneiras: por meio da certificação emitida pela plataforma Conecte SUS ou pela apresentação da Carteira de Vacinação.

O principal comprovante é o Certificado Nacional de Vacinação – popularmente conhecido como Passaporte da Vacina –, que pode ser obtido através da plataforma Conecte SUS (https://conectesus.saude.gov.br/home) ou baixando o aplicativo para celular disponível aos sistemas iOS e Android.

Seja pelo Conecte SUS, seja pelo aplicativo mobile, o usuário deverá acessar a opção “Cidadão”, e realizar seu cadastro com dados pessoais. Em seguida, deve acessar a aba “Vacinas” e marcar as doses. Logo após, aparecerá o botão do ‘Certificado da vacinação’. O documento conterá os dados de identificação do usuário e da vacina, na frente, e um QR-Code para verificação no verso. Também é possível exportar o documento em PDF para armazená-lo ou imprimi-lo.

A comprovação também poderá ser feita com a apresentação da carteira/cartão de vacinação com a identificação da vacina recebida, lote e data de aplicação da primeira e/ou segunda dose, ou dose única, quando for o caso.

Quem encontrar problemas com relação aos dados durante a emissão do Certificado via plataforma Conecte SUS poderá contar com auxílio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Para isso, será preciso enviar um e-mail com nome completo, CPF e foto da carteirinha de vacinação (frente e verso), além do telefone para contato, para o endereço eletrônico conectesuspelotas@gmail.com. Mais informações e orientações podem ser obtidas pelos telefones (53) 3284-7745, (53) 3284-7710 ou (53) 3284-7722.

O Decreto nº 6.478/2021 exige o passaporte vacinal para atividades como competições esportivas; eventos infantis, sociais e de entretenimento em buffets, casas de festas, casas de shows, casas noturnas, restaurantes, bares e similares; feiras e exposições corporativas, convenções, congressos e similares; cinemas, teatros, auditórios, circos, casas de espetáculo e similares; além de parques temáticos, de aventura, de diversão, naturais, zoológicos e similares. O funcionamento estará condicionado à apresentação do comprovante tanto do público quanto dos trabalhadores.

Ainda conforme o Decreto, o comprovante de vacinação também passa a ser exigido aos estudantes que forem de fora da região Covid-19, da qual Pelotas faz parte (R21), e também para os alunos de outros estados brasileiros. Essa cobrança deverá ser feita pelos estabelecimentos de educação.Calendário

O comprovante vacinal será obrigatório a partir de 18 de outubro, conforme o calendário municipal de vacinação contra a Covid-19, seguindo a programação abaixo.

Maiores de 40 anos de idade

– Comprovante de 1ª dose – a partir de 18/10

– Comprovante de 2ª dose – a partir de 18/10

Entre 30 e 39 anos de idade

– Comprovante de 1ª dose – a partir de 18/10

– Comprovante de 2ª dose – a partir de 28/10

Entre 18 e 29 anos de idade

– Comprovante de 1ª dose – a partir de 18/10

– Comprovante de 2ª dose – a partir de 01/12

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Pandemia

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença

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Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

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