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Mosul, no Netflix

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Cultura & entretenimento

O ‘bolo de Hitler’ e uma curiosidade

Há montanhas de motivos para abominar o Nazismo, sobretudo de corpos, além da perseguição em si

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Atualizado: 03h27 | 19/10

A Reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) denunciou uma aluna do curso de História à polícia civil.

A garota fez aniversário de 24 anos em casa, e, quem estava atento, viu que o bolo, divulgado nas redes, trazia sobre o confeito a imagem comestível de Adolph Hitler, com o uniforme de campanha, a cruz suástica no braço e o bigodinho que copiou do Chaplin.

Embora o fato não tenha se passado nas dependências da Instituição, mas fora de suas paredes, alguém, provavelmente da UFPel, viu e não gostou. Não se sabe quem delatou à Reitoria. Ou se foi a própria que viu e não gostou.

Há montanhas de motivos para abominar o Nazismo, sobretudo de corpos. A única coisa “boa” – para quem gosta da estética das coisas e seus simbolismos – foi o visual dos uniformes dos oficiais e dos soldados, encomendados pelo tarado Adolph ao famoso estilista Hugo Boss (foto), alemão de nascimento, claro. Boss e equipe capricharam, confeccionando uma vestimenta perfeita em relação aos sentimentos que os nazistas queriam infundir: superioridade e medo. Os alemães se vestiam como super-homens, engomados em ambições totalitárias “purificantes”. Já os americanos e até mesmo os ingleses vestiam simpáticos uniformes despojados e informais, parecidos com a indumentária do homem comum, que luta “apenas” pela sobrevivência.

Não se sabe ainda o motivo pelo qual o tal bolo foi imaginado, se para render homenagem ao Fuhrer ou se como um estranho ritual, comer Hitler para, depois, defecá-lo. Pode também que tudo não tenha passado de uma brincadeira de mau gosto. Nunca se deve duvidar do alcance das motivações humanas. Numa época de montagens de todo tipo, terá de fato ocorrido o que se diz que ocorreu? Ninguém sabe ainda o que se passou.

Uniformes nazistas: confeccionados por Hugo Boss
Imagens do filme Conspiração

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Cultura & entretenimento

Missão russa gravou o primeiro filme de ficção fora do planeta

Atriz e diretor passaram 12 dias na Estação Espacial Internacional

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Já regressaram à Terra a atriz e o diretor de cinema russos que viajaram até a Estação Espacial Internacional. Depois de 12 dias, eles regressaram com uma missão cumprida: gravar o primeiro filme no espaço.

A atriz Yulia Peresild e o diretor Klim Shipenko decolaram, no último dia 5, para a Estação Espacial Internacional, na nave russa Soyuz, com o cosmonauta Anton Shkaplerov, um veterano em três missões espaciais.

A Soyuz MS-19 decolou e pousou na estação de lançamento espacial russa em Baikonur, Cazaquistão.

O filme foi intitulado Challenge (Desafio, em inglês), no qual uma cirurgiã interpretada por Peresild viaja para a estação espacial para salvar um tripulante que sofre um problema cardíaco.

Numa conferência de imprensa antes do voo, na segunda-feira (4), Peresild e Shipenko reconheceram que foi um desafio adaptarem-se à disciplina rígida e às exigências rigorosas durante o treinamento do voo.

Nave Luna-25

O voo da equipe cinematográfica aconteceu no mesmo dia em que a Rússia anunciou o adiamento do lançamento da nave Luna-25 para o polo sul da Lua até julho de 2022.

A Rússia inicialmente queria enviar o Luna-25 em outubro deste ano, mas em agosto atrasou a missão para maio de 2022 para permitir mais tempo para realizar testes adicionais no equipamento de bordo.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

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Cultura & entretenimento

A velha senhora. Por Eduardo Affonso

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Costumava cruzar, toda manhã, com um casal que também parecia gostar de acordar cedo e dar uma volta.

Ela, bem velhinha. Ele, velhíssimo.

Caminhavam lentos, de mãos dadas — ele, amparado na fragilidade dela; ela, sustentada pela debilidade dele.

Não vou negar que uma névoa de inveja se insinuasse por dentro de mim.

Estavam lúcidos, ambos. Andavam no mesmo ritmo e pareciam estar conversando o tempo todo. Ainda não haviam se cansado um do outro, ainda tinham o que dizer naquelas longuíssimas caminhadas (longas no tempo que levavam, não na distância percorrida).

Muito brancos, os dois. Sempre de calças compridas, camisas de mangas compridas, tênis, chapéu. Mãos e rosto rescendiam a protetor solar.

Vi-os algumas vezes sentados nos bancos que há ao longo da calçada, talvez tomando fôlego, talvez tomando sol, talvez se sentando apenas porque é para isso que servem os bancos.

Reduzi o passo uma vez, curioso para saber do que falavam.

Em vão: falavam em alemão.

Um dia, pela primeira vez, a vi sozinha.

Silenciosa.

Não amparava mais: vinha ela própria se amparando numa bengala.

Não soube o que houve com ele.

Foi quando a inveja deu lugar à compaixão. Por ela estar agora só, sem ter em quem se apoiar no caso de uma queda, tendo que responder ela mesma às perguntas que fizesse, e se indagar que perguntas ele faria.

Passei a acompanhá-la à distância, reduzindo o passo e refreando os cachorros, anjo da guarda improvisado para o caso de uma raiz de amendoeira lhe tirar o equilíbrio, uma pedra solta no piso a levar ao chão, um ladrão lhe vir arrancar a bolsa que trazia apertada ao corpo.

Emparelhei com ela algumas vezes. Arrisquei um “Bom dia! ”, envergonhado de um “Guten Morgen” vir a iniciar uma conversa que eu não conseguisse levar adiante. Ela me respondeu em português perfeito, com um sorriso nos olhos e nos lábios e na voz.

Os “bons dias” se sucederam, sem que eu tivesse coragem de perguntar quem era ela, que histórias guardava, em que pensava, se não queria dividir comigo “eine Tasse Kaffee”. Se não podia me deixar gozar com ela de um pouco da lucidez que se esvaiu da minha mãe, se me permitiria cuidar dela cinco minutos por dia e ter com ela as conversas que emudeceram quando minha mãe perdeu a voz, o sorriso, o olhar.

Encontrei-a com frequência — sozinha — na padaria. Uma média de café com leite, um pão com manteiga mastigado lentamente com as gengivas.

A padaria fechou.

Como numa foto que desbota com o tempo, a senhora de olhos claros, pele clara, moletom, bengala, chapéu e passos suaves, também se apagou das minhas vistas, dos meus passeios matinais.

Passeio agora, sozinho, com os cachorros. Sozinho, não: com todas as perguntas que queria ter feito, todos os sorrisos que poderia ter-lhe dado, todas as histórias que jamais ouvirei.

Ela nunca soube que me protegia da solidão.

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