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Cultura & entretenimento

As Mil e Uma Noites

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Um livro passou anos me esperando na estante. As Mil e Uma Noites, uma coletânea de contos das arábias. Logo ficamos sabendo algo fundamental: quem conta as histórias é uma mulher. Igualmente, e até mais fundamental, é o motivo pelo qual o faz.

Resumindo, um sultão (rei), traído pela mulher, decide que nunca mais será humilhado. Casar, ele continuaria, mas “não para ser traído”. A resolução dele: na manhã seguinte à noite de núpcias, as esposas devem ser mortas. Assim, começa a matança.

As mulheres do reino não querem se casar com o sultão, mas ele as exige. Ordena ao grão-vizir (equivalente a primeiro ministro nas democracias) que traga uma mulher a cada vez para casar e, no dia seguinte, que as mate. A matança se estende e o terror se espalha.

Para surpresa e pavor do grão-vizir, uma de suas filhas, Sherazade, suplica ao pai que a leve para casar com o rei. O pai repele a ideia de oferecer a filha ao sultão e ter de matá-la em seguida. Mas ela insiste, alegando que aquele feminicídio precisa parar.

Sherazade tem muita imaginação e fantasia.

É então que ela se casa e, na noite de núpcias, pouco antes que amanheça, começa a contar uma história ao rei e não a termina naquela noite, alegando que “já vai amanhecer, que o rei tem compromissos”, e prometendo concluí-la na noite seguinte, se o rei concordar. Como o sultão fica curioso, concorda em adiar a morte da mulher para o dia seguinte; quer ouvi-la terminar a história.

Na segunda noite, Sherazade termina de contar a primeira história, emenda-a em outra, não a conclui pelo mesmo motivo (dia raiando, compromissos oficiais do sultão) e este, ainda mais curioso, adia a morte de mulher em mais um dia. E assim ocorre sucessivamente. Ela sobrevive pessoalmente e salva as demais mulheres.

O punitivo rei, ao poupar Sherazade, se reencontra com seus sentimentos, por obra justamente de uma mulher, um ser que ele considera vil, mas a que sucumbe, aparentemente, sem perceber.

As histórias que Sherazade conta para escapar da morte compõem o livro.

É muito interessante.

Sherazade e o sultão

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Cultura & entretenimento

36ª Romaria terá primeiro pedal de Guadalupe

Atividade ocorrerá no dia 6 de novembro, com saída às 9h da Av. Vinte e Cinco de Julho, 3735, bairro Três Vendas

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A 36ª Romaria de Guadalupe convida a comunidade para participar do 1º Pedal de Guadalupe: o desafio de São José! A atividade ocorrerá no dia 6 de novembro, às 9h, com partida da Av. Vinte e Cinco de Julho, 3735, no bairro Três Vendas. 

A pedalada ocorrerá em ritmo leve, com previsão de chegada ao Santuário às 11h30. As inscrições para participação devem ser feitas até o dia 29 de outubro no site da Arquidiocese de Pelotas, com taxa de R$ 35,00, e dará direito a camiseta do evento, além de participação em sorteio de bicicleta e viagem para a Casa da Mãe Aparecida. 

As camisetas deverão ser retiradas no Instituto de Menores Dom Antônio Zattera (IMDAZ) nos dias 3, 4 e 5 de novembro. O Instituto fica localizado na Av. Domingos de Almeida, 3150. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (53) 98414-9236. 

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Homenagem

Neste ano, a Igreja Católica homenageia São José em comemoração aos 150 anos de sua proclamação como guardião universal da Igreja. O 1º Pedal de Guadalupe também homenageará o pai de Jesus, reconhecido como guardião da fé dos católicos. 

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Cultura & entretenimento

Juiz Marcelo Cabral palestra sobre crime racial

Ele abordará “A responsabilização Civil e Criminal por Crimes Raciais”

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Nesta terça-feira (26) ocorre a sétima e última palestra da edição deste ano do Projeto de Visibilidade do Negro no Museu da Baronesa, que traz temáticas referentes à negritude e o papel do negro no Museu na sociedade pelotense.

O convidado do evento virtual é o juiz de Direito e diretor do Foro de Pelotas, Marcelo Malizia Cabral, que abordará “A responsabilização Civil e Criminal por Crimes Raciais”. A transmissão ao vivo pelo Instagram do Museu começa às 20h. 

“Precisamos discutir sobre o porquê da maioria dos casos de racismo acabarem sendo processados apenas como injúria racial no Brasil. Por que se tende a ‘suavizar’ esses crimes?”, questiona a conservadora-restauradora Fabiane Rodrigues Moraes, atual diretora do Museu da Baronesa, que será uma das provocadoras da conversa com o juiz Cabral, junto de Marcelo Hansen Madail, conservador-restaurador do Museu da Baronesa.

Fabiane recorda que o projeto anual sempre começa com um tema histórico, do século XIX, e se encaminha para temas atuais. Esse ano, começou com Jonas Vargas abordando as riquezas que o charque e a mão de obra escravizada geraram para as famílias dos barões e para a cidade.

Em novembro, ocorre o Sopapo – 4° Encontro no Museu (edição virtual), evento que marca o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, e esse ano vai debater “O negro nós museus”. “Vamos aproveitar que nesse momento se discute um novo conceito de ‘museu’, tanto no exterior quanto no Brasil, para pensar qual o espaço que o negro tem nos museus brasileiros e mesmo no Museu da Baronesa”, antecipa a diretora.

Ela diz que o evento Sopapo é um momento de reflexão, avaliação sobre as atividades realizadas ao longo do ano e acolhimento de sugestões para o ano seguinte.

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Cultura & entretenimento

Vilson Farias autografa novo livro na Mundial, dia 16

Obra aborda reformas trabalhista e previdenciária

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Advogado e ex-promotor Vilson Farias autografará novo livro.

A obra, intitulada Tópicos das reformas trabalhista e previdenciária, tem prefácio da ex-Procuradora Geral da República Raquel Dodge (veja trecho abaixo).

Dia 16, na Livraria Mundial, às 17h30. Preço R$ 80.

Livro já está à venda na Livraria Mundial.

Vilson Farias

Trecho do prefácio de Raquel Dodge, ex-Procuradora Geral da República:

Vilson Farias e sua obra devem ser saudados por esta qualificada contribuição jurídica. Este livro oferece balizas para compreender o modelo de razão e escolha, que é republicano na origem e eminentemente constitucional desde 1988. Vilson Farias é um estudioso das leis e da jurisprudência.

Há anos constrói uma doutrina que busca tornar a lei mais compreensível para os operadores do direito e para o cidadão comum: não apenas no que estabelece como regra de deve ser e como vem sendo aplicada na jurisprudência, mas também ao revelar suas discrepâncias com a Constituição, ou ao indicar o que a lei propõe para enfrentar a realidade e auxiliar a construir a nação.

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