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Não tive cabeça de comentar antes a morte do Adão Monquelat, o livreiro que não se contentava em vender livros; que pesquisava vorazmente a história de Pelotas, com evidente amor pelo ofício e pela sua terra; e que escrevia livros históricos sobre a cidade, sem fazer concessões aos maquiadores de plantão.

Monquelat contava a história sem enfeitá-la, sem deixar de ver o lado B, a Pelotas dos excluídos. Amava o ser humano, a alma do povo, desprezava as imposturas burguesas que, em Pelotas, provincianamente, sempre tiveram as pílulas douradas por autores deslumbrados, sem apreço pelos fatos.

Monquelat retirava toda a maquiagem e revelava a face nua de Pelotas.

Pessoalmente, sentirei falta da humanidade, do jeito gaiato brincalhão, cúmplice, cheio de amor, daquele jeito dele de corrigir a gente, olhando por cima das lentes do óculos, como que para nos confrontar, olho no olho, com a vida sem disfarces, como ela é.

Vai em paz, amigo. Obrigado pela tua amizade. Saudades!

Monquelat

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Cultura & entretenimento

Bolsonaro e os “veados”

Se o cara usava boné de lã com estampa xadrez Escócia, era veado

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Bolsonaro me lembra um amigo que se foi. Dizia disparates o tempo todo, alguns chocantes. Para gostar dele, tinha-se de ser complacente. Como Bolsonaro, tinha fixação no tema sexual.

Não precisava muito para classificar homens como “veados”.

Se o cara usava boné de lã com estampa xadrez Escócia, era veado. Poncho para trás do pescoço? Veado. Se chorava, era veado. Gosta de filmes da Nouvelle Vague? Claro que é Veado! Passa postando fotos de si mesmo abraçado com o cachorro peludo? Só não vê quem não quer… Veado!!!

A impressão era de que só ele era “homem”. Não era ruim, e podia ser engraçado, só era fruto de outra época.

Como não era presidente da República, a gente relevava, porque, no meio da loucura, tinha mais pontos positivos. Quando morreu, chorei por ele.

Por Bolsonaro, não choro.

É o homem mais estúpido em comando que vi na vida.

Para Bolsonaro, com esse poncho pra trás, Clint Eastwood seria gay

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Cultura & entretenimento

Museu Diários do Isolamento lança exposição “Bordando Memórias”

A exposição tem como mote as atividades do grupo de bordadeiras “Doces Linhas”

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Nesta quinta-feira (28), às 19h, o Museu Diários do Isolamento (MuDI), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), abrirá ao público a exposição “Bordando Memórias: Doces Linhas na pandemia”, uma parceria com o projeto de extensão Bordados e Memórias no Museu do Doce – Grupo Doce Linhas.

A exposição tem como mote as atividades do grupo de bordadeiras “Doces Linhas” como forma de superar o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19.

O grupo de bordadeiras “Doces Linhas” teve início no ano de 2017, a partir de uma disciplina sobre o bordado oferecida pela Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), projeto de extensão da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREC/UFPel). A disciplina intitulada “Bordaduras – a vida bordada” transformou-se em um projeto de extensão realizado no Museu do Doce, e passou a chamar-se “Doces Linhas: Bordados no Museu do Doce”. Esse projeto reúne um grupo de mulheres, que uma vez por semana se encontravam no Museu para desenvolver os seus trabalhos de bordado. Com a pandemia, os encontros deixaram de ser presenciais, mas o grupo continuou a se encontrar de forma virtual e encontrou nessa atividade uma forma de superar o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19.

Na exposição o público vai conhecer o histórico do grupo, as pessoas que o compõem e as ações de solidariedade desenvolvidas antes e durante a pandemia. O acesso será pelo site do MuDI.

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Cultura & entretenimento

O tema da vida

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“Não precisei ir aos livros para saber que o tema da vida é conflito e dor. Instintivamente, todas as minhas bufonadas se baseavam nisso: colocar as criaturas em dificuldades e fazê-las sair delas”.

Charles Chaplin.

Chaplin em Ombro, Armas

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