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Especial

Comitê Covid-19 UFPel alerta para piora de cenário da pandemia em Pelotas

Após um período de considerável queda no número de casos e internações, ocorreu uma subida nesses índices nos últimos dias

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O Comitê Interno para Acompanhamento da Evolução da Pandemia da Covid-19 da Universidade Federal de Pelotas divulgou, nesta terça-feira (26), nota técnica na qual alerta para uma piora no cenário da pandemia causada pelo coronavírus na região de Pelotas (leia no final).

O grupo destaca que, após um período de considerável queda no número de casos e internações, ocorreu uma subida nesses índices nos últimos dias, culminando, também, no maior contingente de mortes em sete semanas.

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Foram visualizados, além disso, problemas na adesão às recomendações da Vigilância Epidemiológica e uma falta de cuidado no diagnóstico da rede de contatos dos contaminados. Agrava a situação, de outra forma, o relaxamento das medidas de distanciamento social.

Por isso, o Comitê Covid-19 recomenda que, além da adesão em massa na vacinação contra a doença, devem ser mantidas as atitudes de distanciamento, uso de máscaras e higiene.

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Mais detalhes podem ser vistos no texto completo, disponível a seguir: 

Nota técnica: Cenário Covid-19 em Pelotas

Pelotas, 26 de outubro de 2021

O Comitê UFPel Covid-19, vem por meio de nota técnica alertar para a mudança do cenário da epidemia de Covid-19 em Pelotas e chamar atenção para questões importantes sobre medidas de proteção e controle da doença.

Depois de uma queda consistente no número de casos, desde o dia 22 de setembro Pelotas está com o número de casos em elevação, registrando 176 casos novos por 100.000 habitantes na semana passada (SE 42), o que corresponde a um cenário de alta transmissão (Gráfico 1). Pelotas apresentou também 9 óbitos, sendo o maior número nas últimas 7 semanas. Em 24 de outubro de 2021, 54 pessoas estavam internadas em enfermaria e 27 em UTI covid-19. O número de pessoas internadas em UTI é o maior desde 31 de agosto. (Gráfico 2).

O aumento do número de casos e óbitos, acompanhado de aumento nas internações em enfermaria e UTI sugere que, para além de um eventual aumento da testagem e liberação de casos represados, há efetiva piora da epidemia em Pelotas.

 Tem havido muitos relatados de problemas na adesão às recomendações do Guia de Vigilância Epidemiológica, resultando em insuficiente rastreamento de contatos e falta ou realização por período insuficiente do isolamento de casos e contatos. Orientações insuficientes ou equivocadas sobre quem deve ser considerado contato próximo ou sobre o período necessário de isolamento, falta de atestado médico ou atestado médico por período insuficiente, falta de clareza sobre a necessidade de esperar 24 horas de remissão dos sintomas respiratórios e da febre para retornar as atividades são alguns dos motivos que fazem com que tenhamos circulação de pessoas que estão em período de transmissão da doença.

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Quanto à vacinação, o Painel Covid-19 parou de divulgar o percentual da população total vacinada mas, considerando o número absoluto informado, estimamos que em torno de 54% da população realizou as duas doses da vacina ou a vacina de dose única. O avanço rápido da vacinação é muito importante principalmente diante da possibilidade da chegada e disseminação da variante delta, para qual, somente duas doses das vacinas disponíveis pode conferir boa proteção contra casos graves de covid-19. Para isso, é necessário que o município acelere o ritmo de vacinação e que também comece a vacinar os adolescentes de 12 e 13 anos como outros municípios já estão fazendo.

Nesta situação em que houve grande retorno às atividades presenciais, é fundamental a adequada vigilância epidemiológica, o avanço da vacinação, a ventilação dos ambientes, a manutenção do distanciamento, do uso de máscaras de boa qualidade e das medidas de higiene. É importante destacar que essas medidas devem ser praticadas por todos, inclusive aqueles que já foram vacinados ou que já foram diagnosticados com covid-19. As autoridades e a própria população devem fiscalizar o cumprimento das medidas de prevenção em todos os ambientes, inclusive nas escolas, no trabalho e no transporte público.

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1 Comment

1 Comment

  1. Rosimeri Pereira de Paula

    27/10/21 at 09:33

    Soube de festas sendo realizadas sem nenhum controle não afererem a temperatura e acabou o uso de mascaras, pista de dança liberada!

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor.

Brasil & Mundo

Ministério confirma cinco casos da variante Ômicron no Brasil

Pasta informa que há outros oito casos sob investigação

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O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (2) cinco casos da variante Ômicron no Brasil – três em São Paulo e dois no Distrito Federal. São quatro homens e uma mulher, todos vacinados contra a covid-19. Eles estão isolados e pelo menos um apresenta sintomas leves. A maioria está assintomática.

De acordo com a pasta, há ainda oito casos da variante em investigação no país, sendo um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e seis no Distrito Federal.

“Hoje, temos uma situação sanitária bem mais equilibrada, mas lidamos com a imprevisibilidade biológica desse vírus, que sofre mutações. A vigilância em saúde está atenta e atuante pra que essas variantes sejam identificadas e pra que se avalie o potencial dessa variante complicar o cenário pandêmico”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

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Especial

Covid: Pelotense a partir dos 30 pode tomar terceira dose

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terceira dose da vacina contra o coronavírus (dose de reforço) já pode ser recebida por pessoas com 30 anos ou mais, que tenham feito a segunda dose há, no mínimo, cinco meses. Os imunizantes podem ser encontrados nos mais de 50 pontos de vacinação selecionados pela Prefeitura a partir de sexta-feira (3). 

Dentre os documentos que deverão ser apresentados, no momento da aplicação, estão as carteiras de identidade e de vacinação, necessária para comprovar as duas doses anteriores ou o esquema vacinal completo.

Quem recebeu o imunizante da Janssen ainda não poderá fazer o reforço.

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Brasil & Mundo

Senado aprova em dois turnos PEC dos Precatórios

A PEC abre caminho para o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400 e libera espaço no Orçamento para gastos extras de R$ 106 bilhões

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Com uma votação folgada, o Senado aprovou, no início da tarde desta quinta-feira (2), em dois turnos, a chamada PEC dos Precatórios.

A PEC abre caminho para o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400 e libera espaço no Orçamento para gastos extras de R$ 106 bilhões. Como foi modificado, o texto deve voltar à Câmara.

No primeiro turno, o placar foi de 64 votos favoráveis e 13 contrários, já em segundo turno foram 61 votos a favor e 10 contra.

Para viabilizar a votação do texto e garantir o mínimo de 49 votos necessários em cada turno no plenário do Senado, o líder do governo na Casa e relator da proposta, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), fez de última hora mudanças significativas na última versão do texto que havia sido aprovado na última terça-feira (30) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O governo tinha urgência na aprovação da proposta para tirar do papel ainda este ano o Auxílio Brasil. O programa que vai substituir o Bolsa Família terá pagamento de parcelas com valor médio de R$ 400. Já ficou definido pela matéria que o teto nesse valor do benefício terá caráter permanente e não temporário, apenas em 2022, como a equipe econômica propôs inicialmente. A expectativa é que o programa atenda 17 milhões de famílias.

Na prática, a PEC adia o pagamento de precatórios – dívidas reconhecidas pela Justiça em ações que não cabem mais recurso – pela União. Em 2022, a dívida prevista é de R$ 89,1 bilhões. Com a PEC o governo passa a ter uma folga financeira para financiar o Auxílio Brasil.  Pela proposta o valor máximo a ser pago em precatórios no ano que vem é de aproximadamente R$ 39,9 bilhões. Para aumentar o fôlego fiscal, o texto também altera o cálculo do Teto de Gastos – limite do aumento dos gastos federais ao Orçamento do ano anterior, corrigido pela inflação.

Mudanças

No rol de principais modificações feitas pelo relator está a redução do prazo de vigência do limite no Orçamento destinado ao pagamento dos precatórios. Pelo texto aprovado o teto de gastos, que restringe o crescimento das despesas à inflação, terá que ser rediscutido novamente em 2026, a medida contraria o que desejava o ministro da Economia, Paulo Guedes.

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“Em vez de vigorar por todo o tempo do Novo Regime Fiscal, ou seja, até 2036, o sub limite para precatórios irá até 2026, dando tempo suficiente para o Poder Executivo melhor acompanhar o processo de apuração e formação dos precatórios e seus riscos fiscais, mas sem criar um passivo de ainda mais difícil execução orçamentária”, explicou o relator sobre a sexta versão do texto.

Outra alteração feita por Bezerra exclui da PEC medidas relacionadas à securitização de dívidas tributárias. “A medida, apesar de meritória, não encontrou consenso no Senado Federal, não havendo prejuízo deixar essa discussão para outro momento”, avaliou.  Ainda segundo a proposta, o espaço fiscal aberto com a restrição do pagamento dos precatórios e a mudança no cálculo do teto de gastos do governo – um total de R$ 106 bilhões – será inteiramente destinado para fins sociais, como programas de combate à pobreza e extrema pobreza, saúde, assistência social e previdência.

Pressionado por diversos parlamentares o governo já havia retirado do teto de gastos os precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Os recursos devidos a estados e municípios serão pagos em três parcelas anuais. O pagamento será feito conforme uma fila de prioridade organizada por tipo de precatório. As Requisições de Pequeno Valor (RVPs) de até R$ 66 mil. Na sequência, virão as dívidas de natureza alimentícia idosos, pessoas com deficiência e doenças graves.

Rito

Como sofreu alterações, a PEC dos Precatórios terá que voltar para a análise da Câmara dos Deputados. A proposta só pode ser promulgada pelo Congresso Nacional e passa a valer quando deputados e senadores chegarem a um consenso e aprovarem o mesmo texto.

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