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Opinião

Comitê UFPel Covid é contra a flexibilização de restrições

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O Comitê UFPel Covid-19 emitiu, nesta quinta-feira (25), nota técnica com posição contrária à flexibilização das medidas restritivas, frente à situação atual da pandemia no município de Pelotas.

“O Comitê UFPel Covid-19 vem por meio de nota técnica se posicionar contrariamente à flexibilização das medidas restritivas frente à situação atual da pandemia no município de Pelotas.

A situação permanece como na semana anterior, com alto número de casos e internações por COVID19, bem como um crescente número de óbitos.

A aparente estabilização do número de casos novos pode não ser real, mas sim decorrente do represamento das notificações, por limitação no processamento deste grande número de casos. Já a estabilização da ocupação dos leitos de enfermaria e UTI pode se dever ao atingimento de sua capacidade máxima. Nesta situação é preciso observar dados de superlotação e de lista de espera por leitos.

A flexibilização das medidas restritivas de forma precoce, como a ocorrida, alonga o cenário de colapso do sistema de saúde. Além disso, faz com que os números de casos, óbitos e internações se estabilizem em patamares cada vez mais altos, e o tempo para novo colapso do serviço de saúde seja cada vez menor. Também é necessário salientar que a manutenção de altas taxas de transmissão amplia o risco de surgimento de novas variantes de preocupação.

A situação que estamos enfrentando reforça a necessidade de ampliação imediata das medidas de isolamento. Precisamos de medidas efetivas e imediatas. O prolongamento das medidas restritivas de forma amenizada (como os “lockdowns” de final de semana) e, principalmente a flexibilização delas, tendem a não resolver o problema sanitário. Além disso, o problema econômico tampouco tende a ser resolvido. A compreensão dessa falsa divisão entre saúde e economia parece ter sido compreendida por vários empresários do país, os quais se pronunciaram em carta aberta de forma favorável a medidas mais efetivas de enfrentamento da pandemia, como lockdown.

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Lockdowns mais longos – porém menos repetitivos -, tendem a serem mais efetivos para a saúde pública/economia do que prolongar as restrições de forma espaçada e intercalada.

Considerando a situação epidemiológica, o cenário de colapso dos serviços de saúde e a escassez de insumos (oxigênio e kit intubação), o Comitê recomenda lockdown por 14 dias. É preciso reduzir o número de internações, viabilizando o adequado manejo dos casos que requerem este nível de atenção e reduzir o número de casos a um quantitativo manejável pela vigilância epidemiológica.

Há grande expectativa de que a vacinação, com a possibilidade de que no final de abril boa parte da população idosa tenha recebido a primeira dose da vacina, contribua de forma importante para a redução de casos graves e suas consequentes hospitalizações, auxiliando no controle da epidemia.

O lockdown precisa ser articulado às medidas de proteção social, incluindo distribuição de alimentos para população em situação de vulnerabilidade, adiamento de cobranças de contas de luz e água e políticas de mitigação dos efeitos da pandemia para os empresários como auxílios, linhas de crédito entre outros.

Não há dicotomia entre economia e saúde. É preciso controlar a epidemia para que a economia possa ser retomada.

Lockdown em defesa da vida!”

Veja a nota completa, com mais informações e gráficos, em Nota-técnica_25.03.21 .

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Ainda foi emitido um outro documento com informações de como interpretar as curvas de internação e óbitos. Veja em Nota comitê_apendice_24.03.21.

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1 Comment

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  1. Ricardo

    27/03/21 at 09:46

    Lockdown é medida defendida por aqueles que não sabem o que fazer.. Vem sendo adotado em diversas partes do mundo sem nenhum resultado positivo. Ademais, não há necessidade de termos um comitê, em Pelotas, que apenas defenda a estratégia dos outros.

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor.

Cultura e diversão

Cinema: Bar doce lar. Por Déborah Schmidt

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Bar Doce Lar acompanha o protagonista JR (interpretado pelo carismático Daniel Ranieri quando criança e Tye Sheridan na juventude). Com o pai ausente desde o seu nascimento, ele se aproxima de seu tio Charlie (Ben Affleck), dono de um bar em Long Island, quando vai morar na mesma casa com ele, sua mãe (Lily Rabe) e seu avô (Christopher Lloyd).  

Baseado no livro de memórias “The Tender Bar” de J.R. Moehringer, vencedor do Pulitzer, o longa é dirigido por George Clooney com o roteiro adaptado por William Monahan, vencedor do Oscar por Os Infiltrados. Assim como muitas cinebiografias inspiradas em memórias, a trama foca na jornada de descobrimento e amadurecimento do protagonista.

Um dos atores mais renomados de Hollywood, George Clooney iniciou sua carreira como diretor de forma promissora com Confissões de uma Mente Perigosa, e desde então entregou bons filmes como Boa Noite e Boa SorteTudo pelo Poder Caçadores de Obras-Primas. Seu último filme, O Céu da Meia-Noite, apresentou uma complexa ficção científica, e, com Bar Doce Lar, o diretor optou por seguir um caminho totalmente diferente. Falando em galãs de Hollywood, Ben Affleck tem aqui uma atuação sólida, porém, no modo automático, e que pode lhe render uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Pessoalmente, prefiro a interpretação do ator como o temido Conde Pierre d’Alençon, em O Último Duelo, de Ridley Scott.  

Com uma narrativa que explora a relação entre os personagens, o filme é sobre a dinâmica familiar e a busca pelos seus sonhos. A jornada pessoal de JR ganha mais destaque durante a sua infância devido ao seu constante aprendizado e aos conselhos dados pelo sábio tio, em um relacionamento que tenta suprir a ausência de seu pai, conhecido como “A Voz” por trabalhar no rádio. Quando vamos para sua juventude, a produção perde bastante de seu brilho, mostrando o caminho percorrido por ele para se tornar um escritor.  

Bar Doce Lar é uma história simples e linear sobre família e amadurecimento, sem nenhuma reviravolta. Disponível na Amazon Prime Video.

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Brasil e mundo

PoderData mostra que Lula pode vencer no 1º turno. E ele bate qualquer adversário no 2º turno

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 A empresa de pesquisas PoderData divulgou na noite desta 5ª feira a primeira pesquisa pré-eleitoral de 2022. Lula, o ex-presidente do PT que tentará o 3º mandato, tem 42% das intenções de voto no 1º turno.

Em segundo lugar vem Jair Bolsonaro (PL), com 28%.

Sérgio Moro (Podemos) tem 8%.

Ciro Gomes (PDT) tem 3%.

João Doria (PSDB) tem 2% – mesmo percentual obtido por André Janones (Avante).

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Simone Tebet (MDB) obtiveram 1% cada um.

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A soma de todos os adversários é 45%. Dessa forma, na margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, é possível, segundo a área técnica do PoderData, um cenário de vitória de Lula em 1º turno.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02137/2022 e foi realizada em parceria pelo site Poder360 e pelo Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados por entrevistas telefônicas entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2022. Foram contabilizadas 3.000 entrevistas em 511 municípios de todos as unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

“É a 2ª vez a pesquisa PoderData registra um empate técnico entre Lula e a soma de todos os outros nomes testados. A 1ª foi em julho de 2021, quando o petista tinha 43% contra 44% de uma lista menor de adversários”, registrou o Poder360 no texto de divulgação do levantamento.

Segundo o levantamento, Lula vence com larga margem no Nordeste, Sudeste e Sul e também entre mulheres e em todas as faixas de renda e de escolaridade. Bolsonaro só vence no Norte (46% x 37% de do ex-presidente). No Centro Oeste os dois principais candidatos estão empatados ( 36% x 35%). Bolsonaro vence entre eleitores homens – 41% a 35%.

Em ensaios de 2º turno, no levantamento do PoderData, Lula vence todos os candidatos por margem mínima de 22 pontos percentuais (Lula, 54% x 32% Bolsonaro) e máxima de 32 pontos – Lula, 48% e Doria 16%.

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Brasil e mundo

“Você não pode acabar assim”

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O ator Lima Duarte gravou um vídeo para o Instagram com um recado à colega Regina Duarte. Ele critica o fato de ela se ter revelado “Bolsonarista”. Na verdade, lamenta.

“Trabalhamos 10 anos juntos. Não pode acabar assim, Regina. Capricha! Capricha pra não acabar assim”.

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