Aqueles que me desejam a morte. Por Déborah Schmidt

Connor (Finn Little) tem 12 anos e acaba de presenciar o assassinato do pai. Ele, então, precisa fugir dos assassinos que estão à sua procura. Completamente sozinho, o garoto encontra proteção com Hannah (Angelina Jolie), uma bombeira que combate incêndios florestais, traumatizada pelo fracasso de sua última missão.  

Baseado no livro de Michael Koryta, o filme é dirigido e roteirizado por Taylor Sheridan. Seu primeiro trabalho como roteirista foi no ótimo Sicario: Terra de Ninguém e, um ano depois, conquistou uma indicação ao Oscar pelo roteiro de A Qualquer Custo. Roteirizado ao lado de Koryta e Charles Leavitt, o longa apresenta marcas registradas de Sheridan, como o ambiente árido e extremo, e a narrativa apostando na fórmula de um faroeste moderno. Confusa, a trama é incapaz de explicar o trauma de sua protagonista, além de apresentar personagens sem motivações definidas. 

A cena inicial, mostrando toda a frieza dos assassinos vividos por Nicholas Hoult e Aidan Gillen, rende uma sequência promissora. Aliás, boas sequências se destacam, como o gigantesco incêndio, a alucinante perseguição de Hannah e Connor, e também momentos dramáticos, como algumas passagens que mostram o xerife interpretado por Jon Bernthal, Ainda no elenco, Tyler Perry aparece em apenas uma cena, sem dizer muito a que veio. 

Infelizmente, o filme desenvolve precariamente seus personagens e, além disso, a trilha sonora não ajuda na imersão da história e a fotografia é escura demais em cenas noturnas. Até mesmo a ligação emocional entre Hannah e Connor, algo que deveria ser o ponto forte da trama, é apressada e não convence. 

Misturando ação e drama, Aqueles que me Desejam a Morte empolga pelos nomes envolvidos, mas acaba se tornando um filme desinteressante, graças ao roteiro preguiçoso. Esquecível.

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