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Cultura & entretenimento

O SOM DO SILÊNCIO É UM EXCELENTE FILME. Por Déborah Schmidt

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O baterista Ruben Stone (Riz Ahmed) tem uma banda de heavy metal com sua namorada Lou (Olivia Cooke). Os dois vivem em um trailer e estão prestes a começar uma turnê pelo país quando ele percebe que está perdendo a audição.

Ao descobrir que o dano é irreversível, e sem dinheiro para um procedimento médico caríssimo que poderia recuperá-lo, Ruben é obrigado a buscar ajuda em um centro de apoio para surdos. Sem nenhum tipo de contato com o mundo exterior, o protagonista precisa aprender a lidar com a nova condição enquanto vive isolado com outros surdos em uma comunidade liderada por Joe (Paul Raci).

Lançamento imperdível da Amazon Prime Video, O Som do Silêncio marca a estreia na direção de Darius Marder. Em sua primeira cena, o diretor joga o espectador no meio de uma experiência altíssima e caótica de um show de rock. Entretanto, toda a experiência se transforma radicalmente após o diagnóstico de Ruben. Com isso, todo o desespero e a intensidade que o acompanhavam dão espaço à contemplação.

Os diálogos falados são quase que inteiramente substituídos por conversas em linguagem por sinais e as interações são baseadas em expressões, gestos e ações, como na linda cena em que Ruben se comunica com uma criança surda através da vibração de um escorregador. O roteiro, escrito pelo próprio diretor com o seu irmão Abraham Marder, também estreante em longas-metragens, contou com a colaboração do diretor e roteirista Derek Ciafrance, de Namorados para Sempre e O Lugar Onde Tudo Termina.  

O filme destaca detalhes auditivos que passam despercebidos no dia a dia, como o barulho do liquidificador ou o pingo do café na máquina. No dia seguinte, os barulhos de antes não reproduzem mais som e, ao ver a aflição de Ruben, Lou o convence a ir para uma comunidade de surdos. Lá, conhece Joe, que perdeu a audição no Vietnã e é responsável pela integração de cada novo membro. Entretanto, o baterista terá que aprender a lidar com a surdez e não a corrigi-la. Afinal, como o líder local sabiamente diz a ele: “Ser surdo não é uma deficiência”.  

Desde sua revelação como coadjuvante no ótimo O Abutre, Riz Ahmed mostrou seu talento na minissérie The Night Of e depois trabalhou em sucessos como Jason BourneRogue One: Uma História Star Wars e Venom.

Com O Som do Silêncio, Ahmed volta ao protagonismo com uma atuação poderosa, alternando entre explosões e delicadezas. Ruben é complexo e introspectivo, mas extravasa ao descobrir que sua surdez será permanente. A partir daí, seu olhar e sua expressão revelam a profundidade de sua perda.

Construída através da reciprocidade entre os personagens, sua química com a competente Olivia Cooke entrega cenas de grande voltagem emocional. Lou, que também tem um passado complicado, e que não é tão detalhado no filme, é de fato a pessoa que se torna a rocha para o protagonista.

Destaco também o trabalho incrível do veterano Paul Raci, responsável por ajudar Ruben a entender que seu mundo mudou e que ele precisa aprender a viver com sua deficiência. A relação quase paterna entre os dois leva a um dos momentos mais emocionantes da trama.  

Com um trabalho excepcional de design e mixagem de som, o longa entrega com perfeição a sensação de ansiedade e confusão, exatamente como Ruben se sente. Aliás, é excelente o uso da edição de som no filme, alternando entre momentos de silêncio com os sons do cotidiano. A fotografia também muda bruscamente, saindo do escuro do início e modificando para tons mais claros à medida que Rubem encontra um novo caminho.  

O Som do Silêncio é fantástico ao mostrar uma bela jornada de amadurecimento. Uma estreia na direção promissora e uma atuação intensa ressaltam a importância da aceitação para conseguir lidar com seus próprios conflitos.

Déborah Schmidt é formada em administração.




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Cultura & entretenimento

O tema da vida

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“Não precisei ir aos livros para saber que o tema da vida é conflito e dor. Instintivamente, todas as minhas bufonadas se baseavam nisso: colocar as criaturas em dificuldades e fazê-las sair delas”.

Charles Chaplin.

Chaplin em Ombro, Armas

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Cultura & entretenimento

Baldwin foi informado de que arma era segura

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A arma com que Alec Baldwin matou Halina Hutchins, diretora do filme Hust, rodado em Santa Fé, nos EUA, foi entregue a ele por um assistente de direção.

O homem teria dito que a pistola era segura, segundo a polícia.

O diretor assistente Dave Halls não sabia que a arma tinha munição de verdade e afirmou que ela não estava carregada gritando “arma fria”, segundo o documento judicial.

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Cultura & entretenimento

Gel de garrafa térmica

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Estamos vivendo mesmo tempos difíceis.

Outro dia, em um vídeo do Reels, uma pessoa, no balcão de uma mercearia, tentou espremer gel higienizador da covid de uma garrafa térmica.

Enganou-se de recipiente, ardeu nas mãos.

Tem que ter resiliência de Kung Fu.

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