Connect with us
https://www.mvpthemes.com/zoxnews/wp-content/uploads/2017/07/zox-leader.png

Empreendimento & Consumo

Os primeiros 100 dias da Nova Gestão da UFPel: entre Incertezas e Proposições

Publicado

on

Abaixo, Nota da Gestão da UFPel divulgada nesta segunda-feira (3):

Os primeiros 100 dias da Nova Gestão da UFPel: entre Incertezas e Proposições

Na cidade do doce e do tambor de sopapo, não são doçuras que temos vivido nestes dias, e o som que ouvimos é de um clamor por mais atenção com tudo o que construímos, até agora, na cinquentenária UFPel. A narrativa dos primeiros 100 dias na gestão da UFPel (2021-2025) traz um misto de impasse, incertezas, mas também esperança de que possamos, com a equipe qualificada que temos, dar continuidade a um perfil de gestão propositiva e exemplar.

Impasse porque começamos com o fato de ter um reitor eleito não nomeado, Prof. Paulo Ferreira, que foi o primeiro a defender que a proposta eleita pela comunidade precisava ser implementada. Assim, nossa colega e legítima proponente conosco do programa UFPel Diversa, Profa. Isabela Fernandes Andrade, tomou posse como reitora de nossa UFPel, pondo em prática o que já estava em curso: um trabalho desenhado a várias mãos, na busca compartilhada por melhores soluções.

As incertezas se configuram em um cenário de grave pandemia, de uma crise econômica e de embates políticos. Além deste contexto, não podemos esquecer onde estamos: em uma cidade universitária, que se desponta como principal na Região Sul do Estado, e se desenvolve com a colaboração das universidades, e de sua ciência, suas pesquisas, suas ações junto à comunidade, e, no caso da UFPel, do impacto de sua presença e dos mais de 20 mil estudantes que dela fazem parte. A pandemia da COVID-19 mantém praticamente todos os servidores e estudantes realizando suas atividades acadêmicas e administrativas de modo remoto há mais de um ano. Além disso, um corte orçamentário na ordem cerca de 25%, em custeio, torna 2021 um ano de muitas dificuldades para a nossa instituição.

Durante esse período a gestão tem se manifestado publicamente contra os cortes e a desvalorização do ensino superior público, mantendo a prioridade no atendimento às políticas de permanência dos estudantes e as ações de enfretamento a pandemia.

Muito temos falado em autonomia e é com a esperança de que nossa existência, como Instituição pública, que forma profissionais em todas as áreas do conhecimento, que são suporte ao crescimento da sociedade, que temos realizado nossas ações. E muitas destas que estão no programa já se configuram efetivando os três aspectos que sublinhamos para promover uma UFPel integrada, acolhedora e contemporânea. Destacamos a seguir algumas das ações realizadas nestes 100 dias iniciais de gestão.

A UFPel já está mais integrada.

Integrar internamente unidades acadêmicas e administrativas e externamente, nossa Universidade com a comunidade, é o caminho que estamos apostando para qualificar mais nosso espaço formativo. Já está em andamento um cronograma de conversas com a comunidade acadêmica para debater sobre as demandas oriundas deste momento de pandemia e do pós-pandemia, colocando em diálogo as Pró-Reitorias Acadêmicas, bem como a participação do COCEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), CID, PRAE e Vice-Reitoria. Deste modo chegamos ao terceiro calendário proposto desde o início da pandemia. A UFPel está na metade de seu semestre 2020/2, na modalidade Ensino Remoto Emergencial (ERE), com todas as ofertas de disciplinas e turmas, possíveis para esse meio, em andamento, já nos preparando para planejar o 2021/1. Foi intensificada a formação de servidores docentes e técnicos administrativos, professores substitutos, alunos e monitores para o uso de plataformas e ferramentas online por meio de cursos, rodas de conversa, lives, materiais informativos e manuais instrucionais.

Houve a valorização do CONSUN como espaço de debate das grandes questões da UFPel, com a definição de uma agenda anual de reuniões, tendo a pauta e a convocação sendo sempre enviadas com antecedência de uma semana ao encontro onde os temas serão tratados.

A Pós-Graduação propôs a criação de dois novos núcleos, o Núcleo de Interdisciplinaridade, Planejamento e Avaliação da Pós-Graduação, com o objetivo de estimular uma maior interdisciplinaridade institucional, e o núcleo de Planejamento e Infra-estrutura em Pesquisa, que visa o desenvolvimento e efetivação de políticas de planejamento, utilização e manutenção da infra-estrutura de pesquisa multiusuário.

Foi dado início à implantação da Superintendência do Campus Capão do Leão, a qual já terá em sua estrutura o Biotério Central e o Centro Agropecuário da Palma, que deixam de pertencer ao Gabinete da Vice-Reitoria. O futuro superintendente, que será o braço da gestão central presente permanentemente no Campus Capão do Leão, ocupa hoje o cargo de assessor da reitoria e já está liderando inúmeras atividades de integração e governança.

A Linha UFPel ampliou seu leque de produtos na Coleção 2021. A campanha de lançamento, realizada exclusivamente através das redes sociais, apresentou novas categorias de produtos como garrafinhas do tipo squeeze, ecobags em 3 diferentes modelos, cadernetas de anotações, chaveiro em metal escovado, caneca térmica, entre outros.

Já estamos em uma nova fase de divulgação de publicações com o selo da UFPel. Foram divulgadas nas redes sociais, durante o mês de março, a divulgação de mais de 20 publicações de mulheres autoras e/ou organizadoras de nossa instituição, sob a hashtag #mulheresautoras.

Através da estruturação da Agência de Inovação e Desenvolvimento Interinstitucional, a Universidade avança em sua atuação na promoção do desenvolvimento tecnológico. Várias novas ações estão em andamento: um Edital de bolsas institucionais de mestrado e doutorado na indústria será lançado nos próximos dias; a Incubadora Conectar passará para novo espaço no Parque Tecnológico e triplicou o número de vagas oferecidas; quatro novas patentes foram concedidas e três novas parcerias foram fechadas com empresas, refletindo na captação de recursos para a Instituição.

No Hospital Escola o início do ano foi marcado pela execução do Plano Diretor Estratégico do HE; a instalação de um sistema de monitoramento eletrônico de ambientes por circuito fechado de televisão – CFTV, que trouxe a um nível maior de segurança e o recebimento de equipamentos adquiridos através de recursos provenientes do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) e de emendas parlamentares. Está em andamento o projeto de Governança, que tem como objetivo viabilizar a construção dos Blocos 1 e 2 do novo HE. E ainda, conforme ação proposta no plano de gestão, já foi implementado o Colegiado Gestor de Ensino, que tem como objetivo a identificação das necessidades dos cursos com atuação na Instituição, aproximando o HE da UFPel.

A UFPel já está mais acolhedora.

Com o compromisso de dar acesso qualificado e inclusivo, temos trabalhado para que cada vez mais pessoas possam ter a Universidade como um projeto e oportunidade de crescimento em suas vidas. Uma ação que reflete este propósito trará, nesta semana, para a apreciação no Conselho Universitário, a Resolução para acesso afirmativo de pessoas travestis e transexuais nos programas de pós-graduação. Será uma grande conquista para a sociedade no sentido de propiciar as mesmas condições de acesso à Universidade para todas as pessoas.

Durante a pandemia, o atendimento aos estudantes e servidores da Universidade foi mantido nos Restaurantes Universitários da Santa Cruz e do Campus Capão do Leão, além da entrega de refeições aos moradores da Casa do Estudante e da Residência dos Estudantes Indígenas e Quilombolas. Ainda, há a entrega semanal kits de Hortifruti (adquiridos junto às Cooperativas de Produtores da Agricultura Familiar) aos estudantes de maior vulnerabilidade.

Foi criado o PIAPE (Programa Institucional de Acompanhamento e Apoio Pedagógico) junto à Pró-reitorias de Assuntos Estudantis oferecendo apoio de cunho permanente, em três formas: por e-mail, atendimento individual ou coletivo através da interação em ambiente virtual. Diferentes temáticas são abordadas pelas pedagogas, atuando ativamente na promoção da qualidade de vida do aluno.

Ainda temos o apoio do NATE (Núcleo de Apoio a Tecnologias Educacionais) para atendimento a servidores e estudantes, para dúvidas e capacitações no ambiente virtual. Já o sistema de bibliotecas evidenciou a ampliação de acesso e consultas em seu acervo virtual, o que nos permite ver cada vez mais a importância de nosso repositório e das assinaturas feitas em bancos de acesso virtuais.

A recepção virtual também foi o meio de acolhimento dos estudantes na Calourada 2021, num movimento criativo, coordenado pela equipe da Coordenação de Comunicação Social (CCS) com apoio das Pró-reitorias, Vice-Reitoria, Reitoria e colaboradores. Neste evento, houve a apresentação da Instituição em sua organização, com diversas atividades artístico-culturais, que deram um pouco da dimensão da UFPel.

No dia 20 de janeiro foi realizada a inauguração da nova casa dos estudantes indígenas e quilombolas. O prédio novo, localizado próximo ao Campus Anglo, foi alugado com o intuito de proporcionar uma moradia acolhedora, na qual haja respeito aos costumes e diversidade dos estudantes que ingressaram na Universidade por meio de processo seletivo específico para indígenas e quilombolas.

A UFPel aderiu ao Programa de Mobilidade Virtual Internacional ANDIFES e divulgou edital de chamamento para cursos a serem oferecidos em língua estrangeira a parceiros internacionais, na modalidade virtual, de forma a proporcionar aos participantes uma experiência de imersão em diferentes aspectos da cultura brasileira.

Está pronto para ser lançado este mês um inédito edital exclusivo para bolsas de extensão para projetos desenvolvidos nos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) da UFPel. Um primeiro passo para a promoção do incremento na qualidade de nossos na modalidade EaD, como do pertencimento dos alunos destes cursos à UFPel.

Foram realizadas homenagens aos aposentados, em formato virtual, coordenado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep). Os homenageados foram presenteados com produtos da nossa linha UFPel, enviados a suas casas. O evento é de extrema importância como reconhecimento aos servidores que construíram conosco a UFPel.

A UFPel já está mais contemporânea.

Estar no cenário contemporâneo significa poder identificar e atender demandas que podem dar impulso ao desenvolvimento da Universidade, projetar crescimento, tanto em recursos humanos quanto em temas pertinentes à contemporaneidade, em educação, cultura, ciência e tecnologia.

Através de uma ação que movimentou todas as Universidades Federais e o MEC, demonstrando o domínio técnico da UFPel sobre os temas de gestão de pessoas, a Universidade recebeu novas vagas docentes, disponíveis para a contratação a partir de 2022, em um número que não ocorria desde o REUNI. Esta novidade nos traz a felicidade de poder consolidar cursos e elaborar novas estratégias que atendam à comunidade.

A ampliação da qualidade acadêmica, comprovada pelo Índice Geral de cursos de graduação, segue em andamento, apresentando crescimento contínuo. Do ponto de vista pedagógico destaca-se a melhoria dos resultados do ENADE, além da qualificação dos Projetos Pedagógicos dos Cursos, que neste ano foram todos digitalizados, eliminando os documentos físicos e facilitando sua atualização e adequação.

A UFPel passou a administrar a Estação de Tratamento de Água do Campus Capão do Leão, atuando em parceria com a Embrapa, promovendo ações de qualificação de estrutura, alterando o ponto de coleta de água, o que está qualificando em muito a qualidade da água nesse Campus. O planejamento que vem sendo planejado prevê que toda a água do Campus seja provida integralmente pela CORSAN a partir da metade do próximo ano.

Foi constituída comissão que está organizando o Programa de Formação para Gestores. Neste momento está se realizando o diagnóstico de necessidades junto às Unidades Administrativas e sua primeira edição está prevista para acontecer entre julho e novembro 2021.

Está sendo proposta a criação do Núcleo de Governança e Controle dentro de Gabinete da Reitoria, tendo atuação, entre outros, no sistema de controle de auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) em que a UFPel precisa atualizar um passivo de ações realizadas para por em dia sua relação com este órgão de controle. Além disso, esse núcleo passa a gestar um processo para promover ações de governança para melhorar processos institucionais.

Foram implementadas as ações iniciais necessárias ao ajuste da UFPel às orientações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados, tema extremamente relevante dada a quantidade de dados que a instituição processa, envolvendo diferentes níveis de confidencialidade.

Em parceria com o Centro de Letras e Comunicação estabeleceu-se a reserva de 10% vagas nos cursos de línguas estrangeiras para os servidores da Universidade, permitindo a qualificação dos trabalhadores pelas competências da própria instituição.

Enfim, estas são algumas das ações que já deram início à nova Gestão da UFPel, neste momento atenta e na luta pela sobrevivência e crescimento da Universidade pública, gratuita de qualidade, com grande inserção social nesta cidade e Região com a qual colabora.

Clique para comentar

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.

Brasil & Mundo

Trabalho híbrido pode piorar qualidade do sono, diz pesquisador

Enquanto no trabalho presencial, a pessoa precisa de mais tempo entre acordar e chegar ao posto de trabalho, ao ficar em casa é possível estender as horas de sono

Publicado

on

A tendência da adoção definitiva do modelo híbrido de trabalho, aquele que alterna entre as atividades presenciais com o home office pode gerar dificuldades para o sono regular das pessoas e até aumentar ou provocar insônia.

Segundo pesquisadores do Instituto do Sono, esse modelo de trabalho traz um desafio adicional, que consiste na mudança de horário entre os dias de atividades presenciais com home office. Enquanto nos dias de trabalho presencial, a pessoa precisa de mais tempo entre acordar e chegar ao posto de trabalho, ao ficar em casa é possível estender as horas de sono.

Além de quebrar a rotina do horário de dormir e acordar, o trabalho híbrido pode estragar a qualidade do sono pelo fato de que trabalhando em sistema remoto, as pessoas dividem seu tempo em casa entre trabalho, estudos dos filhos e rotina doméstica, dividindo a jornada de oito horas ao longo do dia para conseguir realizar todas as tarefas, hábito já observado no período da pandemia, quando o trabalho estava sendo desenvolvido só remotamente.

“E as empresas flexibilizaram o trabalho que não tiveram mais receio de mandar um e-mail à meia-noite, esperando resposta”, disse o biomédico e pesquisador do Instituto do Sono, Gabriel Natan Pires.

De acordo com ele, para manter uma boa qualidade do sono, o indivíduo precisa seguir uma rotina com horários determinados para lazer, trabalho, alimentação e descanso e não seguir esses hábitos pode resultar até mesmo em reflexos negativos para o sistema imunológico. “É como se o nosso cérebro precisasse de pistas para entender quando chega hora de dormir e a hora de acordar”, comenta.

Segundo Pires, nos dias de home office, o trabalhador pode até dormir um pouco mais porque não precisará enfrentar o trânsito para chegar ao trabalho, mas é importante que inicie e encerre o expediente nos mesmos horários. “Esse esquema dará certo se a corporação zelar pela saúde mental do colaborador e o profissional não abrir mão do seu sono para aumentar a produtividade. Mesmo porque é uma utopia trabalhar até as 23 horas e achar que às 23h05 estará dormindo”.

Ele destaca que outro desafio para o trabalho híbrido é ter em casa um ambiente de trabalho adequado para não prejudicar a saúde e manter a rotina. Aqueles que já têm tendência à insônia precisam manter a regularidade do trabalho e dos hábitos saudáveis, porque qualquer alteração mínima pode piorar o quadro.

“É preciso ter um regramento para ver se essa pessoa que está se dispondo ao trabalho híbrido consegue realmente se adequar isso. A ideia é a de que pessoas que não conseguem, prefiram o trabalho no escritório porque se a rotina incerta prejudica o sono, estar no escritório pode ser menos prejudicial”.

Pires ressaltou ser necessário que trabalhador e empresa negociem a forma mais confortável para que a produtividade se mantenha, mas a disponibilidade para isso varia de acordo com a ideologia da direção.

“Há empresas que têm uma visão mais tradicional e não aceitam que o funcionário escolha seu horário de trabalho. A flexibilização é importante porque há pessoas com tendência fisiológica de acordar e dormir mais tarde, como há aquelas que acordam e dormem mais cedo. São as pessoas matutinas e as vespertinas. Isso é uma variação normal”.

Trabalho remoto e insônia

Insônia, quarentena, pandemia, coronavírus, covid 19
A pandemia de covid-19 gerou pandemia de insônia, diz Pires  – Marcello Casal jr/Agência Brasil

Segundo Pires, a pandemia de covid-19 gerou outra pandemia, a de insônia, com pelo menos 60% das pessoas tendo seu sono prejudicado seja por conta da ansiedade devido à crise sanitária ou pelas alterações de rotina. A princípio a percepção era a de que o trabalho em casa poderia auxiliar as pessoas a dormirem melhor, porque teoricamente elas poderiam escolher seus horários de trabalho e não gastariam tempo de deslocamento, o que não ocorreu.

“Uma coisa é trabalhar em casa porque escolheu isso, outra é ter quer trabalhar porque foi imposto, sabendo que não tenho ambiente adequado e que tenho que ficar trancado, assim como meus filhos que não podem ir para a escola. Não foi um trabalho remoto adequado. Isso alterou a rotina e o sono perdeu espaço porque o trabalho em casa sem regra picotou e estendeu a jornada de trabalho, que ficou sem hora para terminar”.

Um dos principais problemas para o sono é quando se leva o trabalho para o quarto, principalmente para quem tem insônia, porque para o sono natural e de qualidade acontecer é preciso que o cérebro desacelere aos poucos. Trabalhando até antes de dormir, leva-se tudo isso para a cama e no momento em que o cérebro deveria desacelerar a pessoa está levando o stress que o reacelera, gerando uma reação parecida com a de stress pós traumático, disse.

“Se eu comecei a levar o celular para a cama e comecei a estressar, com o tempo meu cérebro vai associar a minha cama com um ambiente de stress. No passado eu deitava na minha cama e o sono já vinha porque aquilo era um ambiente de relaxamento, agora não”, explicou.

Pires disse que nenhum tipo de sono induzido é recomendado e que, apesar de sono ser um processo cerebral complexo, é preciso que aconteça naturalmente. Por isso é necessário entender que o sono deve ser uma prioridade na agenda e que a pessoa não seja privada de sono. “Se eu entender que quero dormir por volta das 22h, devo entender que a partir das 20h eu já tenho que começar a desacelerar. O sono tem que ser permitido e natural”.

Piora do sono

Uma pesquisa do Instituto do Sono revelou que 55,1% apresentaram piora do padrão de sono durante a pandemia de covid-19, período no qual predominou o trabalho remoto. Além do aumento das preocupações, a mudança de rotina foi um dos motivos mencionados pelos mais de 1.600 participantes do levantamento, que citaram ainda o medo de adoecer, a insegurança financeira e a distância da família e amigos.

Segundo dados do o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na fase mais aguda da pandemia, 11% dos brasileiros aderiram ao trabalho remoto, totalizando de 8,4 milhões de pessoas em 2020. Deste percentual, 63,9% eram da iniciativa privada, dos quais 51% eram ligados à educação, 38,8% ao setor financeiro e 34,7% a atividades de comunicação.

Dicas para assegurar uma boa noite de sono

– Mantenha uma rotina: estabeleça horários para o sono, alimentação, exercícios físicos, lazer, trabalho e atividades com a família.

– Arranje um lugar específico para trabalhar: procure um local da casa para desempenhar suas funções profissionais. Se possível, evite escolher o quarto. É importante que o cérebro associe o quarto como um ambiente ao descanso e tranquilidade, não a uma atividade estressante.

– Não leve o notebook ou celular para cama: o excesso de interatividade e a luz das telas desses aparelhos atrapalham o sono.

– Desacelere antes de dormir: pelo menos uma hora antes de se deitar faça uma atividade relaxante: tome banho, leia, ouça música, faça meditação ou qualquer outra atividade que ajude a desacelerar.

– Evite alimentos pesados e bebidas com cafeína: faça refeições leves até duas horas antes de deitar. Não tome café, energéticos e chá preto e outras infusões que contêm cafeína à noite.

– Exponha seu corpo à luz pela manhã: abra as janelas, caminhe pelo jardim ou pelo quintal. Assim você mostra ao seu cérebro que é dia e, portanto, hora de trabalhar.

– Conheça seu cronotipo: o ciclo circadiano, que compreende vigília e sono, dura cerca de 24 horas. Cada pessoa tem seus horários de preferência para dormir e acordar. O cronotipo é o nosso perfil de preferência circadiana.

Continue Reading

Brasil & Mundo

Primeiro voo há 115 anos: Santos Dumont aliou invenções à ciência

O feito inédito que completa 115 anos neste sábado (23), porém, é “apenas” a parte mais famosa das conquistas

Publicado

on

O voo do brasileiro Alberto Santos Dumont, em uma distância de 60 metros com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris, marcou historicamente aquele 23 de outubro de 1906 e consagrou ainda mais o inventor. O aparelho subiu 2 metros de altura e foi o bastante para a humanidade olhar para cima e para o futuro de forma diferente.

O feito inédito que completa 115 anos neste sábado (23), porém, é “apenas” a parte mais famosa das conquistas, segundo apontam os pesquisadores da vida e das obras daquele mineiro que ficou conhecido como o Pai da Aviação.

Santos Dumont em seu 14-Bis
Santos Dumont em seu 14-Bis – Domínio Público

Até aquela data (e depois também), o enredo é de uma história de coragem, perspicácia, generosidade e divulgação científica como rotina de vida. Característica, aliás, de um período de fascínio pela tecnologia e pelas descobertas. Autor de quatro livros sobre Santos Dumont, o físico Henrique Lins de Barros, especialista na história do gênio inventor, destaca que feitos anteriores foram fundamentais para que as atividades aéreas se consolidassem.

PUBLICIDADE

Clique aqui para um tour pela Escola Mario Quintana

https://marioquintana.com.br/tourvirtual/

Ele cita que o brasileiro inventou e patenteou o motor a combustão para aviões, em 1898, o que viabilizou o sonho de um dia decolar. Uma característica de Santos Dumont é que ele criava, patenteava e liberava a utilização para quem quisesse. Três anos depois do motor, a conquista da dirigibilidade, também por parte de Dumont, foi uma ação revolucionária.  

“Ele aprendeu a voar de balão, fez os primeiros dirigíveis. Todos eles, até o número 6, têm inovações impressionantes, com mudanças conceituais. Ele sofreu diversos acidentes, mas aprendeu a voar. Foi assim que ele descobriu quais eram os problemas de um voo controlado.  Quando ele ganhou o Prêmio Deutsch, em 1901 [com o dirigível número 5], ele tinha domínio total. Em 1902, ele já tinha os dirigíveis até o número 10 construídos”.

“Ele tem uma produção, em dez anos, em que ele idealiza, constrói, experimenta mais de 20 inventos. Todos revolucionários. Ele tem intuição para o caminho certo e criatividade para ir adiante. Os colegas deles inventores diziam que ele fazia em uma semana o que os outros demoravam três meses”, afirma Henrique Lins de Barros.

Voo sob controle

De acordo com o escritor Fernando Jorge, biógrafo de Santos Dumont, a descoberta da dirigibilidade, por parte do brasileiro, foi um marco decisivo para o que ocorreria depois. “Entendo que foi um momento supremo e culminante para a história da aeronáutica mundial.”

Para o arquivista Rodrigo Moura Visoni, pesquisador dos inventores brasileiros e autor de livro sobre Santos Dumont, as fotos mostram detalhes da emoção que tomou conta das pessoas quando houve a conquista da dirigibilidade. “Santos Dumont foi convidado para rodar o mundo. Foi, sem dúvida, um grande feito. Para se ter uma ideia, o número de notícias sobre a conquista do Prêmio Deutsch supera a do primeiro voo [cinco anos depois]. Isso é explicado porque a busca pela dirigibilidade já tinha 118 anos. Ele resolve um problema secular. Além disso, a descoberta permitiu a era das navegações aéreas”, afirma.

Segundo o que Visoni pesquisou, Alberto Santos Dumont disse, em várias entrevistas, inclusive pouco antes de morrer, que a maior felicidade dentre todas as emoções foi a conquista da dirigibilidade. “Isso é muito curioso. Ele dizia que o dia mais feliz não foi o dia em que ele faz a prova do Prêmio Deutsch, nem o 23 de outubro ou o 12 novembro de 1906 [em que ele faz o voo de 220 metros pela Federação Aeronáutica Internacional]. O dia mais feliz teria sido o 12 de julho de 1901, quando ele percebeu que resolveu o problema de dirigibilidade aérea. Foi uma demonstração impressionante. Ele vai aonde ele quer. Ele estava totalmente integrado ao dirigível.” 

O Prêmio Deutsch (no valor de 100 mil francos) foi conferido a Santos Dumont por ele ter conseguido circular a Torre Eiffel em julho. Mas os juízes garantiram a vitória ao brasileiro somente em novembro daquele ano. Os 120 anos da dirigibilidade, assim, devem ser celebrados no mês que vem.

Na ocasião, o dinheiro foi distribuído para a equipe do aviador e para pessoas pobres da capital francesa. “Ele era um homem muito generoso”, afirma o biógrafo Fernando Jorge. 

“Tomem cuidado!”

A série de demonstrações públicas que ele faz dos seus inventos devia sempre ser acompanhada da presença de repórteres. “Os jornalistas registravam e Santos Dumont publicava o que ele estava fazendo. Essa é uma característica impressionante. Ele divulga tudo. Tanto o que ele acerta como o que ele erra. Essa é uma característica impressionante dele. Quando ele erra, ele descreve e alerta: ‘Tomem cuidado!’. Ele estava maduro na arte dos balões”, afirma Lins de Barros. 

População francesa assiste ao voo do 14-Bis
População francesa assiste ao voo do 14-Bis – 1906- Domínio público

A postura de Santos Dumont não era apenas a de um inventor, mas a de um divulgador científico, explicam os pesquisadores. “Ele foi um divulgador honesto.”

Entre 1901 e 1906,  Santos Dumont passou a entender o que era o voo do avião. “O 14-Bis ele fez em pouquíssimo tempo, pouco mais de um mês. Em setembro, por exemplo, ele experimenta e faz vários testes com o aparelho.”

Em 23 de outubro, ele, após quatro tentativas, consegue voar os 60 metros. Assim ele mostra para todos os aviadores da época que era possível voar com o mais pesado que o ar. Uma revolução. A vitória significou o Prêmio ArchdeaconBastaria voar 25 metros. Santos Dumont fez um percurso de mais que o dobro.

Demoiselle, a primeira de uma série

Depois do voo, outros inventores entenderam quais eram os problemas. Em 1907, Santos Dumont apresenta o Demoiselle (invenção número 20), um ultraleve. “No ano seguinte, Santos Dumont publica em uma revista popular o plano detalhado do Demoiselle para quem quisesse construir. Esse modelo passa a ser o primeiro produzido em série na aviação”, explica Lins de Barros. O modelo foi vendido para um pioneiro da aviação na França, Roland Garros.

santos_dumont_regula_o_demoiselle.jpg
Foto reprodução Iara Venanzi/Itaú Cultural

Santos Dumont x irmãos Wright

Nessa época, também, surge uma polêmica com dois norte-americanos, os irmãos Wright (Wilbur e Orville), que alegam terem sido os pioneiros do voo. Os pesquisadores explicam que os aviadores não têm registros de voos, com decolagem, dirigibilidade e pouso antes de 1906 sem uso de catapultas (que impulsionavam os aparelhos para o ar).

Em 1908, Santos Dumont, acometido por esclerose, abandonou o voo. O registro é de que ele se suicidou em 1932, em um hotel no Guarujá (SP). O biógrafo do aviador, Fernando Jorge, lamenta que o final da vida do genial brasileiro tenha sido de martírio diante da doença e da depressão. “Ele era um homem tímido e que revelava que não queria casar porque não queria deixar a esposa viúva. De toda forma, o que sempre me impressionou na personalidade dele foi a combinação impressionante da tenacidade, da coragem e da perseverança. Foi um gênio da humanidade.”

Continue Reading

Empreendimento & Consumo

Câmara no Parque Una e a ambição do vereador Silva

Publicado

on

Atualizado 21h17 | 23/10

A novela mexicana de 10 milhões de capítulos, intitulada Onde será construída a sede da Câmara de Vereadores de Pelotas? (na intimidade conhecida Amor de aluguel – pela longa demora na definição) chegou ao fim, com a revelação do ponto onde o edifício será erguido.

Será no Parque Una, o bairro planejado que se expande sem parar e vem revolucionando o urbanismo na região. A notícia põe fim a muitos anos de aluguel alto, pago por uma casa na Rua XV, atual sede. Na época, na definição da locação, o então presidente da Câmara Adalim Medeiros, do MDB, defendeu o negócio, definindo-o como “um Palácio”. A noção de Palácio permanece, pelas palavras do atual presidente da Casa, Cristiano Silva, do PSDB.

A Câmara própria ficará sobre um terreno de 4,5 mil metros quadrados, previamente urbanizado pela Idealiza Cidades, idealizadora do Una: ruas, esgoto, água, drenagem e rede elétrica ficarão por conta da urbanizadora; ou seja, nesta parte, não haverá custos aos cofres públicos. Já o dinheiro que pagará a obra, este sim, sairá do bolso do contribuinte, fala-se, por alto, em um valor estimado de R$ 10 milhões.

Por lei, 3% da área dos loteamentos devem ser destinadas ao poder público, com aqueles proprietários bancando a urbanização citada, uma economia ao Município que não ocorreria se a sede fosse fora de loteamentos. A escolha do Una encontra, portanto, base legal, além de vantagem nos custos da obra. É uma prova também do fascínio que o bairro, e o modo de vida proposto pelo seu desenho, vêm exercendo sobre o planejamento urbano pelotense, do qual destoa pela formulação de espaços de convivência em que o homem se reencontra com o ambiente de seus primórdios, espaços verdes, água de lago, pássaros: a natureza e o outro.

Ambicioso e, pelas suas palavras, também apreciador de confortos, o presidente vereador Silva imagina que a população pelotense vá crescer muito e rápido, daí vir declarando que quer um projeto arquitetônico para abrigar 30 vereadores, hoje são 21 edis. O número de edis é proporcional ao número de habitantes da cidade. “Queremos um projeto para 30 edis (sinônimo de vereador), com estrutura para a população e para que possamos passar o dia no ambiente mais autossustentável possível“, tem dito.

Além de considerar o conforto, está pensando longinquamente, além de alto.

Para necessitar de 29 vereadores, a população de uma cidade deve ter, por lei, de 750 mil a 900 mil pessoas. Para ter 31 vereadores, de 900 mil a 1 milhão e 50.

Câmara com 30 vereadores só existe na conta redonda de Silva. O mais próximo daquele número, por lei, é 29 e 31.

Pelotas tem hoje 340 mil habitantes. Precisaria mais que duplicar a população para ter 29 vereadores, e quase triplicá-la para abrigar 31 vereadores.

Silva

100 mil de prêmio

O vereador Cristiano Silva diz que fará um concurso entre arquitetos para elaboração do projeto do prédio, pelo qual o vencedor ganhará R$ 100 mil. O vencedor será escolhido por uma banca composta por gente da UFPel, UCPel, Faculdade Anhanguera, Associação de Engenheiros e Arquitetos de Pelotas, Instituto de Arquitetos do Brasil Núcleo Pelotas, Conselho de Arquitetura e Urbanismo e mais Secretaria de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana.

PUBLICIDADE

Clique aqui para um tour pela Escola Mario Quintana

https://marioquintana.com.br/tourvirtual/

Continue Reading

Em alta