Isabela aceitará nomeação mas vai gerir a UFPel junto com o reitor eleito

Atualizada às 18h08 |

Isabela Andrade, nomeada reitora da UFPel pelo presidente Bolsonaro, vai aceitar o cargo, mas vai dividir a gestão da Universidade com o reitor eleito, Paulo Ferreira Júnior. No Conselho Universitário, Paulo teve 56 votos, Isabel, 6, e Eraldo Pinheiro, 2. Os três fizeram parte da mesma chapa Diversa. Mas o presidente Bolsonaro escolheu a segunda colocada.

Isabela vai nomear Paulo Pró-Reitor de Planejamento.

“Vamos mostrar que o presidente não manda na UFPel. Isabela e Paulo serão reitores juntos, numa gestão compartilhada, estarão sempre juntos, em todos os eventos e ações”, disse o reitor Pedro Hallal.

Hallal diz que, ainda assim, a Universidade vai lutar incessantemente para garantir a nomeação de Paulo Ferreira Jr. para reitor.

“A UFPel entrou com recurso administrativo no MEC, vem se reunindo com a OAB; levaremos o assunto a todas as instâncias jurídicas e políticas, para que Paulo seja o reitor nomeado. Enquanto lutamos por isso, teremos que, coesos, manter a UFPel funcionando”, disse Hallal, e mais:

“Se Isabela renunciasse, o governo nomearia um interventor. Isso não podemos aceitar”, finalizou.

Segundo Pedro, o STF decidiu que se um reitor (a) nomeado (a) recusar o cargo, o presidente da República pode nomear um interventor. O interventor ficaria seis meses no cargo e convocaria nova eleição.

Bolsonaro nomeia professora Isabela para reitora da UFPel

3 thoughts on “Isabela aceitará nomeação mas vai gerir a UFPel junto com o reitor eleito

  1. A própria afirmação de que se iria mostrar que o presidente não manda na UFPel já bem demostra que as universidades se consideram hoje ilhas de independência, que fazem o que bem entendem sem dever satisfações a ninguém. Claro que quem não manda na universidade é obrigado a sustentar sem maiores questionamentos, mandando a montanha de dinheiro que pedem todos os anos para um retorno muito duvidoso (há evidências de mau gasto, como por exemplo promovendo um segundo turno no processo eleitoral sem qualquer efeito prático, servindo só pra politicagem). O Brasil deve ser o único país do mundo em que está na lei que o presidente é obrigado a escolher um nome de uma lista tríplice (o que já é um limitador) e querem fazer um cavalo de batalha de que teria obrigação de nomear o mais votado… E tudo isso por causa de uma eleição interna, corporativista (compromisso com as 30 horas…), sem nenhuma participação da sociedade

  2. Se isso de fato ocorrer, a Procuradoria da República deverá abrir procedimento investigatório, pelo simples fato da Professora delegar a outro responsabilidades privativas da função que ela ocupará. Duvido muito que o Procurador Federal da instituição concorde com tal conduta caso o mesmo seja consultado.

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