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Cultura e diversão

OXIGÊNIO, tenso e claustrofóbico. Por Déborah Schmidt

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Uma mulher (Mélanie Laurent) acorda sem memória dentro de uma cápsula de criogenia. Ela não se lembra quem é e nem como foi parar lá dentro. Porém, o nível de oxigênio está acabando rapidamente, e ela precisa recuperar sua memória para conseguir sobreviver.  

A direção do francês Alexandre Aja opta por sufocar o espectador aos poucos, apresentando pequenos detalhes que nos prendem cada vez mais. Lançamento desta semana no Netflix, o longa tem o roteiro da estreante Christie LeBlanc, em uma trama cheia de revelações e que mistura suspense com ficção científica. A narrativa vai se intensificando de forma gradativa, culminando em um desfecho que só é apresentado nos últimos segundos.  

Praticamente um personagem, a câmara criogênica impressiona pela riqueza de detalhes. A inteligência artificial MILO (voz do sempre competente Mathieu Amalric), que habita a máquina, é um sistema operacional engenhoso e com inúmeras funcionalidades que são aproveitadas ao máximo para trazer dinamismo à trama. A inteligência artificial ajuda a protagonista a buscar em suas vagas lembranças uma forma de se libertar antes que seu suprimento de oxigênio acabe.  

Entre sanidade e insanidade, alucinações e reviravoltas, Mélanie Laurent entrega uma atuação convincente e desesperadora. Desde o momento em que abre os olhos no local, a atriz consegue dominar o espaço, sendo capaz de transmitir todos os seus sentimentos ao público. A empatia que criamos por ela torna toda a jornada ainda mais angustiante.

Sempre gostei de filmes ambientados em um único lugar que, combinados com um roteiro afiado e boas atuações, costumam render ótimas produções. São muitos os exemplos, que vão desde clássicos de Alfred Hitchcock (FestimDiabólico e Janela Indiscreta) e Sidney Lumet (Doze Homens e uma Sentença) até títulos mais atuais como Rua Cloverfield 10, LockeDemônio e Enterrado Vivo. Aqui, o longa consegue explorar esses requisitos com facilidade. Apesar da locação única, o ritmo é dinâmico, dosando a claustrofobia da cápsula selada com as lembranças da protagonista. Além disso, o cineasta brinca com movimentos de câmera no espaço limitado, seja para reforçar a solidão ou intensificar o desespero.  

A história se mostra como a consequência de um vírus e de uma crise sanitária, em um reflexo direto à pandemia da Covid-19. O cineasta e a roteirista exploram a sensação de isolamento e a falta de perspectiva pela ótica da ficção científica e do terror psicológico, em um cenário bastante conhecido atualmente e não menos impactante. Em alguns flashbacks, alguns personagens utilizam máscaras, levando a entender que o filme foi gravado durante a pandemia.  

Tenso e claustrofóbico, Oxigênio é um filme corajoso e uma ótima dica para os fãs do suspense e de um bom mistério.

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Déborah Schmidt é servidora pública formada em Administração/UFPel, amante da sétima arte e da boa música.

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Cultura e diversão

Um dia engraçado

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Ontem foi um dia engraçado. Uma entrevistadora do IBGE me visitou. Perguntou se eu era casado.

– Sim.

– Qual o nome da pessoa?

– Ana.

– E qual o gênero dela?

– Como assim?

– É que hoje em dia o IBGE…

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– Por ora, é mulher mesmo.

***

Mais tarde, numa confeitaria, o atendente hiper simpático do começo ao fim, na despedida me falou:

– Quando quiser comer um doce especial, é só aparecer. (piscando o olho, cúmplice).

Como vivo aparecendo para comer doces especiais, e tinha justamente acabado de comer um há cinco minutos, estranhei um pouco o convite. Por ter soado reincidente, perguntei, curioso, qual seria o doce especial de que ele falava.

– Chama-se Bo-ca-da… É muuuuito bom…

– Hummmm.

Por um instante, talvez tocado pela lembrança da moça do IBGE, pensei que fosse uma cantada. Na verdade, o rapaz só estava querendo ser gentil. Eu é que fui malicioso, sem razão de ser.

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***

Para completar, caminhando de volta para casa, um dos meus sapatos começou a fazer barulho. Rangeu, depois fez clap, clap. A língua do calçado havia se soltado. O endereço seguinte foi o sapateiro. Com tantos vãos no caminho, em um mundo em franca mudança de costumes, é preciso um mínimo de segurança na passada.

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Cultura e diversão

Em livro, Mateus Bandeira conta sua ‘aventura’ como candidato a governador do RS, em 2018

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Mateus Bandeira escreveu um livro sobre sua participação na campanha ao governo do Rio Grande do Sul, em 2018, pelo Novo. O trabalho, iniciado há dois anos, está concluído. Chama-se Quem roubou nossa coragem, publicado na Esquina do Lombas, doo editor Vitor Bertini. O lançamento está marcado para o próximo dia 25 deste agosto, em Porto Alegre. Mateus pretende fazer um lançamento do livro em Pelotas, em data a ser divulgada. Em breve estará disponível na Amazon.

MB é conselheiro de administração e consultor de empresas. Foi CEO da Falconi, presidente do Banrisul e secretário de Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul.

Mateus (na foto superior, com Winston Ling, apoiador de sua campanha) explica o que o levou realizar o trabalho:

“Resolvi escrever sobre a minha “aventura” de 2018, como candidato a governador do RS. Para quem não era político, encarei o desafio como um sabático e o aprendizado foi enorme. Por isso, resolvi registrar. É um testemunho de quem veio de fora da política e colocou a mão na massa pra defender os valores e princípios de liberdade, de uma sociedade de livre mercado. Espero que essa história possa inspirar outras pessoas – seja considerando uma candidatura, seja compreendendo que há um papel importante a ser desempenhado apoiando candidatos, financiando candidatos que não usam fundos partidário e eleitoral. Divulgar esse livro será, também, a minha forma de ‘fazer política’ neste ano”.

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Cultura e diversão

O TELEFONE PRETO. (Por Déborah Schmidt)

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Em cartaz nos cinemas, O Telefone Preto é ambientado em 1978, quando uma série de sequestros de crianças está aterrorizando a cidade de Denver. Finney Shaw (Mason Thames) é um garoto de 13 anos, tímido e inteligente, que é sequestrado por um sádico assassino (Ethan Hawke) que o enclausura em um porão à prova de som, onde gritar não vai resolver nada. Quando um telefone preto desligado começa a tocar, Finney descobre que consegue ouvir as vozes das vítimas anteriores do sequestrador. E elas estão decididas a assegurar que o que lhes aconteceu não aconteça com Finney. 

Baseado em um conto escrito por Joe Hill, filho do autor Stephen King (reparem na referência para It – A Coisa), o longa é comandado por Scott Derrickson, um dos melhores nomes do cinema de terror da atualidade, com O Exorcismo de Emily Rose (2005) e A Entidade (2012) em sua filmografia. Mais recentemente, o diretor deixou o gênero de lado para fazer parte do Universo Cinematográfico Marvel, onde dirigiu Doutor Estranho (2016). O cineasta sabe como poucos prender a atenção do público, e em O Telefone Preto, ele retoma sua parceria com a Blumhouse, produtora conhecida pelo foco em filmes de terror de baixo orçamento.

Com o roteiro de Derrickson em parceria com C. Robert Cargill, o filme é um suspense eficaz preocupado em criar medo pelo clima de tensão e claustrofobia, aliado ao desenvolvimento de seus personagens. Isso fica evidente logo no início, ao focar no relacionamento de Finney com a irmã Gwen (a carismática Madeleine McGraw). Com isso, traumas da infância são explorados pela trama, com Finney enfrentando bullying na escola e os irmãos sofrendo com o pai alcoólatra e abusivo. Entendemos, então, a realidade e o poderoso vínculo de apoio e afeto criado por eles diante desses problemas, em uma relação fundamental para a eficiência da narrativa.   

No papel do misterioso e cruel sequestrador, Ethan Hawke rouba a cena. Uma atuação poderosa e que consegue aterrorizar o espectador mesmo usando uma máscara sinistra durante quase todo o filme. Aliás, um dos elementos mais interessantes do longa é o fato de o vilão esconder seu rosto atrás de uma máscara, que em diversos momentos altera a forma e a expressão, refletindo a instabilidade emocional do personagem conforme os acontecimentos e o mantendo ainda mais intrigante.  

Com uma história simples e bem contada, O Telefone Preto é um terror psicológico e sobrenatural que prende a atenção até o final. 

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