“A propósito de lideranças e comissões de inquérito”

Todos, mas sobretudo um líder, deveriam ter cuidado com a boca.

Sinceridade, além de não ser necessariamente uma qualidade, pode ser um defeito e, dependendo do que se diz, um perigo.

A pessoa mais ou menos civilizada aprecia o silêncio e a economia de palavras – a contenção calibrada – porque conhece as debilidades da própria natureza, dita humana, e sabe que nem sempre a razão controla os instintos e as emoções, que com frequência podem ser menos nobres do que deveriam ou gostaríamos que fossem.

Há um código de convivência que precisa ser respeitado, por atenção àquelas debilidades da nossa natureza.

As chances de cooperação nas tribos humanas são melhores com a boca mais ou menos fechada do que com a boca escancarada. Se é preciso falar, e é preciso, que ao menos procuremos fazê-lo com critério, sem arroubos nem paixões, com argumentos objetivos em relação aos fatos. Torcendo para sermos compreendidos.

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