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Brasil & Mundo

O rigor seletivo da autoridade pública

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Por Renato Sant’Ana*

Aconteceu no Rio Grande do Sul. E será diferente no resto do país?

O dono de uma sorveteria de São Lourenço do Sul, RS, por estar com seu estabelecimento aberto na vigência de “bandeira preta” (que manda fechar o comércio),  foi alvo de abordagem policial e, conforme a notícia, embora não esboçasse reação, foi agredido, algemado e levado preso.

Estaria o comerciante agindo bem ao ignorar o regime da “bandeira preta”? Terá sido regular o procedimento da polícia?

Quaisquer que sejam as respostas, não há como ocultar a gritante precariedade de critérios nem as contradições da autoridade pública.

Em 2021, no curso de apenas um mês, a Guarda Municipal de Porto Alegre, com apoio da Brigada Militar, interrompeu ao menos quatro festas clandestinas (que reuniam, somadas, quase mil pessoas), inclusive com apreensão de comprimidos de ecstasy em uma “festa rave”.

Além disso, a Brigada Militar interditou uma casa de jogos, onde muitos idosos jogavam bingo e atendeu a um chamado para prender um homem que brigou numa casa de swing (sic!): foi o único preso nessa história.

Em todos esses casos, vigorou aquela máxima dos adolescentes: “não dá nada”. E não dá mesmo! Quem lucra com a orgia saiu ileso.

Ou seja, apesar das restrições da pandemia, inferninhos, bingos, boates clandestinas, casas de swing e escambaus a quatro, o comércio do vício tem o sinal verde do poder público. Moradores do Centro Histórico de Porto Alegre sabem muito bem o que rola nas madrugadas…

É óbvio! O frequentador desses antros não é o tipo de gente que vai ter zelo pela própria integridade nem, muito menos, pela dos outros.

Sendo também óbvio, embora não se possa avaliar a extensão do dano, que essa caterva anda por aí, espalhando o mal irresponsável e impunemente.

Ainda assim, a segurança pública (governo estadual) fez e segue fazendo vistas grossas, não reprimindo esse “comércio”.

Mas não culpem a polícia, que, apesar de eventuais rateadas, tem sido muito eficiente: a falta de ação é reflexo da ideologia de quem manda na polícia e escolhe aqueles que serão tratados com rigor.

Comentário paralelo: há um movimento internacional antipolícia, que é articulado (coincidência…) por partidários do vírus chinês.

Tem, ainda, uma outra coincidência… Se o comerciante de São Lourenço tivesse uma credencial de vítima – se é que me entendem – a extrema-imprensa, que desprezou o fato, estaria batendo sem cessar.

E até os falsos ativistas de direitos humanos entrariam em campo.

Contudo, apesar da “mídia amestrada”, apesar de ideologias que usam a peste chinesa como pano de fundo em seu nefasto projeto de poder e apesar das contradições de nossas autoridades, é indispensável manter o
equilíbrio e ter a perspectiva daquilo que é urgente e importante.

E o fato é que a pandemia se tornou dramática, desafiando-nos a agir com inteligência e abnegação: primeiro, vencer o vírus chinês; e depois, só depois, dar uma resposta àqueles que estão tirando proveito da crise.

Assim, por mais injustas que sejam as causas do mal – e esta pandemia é uma feira de maquiavelismo -, não há outro jeito de vencê-lo senão com o sacrifício de todos: as circunstâncias exigem-nos desde rígidos cuidados individuais até restrições da atividade econômica.

Renato Sant’Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail sentinela.rs@uol.com.br

Artigos de opinião expressam a posição exclusiva de seu autor.

1 Comment

1 Comment

  1. Mateus Coswig

    13/03/21 at 19:24

    Assustador que o Amigos abrigue um artigo negacionista e reacionário como este!

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.

Puro prazer