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Brasil & Mundo

Pandora Papers: “Só hoje, Guedes ganhou 1 milhão de reais”, diz economista Eduardo Moreira

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O economista Eduardo Moreira comentou o escândalo dos Pandora Papers, empresários, políticos e celebridades com fortunas em offshores de paraísos fiscais, como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, entre outros

Embora diga que não é ilegal depositar dinheiro em offshores no exterior, segundo Moreira, “só tem dois motivos para ter dinheiro em paraíso fiscal: não pagar impostos e esconder o dinheiro”, disse, afirmando que há “várias camadas, como se fosse uma cebola”, para esconder as fortunas nessas regiões, como as Ilhas Virgens Britânicas.

“Nenhum dos dois está pagando imposto para o país deles e ainda está gerando dinheiro e emprego em outros países. Um terceiro ponto: hoje a Bolsa derreteu e o dólar explodiu. Hoje, só hoje, pegando o dado da conta do Guedes que estava lá, ele ganhou 1 milhão de reais. Com o Brasil indo para o vinagre. Ele ganhou 1 milhão de reais com a tragédia”, disse. 

“Estou falando hoje não é hoje atualmente, hoje nos últimos tempos. É hoje dia 4 de outubro, segunda-feira. Ganhou dinheiro fazendo besteira, destruindo o País. Isso é diferente do rentismo, é o próximo nível do jogo. É você ganhar dinheiro destruindo”, prosseguiu o economista. “Esses caras ganham dinheiro com o desastre brasileiro, com a tragédia”.

Ele define o caso como um “escândalo monstruoso”. “Nenhum dos dois avisou que tinha esses investimentos quando assumiu os cargos”, destacou. Ele lembrou ainda que decisões tomadas por esses dois políticos do governo têm efeito direto no crescimento de suas fortunas. “Vocês acham que esses caras podem estar ocupando esse cargo? E sem dizer que têm isso? E legislando e opinando sobre isso? E negociando? É um absurdo sem tamanho”.

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Brasil & Mundo

Presidente do TSE volta a defender regulamentação de redes sociais

Para ministro Luís Roberto Barroso, regulamentação de plataformas digitais ajudarão a combater desinformações

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou hoje (26) a defender a regulamentação de plataformas digitais de modo a combater “desinformações que comprometem a democracia”.

“Precisamos enfrentar a desinformação, sobretudo quando ela ofereça grave risco para a democracia ou para a saúde”, disse o ministro, citando como exemplo a live em que o presidente Jair Bolsonaro relacionou a vacina contra covid-19 à Aids. A transmissão foi retirada do ar ontem (25) pelo Facebook. 

Barroso defendeu ser “preciso ter algum tipo de controle de comportamentos, conteúdos ilícitos e da desinformação que ofereça perigos para valores caros da sociedade como a saúde e a democracia”.

As declarações do ministro foram dadas durante a mesa de abertura de  seminário internacional sobre desinformações e eleições, realizado pelo TSE. O evento é transmitido ao vivo pelo canal do TSE no YouTube e segue até as 18h.

O professor Lawrence Lessig, da escola de direito de Harvard, uma das vozes mais proeminentes a favor da regulação das redes sociais, fez um alerta sobre o modo que a inteligência artificial dos algoritmos das plataformas pode manipular o debates entre usuários de modo a potencializar conflitos.

Segundo Lessig, isso ocorre porque a polarização e o antagonismo são um dos meios mais eficazes de maximizar o engajamento dos usuários nas redes sociais e, consequentemente, favorecer os negócios e aumentar o lucro dessas plataformas.

“A melhor estratégia do capitalismo de vigilância é adotar uma política de ódio. Eles lucram mais quanto mais polarizado e ignorante o público é; quanto mais raivosos, emocionais, quanto mais falsas as crenças, mais engajamento haverá”, alertou o professor.

Longe de ser uma especulação, o resultado dessa manipulação pode ser observado no mundo real, acrescentou Lessig, que citou como exemplo a invasão ao Capitólio, em Washington, que teve como impulso teorias disseminadas online sobre fraudes na eleição presidencial deste ano dos Estados Unidos, em janeiro.

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Brasil & Mundo

Disparos em shopping nos EUA deixam dois mortos e quatro feridos

O tiroteio terminou com o único suspeito sob custódia

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Duas pessoas morreram e quatro, incluindo um policial, ficaram feridas nessa segunda-feira (25) por disparos em um shopping de Boise, no estado norte-americano de Idaho. O tiroteio terminou com o único suspeito sob custódia, disseram autoridades.

Os detalhes do incidente ainda eram escassos, mas o chefe de polícia de Boise, Ryan Lee, disse a repórteres que a polícia reagiu a relatos de disparos no Boise Towne Square pouco antes das 14h locais.

Os policiais que chegaram ao local “encontraram um indivíduo que correspondia à descrição do suspeito”, o que levou a uma troca de tiros com o agressor. Um policial ficou ferido e o atirador foi preso, disse Lee.

“Acreditamos que só havia um único atirador envolvido, e não existe ameaça à comunidade como um todo”, disse Lee.

Nenhuma informação sobre o suspeito foi fornecida, e nenhuma das vítimas foi identificada. Lee também não detalhou as circunstâncias do incidente, acrescentando: “Realmente não podemos, a esta altura, falar de qualquer motivação por trás disso”.

Joey Bernal, que estava no local, disse ao jornal Idaho Statesman que estava na praça de alimentação do shopping quando ouviu de cinco a oito tiros e que seguranças o escoltaram para fora do prédio antes de a polícia chegar.

O Boise Towne Square se localiza no extremo oeste da capital de Idaho e sua área metropolitana mais populosa, uma cidade de cerca de 250 mil habitantes.

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Brasil & Mundo

CPI quer Bolsonaro banido das redes por associar covid e Aids

A CPI quer a retratação do presidente da República e que ele seja banido das redes sociais

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Na última sessão da CPI da Covid, agora, a maioria dos senadores aprovou dois requerimentos pedindo a responsabilização de Jair Bolsonaro pela mentira de ter associado a vacina contra a Covid à Aids.

A CPI quer a retratação do presidente da República e que ele seja banido das redes sociais.

“O senador Jorginho acha que as palavras do presidente estão corretas”, provocou o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD). “Eu não pedi comentário”, rebateu o governista.

Aziz:“A Presidência é uma instituição, não é um cargo de boteco, em que você fala o que quer, tomando cerveja e comendo churrasquinho.”

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