Teste de fidelidade

Doria faturou a primeira vacinação de um brasileiro, a enfermeira Mônica. Pazuello classificou o ato de “marketing”. Normal. Governantes gostam de faturar tentos, todos eles.

Imagina se Doria, qualquer um que tivesse se esforçado por uma vacina contra um vírus mortal, perderia a oportunidade… O simbolismo do gesto, contudo, o absolve da crítica.

Ao negar a pandemia e debochar da eficácia da Coronavac, o próprio Bolsonaro possibilita os movimentos e faturas do governador. Por qual razão o PR o faz, mesmo sabendo que a Coronavac elimina a zero a possibilidade de hospitalização e morte, é incompreensível.

O presidente produz ele mesmo mal-estar, não só para os outros, mas para si mesmo. Parece que necessita se alimentar do conflito e da sensação de insegurança, de guerra, diariamente.

Como entender que, depois de rir da Coronavac, ele requisite todo o estoque de doses da mesma vacina, para distribuir ao país no Plano Nacional de Imunização?

Esse tipo de ida e vinda, essa confusão, não ajuda ninguém, ao contrário. Parece mais um teste de fidelidade aos seus seguidores, de até onde são capazes de ir por ele.

Lá nos EUA, mesmo que Trump tenha recuado do negacionismo, o esgarçamento das consciências não acabou bem para o republicano.

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