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Pandemia

Comitê Covid UFPel alertou: “Aumento de casos ‘pode decorrer de surtos em locais de longa permanência'”

Grupo observou ainda que Pelotas não aplicou 21% das doses de vacina recebidas (104.314 doses), sendo o 27º município do RS com maior percentual de doses recebidas não aplicadas

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O Comitê UFPel Covid-19 vem por meio de nota técnica analisar o cenário atual da epidemia de Covid-19 em Pelotas (Divulgado nesta quinta, 30 de setembro de 2021)

Houve aumento no número de casos na última semana epidemiológica, passando de 45 casos novos na semana de 12 a 18/09/2021 para 63 casos novos/100.000 habitantes na semana de 19 a 25/09/2021, o que configura uma situação de transmissão ainda substancial (Gráfico 1).

O número de óbitos também apresentou aumento nas três últimas semanas (Gráfico 2). Apesar disso, o número de leitos de enfermaria ocupados (13) é o menor desde 24/07/2020 e o número de leitos de UTI ocupados, entre 11 e 16 nos últimos 10 dias, está em patamares semelhantes ao início de novembro de 2020 (Gráfico 3).

O aumento do número casos e óbitos nos últimos dias, sem aumento em internações, pode ser relacionado aos problemas de registro ocorridos no e-SUS (Sistema Nacional de Notificação) e ao registro de casos e óbitos represados. Pode também estar relacionado ao aumento da testagem, entretanto, não há possibilidade de avaliar a evolução da testagem porque o número de testes de Antígeno e testes RT-PCR realizados no município por dia e seu percentual de positividade não é divulgado de forma sistemática.

Além disso, o aumento do número de casos e óbitos pode refletir surtos em locais que concentram população de maior risco, como hospitais e instituições de longa permanência. Até o momento, não se tem notícia de transmissão comunitária da variante delta no município, porém um aumento do número de casos seria o primeiro sinal da chegada desta variante.

Quanto as estratégias de enfrentamento, segundo o registro do estado, o município não aplicou 21% das doses de vacina recebidas (104.314 doses), sendo o 27º município do RS com maior percentual de doses recebidas não aplicadas, em situação parecida com Rio Grande, que não aplicou 23% das vacinas recebidas. Em parte, isto pode dever-se a perdas na aplicação, mas também pode indicar lentidão na aplicação da vacina e/ou em seu registro. Isso está comprometendo a cobertura de vacinação completa, sendo Pelotas o 32º município do estado com menor cobertura vacinal (https://vacina.saude.rs.gov.br/).

A região de Pelotas recebeu o alerta do estado em 21/09/2021, por apresentar aumento no número de casos/100.000 habitantes durante 3 semanas, incidência de casos maior que outras regiões do estado (quase o dobro da média estadual), e cobertura vacinal menor que outras regiões do estado.

O entendimento da evolução da epidemia depende da ampliação da quantidade e a qualidade das informações disponíveis, em especial da divulgação do número de testes de antígeno e RT PCR realizados, com os respectivos números de testes positivos, de forma sistemática. É importante também o acompanhamento do retorno das escolas com divulgação de número de casos.

Neste momento do enfrentamento da pandemia é fundamental ampliar a vigilância epidemiológica e acelerar a vacinação em Pelotas e região, incluindo o município de Rio Grande, que também está com baixa cobertura e tem médio porte populacional.

Com a retomada das atividades, é preciso ampliar a fiscalização sobre a adequação do transporte coletivo no que se refere a lotação, ventilação e uso de máscaras. O uso de máscaras deve ser mantido por todos inclusive aqueles que já tiveram a doença ou que estão com vacinação completa.

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Pandemia

Covid: Pelotas registra dois mortos e 61 infectados nas últimas 24h

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Pelotas registrou mais duas mortes por covid-19 nesta segunda, 18, segundo o Painel Covid, da prefeitura. Pacientes de 72 e 89 anos.

Além disso, 61 pessoas testaram positivo para o vírus. 56 dos internados são de Pelotas, 20 de outros municípios.

Neste momento, 76 pessoas estão internadas (64,4% de ocupação de leitos).

20 em UTI, 60,6% de ocupação.

56 em enfermaria, 65,9% de ocupação.

Até hoje 47.363 pessoas testaram positivo para covid. E 1.166 perderam a vida.

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Pandemia

A partir desta 2ª, pelotense precisará de passaporte vacinal

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Nesta segunda-feira (18), começa a valer em Pelotas a exigência de apresentação do Passaporte Vacinal para ingresso e permanência em eventos e espaços de uso coletivo.

A partir desta data, os estabelecimentos do município devem solicitar o documento ao público que acessar esses espaços.

As regras em relação aos locais que passarão a cobrar a comprovação, além do calendário que estabelece a partir de quando a regra passa a valer, estão especificados no Decreto nº 6.478/2021, publicado pela Prefeitura em 7 de outubro.

Em Pelotas, para o ingresso e permanência no interior de estabelecimentos, eventos e todas as demais atividades e locais de uso coletivo, a comprovação da vacina poderá ser feita de duas maneiras: por meio da certificação emitida pela plataforma Conecte SUS ou pela apresentação da Carteira de Vacinação.

O principal comprovante é o Certificado Nacional de Vacinação – popularmente conhecido como Passaporte da Vacina –, que pode ser obtido através da plataforma Conecte SUS (https://conectesus.saude.gov.br/home) ou baixando o aplicativo para celular disponível aos sistemas iOS e Android.

Seja pelo Conecte SUS, seja pelo aplicativo mobile, o usuário deverá acessar a opção “Cidadão”, e realizar seu cadastro com dados pessoais. Em seguida, deve acessar a aba “Vacinas” e marcar as doses. Logo após, aparecerá o botão do ‘Certificado da vacinação’. O documento conterá os dados de identificação do usuário e da vacina, na frente, e um QR-Code para verificação no verso. Também é possível exportar o documento em PDF para armazená-lo ou imprimi-lo.

A comprovação também poderá ser feita com a apresentação da carteira/cartão de vacinação com a identificação da vacina recebida, lote e data de aplicação da primeira e/ou segunda dose, ou dose única, quando for o caso.

Quem encontrar problemas com relação aos dados durante a emissão do Certificado via plataforma Conecte SUS poderá contar com auxílio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Para isso, será preciso enviar um e-mail com nome completo, CPF e foto da carteirinha de vacinação (frente e verso), além do telefone para contato, para o endereço eletrônico conectesuspelotas@gmail.com. Mais informações e orientações podem ser obtidas pelos telefones (53) 3284-7745, (53) 3284-7710 ou (53) 3284-7722.

O Decreto nº 6.478/2021 exige o passaporte vacinal para atividades como competições esportivas; eventos infantis, sociais e de entretenimento em buffets, casas de festas, casas de shows, casas noturnas, restaurantes, bares e similares; feiras e exposições corporativas, convenções, congressos e similares; cinemas, teatros, auditórios, circos, casas de espetáculo e similares; além de parques temáticos, de aventura, de diversão, naturais, zoológicos e similares. O funcionamento estará condicionado à apresentação do comprovante tanto do público quanto dos trabalhadores.

Ainda conforme o Decreto, o comprovante de vacinação também passa a ser exigido aos estudantes que forem de fora da região Covid-19, da qual Pelotas faz parte (R21), e também para os alunos de outros estados brasileiros. Essa cobrança deverá ser feita pelos estabelecimentos de educação.Calendário

O comprovante vacinal será obrigatório a partir de 18 de outubro, conforme o calendário municipal de vacinação contra a Covid-19, seguindo a programação abaixo.

Maiores de 40 anos de idade

– Comprovante de 1ª dose – a partir de 18/10

– Comprovante de 2ª dose – a partir de 18/10

Entre 30 e 39 anos de idade

– Comprovante de 1ª dose – a partir de 18/10

– Comprovante de 2ª dose – a partir de 28/10

Entre 18 e 29 anos de idade

– Comprovante de 1ª dose – a partir de 18/10

– Comprovante de 2ª dose – a partir de 01/12

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Pandemia

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença

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Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

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