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Pandemia

Mais duas semanas de bandeira preta no RS

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O Rio Grande do Sul segue em alerta máximo por pelo menos mais duas semanas. Diante dos níveis críticos de ocupação de leitos e velocidade de propagação do coronavírus, o governador Eduardo Leite anunciou que todas as regiões serão mantidas em bandeira preta e sem cogestão regional pelo menos até dia 21 de março. A suspensão geral de atividades não essenciais, entre 20h e 5h, ficará vigente até 31 de março para reduzir a circulação de pessoas e, com isso, a circulação do vírus.

“Estamos numa situação muito crítica e que piora a cada dia. Mesmo com os esforços de ampliação de leitos, a velocidade de propagação do vírus e a velocidade do aumento das internações hospitalares é enorme, muito maior do que tivemos nos momentos críticos do ano passado. Em cada um dos picos de julho e novembro, chegamos a 2,6 mil pacientes internados em leitos clínicos e de UTI. Agora, temos mais de 7,2 mil pessoas hospitalizadas por Covid-19”, comparou o governador.

A alta taxa de internações é agravada pela velocidade cinco vezes superior na variação diária de hospitalizações: se antes cerca de 60 leitos eram ocupados por dia, agora, são, em média, 350 pacientes a mais diariamente. Como essa variação (diferença entre número de pacientes que entraram e saíram de internações), que começou na metade de fevereiro e segue aumentando, significa que o pico ainda não foi alcançado e que, mesmo depois de alcançá-lo, ainda haverá maior demanda por leitos.

“O esforço que todos estamos realizando deverá surtir efeito, como ocorreu em outros países depois de adotarem medidas semelhantes, mas teremos de esperar algum tempo até haver redução das internações. Não há indícios de que a ocupação de leitos vá cair rapidamente, em dias ou semanas. Ou seja, a situação ainda deve piorar antes melhorar, por isso, precisamos manter as restrições em nível máximo”, disse Leite.

Com base nos dados e no diálogo com prefeitos representantes das 27 associações regionais de municípios e a diretoria da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o Gabinete de Crise decidiu dar uma previsibilidade para a retomada da cogestão e, consequentemente, para que setores sob maior restrição agora possam voltar a operar.

“O que queremos é apresentar uma perspectiva para que possam se organizar, quanto ao tempo em que ficarão parados e que, assim, nos ajudem com a adesão aos protocolos agora. Nossa intenção é que, oferecendo uma luz no fim do túnel, possamos promover melhor engajamento, reduzindo a contestação de determinados segmentos empresariais em função da falta de perspectiva”, esclareceu Leite.

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“Com isso, estamos sinalizando a possibilidade de retomar a cogestão no dia 22 de março desde agora, desde que a gente consiga agora cumprir as restrições, reduzir a circulação de pessoas e, assim, a propagação do vírus, que é a única forma de conter o avanço da pandemia até que consigamos vacinar a população”, acrescentou.

• Clique aqui e acesse arquivo com os dados apresentados pelo governador Leite durante a transmissão.

Com o possível retorno da cogestão e de os municípios adotarem protocolos menos restritivos, até o limite da bandeira imediatamente anterior, o Gabinete de Crise já anunciou que deverá tornar mais rigorosos alguns protocolos. A medida é pensada considerando que as regiões ainda deverão estar com risco altíssimo (bandeira preta) e, com a cogestão, poderiam adotar protocolos de bandeira vermelha.

“Não podemos sair da bandeira preta direto para o que a bandeira vermelha propõe, porque ainda estaremos em risco altíssimo de contágio e internações. Por isso, além de revisar os protocolos da bandeira vermelha, tornando algumas medidas possivelmente mais restritivas, devemos manter a suspensão geral das atividades das 20h às 5h até o dia 31 de março. Isso é um horizonte, de modo a aumentar a adesão agora”, apontou o governador.

Além disso, Leite anunciou que determinou à Secretaria da Fazenda (Sefaz) para analisar as possibilidades que o Estado tem para apoiar os empreendedores mais impactados pelas restrições, principalmente quanto às obrigações tributárias.

“Tudo aquilo que pudermos fazer na direção de apoiar, de reduzir impacto ou de dar fôlego para quem empreende, em relação à estrutura demandada, está sendo estudado. O Estado tem limitações, especialmente pelas regras federais, e suas decisões precisam passar pelo Confaz, mas o que estiver ao nosso alcance, tanto do ponto de vista legal quanto do ponto de vista financeiro, nós faremos para ajudar esses setores que estão mais impactados pela pandemia”, afirmou o governador.

RS entra na 44ª rodada do Distanciamento Controlado

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O cálculo do modelo de Distanciamento Controlado, a partir dos 11 indicadores relacionados à velocidade de propagação do coronavírus e à capacidade de atendimento hospitalar, reforçou a decisão do Gabinete de Crise de manter o Estado todo em bandeira preta pela segunda semana consecutiva.

Nesta 44ª rodada, a média para 19 das 21 regiões Covid foi superior a 2,50, o que representa bandeira preta. As exceções foram Bagé e Pelotas, que ficaram com notas compatíveis ao nível de bandeira vermelha.

DC43 mapa regiões1

No entanto, as duas também ficaram em preto devido ao acionamento da salvaguarda que está em vigor desde a semana passada. Segundo a regra, a bandeira de nível máximo é aplicada a todas as regiões quando a razão de leitos livres de UTI sobre leitos ocupados por Covid em UTI seja menor ou igual a 0,35 a nível estadual. Nesta rodada, a taxa ficou negativa, em -0,01, porque a ocupação excedeu os 100%, e bem abaixo da semana anterior, quando a razão ficou de 0,17.

Entre os indicadores que mais chamam a atenção nesta rodada, está o aumento no número de internados em leitos clínicos (+58%) e em UTIs (+50%) e nos óbitos por Covid-19 (+61%).

Na 44ª semana do Distanciamento Controlado, mesmo com o aumento de 10% no número total de leitos de UTI existentes no Estado e da redução significativa dos internados por outras doenças, a elevação dos pacientes confirmados com Covid em UTI fez com que o número de leitos livres se tornasse negativo, o que indica operação acima da capacidade hospitalar.

Denúncias e comunicação

No diálogo com prefeitos, o governador também anunciou que o Estado irá criar um portal para servir de canal de denúncias pelos cidadãos de não cumprimento de protocolos e comunicação direta com as prefeituras.

As secretarias estaduais envolvidas deverão articular a operacionalização da ferramenta com a Famurs, para as denúncias que forem feitas possam chegar às equipes municipais que, em parceria com as forças de segurança do Estado, verifiquem e apliquem as possíveis punições.

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Além disso, a Secretaria de Comunicação (Secom) irá criar e disponibilizar peças gráficas para que possam virar placas, cartazes e outdoors a serem instalados em pontos das cidades com orientações sobre as restrições.

“Na impossibilidade de fechar praças e parques, seja porque as pessoas precisam ter locais para se manterem ativas ou pela dificuldade de fiscalização, vamos oferecer ajuda para alertar e orientar a população que, sob regime de bandeira preta, a circulação na praça está restrita para atividades físicas, de forma individual, sem permanência”, disse Leite.

DESTAQUES DA 44ª RODADA

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 9% entre as duas últimas semanas (de 2.589 para 2.818);
• número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou expressivamente em 45% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.527 para 2.220);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 58% entre as duas últimas quintas-feiras (de 2.667 para 4.204);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou expressivamente em 50% entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.343 para 2.015);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu expressivamente em 111% entre as duas últimas quintas-feiras (de 229 para déficit agregado no Estado de 25 leitos de UTI);
• número de casos ativos aumentou 54% entre as últimas semanas consideradas (de 24.297 para 37.456);
• número de registros de óbito por Covid-19 aumentou expressivamente em 61% entre as duas últimas quintas-feiras (de 541 para 872).

Comparativo: situação entre 4 de fevereiro e 4 de março

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 260% entre as duas últimas semanas (de 783 para 2.818);
• número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 129% no Estado no período (de 970 para 2.220);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 366% no período (de 902 para 4.204);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 148% no período (de 813 para 2.015);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu 104% no período (de 697 para déficit agregado no Estado de 25 leitos de UTI);
• número de casos ativos aumentou 92% no período (de 19.470 para 37.456);
• número de óbitos por Covid-19 acumulados em 7 dias aumentou 178% no período (de 314 para 872).

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Especial

Vacinação chega para crianças sem comorbidades em Pelotas

Crianças de 11 anos já podem ser agendadas para receber a proteção contra o coronavírus a partir desta terça-feira (25)

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A partir desta terça-feira (25), estará disponível o agendamento para imunização contra a Covid-19 destinado a crianças de 11 anos sem comorbidades, dando continuidade à vacinação deste público, seguindo o Plano Estadual de Imunização Infantil. O sistema, disponibilizado pela Prefeitura, por meio da Companhia de Informática de Pelotas (Coinpel), pode ser acessado neste link.

As aplicações exclusivamente para os pequenos ocorrem na Unidade de Vacinação Infantil, montada na Unidade Básica de Atendimento Imediato (Ubai) Navegantes, localizada na rua Darci Vargas, 212, das 9h às 19h30min, mediante o agendamento. Após receber o imunizante, as crianças deverão aguardar no local durante 20 minutos para observação. 

Vale ressaltar que é necessário apresentar, na hora da vacinação, o protocolo confirmando o agendamento realizado na plataforma. O sistema permite que pais ou responsáveis façam a escolha do dia e horário para a imunização da criança, agilizando o atendimento e evitando aglomerações. Para quem tiver dificuldade de acesso à internet, a marcação poderá ser feita em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).

Novas ações para o público infantil estão sendo organizadas e devem ser divulgadas pelo Município nos próximos dias, visando facilitar o acesso de quem reside nos bairros da cidade.

Fique atento à documentação

Documento de identidade da criança e do responsável legal com foto 

* Caso a criança não tenha documento com foto deverá apresentar cópia da certidão de nascimento juntamente com a declaração disponível neste link

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Comprovante de residência do responsável

Carteira Nacional de Vacinação da criança 

Declaração Vacinação Adolescentes/Crianças – disponível em http://bit.ly/vacina-crianca-pelotas – 

Comprovante do agendamento da vacinação – com protocolo final (pode ser print da tela).

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Brasil e mundo

Covid-19: portaria altera regras para afastamento do trabalho

Teletrabalho pode ser adotado, a critério do empregador

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O Ministério da Saúde publicou hoje (25) portaria diminuindo de 15 para 10 dias o prazo de afastamento dos trabalhadores com casos confirmados do novo coronavírus, suspeitos ou que tiveram contato com casos suspeitos. O texto, assinado em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência, diz ainda que o período de afastamento pode ser reduzido para sete dias, caso o funcionário apresente resultado negativo em teste por método molecular (RT-PCR ou RT-LAMP) ou teste de antígeno a partir do quinto dia após o contato.

A redução para sete dias também vale para os casos suspeitos desde que o trabalhador esteja sem apresentar febre há 24 horas, sem tomar remédios antitérmico e com a melhora dos sintomas respiratórios.

As novas regras alteram uma portaria de junho de 2020, que trouxe regras para a adoção prioritária do regime de teletrabalho, entre outros pontos. O documento atual diz que, na ocorrência de casos suspeitos ou confirmados da covid-19, o empregador pode adotar, a seu critério, o teletrabalho com uma das medidas para evitar aglomerações.

No caso dos trabalhadores com 60 anos ou mais ou que apresentem condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações da covid-19, o texto diz que eles devem receber atenção especial e também coloca a adoção do trabalho remoto como uma medida alternativa para evitar a contaminação, a critério do empregador. Antes, a indicação do governo era de que o trabalho remoto deveria ser priorizado.

Pela portaria, as empresas devem prestar informações sobre formas de prevenção da doença, como o distanciamento social, e reforçar a necessidade de procedimentos de higienização correta e frequente das mãos com utilização de água e sabonete ou, caso não seja possível a lavagem das mãos, com sanitizante adequado como álcool a 70%.

As empresas também devem disponibilizar recursos para a higienização das mãos próximos aos locais de trabalho, incluído água, sabonete líquido, toalha de papel descartável e lixeira, cuja abertura não demande contato manual, ou sanitizante adequado para as mãos, como álcool a 70%.

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O texto diz que as empresas devem adotar medidas para evitar aglomerações nos ambientes de trabalho, como a manutenção da distância mínima de um metro entre os trabalhadores e entre os trabalhadores e o público e o uso de máscara.

A portaria determina ainda que as empresas devem manter registro atualizado à disposição dos órgãos de fiscalização das medidas tomadas para a adequação dos ambientes de trabalho para a prevenção da covid-19 e também dos casos suspeitos; casos confirmados; trabalhadores que tiveram contato com casos confirmados no ambiente de trabalho.

Nessa última situação, os trabalhadores que tiveram contato próximo de caso suspeito da covid-19 “devem ser informados sobre o caso e orientados a relatar imediatamente à organização o surgimento de qualquer sinal ou sintoma relacionado à doença”.

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Brasil e mundo

Ministério prorroga por 30 dias custeio de leitos de UTI para covid-19

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O Ministério da Saúde informou que vai prorrogar por mais 30 dias a ajuda de custos para a manutenção de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) dada a estados e municípios. Em nota, a pasta informa que a prorrogação abrange o custeio para 14.254 mil leitos de UTI covid-19 adulto e pediátrico.

A prorrogação das UTIs é uma demanda do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

O país vem registrando aumento de pessoas contaminadas pela covid-19, em especial pelo crescimento do número de doentes infectados pela variante Ômicron.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado ontem (22), 23,9 milhões de pessoas já foram contaminados pela doença, que já matou 622.801 pessoas no país. Deste total, 157.393 contaminações e 238 mortes foram registradas nas 24 horas anteriores ao balanço.

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