Cinema: Eu me importo. Por Déborah Schmidt

Marla Grayson (Rosamund Pike) é uma renomada guardiã legal que atende pessoas idosas e ricas. Ela convence juízes a passarem todos os bens dessas pessoas para ela, alegando que as mesmas não conseguem mais tomar conta de si próprias. Sua mais nova vítima, aparentemente perfeita, é Jennifer Peterson (Dianne Wiest), uma senhora que guarda segredos perigosos.

Peter Dinklage e Rosamund Pike

Por mais absurdo que o golpe pareça, a trama se resume basicamente no aprisionamento e roubo de idosos através de um sistema de curadoria bancado pelo Estado.

Dirigido e roteirizado por J. Blakeson, o filme não tem a intenção de explorar os dilemas morais e/ou éticos de sua protagonista, preferindo muito mais acompanhar o jogo de gato e rato entre Marla e o misterioso Roman Lunyov (Peter Dinklage), que não desistem de seus objetivos, mesmo diante de situações extremas. Aliás, os inúmeros perigos e tentativas de assassinato sofridos por Marla a transformam, inexplicavelmente, em uma guerreira implacável. Muitas vezes forçado, o enredo apresenta um final abrupto e mal desenvolvido.  

Após interpretar Amy em Garota Exemplar, Rosamund Pike se destaca em mais uma performance fria e arrepiante, que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical. Como uma predadora, Marla é ambiciosa, manipuladora, rígida e sem nenhuma compaixão ou empatia pelos idosos que prende em asilos para depois roubá-los. Outros nomes, como o já citado Peter Dinklage, Eiza González e Dianne Wiest também fazem parte do elenco e possuem seus momentos de destaque.  

Obscuro e irregular, Eu me Importo encontra no humor negro e na atuação de Rosamund Pike suas únicas qualidades.

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