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Cultura & entretenimento

Tempo, novo filme de Shyamalan, decepciona. Por Déborah Schmidt

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Um dos cineastas mais controversos dessa geração, M. Night Shyamalan é um diretor sem meios termos, ou seja, ou amamos ou odiamos seus filmes. Desde o clássico O Sexto Sentido, Shyamalan construiu uma filmografia com bons filmes como Corpo FechadoA Vila e Fragmentado e fiascos como Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra. Seu mais novo filme, Tempo, certamente entrará em uma destas categorias.

Inspirada na graphic novel francesa “Castelo de Areia”, de Pierre Oscar Levy e Frederik Peeters, Tempo acompanha uma família durante uma viagem para uma ilha tropical. Em crise no casamento, Guy (Gael García Bernal) e Prisca (Vicky Krieps) decidem visitar uma praia isolada junto com os filhos Maddox (Alexa Swinton) e Trent (Nolan River), de 11 e 6 anos, respectivamente. Porém, logo eles percebem que o lugar os está fazendo envelhecer rapidamente, e anos inteiros são perdidos em questão de horas.  

Criativa e interessante, a trama apresenta ainda outros personagens que são afetados pela inexplicável passagem de tempo no local. Com isso, conhecemos o médico Charles (Rufus Sewell), sua esposa Chrystal (Abbey Lee) e a filha Kara (Mikaya Fisher), de 11 anos, a psicóloga Patricia (Nikki Amuka-Bird) e seu marido, o enfermeiro Jarin (Ken Leung), além do rapper Mid-Sized Sedan (Aaron Pierre).  

A partir de uma atmosfera constantemente tensa, o filme faz com que a praia vá do paraíso ao inferno em um piscar de olhos. Através de uma montagem rápida e cortes bruscos, o horror ganha ênfase também na presença das cavernas e do oceano, que aumentam a sensação de sufocamento. É como se a natureza fosse a protagonista, e os personagens os coadjuvantes.  

O mistério é um dos trunfos da narrativa. Contudo, nem sempre o longa consegue apresentar algo à altura do que tenta construir. Na tentativa de entregar um final memorável, o cineasta acaba deixando as reflexões de lado e revela um desfecho convencional.  

Apesar da trama inteligente e de reviravoltas intrigantes, Tempo se perde em seu próprio desenvolvimento e se torna, infelizmente, mais uma decepção na carreira de M. Night Shyamalan.  

1 Comment

1 Comment

  1. Fortino Reyes

    15/08/21 at 13:14

    Deborah, a verdade é que para cada coisa boa que ele faz, ele faz duas merdas. A proporção é mais ou menos essa.

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Puro prazer