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Opinião

QUEBRAR VITRAIS? TIRAR ROSAS? Por Dom Jacinto Bergmann

“Precisamos nos educar para não quebrar o primeiro vitral! O vitral da sacralidade de minha consciência não quebrado, faz feliz o meu ser ‘imagem e semelhança de Deus'”

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Recebi a visita de uma professora, esposa do meu primo e mãe de três filhas. A nossa conversa, num dado momento, girou em torno do educar-se para o bem comum com a questão: o que é público e o que é respeito público? Como professora aposentada, já experiente por tantos anos com crianças, ela lembrou-se das tantas vezes que usava duas estórias para a educação dos seus aprendizandos sobre o que é “bem comum”, o que é “público” e o que é “respeito ao público”.

A primeira estória: “Havia uma casa abandonada, mas conservava intactas belas janelas com vitrais. Um dia alguém passou e jogou uma pedra quebrando o primeiro vitral. Veio o segundo e concluiu que se o primeiro vitral está quebrado eu posso jogar uma pedra e quebrar o segundo vitral. Assim passou o terceiro, o quarto e sucessivamente outros até que todos os vitrais estavam quebrados”.

Os aprendizandos ainda não captavam na íntegra a resposta do que significava o bem comum, o público e o respeito ao público. Afinal, vitrais de uma casa abandonada parecem não servir para nada o que é bem comum, o que é público e o que é respeito público. Contava então a segunda estória: “Havia um belo jardim numa praça pública com várias rosas floridas. Passou um cidadão, pensando que as rosas eram “públicas”, levou uma consigo. Veio o segundo e concluiu que se a primeira rosa alguém tirou eu posso tirar uma segunda rosa para mim. Assim passou o terceiro, o quarto e sucessivamente outros até que todas as rosas foram tiradas egoisticamente para cada qual que as tiraram”.

Pelas estórias contadas, as crianças finalmente entenderam o significado do bem comum, o que é público e o que é respeito ao público. Portanto, o que é bem comum, o que é público e o que é respeito ao público é não apoderar-se para mim o que é de todos. O que é de todos é de todos e não o que é de todos é para mim somente. Público é sinônimo de “todos para todos” e não é sinônimo de “todos para mim”. Por que apoderar-se egoisticamente daquilo que é de todos? Apoderar-se do público para mim é quebrar a lógica do bem comum e, consequentemente, quebrar a natureza da felicidade: o que me faz feliz é o que faz feliz a todos!

Precisamos nos educar para não quebrar o primeiro vitral! O vitral da sacralidade de minha consciência não quebrado, faz feliz o meu ser “imagem e semelhança de Deus”. O vitral da ordem da casa do nosso lar não quebrado, faz mais feliz a nossa família. O vitral da beleza do aprendizado comunitário de nossa escola não quebrado, faz mais feliz o trabalho vocacional e profissional futuro. O vitral do sentido maior da vida vivido na nossa comunidade de fé não quebrado, faz mais feliz os filhos de Deus.

Precisamos nos educar para não tirar a primeira rosa! A primeira rosa e as demais rosas, enfeitando o nosso ser, não podem ser tiradas: como fica a sacralidade da nossa consciência presente em nós? A primeira rosa e as demais rosas, perfumando os nossos lares, não podem ser tiradas: como fica a docilidade do convívio familiar na nossa existência? A primeira rosa e as demais rosas, sensibilizando as nossas escolas, não podem ser tiradas: como fica o aprendizado da convivência social na nossa vida? A primeira rosa e as demais rosas, fundamentando a nossa experiência do Deus-Amor vivenciado na comunidade de fé, não podem ser tiradas: como fica a filiação de Deus e a fraternidade com os outros seres humanos e com a “Casa Comum”? A primeira rosa e as demais rosas, humanizando a nossa cidade, não podem ser tiradas: como fica a preciosidade do bem comum, do público e do respeito ao público?

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A educação do “não quebrar vitrais” e do “não tirar rosas” continua sendo urgente e sem tréguas para todos.

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas

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Cultura e diversão

Cinema: Bar doce lar. Por Déborah Schmidt

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Bar Doce Lar acompanha o protagonista JR (interpretado pelo carismático Daniel Ranieri quando criança e Tye Sheridan na juventude). Com o pai ausente desde o seu nascimento, ele se aproxima de seu tio Charlie (Ben Affleck), dono de um bar em Long Island, quando vai morar na mesma casa com ele, sua mãe (Lily Rabe) e seu avô (Christopher Lloyd).  

Baseado no livro de memórias “The Tender Bar” de J.R. Moehringer, vencedor do Pulitzer, o longa é dirigido por George Clooney com o roteiro adaptado por William Monahan, vencedor do Oscar por Os Infiltrados. Assim como muitas cinebiografias inspiradas em memórias, a trama foca na jornada de descobrimento e amadurecimento do protagonista.

Um dos atores mais renomados de Hollywood, George Clooney iniciou sua carreira como diretor de forma promissora com Confissões de uma Mente Perigosa, e desde então entregou bons filmes como Boa Noite e Boa SorteTudo pelo Poder Caçadores de Obras-Primas. Seu último filme, O Céu da Meia-Noite, apresentou uma complexa ficção científica, e, com Bar Doce Lar, o diretor optou por seguir um caminho totalmente diferente. Falando em galãs de Hollywood, Ben Affleck tem aqui uma atuação sólida, porém, no modo automático, e que pode lhe render uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Pessoalmente, prefiro a interpretação do ator como o temido Conde Pierre d’Alençon, em O Último Duelo, de Ridley Scott.  

Com uma narrativa que explora a relação entre os personagens, o filme é sobre a dinâmica familiar e a busca pelos seus sonhos. A jornada pessoal de JR ganha mais destaque durante a sua infância devido ao seu constante aprendizado e aos conselhos dados pelo sábio tio, em um relacionamento que tenta suprir a ausência de seu pai, conhecido como “A Voz” por trabalhar no rádio. Quando vamos para sua juventude, a produção perde bastante de seu brilho, mostrando o caminho percorrido por ele para se tornar um escritor.  

Bar Doce Lar é uma história simples e linear sobre família e amadurecimento, sem nenhuma reviravolta. Disponível na Amazon Prime Video.

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Brasil e mundo

PoderData mostra que Lula pode vencer no 1º turno. E ele bate qualquer adversário no 2º turno

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 A empresa de pesquisas PoderData divulgou na noite desta 5ª feira a primeira pesquisa pré-eleitoral de 2022. Lula, o ex-presidente do PT que tentará o 3º mandato, tem 42% das intenções de voto no 1º turno.

Em segundo lugar vem Jair Bolsonaro (PL), com 28%.

Sérgio Moro (Podemos) tem 8%.

Ciro Gomes (PDT) tem 3%.

João Doria (PSDB) tem 2% – mesmo percentual obtido por André Janones (Avante).

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Simone Tebet (MDB) obtiveram 1% cada um.

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A soma de todos os adversários é 45%. Dessa forma, na margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, é possível, segundo a área técnica do PoderData, um cenário de vitória de Lula em 1º turno.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02137/2022 e foi realizada em parceria pelo site Poder360 e pelo Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados por entrevistas telefônicas entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2022. Foram contabilizadas 3.000 entrevistas em 511 municípios de todos as unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

“É a 2ª vez a pesquisa PoderData registra um empate técnico entre Lula e a soma de todos os outros nomes testados. A 1ª foi em julho de 2021, quando o petista tinha 43% contra 44% de uma lista menor de adversários”, registrou o Poder360 no texto de divulgação do levantamento.

Segundo o levantamento, Lula vence com larga margem no Nordeste, Sudeste e Sul e também entre mulheres e em todas as faixas de renda e de escolaridade. Bolsonaro só vence no Norte (46% x 37% de do ex-presidente). No Centro Oeste os dois principais candidatos estão empatados ( 36% x 35%). Bolsonaro vence entre eleitores homens – 41% a 35%.

Em ensaios de 2º turno, no levantamento do PoderData, Lula vence todos os candidatos por margem mínima de 22 pontos percentuais (Lula, 54% x 32% Bolsonaro) e máxima de 32 pontos – Lula, 48% e Doria 16%.

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Brasil e mundo

“Você não pode acabar assim”

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O ator Lima Duarte gravou um vídeo para o Instagram com um recado à colega Regina Duarte. Ele critica o fato de ela se ter revelado “Bolsonarista”. Na verdade, lamenta.

“Trabalhamos 10 anos juntos. Não pode acabar assim, Regina. Capricha! Capricha pra não acabar assim”.

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