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Brasil & Mundo

TV Brasil estreia documentário sobre autismo nesta sexta

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Para refletir sobre o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, lembrado anualmente em 18 de fevereiro, a TV Brasil lança o documentário inédito Vivendo com o autismo nesta sexta (19), às 21h30. A produção aborda a visão científica do transtorno a partir da perspectiva de pessoas com autismo.

Com 50 minutos de duração, o filme original da BBC apresenta informações sobre o autismo, mostra desafios de interação social, traz experiências de convívio e destaca habilidades especiais. Também aborda o diagnóstico e os mistérios relacionados a essa condição.

O documentário é conduzido pela psicóloga Uta Frith que dedicou 50 anos de sua trajetória profissional à pesquisa do autismo. A obra revela personagens notáveis e nuances que revolucionaram a compreensão científica do cérebro humano.

Após a exibição na telinha, Vivendo com o autismo poderá ser assistido no aplicativo TV Brasil Play durante uma semana. A produção internacional ficará acessível por esse período gratuitamente na plataforma que está disponível nas versões Android e iOS, e no site da TV Brasil Play.

Descobertas com a pesquisa

Living With Autism (Horizon)
Documentário Vivendo com Autismo será exibido na TV Brasil  – Ollie Ford

A produção analisa como os estudos transformaram a compreensão da sociedade sobre o transtorno. A professora alemã Uta Frith mostra como as pessoas que têm autismo percebem o mundo e interagem com tudo que os cerca.

A especialista destaca talentos extraordinários dos autistas e explica por que muitas vezes eles não conseguem entender piadas. Apenas na Grã-Bretanha, estima-se que mais de meio milhão de pessoas tenham Transtorno do Espectro Autista.

A experiente profissional começou a pesquisar o assunto depois de interagir com crianças autistas durante seus estudos de psicologia clínica. Na década de 1960, as crianças começaram a ser diagnosticadas com uma condição caracterizada pela dificuldade de interação com outras pessoas. Os especialistas agora sabem que o autismo é uma disfunção cerebral que dura a vida toda.

Voluntários com autismo participam do filme

Living With Autism (Horizon)
Documentário Vivendo com Autismo estreia nesta sexta-feira na TV Brasil – Ollie Ford

Imagine poder listar todos os países do mundo e suas capitais, lembrar-se do que jantou no dia 9 de março de 2002 e saber todos os números primos até 7.507. O documentário explica como cérebros que percebem o mundo de maneiras diferentes ajudam a desvendar os segredos da mente humana.

Muitos indivíduos autistas têm talentos extraordinários. O doc mostra que aproximadamente um terço das pessoas autistas têm habilidades incomuns, como ouvido absoluto.

Pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista veem as coisas de maneira diferente da de seus colegas. Durante o documentário, a psicóloga Uta Frith faz com que pessoas autistas e não autistas brinquem de “Onde está Wally?” em uma foto caótica. Pessoas com autismo localizam o personagem imediatamente, o que indica a sua atenção aos detalhes e a tendência a perder o panorama geral.

Jules Robinson, entrevistado no documentário, tem Síndrome de Asperger. Embora não tenha problemas de fala, é difícil para ele envolver as pessoas na conversa. Aulas de teatro têm ajudado a melhorar a capacidade de comunicação.

Apesar de as aulas beneficiarem Jules a aprender sobre as interações sociais, ele ainda se sente desconfortável em conversas na vida real. A falta de habilidade social e o impulso para dizer a verdade sem qualquer filtro o diferenciam das pessoas sem a Síndrome de Asperger.

A pesquisadora Uta Frith usa duas bonecas para contar uma história que ilustra as crenças, os desejos e as intenções individuais. A maioria das pessoas entende que os outros têm vontade própria – uma capacidade que ela chama de “mentalização”.

Na década de 1980, a estudiosa mostrou que crianças autistas são incapazes de entender que outras pessoas têm crenças e perspectivas diferentes. Isso explica por que, muitas vezes, elas ficam frustradas quando seus interlocutores não sabem o que está em sua mente.

Também voluntária no documentário, a autista Sarah explica por que falar em público é mais fácil do que conversas individuais. Ela considera os encontros com estranhos assustadores porque não consegue prever o comportamento deles ou o resultado de sua interação.

Sarah aprendeu a imitar o comportamento social para mascarar seu autismo. Crianças não autistas copiam as ações dos adultos quando recebem uma tarefa, mas as crianças autistas têm uma abordagem mais direta e lógica.

Características autistas estão presentes em muitos indivíduos, incluindo gênios como Isaac Newton. O filme elucida como os traços autistas são medidos na população em geral. Os diagnósticos clínicos são baseados, em geral, no grau em que esses traços interferem na vida diária.

Sobre os estudos de Uta Frith

Living With Autism (Horizon)
A pesquisadora alemã Uta Frith é a responsável pelo documentário Vivendo com Autismo que será exibido nesta sexta-feira (19), na TV Brasil – Jon Sayers

Pesquisadora alemã pioneira dos estudos sobre desenvolvimento, a professora Uta Frith começou seu treinamento na década de 1960. Nessa época, a psicóloga conheceu um grupo de crianças lindas e de olhos brilhantes que pareciam completamente distantes do resto do mundo.

Esses jovens tinham acabado de receber o então novo diagnóstico de autismo. A especialista queria saber mais sobre essas crianças. Elas a inspiraram a dedicar sua carreira ao estudo da mente de pessoas autistas.

Considerada uma das especialistas mais importantes na popularização do diagnóstico de Síndrome de Asperger, Uta Frith fez história com as pesquisas sobre o autismo. A estudiosa também é reconhecida como uma das mais importantes mulheres do Reino Unido.

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Para entender a polêmica do “furo no teto” e o Auxílio Brasil

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O presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes vão usar dinheiro do orçamento (receitas acima do esperado) ou vão emitir dívida, um dos dois, para bancar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família. O novo benefício social prevê pagamento mensal de R$ 400, maior que o programa anterior, e vem sendo considerado uma jogada de Bolsonaro, que, em queda de popularidade, estaria pensando na eleição de 2022.

O Congresso pode autorizar o furo no teto. Vai fazê-lo. Afinal, o Centrão quer.

O mais provável é que o governo emita divida para bancar o Auxílio, não se sabe ao certo o que farão. O governo tem uma despesa que não consegue cobrir com receita de impostos. Então ele oferece títulos do governo (emite dívida), que pagam juros, para pessoas que têm dinheiro guardado e aceitam emprestar ao governo.

Problema

Existe um problema porque com o Auxílio ocorre o crowding out (em economia, a substituição do investimento privado por deficit publico). Ou seja, esse dinheiro guardado, que poderia ser emprestado para pessoas e empresas privadas usarem de acordo com leis de mercado, passa a ser usado pelo governo. Os liberais não gostam disso porque o gasto do governo é menos eficiente. Fica menos dinheiro para ser usado pelo setor privado. Por exemplo: menos dinheiro para interessados em adquirir imóveis por financiamento.

Quando o governo aumenta sua dívida, faz crowding out = colocar um monte de gente para fora. É o termo para essa ação do governo, de tomar empréstimos no mercado, ter um déficit alto, ocupando um espaço que poderia ser usado pelo setor privado. Em vez de ser usado pelo setor privado, os recursos do setor privado são emprestados para o governo gastar, obviamente dentro das práticas de setor público, que não são as de mercado. É o que vai ocorrer agora. Vão dar dinheiro para quem não fez por onde ganhar esse dinheiro. Mal comparando com um parêntese (é como Chaplin = arte desenvolvida dentro das regras de mercado versus Procultura, Lei Rouanet, LIC = crowding out. Depois de nove meses, é só ver o resultado: Hollywood x Ancine, Agência Nacional de Cinema).

Emitir dívida fura teto

De qualquer maneira, emitir dívida fura o teto de gastos, que é uma lei que prevê o limite de gastos do governo, independente de ter ou não verba de impostos, buscando controlar a dívida pública, que cresceu muito nos últimos anos. A lei do teto é para dar tempo de a receita crescer, o PIB crescer e, daqui a algum tempo, a relação dívida/PIB diminuir para um percentual mais baixo. Se não, quando a receita de impostos aumenta, o governo vai gastando, gastando, sem diminuir essa relação dívida pública/PIB.

Inflação mundial

Está ocorrendo inflação mundial por causa dos efeitos da pandemia. Houve redução da oferta mundial por causa das paralisações. Agora está acontecendo uma recuperação abrupta com reposição de estoques mundial, o que a produção está com dificuldade de atender. Por isso, aumento mundial de preços, falta de mão de obra em países desenvolvidos etc.

O dinheiro do Auxílio será todo gasto em consumo pelo povão. Vai aquecer a economia e sancionar os aumentos de preço. Mas não vai ser o que gerou a inflação. A inflação já está aí. Vai dar um empurrãozinho nessa inflação.

Imprimir dinheiro demais, um perigo!

O governo sempre está imprimindo algum dinheiro, mas eles têm que calibrar a quantidade emitida de acordo com a demanda do público por dinheiro. Se as pessoas querem mais dinheiro para gastar ou guardar como reserva, imprime. Se imprimir mais que isso, ocorre inflação. Se imprime de menos, deflação.

Nos EUA, como o dólar é a moeda de reserva mundial (todo o mundo quer dólares para guardar), eles podem imprimir muitos dólares. Mas eles também têm que calibrar a emissão com a demanda mundial por dólares, para manter o valor da moeda. Porque os que guardam dólar gostam dele justamente por isso: não perde valor por décadas. Pode-se guardar dólares no cofre como segurança. Para usar em uma emergência: mantém valor e é fácil de vender. Todo mundo aceita.

A hiperinflação ou superinflação ocorrem quando o governo não consegue pagar suas despesas com receitas de impostos ou emitindo dívida. Ele só consegue emitindo moeda. Então emite muito mais moeda, continuamente, para pagar as despesas, muito acima da demanda por moeda do público. O dinheiro do país se desvaloriza e perde a qualidade de moeda de reserva (todo mundo recebe e quer se desfazer do dinheiro o mais rápido possível). A moeda estrangeira (dólar, libra) vira a moeda de reserva preferida.

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Jefferson, o trágico, é internado em Bangu

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente para uma pessoa que se vende como “machão”

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Notícia da rede: A presidente interina do PTB, Graciela Nienov, foi às redes neste domingo pedir orações para Roberto Jefferson. “O ex-deputado foi internado no hospital penitenciário do complexo de Gericinó, em Bangu”, informou ela. “Roberto Jefferson teve que ser internado no hospital do presídio, com quadro de febre alta (39°C), pressão baixa (09/5), taquicardia (110bpm), dor na palpação na região do fígado, acúmulo de líquido nas pernas”. Jefferson foi preso em 13 de agosto. Ordem do ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que apura a atuação de uma milícia digital contra as instituições democráticas.

***

Jefferson tem na personalidade traços marcantes de personagens trágicos.

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente em uma pessoa que se vende como “machão”; não à toa, por certo, seu amor pelo canto e pelas árias, apesar das postagens de si mesmo empunhando escopetas pesadas.

Uma espécie de barbeiro de Sevilha, um fígaro que canta alto e empunha navalhas.

Parece uma alma que se sentiu ofendida por uma aspereza qualquer que o deixou sem saída para o íntimo, a não ser viver e morrer em conflito.

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51,2% dos brasileiros vacinados com duas doses

Quase 153 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, o que representa 71,7% da população

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O Brasil alcançou neste sábado, 23, 109 milhões de pessoas vacinadas com a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a Covid, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. 

Receberam duas doses ou a vacina de dose única 109.217.821 pessoas, ou 51,2% da população.

Quase 153 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, o que representa 71,7% da população.

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