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Especial

Faz bem a uma cidade pobre uma Câmara no Parque Una?

Como um imã siderúrgico, o Una vem magnetizando tudo em volta, uma força que desloca a percepção de como deveria ser uma cidade

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Atualizado: 00h22 | 27/10

No fim de semana passado, pela boca do presidente da Câmara, tucano Cristiano Silva, ficou-se sabendo que estava empenhado na construção de sede própria do Legislativo no Parque Una, bairro da Idealiza Cidades. Ele se entendeu com a colega tucana prefeita Paula Mascarenhas. O dinheiro para construir é do contribuinte. Silva apenas deu andamento à decisão da prefeita. Agora já se sabe que bateram o martelo – AQUI. Será mesmo no Una.

Algumas vozes contrárias se manifestaram, mas foram vencidas. Acadêmicos consideram o Una “um bairro de elite, longe do centro e da prefeitura.” O Centro de Estudos Ambientais postou: “Estão ameaçando o acesso popular à Casa do Povo, aceitando que seja construída 5 km longe do Centro.” Outros lembram o prédio do antigo Banco do Brasil, diagonal à prefeitura. Este seria ideal pela proximidade do Paço, mas, postergado, hoje é caso perdido. Já proprietários de ruinosas construções tombadas pelo Patrimônio Público advogam que a escolha da sede deveria recair sobre seus prédios, pelos quais sempre requerem restauração com dinheiro público.

Questão de mercado

Pela demora na escolha do ponto e as muitas idas e vindas de comitivas a terrenos, hesitações ao longo de uma década, a sede do Legislativo virou uma questão de mercado, longe, isto sim, do seu significado original para a cidadania, um “edifício” onde a posição do Sol pouco importa ou deveria importar.

Há muitos anos, paga-se valor alto pela locação de um Casarão-Palácio na rua XV de Novembro, mais de R$ 40 mil. Não era boa solução. A nova é? O problema central, creio, está na “ideia de palácio”, que começou quando locaram o casarão atual. Quando escolheram o casarão, o presidente da Câmara à época, Adalim Medeiros, do MDB, assim o definiu: “Um Palácio!” O problema está aí, nessa noção. E na prioridade geográfica dada ao Una, em detrimento de outros loteamentos e bairros.

Precisa Câmara com instalações ambiciosas em área urbana valorizada, no Una ou em outro loteamento que não foi lembrado? Faz bem à percepção social? Ambicioso, Silva quer mais: um prédio para abrigar 30 vereadores, 9 mais que hoje, uma meta longínqua, se não irreal. Por lei federal, loteamentos devem reservar 3% da área para ocupação pública e, em contrapartida, oferecer redes de esgoto, drenagem, elétrica, custo de que o poder público fica desobrigado. Aí está, porém, o cerne da questão: o poder público pode ou não ocupar aquela área; mesmo podendo, deveria ocupar com uma Câmara? Faz bem uma Câmara de cidade pobre localizada no meio de um bairro de alto padrão?

Câmara-Elefante

A Câmara pelotense vem se tornando uma máquina pesada: além de 21 vereadores, mais de 100 cargos de comissão, salas de comissões, estrutura de Televisão; uma TV, aliás, que ninguém vê, é só conferir a baixa interação da página nas redes, menor que nos sites de vendas de ferraduras para cavalos. É muita estrutura para pouca entrega. Mesmo que entregassem muito, as autoridades, penso, deveriam zelar pelo $ do contribuinte. Estamos tão anestesiados, que nos esquecemos do óbvio numa cidade majoritariamente de renda baixa. Deveriam reduzir os custos ao máximo. Usar instalações emprestadas da prefeitura ou de instituições, como já ocorreu, quando era no andar de cima da Biblioteca Pública. É assim nas cidades suecas, cujo modo de vida, minimalista, é inspiração para o Una.

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Poderia ser uma casa mais modesta – com instalações funcionais e práticas. Creio que uma sala confortável com baias de trabalho e recepção seriam mais que suficientes, além de banheiros. Gabinetes? Nos tempos tecnológicos, podiam muito bem ser as próprias casas dos vereadores. Nem falo de reduzir salário, embora considere ruim quando autoridades ganham acima da média da renda da população, como ocorre em Pelotas. Falo tão somente de uma Câmara adequada à realidade econômica do povo que habita a cidade, de maioria pobre.

Câmara está virando um elefante

Aquele, entendo, deveria ser o parâmetro das decisões, que precisariam por princípio levar em conta o entorno social: redução de custos, como fazem as empresas produtivas; Câmara próxima da população; pobre, mas limpinha, e com o café bem doce. Paula e Silva não pensam assim.

No caminho oposto ao moderno mundo focado no essencial, estão apegados à ideia de grandes instalações, plenários espaçosos (que diferença faz na representatividade de populares no recinto 10, 100 ou 1000 pessoas?), bandeiras de pavilhão, galerias de fotos de homenageados e, claro, máquinas xerox (sim, ainda usam).

Se acham que está sobrando $ para bancar um prédio para o qual já reservaram mais de R$ 10 milhões, fora manutenção, que sigam em frente. Que dirão os pelotenses? A gente imagina. Em suas peças, Shakespeare via o povo como um detalhe, um espectro de memória falha. Ainda veem assim. E sendo assim: “Bora aquecer um pouco mais o mercado imobiliário com dinheiro do contribuinte!” Impressionante como políticos decidem fácil o que fazer com o nosso dinheiro! Como fazer. Onde fazer. Impossível não pensar nos significados de uma decisão desse porte.

Parque Una, onde a Câmara própria deverá ser construída

O Una ganha com a Câmara no bairro? Como diz Fabiano de Marco, sócio na Idealiza, “a Câmara fará com que o Una deixe de ser um bairro residencial para se tornar um bairro da cidade”. Logo, a Idealiza Cidades ganha! Ao decidir levar a Câmara para o Una, a prefeita impulsiona os negócios deste bairro em exclusivo. E por que logo um loteamento de alto padrão?

Fascínio compreensível, mas

É compreensível que o Una seja desejado e deseje. O bairro se expande bonito a olhos vistos e, embora voltado à maior renda, seu desenho urbano e a formatação da Associação de Bairro são vistos por muitos como uma solução urbanística capaz de influenciar positivamente a cidade. Setores da Academia e outras pessoas não pensam assim… O fato é: como um imã industrial, o Una vem magnetizando tudo em volta, uma força que desloca a percepção de como deveria ser uma cidade. Até empreendedores de outros estados vêm conhecer o projeto.

A comercialização vai tão bem que, além das 32 torres originais para o Una, a Idealiza erguerá mais 20 torres em área colada ao bairro. É um sucesso surpreendente. Ninguém podia imaginar que houvesse tanto dinheiro e crédito no mercado para tantas aquisições de alto padrão.

Associação de Bairro forte

O Una propõe o reencontro do homem com suas origens (áreas verdes, lago, pássaros, a natureza e o outro). É um local para quem pode pagar por um paraíso de bem-estar. Pensando na manutenção do bairro, a Idealiza exige dos adquirentes, por escrito, e estes aceitam porque podem bancar, o compromisso de fazerem uma contribuição mensal para o caixa da Associação do Bairro. Com isso, os próprios moradores gerem o bairro, livres de esperar por serviços públicos demorados, como precisa esperar a maioria dos pelotenses, cujas associações de bairro são pobres. A própria AB do Una troca lâmpadas, conserta redes de água etc., contando, inclusive, com serviço de segurança.

O Una foi concebido como um integrador colaborativo de desenvolvimento humano e profissional – e um indutor da autogestão do ambiente pelos que moram e trabalham nele. É um bairro que tem como alicerce conceitos liberais, em que o estado (prefeitura), precário na oferta de serviços urbanos, é aliviado (a) de suas responsabilidades. Como manter as 500 praças públicas de Pelotas com 10 jardineiros? Eis um problema que no Una não existe; o parque estará sempre bem podado por conta própria.

Indo para o bairro, a paisagem para os vereadores será de primeiro mundo. E com faxina garantida. Já o povão terá de ficar esperando pelos jardineiros incertos da prefeitura, em dias incertos. Eu me pergunto então: Faz bem para a sociedade esse descompasso logístico entre representados e representantes? Faz bem para o sentido de cidadania?

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Com a palavra, Cristiano

Jornalista. Editor do Amigos. Ex-funcionário do Senado Federal, do Ministério da Educação e do jornal Correio Braziliense. Prêmio Esso Regional Sul de Jornalismo. Top Blog. Autor do livro Drops de Menta.

2 Comments

2 Comments

  1. André

    29/10/21 at 19:36

    Se não bastaste o absurdo de um gasto deste em uma cidade que cresce aquém da média nacional, com uma renda média muito menor que a média nacional ou estadual. Em 2019 foi feita uma votação na câmara de pelotas, para escolha do local da nova câmara, na época um prédio na lobo da costa ganhou por 11 (lobo da costa) a 6 (Una), Será que agora temos uma maioria pelo Una ou foi uma imposição da presidência da câmara. Tenho a impressão que a urgência de algumas decisões na pandemia acabou por criar um efeito personalista além do já existente em diversos políticos que passaram a governar por decretos.

  2. Fortino Reyes

    25/10/21 at 18:36

    Eu escolheria aproximadamente o centro geométrico da cidade, ou seja nas proximidades da Estação Rodoviária. Considerando que a Prefeitura possuí terreno nessa área (Av. Bento Gonçalves na altura da rua Visc. de Sinimbú), creio que seria mais prático e barato essa escolha, que talvez por isso não seja escolhida.

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor.

Especial

“Homenagens a escravagistas em ruas e avenidas de Pelotas”

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O vereador Cesar Brizolara apresentou um projeto de lei que proíbe Pelotas de homenagear com nomes de rua e de avenida personalidades consideradas escravagistas. Defende também que, num segundo momento, a municipalidade reveja homenagens, substituindo nomes de escravagistas pelo de pessoas negras de vulto na cidade e no País.

Determinado, Brizolara mandou sua equipe levantar os nomes de ruas e avenidas dados a escravagistas, para futuras trocas eventuais. Corajoso, ele! Afinal, é um tema difícil, ainda mais em época de céu fechado.

Como toda cidade pequena, Pelotas é uma cidade ressentida.

Nosso caso é pior porque um dia chegamos a conhecer a riqueza. Depois da opulência da época das charqueadas, voltamos a nos deparar com a pobreza, que desde então só cresceu. No rumo em que as coisas se deram, era óbvio que seria assim.

Carnear bois, retirar seus miúdos, salgar tudo e vender como comida para escravos da costa brasileira era uma atividade primária datada, a não ser que se achasse que a escravidão seria eterna.

Como havia zero tecnologia industrial nas charqueadas, e nossos “industriais” nunca pensaram além, era lógico que logo ali cairiam do cavalo, como caíram com o minguamento da escravatura (redução de mão de obra escrava, com o fim do tráfico de escravos, em 1850, e a proibição da escravatura, em 1988), uma queda da qual nunca nos recuperamos, e que, no decorrer das décadas posteriores, produziu uma espécie de complexo de inferioridade, denunciado em várias formas, algumas curiosas.

A gente nota aquele complexo de inferioridade nas frequentes reverências aos charqueadores e seus herdeiros, na exaltação constante do passado. Nota nas reverências servis que temos pelas figuras de poder. Nota nas palavras difíceis nos artigos dos historiadores e intelectuais, palavras cavadas em dicionários. Nota-o na profusão de nossas academias de notáveis desconhecidos locais. Nota-o na expressão Princesa do Sul (Atenas do Sul, já disseram!). Nota-o em vários sinais, sobretudo no excesso de homenagens que mutuamente fazemos, a intervalos regulares.

Simplesmente amamos descerrar uma placa; amamos puxar o pavio da cortininha, o que revelará uma foto na parede; amamos exaltar mortos que forçamos a barra para tornar ilustres, por nossa carência de amor e referências, como se fossem ascendentes de nossa própria árvore genealógica. Somos generosos também.

Somos capazes de aplaudir os outros, mesmo quando não possuem grande brilho; um brilhozinho meia boca serve. O puxa-saquismo, aqui, foi elevado à categoria de arte, com tons de benemerência cristã, presumo, porque, como nunca se sabe o dia de amanhã, é melhor, por via das dúvidas, elogiar o outro hoje, para que amanhã aquele se sinta animado a retribuir o gesto, mesmo depois que tivermos passado para o outro lado.

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Alguns empreendedores das novas gerações, mesmo os que não fazem questão (pois superaram o sentimento de inferioridade), mas que sugerem com seus ímpetos uma volta ao passado econômico glorioso, também são frequentemente homenageados. O provérbio “Um homem prevenido vale por dois!” talvez explique tudo.

Voltando ao projeto de Brizolara. Creio que passará na Câmara, com anuência da prefeitura. Os governos tucanos são simpáticos a correções históricas de cunho social. Tony Garrido, por exemplo. Contratado para cantar na festa dos 210 anos de Pelotas, foi uma escolha tão fora da curva no sentido artístico, inclusive porque há artistas de expressão na cidade, que não é descabido entender que a escolha confirme aquela simpatia. Duvido, porém, que a prefeitura aceite o passo seguinte: que reveja batismos de rua e avenidas a escravagistas feitos no passado.

Aceito de bom grado 50 chibatadas se um dia mudarem o nome da avenida Bento Gonçalves para Mister Pelé. Até porque Gonçalves não foi homenageado por ser escravagista, mas sim por seu espírito revolucionário contra o Império. É um tema difícil, como eu disse. Não se trata, penso eu, de corrigir a história. No fundo, é um problema de amor próprio.

As charqueadas

É comum, nos livros sobre a história de Pelotas, a glorificação das charqueadas pelos cronistas, assim como é comum a necessidade humana de valorizar certos fatos históricos quando eles são escassos.

As charqueadas são descritas como fundamento da riqueza econômica e cultural da cidade. Durante menos de 100 anos, de fato, foram. Mas o foram, apenas, porque existia a escravatura, ou seja, dependiam da exploração do trabalho escravo.

Vendíamos charque como alimento para os escravos do Brasil. Salgando a carne, ela poderia chegar por navio até o nordeste, em condições de consumo. Já os charqueadores, fazendeiros com rebanhos e pessoas de estratos sociais menos pobres comiam carne fresca, abates de estâncias ou comprada de açougues.

Charqueada era um negócio bruto, rudimentar: não requeria maquinário. Requeria basicamente a força muscular dos africanos cativos, instrumentos de abate e corte, além de calhas para escoar o sangue para o Arroio Pelotas. Os escravos matavam o gado, salgavam as carnes – e os couros, também comercializados. Também separavam graxa e sebos dos rebanhos abatidos, para fabricação de sabão e velas.

O fim da escravidão, em 1888, foi a sentença de morte das charqueadas, mas o negócio já se anunciara sem futuro anos antes, em 1850, quando o Império proibiu o tráfico de escravos. A partir daí, quem os possuísse teve de se contentar com eles até que envelhecessem e morressem.

Garrido

Ditos historiadores locais costumam faturar que, “em Pelotas, o fim da escravidão ocorreu alguns anos antes da Lei Áurea”. A razão para isso, porém, foi a proibição do tráfico, mencionada antes. Ali, os charqueadores entenderam que o negócio estava com os dias contados. Restou-lhes uma mão de obra que envelhecia, sem possibilidade de reposição. Restou-lhes tirar até a ultima gota de suor dos escravos. Assim foi. Quando veio a Lei Aurea, a produção das charqueadas que sobreviveram era residual, porque a mão de obra, nesta altura, era escassa. Por fim, desistiram do negócio.

Anos mais tarde, Getúlio Vargas propôs um plano para converterem as charqueadas em frigoríficos. Não tiveram ânimo.

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Como herança, ficaram algumas casas grandes, hoje incluídas no roteiro turístico. Ficaram alguns prédios históricos, cuja arquitetura plagiaram da Europa. Já os ex-escravos se espalharam por aí. Seus descendentes hoje habitam a maior parte das periferias nos bairros pobres. Alguns apareceram para dançar ao som de Garrido.

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Brasil e mundo

Tecnologia 5G estreia no Brasil nesta quarta-feira

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O sinal de 5G puro (sem interferência de outras frequências) estreia no Brasil nesta quarta-feira (5). A primeira cidade a oferecer o sinal será Brasília, cujo funcionamento foi aprovado na última segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Próxima geração da internet móvel, a tecnologia 5G pura oferece velocidade média de 1 Gigabit (Gbps), dez vezes superior ao sinal 4G, com a possibilidade de chegar a até 20 Gbps. O sinal tem menor latência (atraso) na transmissão dos dados. Um arquivo de 5G pode ser baixado em cerca de 40 segundos nesse sistema.

A tecnologia 5G permitirá a estreia da “internet das coisas”, que permite a conexão direta entre objetos pela rede mundial de computadores. Essa tecnologia tem potencial para aumentar a produção industrial, por meio da comunicação direta entre máquinas, e possibilitar novidades como cirurgias a distância e transporte em carros sem condutores.

A TIM será a primeira operadora a oferecer o sinal 5G puro em Brasília. Em princípio, serão instaladas 100 antenas que atenderão entre 40% e 50% da população do Distrito Federal. Nos próximos dois meses, mais 64 antenas passarão a funcionar, elevando o alcance da tecnologia para 65% da população.

Segundo o conselheiro e vice-presidente da Anatel, Moisés Moreira, as próximas cidades a receber o sinal 5G puro serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, mas as datas ainda não estão previstas. No início de junho, a agência reguladora definiu que, até 29 de setembro, todas as capitais deverão contar com a tecnologia.

Acesso

Para ter acesso à tecnologia 5G, o cliente deve ter um chip e um aparelho que aceite a conexão. O cliente precisa verificar se a operadora oferece o serviço e estar na área de cobertura. O site da Anatel informa a lista de celulares homologados para o sinal 5G puro.

O consumidor precisa ficar atento porque existem celulares fora da lista que mostram o ícone 5G. Nesses casos, porém, o aparelho não opera o sinal 5G puro, mas o 5G no modo Dynamic Spectrum Sharing (DSS) ou non-standalone (NSA), chamado de 5G “impuro” por operar na mesma frequência do 4G, na faixa de 2,3 gigahertz (GHz). Dependendo da interferência, o sinal 5G “impuro” chega a apresentar velocidades inferiores ao 4G.

Parabólicas

O 5G puro ocupará na faixa de 3,5 GHz, faixa parcialmente ocupada por antenas parabólicas antigas que operam com sinal analógico na Banda C. As pessoas com esse sinal precisarão comprar uma antena nova e um receptor compatível com a Banda Ku, para onde está sendo transferido o sinal das antenas parabólicas. Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com parabólicas antigas receberão conversores novos, que dispensarão a necessidade de comprar outras antenas.

Segundo a Anatel, Brasília foi escolhida para estrear a tecnologia 5G por ter um número baixo de parabólicas. Conforme os dados mais recentes da agência reguladora, existem cerca de 3,3 mil parabólicas em funcionamento no Distrito Federal.

Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia de covid-19 fez o cronograma atrasar dois meses.

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Especial

Quem sabe ano que vem

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No sábado 2 de julho passado, o povo comeu bolo no Largo do Mercado, pelos 210 anos de Pelotas, apartado por um gradil. Pareceu surreal.

Uma solução menos “romana” teria sido organizar filas, com as pessoas passando diante do bolo para pegar sua fatia, presenteadas com uma pequena lembrança de sua presença.

Sem o gradil, claro!

Foto feita e divulgada pela Comunicação da prefeitura.

Abaixo, Obama servindo veteranos.

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