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Cultura & entretenimento

A VOZ SUPREMA DO BLUES. Por Déborah Schmidt

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Na Chicago de 1927, A Voz Suprema do Blues acompanha Ma Rainey (Viola Davis) e sua banda durante uma sessão de gravação e a tensão com o seu ambicioso trompetista Levee (Chadwick Boseman).

Viola Davis

O drama da Netflix é uma adaptação da peça homônima de 1984 de August Wilson, o mesmo de Um Limite Entre Nós, filme que rendeu o Oscar para Viola Davis.

Dirigido por George C. Wolfe e com o roteiro de Ruben Santiago-Hudson, o filme mantém a essência teatral, regado ao som do blues e com o racismo disfarçado de boas intenções, visto a gerência branca do estúdio que precisa controlar a incontrolável “Mãe do Blues”.  

Chadwick Boseman e Viola Davis

Ambientado em um dia de gravações de Ma Rainey e sua banda, formada pelos músicos Toledo (Glynn Turman), Cutler (Colman Domingo), Slow Drag (Michael Potts) e, claro, Levee, o longa destaca uma onda de calor em Chicago não apenas para esquentar o ambiente, mas também as tensões entre os protagonistas e a opressão dos negros em um mundo dominado pelos brancos. Aliás, destaque para a última cena, que mostra com perfeição o significado de apropriação cultural.  

No ano que infelizmente marcou sua despedida, Chadwick Boseman entregou uma interpretação grandiosa em Destacamento Blood, de Spike Lee. Porém, em A Voz Suprema do Blues, lançado após a sua morte, sua atuação é simplesmente magistral, com direito a dois monólogos poderosos.

Quando vemos sua figura frágil em cena e lembramos o estágio de seu câncer na época das filmagens, as palavras que entoa com tanto vigor soam ainda mais significativas, ganhando várias interpretações. É impossível não se emocionar e lamentar a perda de um ator jovem e extremamente talentoso que tinha uma carreira promissora pela frente.

O filme deve render para Boseman uma indicação ao Oscar e, muito possivelmente, um prêmio póstumo. Ao seu lado, com uma maquiagem pesada, roupas extravagantes e uma postura imponente, a maravilhosa Viola Davis personifica uma mulher de personalidade forte e com uma agressividade que mostra a dura realidade de ser uma cantora negra durante os anos 1920. “Eles não se importam comigo. Tudo o que eles querem é minha voz”.

Com atuações inesquecíveis e um final inesperado, o filme possui uma história com menos brilho quando comparada às atuações de seu elenco. A Voz Suprema do Blues ficará marcada pela intensa e arrebatadora última performance de Chadwick Boseman.  

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Cultura & entretenimento

36ª Romaria terá primeiro pedal de Guadalupe

Atividade ocorrerá no dia 6 de novembro, com saída às 9h da Av. Vinte e Cinco de Julho, 3735, bairro Três Vendas

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A 36ª Romaria de Guadalupe convida a comunidade para participar do 1º Pedal de Guadalupe: o desafio de São José! A atividade ocorrerá no dia 6 de novembro, às 9h, com partida da Av. Vinte e Cinco de Julho, 3735, no bairro Três Vendas. 

A pedalada ocorrerá em ritmo leve, com previsão de chegada ao Santuário às 11h30. As inscrições para participação devem ser feitas até o dia 29 de outubro no site da Arquidiocese de Pelotas, com taxa de R$ 35,00, e dará direito a camiseta do evento, além de participação em sorteio de bicicleta e viagem para a Casa da Mãe Aparecida. 

As camisetas deverão ser retiradas no Instituto de Menores Dom Antônio Zattera (IMDAZ) nos dias 3, 4 e 5 de novembro. O Instituto fica localizado na Av. Domingos de Almeida, 3150. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (53) 98414-9236. 

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Homenagem

Neste ano, a Igreja Católica homenageia São José em comemoração aos 150 anos de sua proclamação como guardião universal da Igreja. O 1º Pedal de Guadalupe também homenageará o pai de Jesus, reconhecido como guardião da fé dos católicos. 

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Cultura & entretenimento

Juiz Marcelo Cabral palestra sobre crime racial

Ele abordará “A responsabilização Civil e Criminal por Crimes Raciais”

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Nesta terça-feira (26) ocorre a sétima e última palestra da edição deste ano do Projeto de Visibilidade do Negro no Museu da Baronesa, que traz temáticas referentes à negritude e o papel do negro no Museu na sociedade pelotense.

O convidado do evento virtual é o juiz de Direito e diretor do Foro de Pelotas, Marcelo Malizia Cabral, que abordará “A responsabilização Civil e Criminal por Crimes Raciais”. A transmissão ao vivo pelo Instagram do Museu começa às 20h. 

“Precisamos discutir sobre o porquê da maioria dos casos de racismo acabarem sendo processados apenas como injúria racial no Brasil. Por que se tende a ‘suavizar’ esses crimes?”, questiona a conservadora-restauradora Fabiane Rodrigues Moraes, atual diretora do Museu da Baronesa, que será uma das provocadoras da conversa com o juiz Cabral, junto de Marcelo Hansen Madail, conservador-restaurador do Museu da Baronesa.

Fabiane recorda que o projeto anual sempre começa com um tema histórico, do século XIX, e se encaminha para temas atuais. Esse ano, começou com Jonas Vargas abordando as riquezas que o charque e a mão de obra escravizada geraram para as famílias dos barões e para a cidade.

Em novembro, ocorre o Sopapo – 4° Encontro no Museu (edição virtual), evento que marca o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, e esse ano vai debater “O negro nós museus”. “Vamos aproveitar que nesse momento se discute um novo conceito de ‘museu’, tanto no exterior quanto no Brasil, para pensar qual o espaço que o negro tem nos museus brasileiros e mesmo no Museu da Baronesa”, antecipa a diretora.

Ela diz que o evento Sopapo é um momento de reflexão, avaliação sobre as atividades realizadas ao longo do ano e acolhimento de sugestões para o ano seguinte.

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Cultura & entretenimento

Vilson Farias autografa novo livro na Mundial, dia 16

Obra aborda reformas trabalhista e previdenciária

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Advogado e ex-promotor Vilson Farias autografará novo livro.

A obra, intitulada Tópicos das reformas trabalhista e previdenciária, tem prefácio da ex-Procuradora Geral da República Raquel Dodge (veja trecho abaixo).

Dia 16, na Livraria Mundial, às 17h30. Preço R$ 80.

Livro já está à venda na Livraria Mundial.

Vilson Farias

Trecho do prefácio de Raquel Dodge, ex-Procuradora Geral da República:

Vilson Farias e sua obra devem ser saudados por esta qualificada contribuição jurídica. Este livro oferece balizas para compreender o modelo de razão e escolha, que é republicano na origem e eminentemente constitucional desde 1988. Vilson Farias é um estudioso das leis e da jurisprudência.

Há anos constrói uma doutrina que busca tornar a lei mais compreensível para os operadores do direito e para o cidadão comum: não apenas no que estabelece como regra de deve ser e como vem sendo aplicada na jurisprudência, mas também ao revelar suas discrepâncias com a Constituição, ou ao indicar o que a lei propõe para enfrentar a realidade e auxiliar a construir a nação.

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