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Pelotas & RS

Restaurador doa piano para Associação de condenados

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O recuperando da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Pelotas, J. N., de 28 anos, nunca teve contato com um piano pessoalmente, tendo visto o instrumento apenas por foto ou pela televisão. Na última semana de setembro, quando a instituição, um dos braços do Pacto Pelotas pela Paz, recebeu a doação de um piano restaurado e personalizado feita por um voluntário, que é proprietário da Casa do Piano de Brasília (DF), J. N. e seus 19 colegas tiveram a oportunidade de aprender novas técnicas. 

A pintura em laca, tipo de tratamento que o móvel do piano recebe, foi alvo de uma oficina ministrada pelo restaurador e afinador de pianos Rogério Resende, voluntário desde 2017. Pelotense, ele mora em Brasília desde os anos 1970, onde administra a Casa do Piano, e decidiu doar o instrumento à instituição parcialmente pronto, faltando acabamento, tarefa destinada aos recuperandos e executada no novo espaço da Apac, a sala de pintura industrial. 

Fotos de Michel Corvello

O piano amarelo, fabricado em 1971, chegou no dia 19 de setembro ao local. No dia 20, já teve início a oficina de pintura em laca, que se estendeu até o dia 29. Das 14h até às 18h, os moradores da Associação tiveram aulas com Resende e dois auxiliares.

As atividades contaram com bastante interação, anotações e práticas. Todos os recuperandos participam, conforme explica o presidente da Apac de Pelotas, Leandro Thurow, pois a técnica da restauração é laborterápica, permitindo a reflexão e a analogia com a sua própria vida, passível de profundas mudanças a partir da reconstrução cuidadosa. 

A doação do piano foi motivada pelo fato de a oficina de música ter sido a primeira implementada na instituição e, atualmente, incluída na agenda semanal de atividades. Dessa forma, os ressocializandos aprendem a tocar diversos instrumentos e, agora, também conhecem as práticas que envolvem a pintura dos materiais. Já na primeira aula, no dia 20, foi possível captar objetivos palpáveis vindos dos recuperandos. 

“Essa instrução, da pintura em laca, é o primeiro passo que pode levar a uma profissão digna. Optamos por doar esse piano à instituição, por tudo que a Apac estimula, de promoção do ser humano e ressocialização do indivíduo”, afirmou Resende. 

A primeira apresentação do grupo musical da Apac com o piano amarelo aconteceu durante a abertura da 95ª Expofeira de Pelotas, na última segunda-feira (4), na Associação Rural. 

Aprendendo novas técnicas e conhecendo diferentes culturas

A novidade apresentada nos últimos dias para o J. N. foi considerada uma experiência positiva e que rendeu muito aprendizado. A oficina de pintura em laca despertou no recuperando a vontade de aprender a tocar o instrumento e desenvolver sua técnica de pintura. Acostumado a lidar apenas com animais, quando trabalhava no campo, ele consegue enxergar suas oportunidades se expandindo e novas possibilidades de carreiras surgindo. 

“A oficina está ajudando meu futuro, já que estou aprendendo uma nova profissão e tendo conhecimento amplo de tintas e madeiras. Também posso aprender a tocar piano e ir evoluindo. Na segunda-feira (20 de setembro) foi meu primeiro trabalho sozinho pintando a laca e já foi 100% aprovado pela equipe. Cada dia que passa a gente aprende uma coisa nova”, expôs o recuperando.

O relato de J. N. mostra que o objetivo da implantação dessas atividades na Apac está sendo atingido: a de levar para dentro da casa prisional trabalhos não convencionais e, ao mesmo tempo, promover a aproximação intercultural. 

“A doação do piano demonstra, mais uma vez, o envolvimento da sociedade, se importando em construir uma nova concepção do sistema prisional. Dessa forma, mãos que antes serviram para a criminalidade, hoje aprendem a tocar instrumentos musicais e descobrem uma profissão digna, cujo conjunto traz conhecimento e entusiasmo para uma vida diferente”, defendeu Leandro Thurow. 

Mais um espaço de aprendizado

A sala de pintura, inaugurada com a chegada do piano amarelo, surgiu a partir do desejo dos recuperandos da Associação possuírem um ambiente destinado aos estudos profissionais. O espaço foi construído sob orientação técnica da Casa do Piano, empresa de Rogério Resende, para que quaisquer tipos de pinturas possam ser realizadas, desde móveis a carros. Para Thurow, o local representa oportunidade: ao aprender técnicas pouco disponíveis no mercado, os aprendizes terão em seus currículos a prática de alto padrão e se destacarão.  

Um grupo definido pela determinação

No dia 25 de setembro, sábado, poucos dias após a chegada do piano, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Pelotas alcançou outra conquista ao receber seu primeiro veículo. Apreendida pela Polícia Civil, a camionete modelo S10 foi doada por causa do seu motor fundido. Mesmo assim, os recuperandos trabalharam na revitalização do automóvel, levantando recursos para o conserto do motor a diesel. O Pacto Pelotas pela Paz está presente na identificação visual da camionete, para lembrar os frutos que a política pública do Município colhe cada vez mais.

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Pelotas & RS

Faculdade de Odontologia da UFPel inaugura Memorial

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Dando sequência às atividades comemorativas dos 110 anos da Faculdade de Odontologia (FO) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ocorrerá nesta terça-feira (19), às 14h, a inauguração do Memorial da Faculdade de Odontologia. O espaço conta com objetos e documentos que fazem parte da história do curso.

A FO completou 110 anos no dia 21 de setembro de 2021 e, dentro das comemorações, criou a Associação dos Apoiadores e Egressos da Odontologia (AApEgO-UFPel) para dar suporte às atividades da Unidade. Além disso, um livro sobre a história da Faculdade está sendo organizado e será lançado em breve. A pesquisa para a elaboração do livro realizada pelo professor Luis Rubira e pela bolsista do projeto e doutoranda em História, Elisiane Medeiros, deu origem ao Memorial que foi aprovado em reunião do Conselho Departamental da Faculdade.

De acordo com o diretor da FO, Evandro Piva, será o primeiro memorial de curso da UFPel. “Transformamos a antiga sala dos Conselhos no Memorial da Odonto. Centralizamos objetos e documentos que estavam espalhados pela Faculdade e recebemos alguns itens de doações da comunidade”, explicou. De acordo com Piva, o próximo passo é buscar parcerias com outros cursos da UFPel para qualificar o espaço e conservar os objetos e documentos que foram recuperados.

AAeEgO-UFPel

De acordo com a professora aposentada da FO, Marcia Bueno, a ideia da criação da Associação já era antiga. “Sempre recebemos o contato de pessoas que valorizam a Faculdade e querem ajudar de alguma forma nas atividades. Então já tínhamos a ideia criar um espaço para reunir essas pessoas e conseguir ajudar a Faculdade nos momentos em que a Instituição não poderia contribuir com recursos”, explicou.

A Associação dos Apoiadores e Egressos da Odontologia foi fundada em março de 2021 com o objetivo de reunir e agregar apoiadores e egressos da FO, defender o ensino público e gratuito, apoiar financeiramente a Faculdade, fomentar projetos de pesquisa, ensino, desenvolvimento de tecnologia, extensão e assistência e promover melhorias no espaço físico da Unidade.

O Livro

O livro busca narrar por meio de imagens e textos a história da FO ao longo de seus 110 anos. A publicação  está prevista para dezembro. A ideia de elaboração de um livro contando a história da Faculdade surgiu no seu centenário, em 2011. Contudo, naquele momento não foi possível dar sequência ao projeto.

Em 2010, o professor da Faculdade de Filosofia, Luis Rubira, passou a ministrar a disciplina de Bioética na FO e entre as atividades que foram solicitadas aos estudantes estava a busca pela história da Unidade. “Sabendo que a Odonto, além da formação técnica e científica de seus alunos tivera uma forte cena artística e cultural, sobretudo a partir da década de 1960, sob o nome de Odontoarte, resolvi estimular os alunos a resgatar parte desta história”, explicou.

Desta forma, em 2018 foi criado um projeto de ensino no qual os alunos entrevistaram alguns docentes e egressos da Faculdade. “O resultado foi surpreendente, pois surgiram novas histórias ligadas à Instituição. Apresentei estes resultados para a então diretora da Faculdade, professora Adriana Etges, que prontamente convidou-me para elaborar um livro contendo a história da Faculdade de Odontologia”, disse Rubira.

A pesquisa para a elaboração do livro iniciou em 2021, com o apoio da AApEgO-UFPel. A bolsista Elisiane Medeiros ficou durante quatro meses analisando documentos e fontes ligadas à Instituição e o professor Luis Rubira passou a realizar investigações de caráter histórico e iconográfico.

Entre os achados, Rubira destaca o mapeamento e resgate de imagens e documentos dos prédios pelos quais a Faculdade de Odontologia passou antes de instalar-se no prédio atual. “Outra novidade é que o atual prédio, construído na década de 1950, foi o primeiro edifício na região Centro/Porto, bem antes dos próprios prédios que surgiram no entorno da Praça Coronel Pedro Osório nas décadas seguintes”, revelou.

A comunidade ainda pode contribuir com a elaboração do livro enviando fotos e histórias sobre a Faculdade para o email: luisrubira.filosofia@gmail.com

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Pelotas & RS

HemoPel necessita de todos os tipos de sangue com urgência

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A Prefeitura alerta que o Hemocentro Regional de Pelotas (HemoPel) está com os estoques de todos os tipos de sangue em situação crítica. Por isso, são necessárias doações com urgência. Desde o início da pandemia, a equipe da unidade toma todas as medidas de higiene para que os doadores estejam seguros. A higienização é feita a cada atendimento e todos – doadores e equipe – usam máscara durante a permanência no local.

Localizado na avenida Bento Gonçalves, 4.569, o HemoPel é responsável pelo abastecimento dos hospitais São Francisco de Paula e Beneficência Portuguesa, além do Pronto Socorro de Pelotas (PSP) e outros 24 municípios da região Sul e Campanha. Para pessoas com dificuldades de chegar ao local, o HemoPel oferece carona.

O transporte está disponível a uma quantidade entre seis e 12 moradores de Pelotas. Para municípios vizinhos, a condução é disponibilizada a até 12 pessoas. Independentemente da carona, grupos podem ser agendados previamente pelo telefone (53) 3222-3002 ou pelo WhatsApp (53) 98156-1209, para que a equipe se prepare e o tempo de espera não seja grande.

Quem pode doar

Pessoas saudáveis, sem sintomas gripais, que não tiveram contato com suspeitos ou confirmados para Covid-19, estão aptas à doação. Quem teve a doença pode doar 30 dias após ser considerado curado. Depois das vacinas, é preciso esperar alguns dias. Nos casos da imunização contra gripe e da CoronaVac, é possível doar depois de dois dias. Para as demais vacinas contra a Covid-19, são necessários sete dias de intervalo.

Regras gerais para doação: 

* ter de 16 a 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido até os 60 anos); adolescentes (16 e 17 anos) precisam ter autorização dos responsáveis legais;

* pesar no mínimo 50 quilos.

Como proceder

O candidato a doador deve procurar o HemoPel portando documento de identidade com foto. No dia da doação, precisa estar alimentado, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, e evitar fumar uma hora antes. Homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes por ano. Mulheres, a cada três meses, até três doações anuais.

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Pandemia

Covid: Pelotas registra dois mortos e 61 infectados nas últimas 24h

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Pelotas registrou mais duas mortes por covid-19 nesta segunda, 18, segundo o Painel Covid, da prefeitura. Pacientes de 72 e 89 anos.

Além disso, 61 pessoas testaram positivo para o vírus. 56 dos internados são de Pelotas, 20 de outros municípios.

Neste momento, 76 pessoas estão internadas (64,4% de ocupação de leitos).

20 em UTI, 60,6% de ocupação.

56 em enfermaria, 65,9% de ocupação.

Até hoje 47.363 pessoas testaram positivo para covid. E 1.166 perderam a vida.

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