Em vez de emoção, o que vemos?

Quando desconfiam que a loucura comanda Bolsonaro, há um fundo de razão. Senão a loucura, indícios claros de falta de respeito humano. “Não me consta que ele tenha feito nenhum tratamento precoce”, disse o PR, sobre a morte do general Miotto, por covid. É desconcertante. Afinal, se o amigo fez ou não fez tratamento, não deveria fazer nenhuma diferença nesta hora. Está morto.

Não se justifica por dois motivos. O primeiro e menos importante: nem todos que fazem o tratamento sobrevivem, e se sobrevivem ainda não há comprovação científica oficial de que foi pelo tratamento. O segundo e principal motivo: porque lamentar a perda de um amigo deveria ser a única coisa importante, o mais humano e mais empático numa hora difícil para a família. Em vez da emoção, o que vemos?

Vemos a teorização casual da defesa de uma tese farmacológica que não se sustenta racionalmente hoje e, mesmo que se sustentasse, não deveria vir ao caso, por razões elementares, de sensibilidade e educação.

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