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Brasil & Mundo

Dois dos novos membros da Academia Brasileira de Ciências são da UFPel

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A UFPel tem dois dos novos membros eleitos, nesta quinta-feira (3), para a Academia Brasileira de Ciências (ABC). São o professor associado do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Fernando Barros, eleito como membro titular da área de Ciências da Saúde, e a também professora associada e docente permanente nos Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia e Bioquímica e Bioprospecção Lucielli Savegnago, como membro afiliado pela Região Sul, na área de Ciências Biológicas.

Eles foram escolhidos em Assembleia Geral Ordinária realizada pela Academia, onde foram apontados os novos membros titulares, correspondentes, colaboradores e afiliados. Conforme a ABC, entre os titulares, 43% são mulheres; entre os afiliados, 46,7%. Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de janeiro.

Lucielli Savegnago

Lucielli

Membros afiliados, como Lucielli, são jovens pesquisadores de excelência, com menos de 40 anos, que fazem parte dos quadros da ABC por um período de cinco anos, não renováveis.  Os membros afiliados participam de ações de formulação de políticas de pesquisa no Brasil, em ações para divulgação científica para aproximar a ciência da sociedade.

Para a docente, é uma honra representar a UFPel na ABC. “Uma conquista dessas é resultado de toda uma trajetória, não é um resultado individual e sim coletivo, pois nunca fazemos ciência sozinhos. Sou muito grata a todas as pessoas que trilharam este caminho comigo”, disse. “Tive e tenho excelentes alunos que são muito dedicados ao nosso grupo de pesquisa (Grupo de pesquisa em Neurobiotecnologia-GPN) e são minha fonte de inspiração e motivação. Tenho excelentes colaboradores dentro e fora da UFPel com quais estou sempre interagindo e discutindo ciência. Sem eles, não seria possível ter êxito como cientista”, completa.

A pesquisadora conta que gostaria de contribuir com uma maior divulgação sobre a depressão e a doença de Alzheimer, que é um tema que já vem sendo pesquisado por ela. A depressão é responsável por cerca de 60% dos 800.000 casos de suicídio ao ano no mundo e estima-se que em dez anos houve um aumento de 18,40% nos casos de Depressão e que até 2050, serão mais de 125 milhões de pacientes diagnosticados com a Doença de Alzheimer.

É estimado que de 10 a 15% dos casos de Doença de Alzheimer no mundo sejam potencialmente atribuíveis a depressão, indicando que o número de casos de demência reduziria proporcionalmente ao passo que a depressão fosse adequadamente tratada.

A pesquisadora ressalta que estudos têm apontado que pacientes depressivos têm quase o dobro de probabilidade de apresentarem a Doença de Alzheimer. “Nesse sentido o nosso grupo de pesquisa GPN busca encontrar novas alternativas terapêuticas/farmacológicas (ensaios pré-clínicos) para a depressão e a doença de Alzheimer”, observa.

Currículo

Possui graduação em Farmácia Análises Clínicas pela Universidade Federal de Santa Maria (2001), mestrado (2004), doutorado (2007) e Pós-Doutorado (2008) em Bioquímica Toxicológica pela Universidade Federal de Santa Maria.  No ano de 2008, foi agraciada com o prêmio Mulheres na Ciência/L’Oréal. Foi professora na UNIPAMPA (2008-2010). Desde 2010, desenvolve atividades de Docente e Pesquisadora na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Atua como professora associada II (40H/DE) e docente permanente nos Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia e Bioquímica e Bioprospecção (PPGBBio) da UFPel.

Ministra aulas nas disciplinas de Farmacogenômica, Seminários, Fisiobiotecnologia, Biofisica, Neurobiotecnologia e Bioquímica aplicada a Biotecnologia. No ano de 2010, fundou o Grupo de pesquisa em Neurobiotecnologia (GPN) e está focado na busca de estratégicas biotecnológicas para o tratamento da depressão e da doença de Alzheimer.

Até novembro de 2020 possui 132 artigos publicados, realizou 29 pedidos de patentes junto ao INPI, possui índice H 29, com 2692 citações (base Web of Science). Orientou 12 alunos de mestrado (3 coorientações) e 9 alunos de doutorado (3 coorientações).  De 2017-2019 esteve na coordenação do programa de excelência de Pós-Graduação em Biotecnologia PROEX/CAPES da UFPel (nota 7/CAPES). Foi coordenadora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia- PPGB (2016-2017).

Possui independência científica e tecnológica com inserção internacional, segundo ela notadamente comprovada por publicações de alto impacto e intercâmbio de alunos em cooperação com pesquisadores da University of Texas MD Anderson Cancer Center, Universidade de Temple-Filadélfia e University of Copenhagen. É revisora de periódicos de alto impacto, participou como membro do comitê assessor da área Ciências Biológicas da FAPERGS, como membro do Comitê institucional de bolsas de iniciação científica da UFPel e membro do comitê de ética e experimentação animal da UFPel.

A pesquisadora obteve aprovação em editais de fomento, nos últimos dez anos, entre eles, CNPq/Universal, FAPERGS- PqG, FAPERGS/CAPES 04/2018 Programa De Bolsas De Fixação De Doutores (DOCFIX), FAPERGS/CAPES 06/2018- Programa de internacionalização da pós-graduação no RS.

Fernando Barros

Fernando

Apesar de também atuar na UFPel, Barros foi admitido na Academia Brasileira de Ciências, representando a Universidade Católica de Pelotas. Os membros titulares, como Barros, são cientistas radicados no Brasil há mais de dez anos com destacada atuação científica.

Para Barros, que pesquisa desigualdades sociais na saúde, é uma honra e um privilégio participar de uma instituição como a Academia Brasileira de Ciências. “Espero que a minha participação possa amplificar a minha palavra e, dessa forma, amplificar a palavra das instituições nas quais eu trabalho e da região na qual eu vivo. Nós trabalhamos fazendo investigação para que os nossos achados sejam conhecidos e se transformem em políticas de saúde que possam combater as desigualdades sociais. Espero que as minhas pesquisas tenham mais eco e que possam impactar na melhoria da vida das pessoas”, disse.

Currículo

Graduado em Medicina pela Universidade Católica de Pelotas (1970), Residência em Pediatria no HSE, Rio (1971-72), Mestrado em Saúde Materno Infantil – Institute of Child Health, University of London, UK (1980) e Doutorado em Epidemiologia – London School Of Hygiene And Tropical Medicine, UK (1985). Foi Professor Titular do Departamento de Medicina Social da UFPEL, trabalhou como profissional internacional do Centro Latino Americano de Perinatologia da OPAS/OMS, em Montevidéu, Uruguai, de novembro de 1998 a janeiro de 2007.

Atualmente é coordenador do Mestrado Profissional em Saúde da Mulher, Criança e Adolescente e Professor do Curso de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Saúde e Comportamento ambos da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) .

Publicou mais de 370 artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais. Tem experiência na área de Medicina e Epidemiologia, com ênfase em Saúde Materno-Infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia, saúde materno infantil, mortalidade perinatal e infantil, desigualdades sociais em saúde, estudos de coorte.

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Crise mundial de logística eleva custo de vida no Brasil

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Desencadeada pelo início da pandemia, a crise na logística que o mundo todo enfrenta, especialmente por conta da falta de contêineres, é um dos grandes motivos para o aumento do custo de vida no Brasil.

Com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, a inflação acumulada dos últimos doze meses chegou a 10,25%. Somente em 2021, a alta do IPCA é de 6,90%, bem acima do teto de 5,25%, que era a meta estipulada pelo governo para a inflação deste ano.

O aumento do preço dos fretes é um dos fatores que encarece o valor das mercadorias, tanto na exportação quanto na importação.

“Essa crise escancarou ainda mais os problemas de infraestrutura que o país possui, e ainda há muitas incertezas no caminho para a melhora do cenário atual”, esclarece o coordenador do curso de Comércio Exterior e professor de Relações Internacionais da Universidade Positivo (UP), João Alfredo Lopes Nyegray.

Segundo ele, essa crise logística é reflexo da forma como cada país lidou com o início da pandemia. Enquanto alguns faziam a contenção da primeira onda da doença, outros ainda enfrentavam o auge. Por conta disso, muitos contêineres ficaram parados e, consequentemente, veio o aumento dos preços dos fretes.

“O Porto de Ningbo, na China, por exemplo, terceiro maior porto do mundo em movimentação de contêineres, ficou parado por duas semanas por conta de um caso de covid-19. Além disso, não podemos esquecer do incidente portuário no Canal de Suez. Com todos esses problemas, as cadeias mundiais de suprimento e abastecimento foram sofrendo uma grande pressão por não conseguir acompanhar a demanda”, explica.

Outro prejuízo que o Brasil enfrenta com essa alta dos fretes é o encarecimento das exportações. Um frete China-Paranaguá, que estava na casa dos mil dólares, agora está custando 11 vezes mais. O frete China-Manaus atingiu os 24 mil dólares. “Em um momento em que o real está desvalorizado e o país poderia estar aproveitando para exportar mais, acaba sendo prejudicado pelo alto valor do frete”, aponta Nyegray.

A previsão para melhora de apenas alguns desses problemas é no primeiro semestre de 2022, mas ainda há muitas incertezas pelo caminho, como as variantes do coronavírus, por exemplo. Nyegray explica que, enquanto as exportações e importações encareceram por conta do frete, o custo de vida continua elevado por conta da falta de opções de meios de transportes dentro do próprio país.

“Se o Brasil contasse com linhas férreas confiáveis para o transporte de produtos, a situação poderia estar melhor. Porém, o frete no país é caro porque depende do modal rodoviário, cujos preços subiram por conta do aumento dos combustíveis”, justifica.

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CPI terá dia dedicado a ouvir parentes de vítimas da covid-19

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Às vésperas do fim dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, o gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, ganhou, nesta segunda-feira (18), um grande varal com 600 lenços brancos. A instalação, feita pela organização não governamental (ONG) Rio de Paz, simboliza os mais de 600 mil mortos pela covid-19 no Brasil. Os mesmos lenços foram expostos na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, no início deste mês.

Cronograma da CPI

Com uma nova mudança na programação do colegiado, a data escolhida para a ação coincide com o dia que será dedicado exclusivamente a depoimentos de sete vítimas diretas e indiretas da covid-19 no colegiado. Durante o fim de semana, os senadores decidiram cancelar a oitiva de Nelson Mussolini, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que seria ouvido hoje. Mussolini integra a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde. Ele seria cobrado a dar explicações sobre a última reunião da Conitec que retirou de pauta um documento que pretendia vetar o uso de medicamentos ineficazes no tratamento contra a covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS).

A mudança na programação fez com que outro depoimento previsto para hoje, o de Elton da Silva Chaves, representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), que também integra a Conitec, fosse reagendado para amanhã (19). Com isso, a leitura do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) passou para quarta-feira (20). Para evitar questionamentos na Justiça e garantir tempo suficiente para os senadores analisarem o texto, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), remarcou a votação do parecer para a próxima semana, na terça-feira (26).

Divergências

As alterações no calendário da CPI foram motivadas por divergências entre o chamado G7 – grupo de senadores independentes ou de oposição que tem maioria na comissão. As divergências são relacionadas a pedidos de indiciamentos no relatório. “Acho muito bom o adiamento, pois nós teremos mais tempo para discutir. A CPI foi uma investigação complexa, feita à luz do dia, com aderência social e que reuniu caminhões de provas. Preciso pacificar essas divergências no grupo após o vazamento [de informações do relatório]. Esse grupo é heterogêneo e é natural que haja divergência em algum ponto”, avaliou Calheiros.

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Planos de saúde: primeira portabilidade pode ser feita após dois anos do plano original

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A portabilidade de planos de saúde é um dos direitos de cidadãos que passam a utilizar o benefício. 

Para fazer a portabilidade de um plano, a pessoa deve estar atenta aos requisitos, regras e possibilidades definidas na legislação, especialmente as da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Para encaminhar a solicitação de mudança, o plano deve ter sido contratado a partir de 1999 ou ter sido adaptado à Lei dos Plano de Saúde (Lei 9.656/1998), além de estar ativo (o plano não pode ter sido cancelado). O pagamento também deve estar em dia. 

A primeira portabilidade só pode ser feita quando a pessoa tiver pelo menos dois anos no plano de origem. Caso tenha cumprido uma cobertura parcial temporária em caso de lesão pré-existente, o requisito é de três anos do plano original.

No caso da realização de nova portabilidade, o prazo exigido é de pelo menos um ano. Caso o plano para o qual a pessoa migrou tenha nova cobertura, o tempo mínimo vai para dois anos.

Documentos

Os planos exigem um conjunto de documentos para encaminhar a portabilidade, como comprovante das três últimas mensalidades ou declaração da operadora da situação regular e proposta de adesão assinada.

Outro documento requerido é o relatório de compatibilidade de planos de origem e destino, emitidos pela ANS e pelas operadoras. Caso o plano seja coletivo, será exigido da pessoa um comprovante de que ela está apta a ser incluída.

Prazos

A operadora tem até dez dias para analisar o pedido de portabilidade. Se a resposta não for dada nesse prazo, o procedimento de transição será considerado válido.

Já o beneficiário tem até cinco dias para solicitar o cancelamento do plano anterior. Caso o indivíduo não faça isso, ficará sujeito ao cumprimento das carências.

Mudança de planos

A portabilidade é realizada na operadora ou administradora do plano de saúde de destino. A pessoa deve entrar em contato com a empresa e solicitar a troca de plano, além de cancelar o antigo na operadora anterior.

É possível fazer a portabilidade de carências – possibilidade de o indivíduo fazer a mudança sem a necessidade de cumprir o período em que paga pelo serviço mas não pode utilizá-lo.

Caso queira fazer a portabilidade para um plano que tenha novas coberturas não previstas no anterior, ficará sujeito às carências. Segundo a cartilha de portabilidade de carências da Agência Nacional de Saúde Suplementar – confira o documento aqui, – as carências são de 24 horas para emergências ou urgências, seis meses para cobertura hospitalar, ambulatorial e odontológica e 300 dias para partos.

Informações

A ANS disponibiliza um sistema para facilitar a consulta sobre alternativas de alteração dos planos, o chamado “Guia de Planos de Saúde”. O sistema está no portal e reúne informações sobre planos e a portabilidade sem carências.

Os interessados precisam criar um cadastro no Gov.br para acessar o sistema. Nele, são listados os planos ativos e inativos da pessoa. Caso o plano não tenha sido listado, é possível fazer a portabilidade com as informações dele (como número de contrato, por exemplo).

A pessoa deve preencher um formulário e fornecer as informações demandadas, como o tipo de plano (individual, coletivo), a amplitude (nacional, município ou grupos de municípios), a presença de coparticipação (pagamento por procedimentos), o plano de destino, o estado e a cidade onde ele está sediado, o tipo (com o número de registro) e os valores mínimo e máximo de mensalidade que a pessoa pode pagar.

O formulário permite uma pesquisa em que o interessado pode comparar outros planos àquele de origem. O sistema disponibiliza informações de cada um dos planos para que a pessoa possa decidir se fará a portabilidade. O usuário também pode buscar um plano específico que tenha pesquisado anteriormente.

A agência disponibiliza ainda uma cartilha sobre portabilidade que explica todo o processo sobre planos de saúde, como tipos de coberturas, abrangência, conceitos, preços, requisitos, prazos, exigências para segmentos específicos (como crianças).

Empresa em saída do mercado

No caso de uma empresa que não irá mais operar no mercado, por decisão judicial ou liquidação, a ANS abre um prazo de 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, para que as pessoas com plano nessa operadora possam fazer a portabilidade especial de carências.

Nesse caso, não valem as exigências de tempo mínimo no plano original nem de faixas de preços. Mas valem regras como a obrigação de carência para novas coberturas, não existentes no plano anterior.

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