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A sede de testagem da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), em Toulouse, no sul da França, foi a última parada da missão governamental internacional do governo do Estado. A viagem chegou ao seu quinto e último dia nesta sexta-feira (8/10), depois de três dias em Madri e um dia em Barcelona, ambas na Espanha. A empresa desenvolve o hyperloop, sistema de transporte por cápsulas para passageiros ou cargas que pode alcançar 1,2 mil km/h com conforto e segurança.

Para conhecer os tubos franceses, Eduardo Leite passeou pelo interior deles.

Em janeiro deste ano, o governo do Estado assinou um acordo com a Hyperloop e com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para que fossem feitos estudos de viabilidade para aplicação da tecnologia no Estado. A rota estudada foi Porto Alegre–Caxias do Sul, passando por Novo Hamburgo e Gramado.

“Participamos desse desenvolvimento apostando na inovação, na tecnologia, sabendo que, embora possa parecer difícil de compreender e parecer distante, pode se tornar realidade. É um meio de transporte absolutamente disruptivo. A pesquisa e a ciência por si só por trás desse meio de transporte já são muito relevantes, e viabilizar ali na frente esse meio de transporte no RS nos colocará ainda mais em destaque como referência em inovação”, disse o governador.

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Ar retirado de dentro de tubo garante deslocamento de cápsula sem atrito – Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

A parceria do Estado com a empresa de pesquisa americana coloca o Brasil na rota do transporte mais inovador e disruptivo atualmente em desenvolvimento no mundo.

O responsável pelo programa Hyperloop, Alexandre Zisa, detalhou o funcionamento da tecnologia à comitiva. Para que o transporte via cápsula funcione, todo o ar é retirado de dentro de um tubo de 20 quilômetros.

“A ausência de ar remove o atrito e diminui o gasto de energia, o que possibilita o deslocamento em alta velocidade. É o único meio de transporte dentro de um ambiente controlado, altamente seguro para humanos e para o meio ambiente”, explicou. O sistema, se instalado, será utilizado para transporte de cargas e de passageiros.

A Hyperloop TT foi criada há sete anos. Até agora, a empresa investiu US$ 55 milhões no desenvolvimento e testagem da tecnologia. A previsão é de que os testes com passageiros sejam iniciados no próximo ano, e a primeira instalação da tecnologia deve ocorrer em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, a partir de 2023. “As tecnologias são existentes e viáveis. Nosso principal desafio é a viabilidade financeira”, explicou.

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Esse é o primeiro estudo de viabilidade realizado na América Latina. O estudo analisa as condições técnicas de instalação, como análise de topografia e geografia, impacto ambiental, custo de instalação da trilha e do projeto no total, estimativa de tarifa para os passageiros, entre outros.

De acordo com o diretor Ricardo Penzin, head Brasil e América Latina da empresa, o valor da passagem para a rota entre Porto Alegre e Caxias do Sul custaria, em média, R$ 100. O tempo de viagem é de cerca de 20 minutos, e cada cápsula comporta 50 pessoas por viagem. Para o RS, o investimento necessário seria de US$ 24 milhões por quilômetro, com investimento 100% privado.

“O RS abriu as portas para o estudo de maneira que não vimos em outro Estado no RS. Temos a excelência dos estudos de transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o RS tem uma diferença de altitude que faz muito sentido. Queríamos um local que mostrasse que a Hyperloop pode fazer coisas que o trem não pode fazer”, destacou Penzin.

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Cápsula com passageiros ou cargas alcança até 1,2 mil km/h dentro de tubo metálico – Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

Para finalizar o dia na cidade, a prefeitura de Toulouse ofereceu um passeio ao parque L’Envol des Pionniers. A comitiva visitou a exposição “Antoine de Saint-Exupéry: um pequeno príncipe entre os homens.”

Com duração de cinco dias, a missão governamental internacional teve como principal foco finalizar as tratativas para a realização de uma edição da South Summit, a maior feira de inovação do sul da Europa, no Brasil. A capital gaúcha será a primeira cidade brasileira a receber a South Summit, e a previsão é de que seja realizada em março de 2022.

Em essência, as agendas se dividiram entre a busca por boas experiências na área de inovação e tecnologia e a apresentação da carteira de oportunidades para investimentos no Rio Grande do Sul.

De segunda (4/10) a quarta-feira (6/10), o governador e a comitiva, composta por secretários e deputados estaduais, além de profissionais de veículos de comunicação do Estado, permaneceram em Madri, capital da Espanha. Na quinta-feira (7/10), estiveram em Barcelona, de onde partiram, no final do dia, para Toulouse, a última parada da missão.

Ainda na sexta-feira (8/10), a comitiva iniciará o retorno ao Brasil, com previsão de desembarque em Porto Alegre neste sábado (9/10).

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Brasil & Mundo

Para entender a polêmica do “furo no teto” e o Auxílio Brasil

O mais provável é que o governo emita divida para bancar o Auxílio

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O presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes vão usar dinheiro do orçamento (receitas acima do esperado) ou vão emitir dívida, um dos dois, para bancar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família. O novo benefício social prevê pagamento mensal de R$ 400, maior que o programa anterior, e vem sendo considerado uma jogada de Bolsonaro, que, em queda de popularidade, estaria pensando na eleição de 2022.

O Congresso pode autorizar o furo no teto. Vai fazê-lo. Afinal, o Centrão quer.

O mais provável é que o governo emita divida para bancar o Auxílio, não se sabe ao certo o que farão. O governo tem uma despesa que não consegue cobrir com receita de impostos. Então ele oferece títulos do governo (emite dívida), que pagam juros, para pessoas que têm dinheiro guardado e aceitam emprestar ao governo.

Problema

Existe um problema porque – com o Auxílio – ocorre o crowding out. Ou seja, esse dinheiro guardado, que poderia ser emprestado para pessoas e empresas privadas usarem de acordo com leis de mercado, passa a ser usado pelo governo. Os liberais não gostam disso porque o gasto do governo é menos eficiente. Fica menos dinheiro para ser usado pelo setor privado. Por exemplo: menos dinheiro para interessados em adquirir imóveis por financiamento.

Quando o governo aumenta sua dívida, faz crowding out = colocar um monte de gente para fora. É o termo para essa ação do governo, de tomar empréstimos no mercado, ter um déficit alto, ocupando um espaço que poderia ser usado pelo setor privado. Em vez de ser usado pelo setor privado, os recursos do setor privado são emprestados para o governo gastar, obviamente dentro das práticas de setor público, que não são as de mercado. É o que vai ocorrer agora…

Vão dar dinheiro para quem não fez por onde ganhar esse dinheiro. Mal comparando com um parêntese (é como Chaplin = arte desenvolvida dentro das regras de mercado versus Procultura, Lei Rouanet, LIC = crowding out. Depois de nove meses, é só ver o resultado: Hollywood x Ancine, Agência Nacional de Cinema).

Emitir dívida fura teto

De qualquer maneira, emitir dívida fura o teto de gastos, que é uma lei que prevê o limite de gastos do governo, independente de ter ou não verba de impostos, buscando controlar a dívida pública, que cresceu muito nos últimos anos. A lei do teto é para dar tempo de a receita crescer, o PIB crescer e, daqui a algum tempo, a relação dívida/PIB diminuir para um percentual mais baixo. Se não, quando a receita de impostos aumenta, o governo vai gastando, gastando, sem diminuir essa relação dívida pública/PIB.

Inflação mundial

Está ocorrendo inflação mundial por causa dos efeitos da pandemia. Houve redução da oferta mundial por causa das paralisações. Agora está acontecendo uma recuperação abrupta com reposição de estoques mundial, o que a produção está com dificuldade de atender. Por isso, aumento mundial de preços, falta de mão de obra em países desenvolvidos etc.

O dinheiro do Auxílio será todo gasto em consumo pelo povão. Vai aquecer a economia e sancionar os aumentos de preço. Mas não vai ser o que gerou a inflação. A inflação já está aí. Vai dar um empurrãozinho nessa inflação.

Imprimir dinheiro demais, um perigo!

O governo sempre está imprimindo algum dinheiro, mas eles têm que calibrar a quantidade emitida de acordo com a demanda do público por dinheiro. Se as pessoas querem mais dinheiro para gastar ou guardar como reserva, imprime. Se imprimir mais que isso, ocorre inflação. Se imprime de menos, deflação.

Nos EUA, como o dólar é a moeda de reserva mundial (todo o mundo quer dólares para guardar), eles podem imprimir muitos dólares. Mas eles também têm que calibrar a emissão com a demanda mundial por dólares, para manter o valor da moeda. Porque os que guardam dólar gostam dele justamente por isso: não perde valor por décadas. Pode-se guardar dólares no cofre como segurança. Para usar em uma emergência: mantém valor e é fácil de vender. Todo mundo aceita.

A hiperinflação ou superinflação ocorrem quando o governo não consegue pagar suas despesas com receitas de impostos ou emitindo dívida. Ele só consegue emitindo moeda. Então emite muito mais moeda, continuamente, para pagar as despesas, muito acima da demanda por moeda do público. O dinheiro do país se desvaloriza e perde a qualidade de moeda de reserva (todo mundo recebe e quer se desfazer do dinheiro o mais rápido possível). A moeda estrangeira (dólar, libra) vira a moeda de reserva preferida.

***

A política fiscal pode não afetar a economia tão fortemente como previsto pelo multiplicador. Um aumento nos gastos do governo causa um aumento nas taxas de juros. Uma alta da taxa de juros reduz os gastos com investimento. Essa redução na demanda, que é resultante de uma política fiscal que aumenta a taxa de juros, é chamada de efeito deslocamento (crowding-out). O efeito deslocamento tende a compensar os impactos que ocorrem na demanda agregada.

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Brasil & Mundo

Jefferson, o trágico, é internado em Bangu

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente para uma pessoa que se vende como “machão”

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Notícia da rede: A presidente interina do PTB, Graciela Nienov, foi às redes neste domingo pedir orações para Roberto Jefferson. “O ex-deputado foi internado no hospital penitenciário do complexo de Gericinó, em Bangu”, informou ela. “Roberto Jefferson teve que ser internado no hospital do presídio, com quadro de febre alta (39°C), pressão baixa (09/5), taquicardia (110bpm), dor na palpação na região do fígado, acúmulo de líquido nas pernas”. Jefferson foi preso em 13 de agosto. Ordem do ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que apura a atuação de uma milícia digital contra as instituições democráticas.

***

Jefferson tem na personalidade traços marcantes de personagens trágicos.

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente em uma pessoa que se vende como “machão”; não à toa, por certo, seu amor pelo canto e pelas árias, apesar das postagens de si mesmo empunhando escopetas pesadas.

Uma espécie de barbeiro de Sevilha, um fígaro que canta alto e empunha navalhas.

Parece uma alma que se sentiu ofendida por uma aspereza qualquer que o deixou sem saída para o íntimo, a não ser viver e morrer em conflito.

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Brasil & Mundo

51,2% dos brasileiros vacinados com duas doses

Quase 153 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, o que representa 71,7% da população

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O Brasil alcançou neste sábado, 23, 109 milhões de pessoas vacinadas com a segunda dose ou a dose única de vacinas contra a Covid, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. 

Receberam duas doses ou a vacina de dose única 109.217.821 pessoas, ou 51,2% da população.

Quase 153 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, o que representa 71,7% da população.

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