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Cultura e diversão

Chorando como homem

Vendo-o tão velhinho, 91, a impressão é de que será seu último trabalho. Se for, terá sido um fecho de ouro

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Vi Cry Macho, filme mais recente do Clint Eastwood (2021), dirigido e estrelado por ele. Traduzi o título como Chorar como homem.

Vendo-o tão velhinho, 91, a sensação é de que será seu último trabalho. Se for, terá sido um fecho de ouro. Não só pelo filme, que me pareceu bom, harmônico e congruente com sua obra, mas sobretudo pelo “último som”, quando a tela se apaga e fica escura.

Vais rir ao ouvir o som. Um riso, porém, pra lá de especial. Além de rir, bati umas palminhas de admiração.

Eastwood desmancha o estereótipo do machão, sobre o qual construiu sua carreira. Sai de cena o machão, entra o homem, quando se depara com a iminência do fim. Não pense, porém, que esteja acabado.

Minha impressão é de que ele termina o seu trabalho no cinema com esse filme. Seria perfeito.

Jornalista. Editor do Amigos. Ex-funcionário do Senado Federal, do Ministério da Educação e do jornal Correio Braziliense. Prêmio Esso Regional Sul de Jornalismo. Top Blog. Autor do livro Drops de Menta.

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Cultura e diversão

Minha impressão de Elvis

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Vi Elvis, a cinebiografia do cantor branco que só sabia cantar dançando, requebrando sensualmente como os negros que conheceu no Sul dos EUA, em Memphis, onde nasceu, cresceu e sempre morou.

Mesmo em duas horas e quarenta, fica-se com a sensação de algo mal contato. Esteticamente rico, emocionalmente o filme é pobre. Como o arco narrativo nunca se firma, parece que o diretor evitou contar coisas que deveria ter contado, e algumas que contou, contado melhor.

Já o protagonista, apesar de fisicamente parecer com Elvis e ter incorporado com perfeição os trejeitos do biografado, não assimilou-lhe a personalidade, o que resulta num personagem sem carga dramática, “vazio”. Muito diferente, por exemplo, do que acontece com o intérprete de Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody, a primeira da recente safra de cinebiografias de músicos. Nesta, o ator literalmente incorporou Mercury, ou, o que em certos trechos parece ter ocorrido, Mercury voltou para encarnar no ator.

Pelo filme, fiquei com a sensação de um Elvis caipira que não sabia quem era, alguém infeliz. Ele se queixa de que sua vida passara (“vou fazer 40 anos”) e não deixaria um legado. Dá a entender que gostaria de ser lembrado como ator, por um papel em filme clássico, o que não conseguiu. É impossível não pensar: se, com todo aquele talento, sucesso e riqueza, Elvis não era feliz, imagina a gente.

Pelo histórico de fins tristes de astros pop, talvez chegue uma hora em que sentem o peso da solidão. Têm o amor da multidão, mas, ao mesmo tempo, pela própria natureza da situação, não têm o amor de ninguém em específico. Não dá para entender o que se passa. O ser humano parece que nunca está contente.

Chegou a formar família e ser pai, mas fracassou no casamento. Acabou sozinho em Graceland, sua mansão. Morreu aos 42. No meio da noite. No banheiro. Obeso. Nu. Caído ao lado do vaso sanitário. (cena que não aparece no filme).

Médicos e imprensa estranharam a pressa para o anúncio da causa do óbito: “parada cardíaca e sem relação com abuso de entorpecentes”. A autópsia foi colocada, pela família, em segredo por 50 anos. Só em 2027 será possível ter acesso às informações.

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* Tom Hanks está ótimo. No papel de Coronel, agente e empresário de Elvis Presley, é um tipo inesquecível, não exatamente pelo desempenho, que é sempre funcional e empático, mas sim pela maquiagem. Pesada, ela tornou-o caricatural, como se não fosse de verdade. A não ser que tenha sido proposital, ficou estranho.

Tom Kanks como O CoronelO atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é Tom-Hanks-as-Colonel-Parker-in-Elvis-sitting-in-a-ferris-wheel-seat1.jpg

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Cultura e diversão

O TELEFONE PRETO. (Por Déborah Schmidt)

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Em cartaz nos cinemas, O Telefone Preto é ambientado em 1978, quando uma série de sequestros de crianças está aterrorizando a cidade de Denver. Finney Shaw (Mason Thames) é um garoto de 13 anos, tímido e inteligente, que é sequestrado por um sádico assassino (Ethan Hawke) que o enclausura em um porão à prova de som, onde gritar não vai resolver nada. Quando um telefone preto desligado começa a tocar, Finney descobre que consegue ouvir as vozes das vítimas anteriores do sequestrador. E elas estão decididas a assegurar que o que lhes aconteceu não aconteça com Finney. 

Baseado em um conto escrito por Joe Hill, filho do autor Stephen King (reparem na referência para It – A Coisa), o longa é comandado por Scott Derrickson, um dos melhores nomes do cinema de terror da atualidade, com O Exorcismo de Emily Rose (2005) e A Entidade (2012) em sua filmografia. Mais recentemente, o diretor deixou o gênero de lado para fazer parte do Universo Cinematográfico Marvel, onde dirigiu Doutor Estranho (2016). O cineasta sabe como poucos prender a atenção do público, e em O Telefone Preto, ele retoma sua parceria com a Blumhouse, produtora conhecida pelo foco em filmes de terror de baixo orçamento.

Com o roteiro de Derrickson em parceria com C. Robert Cargill, o filme é um suspense eficaz preocupado em criar medo pelo clima de tensão e claustrofobia, aliado ao desenvolvimento de seus personagens. Isso fica evidente logo no início, ao focar no relacionamento de Finney com a irmã Gwen (a carismática Madeleine McGraw). Com isso, traumas da infância são explorados pela trama, com Finney enfrentando bullying na escola e os irmãos sofrendo com o pai alcoólatra e abusivo. Entendemos, então, a realidade e o poderoso vínculo de apoio e afeto criado por eles diante desses problemas, em uma relação fundamental para a eficiência da narrativa.   

No papel do misterioso e cruel sequestrador, Ethan Hawke rouba a cena. Uma atuação poderosa e que consegue aterrorizar o espectador mesmo usando uma máscara sinistra durante quase todo o filme. Aliás, um dos elementos mais interessantes do longa é o fato de o vilão esconder seu rosto atrás de uma máscara, que em diversos momentos altera a forma e a expressão, refletindo a instabilidade emocional do personagem conforme os acontecimentos e o mantendo ainda mais intrigante.  

Com uma história simples e bem contada, O Telefone Preto é um terror psicológico e sobrenatural que prende a atenção até o final. 

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Cultura e diversão

AGENTE OCULTO. (Por Déborah Schmidt)

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Filme original mais caro da história da Netflix, Agente Oculto acompanha um ex-presidiário que, com o codinome de Sierra Seis (Ryan Gosling), é colocado a serviço da CIA em troca de sua liberdade.

Consagrado como um dos mais eficientes agentes de campo, ele se envolve em uma conspiração criminosa dentro da própria agência, pouco tempo depois da aposentadoria de seu mentor, Donald Fitzroy (Billy Bob Thornton). Caçado pelo psicótico Lloyd Hansen (Chris Evans) e outros mercenários do mundo todo, Seis contará com a ajuda da espiã Dani Miranda (Ana de Armas) para se salvar. 

Adaptação do livro homônimo de Mark Greaney, o filme é dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, conhecidos pela direção de vários filmes da Marvel, como os do Capitão América, Soldado Invernal e Guerra Civil e dos Vingadores, Guerra Infinita e Ultimato. Se ação está garantida, a produção peca nos clichês, a começar pelo trio de protagonistas, que apresenta um anti-herói calado e violento, mas de bom coração, sua parceira durona e um vilão excêntrico. 

O roteiro escrito por Joe Russo, Christopher Markus e Stephen McFeely é um tanto quanto genérico, com o frequente arco central de corrupção e traições comuns no gênero de espionagem. A personagem da Ana de Armas, por exemplo, ganha boas cenas de ação, porém fica a sensação de que falta para a personagem uma história própria. A ameaça interna da CIA, que deveria ser um possível risco para Seis, na imagem de Carmichael (Regé-Jean Page), é outro personagem superficial e mal construído, sem uma motivação definida.

Com o orçamento gigantesco, a produção conta com locações em diversos países, como Áustria, Croácia, Bangkok e Alemanha, além de excelentes efeitos visuais. O resultado são sequências de ação visualmente impressionantes, porém teatrais e exageradas, seja sob luzes fluorescentes, fumaças coloridas e fogos de artifício.  

Com um elenco cheio de estrelas de Hollywood, Ryan Gosling e Ana de Armas ditam o tom do filme, enquanto que Chris Evans diverte no papel do vilão psicopata. Ainda no elenco, Regé-Jean Page, Jessica Henwick, Billy Bob Thornton, Wagner Moura (infelizmente com uma pequena participação), Julia Butters, Dhanush, estrela do cinema indiano, e a veterana Alfre Woodard. 

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Entretenimento descartável, Agente Oculto representa a zona de conforto dos irmãos Russo e fica devendo um roteiro à altura de seu ótimo elenco. 

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