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Especial

Estado altera protocolos sanitários de prevenção contra Covid-19

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Depois de mais de um ano e meio de enfrentamento à pandemia de coronavírus no Estado, com rígidos protocolos sanitários e monitoramento diário dos indicadores de novos casos e de internações, o governo do Estado decidiu, nesta quarta-feira (17/11), anunciar atualizações nos procedimentos. Diante da estabilização dos números da pandemia no RS, o Gabinete de Crise passa a fazer recomendações a respeito de quais protocolos devem ser adotados – com exceção de algumas regras obrigatórias que ainda deverão ser seguidas por todas as pessoas.

O detalhamento das alterações foi apresentado pela manhã ao Conselho de Crise, composto pelos chefes dos Poderes, entidades comerciais, dirigentes de hospitais e representantes de universidades, conforme disposto no Decreto 55.129, de março de 2020. Por parte do Estado, estiveram presentes o governador Eduardo Leite, o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, as secretárias Arita Bergmann (Saúde), Raquel Teixeira (Educação) e Tânia Moreira (Comunicação) e o secretário-executivo do Gabinete de Crise, Marcelo Alves. À tarde, o Gabinete de Crise, pelo vice-governador Ranolfo, fez as deliberações finais.

“Sempre fizemos flexibilizações com responsabilidade, buscando proteger a população contra o vírus e também manter as atividades econômicas em funcionamento. Agora, diante da estabilidade duradoura dos indicadores em patamares baixos, decidimos dar esse passo, com cuidados, sem dar chance para uma nova onda e novas restrições. Estamos reduzindo as exigências para que, se mais adiante for necessário restringir mais, tenhamos maior colaboração das pessoas, que estarão cientes de que as medidas não estarão sendo adotadas por acaso. É preciso que todos colaborem e continuem se cuidando”, disse o governador.

A partir dessa determinação, a abordagem com relação ao combate à pandemia de coronavírus passa a priorizar a responsabilidade de cada pessoa pela proteção individual e coletiva. Fica retirado, por exemplo, o teto de ocupação dos locais, tanto abertos como fechados, bem como a previsão de multas para descumprimento. No entanto, há quatro protocolos que deverão ser cumpridos. O decreto com o detalhamento será publicado até sexta-feira (19/11), com vigência a partir de 0h de sábado (20/11).

• Usar máscara bem ajustada e cobrindo boca e nariz, principalmente em locais fechados ou com maior número de pessoas. O uso obrigatório de máscara é definido pela Lei Federal 14.019, de julho de 2020.

• Manter e garantir o isolamento domiciliar de pessoas e seus contactantes com suspeita de Covid-19 até acesso à testagem adequada e, em caso de confirmação, evitar a realização de atividades fora de casa.

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• Disponibilizar água e sabão ou álcool 70% para público e trabalhadores, para limpeza frequente das mãos

• Apresentar o comprovante vacinal antes de entrar e para permanecer em eventos e atividades de maior risco ou aglomeração.

“Retiramos essas restrições, mas isso não significa que está tudo bem. Observamos uma estabilização importante e entendemos que podemos dar esse passo. Precisamos que toda a população adote essas medidas, mantendo os cuidados, para evitar que tenhamos de dar um passo atrás. Estamos avançando, mas a pandemia ainda não acabou, e seguiremos monitorando diariamente os dados, como fizemos desde o início, em março de 2020”, disse o vice-governador Ranolfo, ao conduzir o Gabinete de Crise.

O comprovante vacinal seguirá obrigatório em atividades de maior risco ou aglomeração, como competições esportivas, eventos de entretenimento (festas) e casas noturnas, cinemas, teatros, shows e demais ambientes de espetáculo, feiras, exposições e congressos, parques de diversão, temáticos, aquáticos e de aventura, jardins botânicos e zoológicos, além de outros atrativos turísticos. Para as demais atividades, se torna uma recomendação.

Municípios com 90% da população adulta com o esquema vacinal completo ficam autorizados a adotar o comprovante de vacinação como recomendação, e não exigência, em todas as atividades, incluindo as de maior risco. No entendimento do Gabinete de Crise, o percentual de 90% de vacinados representa maior segurança quanto ao risco de contágio.

“Os municípios que chegaram a 90% do esquema completo já vacinaram praticamente todas as pessoas, é o índice recomendado em qualquer campanha vacinal. Nesses locais, com esse contingente imunizado, as pessoas estão mais protegidas, por isso podemos colocar em prática esse novo modelo de diferenciar pelo andamento da vacinação. No Estado, 277 municípios já alcançaram coberturas vacinais acima da média do RS, que é de 87,3%”, disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Sistema 3As de Monitoramento será mantido, com acompanhamento constante dos indicadores da Covid-19 para que, caso necessário, sejam emitidos Avisos ou Alertas às regiões. Inclusive, no caso de piora de indicadores, o governo do Estado mantém a prerrogativa de adoção de medidas adicionais, como a retomada de restrições.

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Panorama da vacinação no RS

Neste momento, 82,7% da população gaúcha adulta de 18 anos ou mais e 65,2% da população residente total já recebeu o esquema completo de vacinação (duas doses ou dose única).

A população vacinável no RS (maiores de 12 anos) é de 9.750.642 e 7.352.003 já receberam o esquema completo, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 75,4%.

• Clique aqui e confira o monitoramento diário da vacinação no RS.

Para alcançar a cobertura de 90% da população vacinável, é necessário imunizar ainda 1.423.574 pessoas – cerca de 1/6 dessa população.

Entre os óbitos por Covid-19 na população de adultos jovens (18 a 39 anos) a partir de setembro de 2021, mais de 90% ocorreram entre pessoas não vacinadas ou sem vacinação completa. Isso reforça o entendimento de que a vacinação contra a Covid é eficaz.

Protocolos gerais obrigatórios

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• Usar máscara bem ajustada e cobrindo boca e nariz, principalmente em locais fechados ou com maior número de pessoas.

• Manter e garantir o isolamento domiciliar de pessoas e contactantes dessas pessoas com suspeita de Covid-19 até acesso à testagem adequada e, em caso de confirmação, evitar a realização de atividades fora de casa.

• Disponibilizar água e sabão ou álcool 70% para público e trabalhadores, para limpeza frequente das mãos.

• Apresentar o comprovante vacinal antes de entrar e para permanecer em eventos e atividades de maior risco ou aglomeração.

Protocolos gerais recomendados

• Manter uma distância segura de no mínimo 1 metro (um braço estendido) em relação a outras pessoas que não fazem parte do convívio diário.

• Dar preferência à realização de atividades em locais abertos ou garantir a renovação natural do ar, com portas e janelas bem abertas ou sistema de circulação de ar.

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• Completar a vacinação, tomando a primeira e a segunda doses, bem como dose de reforço quando estiver no prazo.

• Exigir e apresentar comprovante vacinal antes de entrar e para permanecer em quaisquer atividades, como medida de proteção e sensibilização coletivas sobre a importância da vacinação.

• Fazer teste para Covid-19 antes da participação em atividades com maior aglomeração de pessoas e apresentar o comprovante negativo ao ingressar no local.

• O ideal é que o teste seja realizado o mais próximo possível da atividade ou evento em que seja obrigatório, no máximo nas 72 horas anteriores.

• O comprovante negativo a ser apresentado deve ser o de um teste antígeno para Covid com coleta de swab nasal, que pode ser tanto com teste rápido de antígeno ou por exame para Covid-19 por RT-PCR.

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Especial

UCPel transfere temporariamente atendimentos do Campus Saúde

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Os pacientes dos ambulatórios de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia do Campus Saúde da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) estão sendo atendidos em um novo endereço. Já está funcionando o Centro Acadêmico de Saúde (CAS), localizado na rua General Telles, n°868. A mudança, que deve durar cerca de um ano e meio, foi motivada pelas obras de ampliação do Campus Saúde, localizado no bairro Três Vendas.

O novo local ligado aos serviços de saúde prestados pela UCPel foi locado e está em funcionamento desde a segunda semana de janeiro. O prédio, que já foi um hotel, passou por uma reestruturação para receber os pacientes e também para garantir o exercício da prática acadêmica.

O Escritório Modelo de Engenharia e Arquitetura da Católica (EMEA/UCPel), foi o responsável pelas mudanças, entre elas, o deslocamento de mobiliário e equipamentos do Campus Saúde para o CAS. “No antigo ambiente de um restaurante foram criadas com divisórias as salas de professores, de espera, de estudos e lounge para alunos e docentes. Também estamos instalando ventiladores e condicionadores de ar, além de bebedouros”, relata a gerente de Infraestrutura e do EMEA, Débora Bourscheid. O prédio possui quatro andares, mas o CAS está ocupando apenas os três primeiros.

Estrutura

Segundo a gerente administrativa do curso de Medicina da UCPel, Daiane Dias, o Centro Acadêmico de Saúde possui:

– 30 consultórios;

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– 6 salas de estudos;

– 2 postos de enfermagem;

– 1 sala de professores;

– 1 sala de microscópios; e, 

– 1 lounge para alunos e professores.

Além das áreas específicas para atendimento, a estrutura ainda é composta por sala de triagem, recepção, sala de espera central no andar térreo, espaços de espera nos demais andares, além de copa, vestiários e sanitários em todos os consultórios e salas de estudo. 

Orientações à população

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Assim como a equipe de funcionários, docentes e professores que atuavam no Campus Saúde, foi mantida, os horários de atendimento à população também são os mesmos – das 7h às 17h, de segunda à sexta-feira. O responsável pela gestão do Ambulatório do Campus da Saúde, Brenno Victoria, explica que a população atendida pelas especialidades atingidas pela mudança será encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde ao novo endereço e os retornos serão agendados pelo setor administrativo do CAS. Quem tiver dúvidas pode ligar para (53)21288500, ramais 3080 e 3081.

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Especial

Covid / Prefeitura diz: “Caso necessário, reativaremos leitos em hospitais”

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Consultada pelo Amigos, a prefeitura respondeu:

A Secretaria de Saúde mantém contato com os hospitais para que, caso seja necessário, possa reativar leitos clínicos e de UTI, mas essa reabertura não é tão rápida, pois envolve uma série de fatores, como a disposição de espaço e de equipes médicas de retaguarda, que precisam ser exclusivas para atender pacientes Covid e também de financiamento federal. Caso isso aconteça, será divulgado.

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Especial

Comitê UFPel alerta para necessidade de medidas extras para enfrentar covid em Pelotas

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Aumento do número de casos pressiona o sistema de saúde

Pelotas, 25 de janeiro de 2022

O Comitê UFPel Covid-19 vem por meio de nota técnica sinalizar a piora do cenário da
epidemia de Covid-19 em Pelotas, resultante da circulação da variante ômicron, e chamar atenção para a ocupação máxima de leitos de UTI no município.

Há três semanas o município de Pelotas apresenta forte aumento no número de casos, sendo que nas duas últimas semanas o município experimentou números recordes, alcançando na semana epidemiológica 3 (16 a 22 de janeiro) 2736 casos novos (Gráfico 1), ou seja, 798 casos novos a cada 100.000 habitantes, muito acima do ponto de corte de 100 casos novos a cada 100.000 habitantes por semana considerado pelo Centro de Controle de Doenças como situação de alta transmissão.

Embora o número de pessoas com vacinação completa e com dose de reforço reduzam o quantitativo de casos graves com internação em enfermaria, UTI e óbitos, em comparação com o que ocorreu no ano passado, é esperado que este quantitativo muito alto de casos pressione o sistema de saúde. O Painel Covid-19 do município indica 16 pessoas em leitos de UTI, com 100% de ocupação.

Pelotas tem recorde de infectados: 1314 em 24 horas. Todos os leitos estão ocupados

Sabe-se que este número é bastante inferior ao número de leitos covid-19 disponíveis no pico da epidemia que era em torno de 60. Entretanto, preocupa que o município venha a enfrentar dificuldades para ampliar leitos. Sabe-se que um grande número de profissionais de saúde que estão afastados por estarem contaminados, além disso a grande exaustão enfrentada pelos profissionais de saúde, depois de 2 anos de pandemia, limita a possibilidade de expandir a carga horária.

O percentual da população geral de Pelotas com vacinação completa está em 68%, aquém do percentual do estado do RS como um todo que é de 72%. Apesar da importância da dose de reforço para evitar casos graves provocados pela variante ômicron, o percentual da população geral de Pelotas com dose de reforço é de apenas 22%. Ainda existem, inclusive, muitos idosos que não receberam a dose de reforço.

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Diante disso, o comitê enfatiza a necessidade de ampliar as medidas de distanciamento social, a ventilação cruzada dos ambientes e o uso correto de máscaras de boa qualidade. Sabe-se que as máscaras de tecido oferecem proteção variável, portanto deve ser estimulado o uso de máscaras PFF2 ou N95 especialmente em locais em que ocorrem grande número de contatos e como segunda opção as máscaras cirúrgicas.

É necessário acelerar a vacinação das crianças e fazer busca ativa daqueles que estão com dose de reforço pendente ou com vacinação incompleta. É importante ampliar ao máximo o acesso a testagem e a orientação para o isolamento daqueles com resultado positivo. O isolamento desde o início dos sintomas ou a partir do resultado positivo do teste é o mais adequado para promover a interrupção da transmissão.

É preciso buscar estratégias para evitar as longas filas para vacinação e testagem, tanto porque elas são uma barreira para o acesso, quanto pelo fato de se tornarem um foco de aglomeração e contaminação. Além disso, é fundamental monitorar a situação dos profissionais de saúde. O suporte social para a população em estado de vulnerabilidade deve ser fortalecido, garantindo, entre outros aspectos, a distribuição de máscaras de boa qualidade e apoio para aqueles que precisam fazer isolamento.

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