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Brasil e mundo

INCOMUM E IDEALIZA: COMUNICANDO A VERDADE NO SETOR IMOBILIÁRIO

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Do blog da Incomum: A Idealiza Urbanismo é uma empresa inovadora que nasceu em Pelotas e já tem projetos em vários cantos do país. No segmento em que atuam, o bairro planejado é a menina dos olhos e o Novo Urbanismo um xodó.Neste post, entrevistamos Fabiano de Marco, sócio da urbanizadora, que nos ajuda a entender o que esse tipo de empreendimento tem de tão especial. E, por ser especial, quais os desafios de comunicar os conceitos complexos relacionados a ele.Boa leitura!
ENTREVISTA COM FABIANO DE MARCO, DA IDEALIZA URBANISMO

Incomum — Primeiro, conte um pouco sobre o DNA da Idealiza. Como é ser empresário em um ramo que pode melhorar cidades e a forma de viver das pessoas?

Fabiano de Marco — Nós gostamos da atividade em si, de conceber os produtos, de entregar, de ver os clientes satisfeitos com a entrega. A construção civil não é só um veículo para alocar capital e ter recursos financeiros, mas uma atividade que traz prazer para os sócios, que nos faz ter envolvimento contínuo com os produtos, clientes e parceiros. Essa proximidade, pessoalidade e interesse se refletem na arquitetura, na relação de confiança, nas relações institucionais, na relação com a cidade. E quando a gente tem um contato tão intenso com todos os stakeholders precisa passar pela provação não só dos clientes, mas também dos não clientes, e trazer um legado para o entorno. Os projetos com escala de longo prazo acabam valorizando o entorno e, consequentemente, nossos ativos futuros. Trabalhamos com bairros planejados, que são muito mais instigantes, é um produto melhor recebido pela comunidade e pela cidade. E nos trazem um desafio intelectual, sociológico e antropológico, do mesmo nível de disciplinas como direito, política, arquitetura, urbanismo, paisagismo, segurança e relacionamento com o entorno. Por tudo isso, é uma atividade mais complexa e mais enriquecedora do que construir produtos tradicionais.
Como fica a relevância da comunicação para o sucesso desse tipo de produto?

Um bairro planejado é um projeto complexo, pois tem vários públicos-alvo não clientes, além do público-alvo cliente. Por isso, a comunicação é bem complexa. Na medida que a nossa atuação é multidisciplinar, a comunicação também se torna um pouco mais densa, mais complexa. Por um lado, isso é bom, porque o produto é rico em conteúdo, e a agência não precisa ficar inventando assunto para se comunicar. Por outro lado, demanda primeiro um domínio profundo de todas as características do produto a ser comunicado e uma compreensão sobre a densidade de informação que há na geração do produto. Nesse contexto, um time que está alinhado conosco desde a concepção do produto consequentemente vai conseguir produzir as peças de forma mais natural e assertiva.
O urbanismo é um produto diferente, que envolve área construída e valores intangíveis, como a dinâmica da interação das pessoas com o ambiente. Isso demanda uma comunicação diferente em relação a outras iniciativas imobiliárias?

Como nossa área de atuação vai além do apartamento, no fundo nossos projetos propõem um endereço melhor. A gente precisa de uma comunicação que levante os valores que esse novo endereço tem. No nosso caso, esses valores são diversidade, escala humana, mobilidade urbana sustentável, sustentabilidade, diversidade de uso, boa arquitetura e Novo Urbanismo, estratégias de atração de hipercriativos, olhos na rua e teoria das janelas quebradas. São conteúdos que circulam mais no meio acadêmico e que a nossa comunicação procura traduzir, educando e fazendo com que as pessoas assimilem, comprem esses valores não só para entender o objetivo da Idealiza desenvolver esses produtos, mas principalmente para que, no dia a dia, elas se comportem refletindo esses valores.
Entre os projetos da Idealiza está o Parque Una, concebido sob os princípios do Novo Urbanismo, uma experiência pouco comum no Brasil. Você pode apontar os cuidados que teve com a comunicação no início do empreendimento?

Enxergamos muito na comunicação do mercado imobiliário mensagens curtas e facilmente inteligíveis. Às vezes, a maior preocupação é transmitir uma mensagem compreensível do que uma mensagem com conteúdo. Só que o Novo Urbanismo é um tema bem complexo, denso, que engloba vários conceitos e tem um muito embasamento acadêmico. Não é simples lançar um empreendimento assim em uma época em que as pessoas têm pouca disponibilidade de atenção para ouvir, entender e conhecer uma oportunidade imobiliária que segue esses conceitos. Então tem um “pênalti”, vamos dizer assim, na comunicação, que é uma mensagem extremamente difícil de ser transmitida. Por outro lado, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Nós transmitimos esse conteúdo há vários anos, então as pessoas aos poucos vão assimilando e compartilhando entre si, disseminando uma compreensão, depois uma aceitação e, em um terceiro momento, uma exigência. A exigência de adquirir um produto imobiliário que esteja inserido em um ambiente com bom urbanismo, com uma associação de bairro atuante, em um lugar em que exista senso de comunidade, que seja projetado seguindo os princípios do Novo Urbanismo, que seja criativo e que valorize a arte. São tantas mensagens para se passar que, quando nós fazemos um lançamento imobiliário, quase que 60% da comunicação é voltada para educar, reeducar, explicar e reforçar nossos valores; e 40% é para explicar os nossos produtos. Afinal, o conceito do endereço onde a pessoa vai morar é mais importante que o empreendimento.
Imaginando a jornada de compra ideal de um cliente que busca um novo lar, como você descreve o processo de engajamento e encantamento dele com a proposta do Novo Urbanismos?

Novo Urbanismo é um termo técnico que não diz muito para quem não domina o assunto. O cliente está preocupado em saber se tem escola, padaria e lazer perto, se é um lugar seguro. E o Novo Urbanismo é uma disciplina que organiza tudo isso em uma escala urbana, mas eu não diria que há um grande engajamento com o termo por parte dos clientes. Novo Urbanismo resume muitas das coisas que o cliente deseja, mas ele não tem, na maior parte das vezes, a compreensão de que isso é resultado de um bom projeto em escala urbana. Então nem sempre o resultado vem pela comunicação, e nem sempre é fácil comunicar isso tudo para o cliente. Transmitir a complexidade do que é um bairro e uma cidade é um desafio, que passa por associar isso tudo às coisas que os consumidores entendem como necessidade no cotidiano deles.
Antes de oferecer o novo, a Idealiza tem o compromisso com o básico: qualidade nas entregas, fidelidade ao projeto e respeito com os prazos. Que outras premissas são inegociáveis?

No mercado imobiliário de hoje, o básico é mais uma exceção do que uma regra. No Brasil todo, a maioria das empresas estão mais preocupadas com o resultado, com o fluxo de caixa do empreendimento, do que com a responsabilidade que assumiram no lançamento. Às vezes, a promessa é enorme no lançamento e durante os três anos de obra todo o olhar é para reduzir custo e melhorar rentabilidade. Assim, na maior parte dessas decisões, quanto a um material ou acabamento, por exemplo, o consumidor não está ali presente e o incorporador decide sozinho se vai economizar ou se vai entregar algo para encantar o seu cliente. Então é uma questão principalmente de índole da empresa, de equilíbrio financeiro, de boa gestão dos sócios, de processos — porque uma empresa grande precisa de muito processo para conseguir ter entregas pontuais e com boa qualidade. Isso custa, pois passa pela segurança dos funcionários, fiscalização nos acabamentos, especificação de materiais de qualidade e por aí vai. Isso é o básico, mas lamentavelmente muitas vezes ele tem que ser externado como um diferencial das empresas. Um caso prático que eu posso apontar aqui é que nas entregas da Idealiza sempre fazemos uma apresentação para os clientes comparando as imagens que foram divulgadas antes com a filmagem de como nós estamos entregando os produtos. Com isso, eles podem perceber quão fiéis ao projeto são as imagens e a entrega. O mais satisfatório é que alguns clientes não distinguem qual que é a imagem real e qual que é a imagem 3D.Um exemplo é a entrega do Plex, no vídeo produzido por vocês (Agência Incomum). Nele, as pessoas podem ver como o básico é respeitado. Apesar de ser o básico, é extremamente complexo conseguir terminar uma obra no prazo, dentro do orçamento, com a mesma qualidade e exatamente fiel às imagens. Envolve grandes esforços das equipes de engenharia, de vendas, financeiro e contábil, é uma grande orquestra que precisa garantir um resultado final perfeito.
Quais características do jeito da Agência Incomum de trabalhar comunicação vão ao encontro das necessidades de quem trabalha com urbanismo e setor imobiliário em geral?

Na comunicação que a Idealiza faz com o trabalho da Agência Incomum, eu acho que o principal valor é a verdade. Nós não temos o costume de fazer campanhas baseadas em frases de efeito, de fazer aquele marketing de ludibriar as pessoas, de despertar uma atenção com pegadinhas, comunicando descontos que não são verdadeiros. A verdade é parte do caráter das pessoas que trabalham na Agência Incomum, o que é comunicado nos empreendimentos é simplesmente a tradução do conceito que os produtos de fato têm, e sempre com um olhar humano, respeitoso, criativo, sensível. A marca tem uma credibilidade construída ao longo de anos, não em uma estratégia viral ou em uma promessa muito forte. Quando a Idealiza se movimenta e se comunica com o trabalho da Incomum, o que mais gera resultado é a certeza que as pessoas têm de que aquela comunicação é verdadeira. Uma marca imobiliária não é construída em menos de 20 anos. Uma empresa não pode se dizer tradicional antes desse prazo no mercado imobiliário, que tem ciclos tão longos. E não existe receita para chegar lá se não for com verdade, credibilidade e muita criatividade para superar todos os ciclos aos quais o mercado imobiliário está exposto. Para nós, a Incomum é a agência que nos faz comunicar de forma verdadeira, criativa e inovadora tudo que a Idealiza pretende desenvolver..
CONHEÇA ALGUNS DOS CASES DA IDEALIZA URBANISMO E A NOSSA AGÊNCIA:- Empreendimento Flow– Parque Una e Empreendimento Inn– Edifício Torre de São Gonçalo– Evento Una Talks– Multa moral Parque Una

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Doria desiste de ser candidato a presidente

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O pré-candidato a presidente João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (23), em coletiva de imprensa, que não é a escolha da cúpula do PSDB e, por isso, retirou seu nome da disputa para as eleições 2022. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa e que contou com a presença de diversos apoiadores, em que ele fez um discurso e se emocionou ao agradecer o apoio de quem estava ao seu lado.

“No PSDB, disputei três prévias, para prefeitos, para governador e para presidente. Venci as prévias em 2016, depois venci as eleições da maior cidade do país no primeiro turno, fato inédito. Tenho orgulho de tudo o que fiz e saudades do meu amigo Bruno Covas”, iniciou o ex-governador de São Paulo.

“Em 2018 novamente disputei as prévias para governador, mais uma vez venci as prévias e venci as eleições. Tenho orgulho de ter feito uma grande gestão no estado, reconhecido até mesmo para adversários. Fui o primeiro a lutar para trazer 124 milhões de doses de vacinas para o Brasil ao enfrentar o desafio da Covid-19. Deixei o governo de São Paulo em boas mãos, Rodrigo Garcia está indo muito bem o que certamente o fará ser eleito”.

“Em dezembro mais uma vez disputei as prévias para ser candidato a presidente da república e mais uma vez venci. Agradeço aos eleitores da cidade de São Paulo, aos moradores do estado e aos militantes do PSDB, agradeço também a quem está se manifestando ao apoio a mim, mesmo antes do início da campanha”.

“Hoje, 23 de maio, entendo que não sou o escolhido da cúpula do PSDB, com serenidade, e irei apoiar a decisão. Saio com sentimento de gratidão e sabendo de tudo o que fiz foi pensando no bem da população”.

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Câmara aprova MP que regulamenta ensino domiciliar

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A Câmara aprovou na noite de hoje (18) o texto-base do projeto de lei (PL) 3.179 de 2012, que regulamenta a prática da educação domiciliar no Brasil, também conhecida como homeschooling.

Os destaques da matéria ainda não foram votados, e serão analisados na próxima sessão, na quinta-feira. Para usufruir da educação domiciliar, o estudante deverá estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino, que acompanhará o desenvolvimento educacional durante o ensino.

Uma das exigências é que pelo menos um dos pais ou responsáveis tenha escolaridade de nível superior ou profissional tecnológica reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Outro requisito é a certidão negativa perante as justiças federal e estadual (o distrital).

Ensino em casa

Os pais interessados em ensinar os filhos em casa deverão seguir a Base Nacional Comum Curricular definida pelo MEC. Além disso, poderão ser incluídas matérias e disciplinas adicionais à rotina de ensino.

Os responsáveis terão de garantir a convivência familiar e comunitária do estudante e a realização de atividades pedagógicas para promover a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural.

Será de responsabilidade dos pais manterem registros periódicos das atividades e encaminhar, na forma de relatórios, à instituição de ensino na qual o aluno está matriculado. O aluno também deverá participar de avaliações anuais de aprendizagem durante o ciclo de educação básica.

Nos ensinos fundamental e médio, além desses relatórios, deverá haver avaliação anual com base no conteúdo curricular, admitida a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

Se o desempenho do estudante nessa avaliação anual for considerado insatisfatório, uma nova avaliação, em caráter de recuperação, será oferecida no mesmo ano.

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Ciclone chega hoje com vento intenso e ameaça de danos

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Luiz F. Nachtigall, Metsul

O ciclone Yakecan alcança nesta terça (17) a costa do Rio Grande do Sul e vai trazer vento muito forte a intenso que, localmente, pode ser extremamente forte em pontos do Leste gaúcho, com rajadas perto e acima de 100 km/h em grande parte da costa e da área da Lagoa dos Patos e entorno. Em algumas localidades, os ventos podem exceder 120 km/h (força de furacão). A tempestade marítima deve ainda trazer chuva, que, no Leste gaúcho, por vezes será de forte e até torrencial em diversas cidades.

Uma vez que o sistema deverá se deslocar muito rapidamente pela costa, menos de doze horas entre a sua aproximação pelo Sul gaúcho e distanciamento pelo Norte, os acumulados de precipitação não deverão ser extremos na maior parte das cidades do Leste gaúcho. Mesmo assim haverá pontos com 50 mm a 100 mm.

O ciclone é classificado como subtropical (centro quente em superfície em superfície e frio em altitude) pela Marinha do Brasil. Uma vez que se trata de um ciclone anômalo (subtropical ou tropical), e não o convencional e frequente extratropical, que não é nomeado, o sistema recebe o nome de Yakecan, o “som do céu” na língua tupi-guarani. Já a Meteorologia nos Estados Unidos e experts internacionais entendem que o sistema na costa gaúcha será potencialmente um ciclone tropical (centro quente). A MetSul entende que o sistema na costa será inicialmente subtropical e ganhará características tropicais. Considerando as projeções de vento sustentado, que definem o subtipo de ciclone tropical, a tendência é de forte tempestade tropical na costa gaúcha, podendo trazer rajadas de vento com força de furacão (acima de 120 km/h).

A atuação deste ciclone ocorre sob a influência de uma massa de ar frio e a ocorrência de vento forte e chuva, com sensação térmica desconfortável para quem estiver na rua. Valores de sensação térmica negativa devem ser esperados na Serra e Aparados da Serra, além do Planalto Sul Catarinense.

O que esse ciclone tem de diferente

Primeiro, ciclones na nossa região se deslocam de Oeste para Leste, mas este fará o caminho contrário de Leste para Oeste, ou seja, do oceano para o continente. Mais, este ciclone vai margear o litoral gaúcho de Sul a Norte, eventualmente tocando terra entre Rio Grande e Mostardas, o que igualmente escapa muito ao que costuma se observar.

Segundo, é muito intenso. Quanto menor a pressão no centro da tempestade, mais forte será. A pressão no centro de Yakecan na costa gaúcha estará ao redor de 985 hPa a 990 hPa, o que quase nunca se observa nas latitudes do território gaúcho junto ao litoral. Os modelos chegaram a indicar nos últimos dias pressão tão excepcionalmente baixa quanto 972 hPa na orla, logo pressão mais perto de 990 hPa como a projetada nas saídas dos modelos madrugada desta terça é ainda incomum e muitíssimo baixa, com alto potencial de trazer transtornos, mas é um cenário muito melhor que sob pressão junto ao litoral inferior a 980 hPa, como dados chegaram a mostrar.

Terceiro, a natureza deste sistema foge ao habitual por ser subtropical ou tropical. Somente três ciclones subtropicais ou tropicais avançaram tão rente à costa como este neste século: furacão Catarina (2004), tempestade tropical Anita (2010) e tempestade tropical Raoni (2021).

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A quanto o vento pode chegar

Grande parte do interior gaúcho terá vento de 50 km/h a 60 km/h, mas o Sul e o Leste do Rio Grande do Sul devem ter vento de muito forte a intenso, com rajadas perto ou acima de 100 km/h em toda a faixa costeira do Sul ao Norte, assim como na região da Lagoa dos Patos, áreas que serão as mais afetadas por Yakecan entre hoje e amanhã. O vento no Sul e no Leste gaúcho deve atingir em m´édia 80 km/h a 100 km/h, mas vários pontos devem ter rajadas de 100 km/h a 120 km/h, com risco de marcas isoladas na Lagoa dos Patos e na costa de até 130 km/h ou 140 km/h.

A região de Mostardas a Palmares do Sul e Cidreira deve ser a região com vento mais intenso, com força de furacão em alguns momentos. Esta região entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, que vai de Rio Grande a área de Palmares do Sul, Quintão, Pinhal e Cidreira, deve ser a mais castigada por vento, com rajadas com força de furacão (acima de 120 km/h em alguns momentos). Modelo WRF da MetSul em sua saída da 0Z de hoje indica vento de 126 km/h no Porto de Rio Grande (esquerda) e 104 km/h em Capão da Canoa (direita)

Em Porto Alegre, a estimativa da MetSul é de rajadas, em média, de 80 km/h a 90 km/h, mas, adverte-se, a topografia da cidade (morros e prédios que canalizam vento) e a presença da lagoa ao Sul e do Guaíba a Oeste podem resultar em vento perto ou superior a 100 km/h, sobretudo em pontos mais ao Sul da cidade e próximos da Lagoa dos Patos.

Cidades mais ao Sul da área metropolitana como Guaíba, Eldorado do Sul e Viamão podem igualmente ter vento muito forte. O Vale do Sinos, pelo seu relevo, costuma ter vento menos forte. O Litoral Norte gaúcho, de maior população que o Sul, terá vento muito forte a intenso, com rajadas localmente extremamente fortes e potencial de danos. São esperadas rajadas perto ou acima de 100 km/h e potencialmente mais intensas em praias e municípios mais ao Sul da região. Em alguns balneários, o vento pode ficar entre 110 km/h e 120 km/h na beira da praia.

Mais ao Norte, embora se preveja vento muito forte a intenso em alguns momentos, as rajadas seriam menos violentas que em praias mais ao Sul da região. Em Santa Catarina, o vento pode ser muito forte também no Sul do estado, com as rajadas mais intensas ocorrendo no Litoral Sul, onde em alguns pontos devem ficar próximas ou acima de 100 km/h, como nas áreas de Passo de Torres, Balneário Rincão e Laguna.

O vento nas montanhas do Planalto Sul Catarinense, como no Morro da Igreja, e em elevações na borda da Serra nos Aparados, pode atingir velocidades altíssimas.

Cidades de maior risco

Os municípios de maior risco no Rio Grande do Sul por vento muito forte a intenso e localmente extremo são Chuí, Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Rio Grande, Capão do Leão, São José do Norte, Piratini, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Morro Redondo, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cristal, Camaquã, Mostardas, São José do Norte, Tapes, Camaquã, Sertão Santana, Cerro Grande do Sul, Sentinela do Sul, Mariana Pimentel, Guaíba, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Viamão, Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Glorinha, Osório, Tavares, Santo Antônio da Patrulha, Palmares do Sul, Balneário Pinhal, Cidreira, Tramandaí, Xangri-lá, Imbé, Capão da Canoa, Arroio do Sal, Maquiné, Terra de Areia, Três Cachoeiras, e Torres.

O ciclone hora a hora

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O dia inteiro será ventoso a por vezes muito ventoso no Sul e no Leste gaúcho, incluindo Porto Alegre. Entretanto, espera-se que as rajadas aumentem demais em intensidade entre a tarde e a noite de hoje e o começo da quarta-feira. Serão horas de vento muito forte e rajadas nas cidades atingidas pelo ciclone no Leste gaúcho, mas, como o campo de vento intenso se desloca rapidamente de Sul para Norte o período de vento mais extremo, não deve exceder seis horas na maioria das cidades.

A estrutura de nuvens ao redor do centro da tempestade, que pode desenvolver um olho, vai ser a região de vento mais intenso. Ela vai percorrer o litoral gaúcho de Sul a Norte. Bandas de nebulosidade derivadas do centro do ciclone passarão pelo Leste gaúcho, além de chuva forte, trarão rajadas de vento, em alguns momentos intensas. No decorrer da tarde, especialmente de 15h em diante, o centro da tempestade começará o seu ingresso no território gaúcho a Leste do Chuí e Santa Vitória. No fim da tarde e no início da noite vai estar no Sul da Costa Doce e imediatamente a Leste de Pelotas e Rio Grande, podendo tocar terra (landfall) entre São José do Norte e Mostardas. No fim da terça, o centro da tempestade estará sobre o Nordeste da Lagoa dos Patos e o Sul do Litoral Norte. Na madrugada de amanhã, o centro de Yakocan vai estar localizado sobre o Atlântico a Leste do Litoral Norte, entre Capão da Canoa e Torres.

Já na manhã desta quarta-feira, a tempestade, mais enfraquecida, tende a se localizar sobre o Oceano Atlântico a Leste do Sul catarinense e de Florianópolis, iniciando a partir deste ponto uma trajetória de afastamento do continente para Leste.

Em Porto Alegre, a terça inteira será ventosa, com rajadas frequentes e por vezes fortes de 50 km/h a 70 km/h. O pior do vento na capital e cidades vizinhas é esperado na noite de hoje, especialmente depois das 21h ou 22h e no começo da madrugada da quarta-feira, com rajadas de até 90 km/h e superiores a 100 km/h em alguns pontos da cidade.

Impacto do ciclone pode ser significativo

Há alta probabilidade de danos na passagem deste ciclone pelo Sul e o Leste do Rio Grande do Sul, possibilidade elevada de destelhamentos, quedas de árvores, quedas de postes, colapso de estruturas como placas, etc. Prédios mais altos nas cidades de médio e grande porte por onde passará o ciclone devem ter vento mais intenso nos andares elevados que no nível térreo e há risco de quebras de vidros e quedas de estruturas.

Espera-se um impacto muito alto no serviço de energia com a esmagadora maioria dos pontos sem luz na área de concessão da CEEE Equatorial, onde, considerada a projeção de vento, elevado número de clientes deve ficar sem luz. Na área de concessão da RGE, embora se preveja vento forte em áreas do Centro para o Leste gaúcho, as consequências devem ser menos graves que na região de atuação da CEEE.

Com falta de luz, há risco de falta de água, uma vez que as estações de DMAE, CORSAN e outros serviços de saneamento são dependentes de energia. Adverte-se ainda para a ocorrência de ressaca de grandes proporções na costa do Rio Grande do Sul. A Marinha do Brasil está projetando ondas de 4 a 6 metros junto ao litoral gaúcho, com aviso de mar muito grosso. A MetSul alerta que a ressaca pode ser muito forte, com elevação da maré, o que pode trazer danos em áreas costeiras e erosão na costa, havendo risco em especial para estruturas na beira das praias como guaritas, quiosques e calçadões.

A reprodução em parte dos conteúdos da MetSul é autorizada desde que citada a fonte e publicado o hyperlink para o original https://metsul.com/ciclone-yakecan-chega-hoje-com-vento-muito-intenso-e-risco-de-danos/ .

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