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Brasil & Mundo

As Constituições de Lula, Moro e Bolsonaro. Por Igor Pereira

A surpresa do mês é a possível candidatura de Sergio Moro ao Planalto

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Faltam menos de um ano para as eleições e os nomes dos candidatos à Presidência da República começam a se definir. A surpresa do mês é a possível candidatura de Sergio Moro ao Planalto, que lança uma nova (e remota) possibilidade de alavancamento de uma terceira via. 

Os discursos de cada candidato já revelam sentidos distintos da Constituição. Cada um representa uma parcela considerável de um eleitorado, que se esfacela e se exaure diante da polarização da vida. Vivemos em um país rachado. 

Infelizmente, nenhuma dessas três opções parece ser uma alternativa à polarização política. Todas possuem projetos constitucionais específicos, com a força de um anulando a do outro. Em um país carente de reformas básicas, é impressionante como temos dificuldades de produzir consensos. Sem acordos pluripartidários, será impossível avançar em um sistema político dependente de coalizões.

Jair Bolsonaro, até o momento, demonstrou ter uma visão constitucional de “escolha de direitos fundamentais relevantes”, o que não é tão diferente da de Lula, com signos opostos. Defende a liberdade de expressão e de trabalho, mas tem dificuldade de compreender as ponderações necessárias com o direito à vida e à saúde. Seu modelo econômico-constitucional não ganhou identidade e as reformas estruturais do Estado Brasileiro não vieram à tona. 

A proteção da família brasileira não ganhou contornos reais. Pouco se fez para mantê-las unidas e não se avançou nada em matéria de igualdade de gênero. As leis de gênero, que são frutos do seu governo, são punitivistas e apostam em uma criminalização cega. Essa não é a melhor maneira de combater as violências de gênero, porque desrespeitam os princípios penais e processuais penais, e não possuem caráter preventivo. 

Lula também cai em contradição. Em seu último discurso no Parlamento Europeu, não quis criticar a ditadura cubana e preferiu culpar os EUA pelos embargos à Cuba. Diz que quer um país tecnológico e industrializado, mas não diz uma palavra sobre como irá fomentar as liberdades públicas e a inovação. Em um país com tantas universidades, por que não usá-las como pólos tecnológicos e campos férteis de inovação? Não sabemos nada sobre como ele e seu partido enfrentarão a tradição autoritária histórica da esquerda brasileira. 

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Os Poderes não avançaram em nada no combate ao patrimonialismo. Os brasileiros ainda têm dificuldade de se identificar nos espaços públicos, que sempre parecem terem sido cooptados por forças privadas. Lula não tem proposta para combater isso e apenas repete as velhas promessas de transferência de renda. O Brasil precisa de muito mais. 

Sergio Moro é uma incógnita. Vem para limpar o legado da Lava-Jato, mas não consegue explicar os benefícios que o Brasil colheu no combate à corrupção. Terceiriza a culpa pelo fim da operação, que teve erros e peripécias processuais-penais. Teve o mérito de acenar, ao mesmo tempo, para as famílias e para o combate à pobreza, mas como produzirá consensos, se possui pouca aceitação em Brasília e alta rejeição nos dois polos da polarização? 

Os brasileiros ainda não conseguem ver a luz no fim do túnel. A realização dos sonhos de uma Constituição democrática, plural, livre e social está distante. Os candidatos ainda nos devem discursos mais honestos. Ainda precisam nos dizer quais são os seus planos para um Brasil de oportunidades perdidas, que tem dificuldade para olhar o amanhã.

Do site Migalhas

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Banco do Brasil faz mutirão de renegociação de dívidas

Também será possível descontos nas taxas de juros e prazo de até 100 meses

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O Banco do Brasil (BB) começa nesta segunda-feira (6) um mutirão de negociação de dívidas que vai até o dia 17 de dezembro, com descontos de até 95% para pagamento à vista das dívidas vencidas. Também será possível descontos nas taxas de juros e prazo de até 100 meses para renegociação a prazo de operações vencidas, conforme o banco.

“As condições estão disponíveis para mais de 3,5 milhões de clientes – pessoa física, produtor rural e pessoa jurídica, que possuam dívidas inadimplidas oriundas de operações de crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial e outras”, diz nota da instituição financeira.

Para fazer a negociação os clientes podem procurar as agências do banco também os canais digitais: internet, App, WhatsApp (61-4004-0001) e pela Central de Atendimento (4004-001/ 0800 729 0001). 

Segundo a gerência executiva da Unidade Cobrança e Reestruturação de Ativos Operacionais do BB, o mutirão de renegociação “visa proporcionar aos nossos clientes a possibilidade de renegociar suas dívidas, para começar 2022 tranquilo, além de incentivar a educação e planejamento financeiro pessoal e contribuir para a retomada da economia”.

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Aos 72 anos, morre a atriz Mila Moreira

Mila começou a trabalhar como modelo nos anos 60

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Morreu hoje (6), no Rio de Janeiro, a atriz Marilda Moreira da Silva, conhecida por Mila Moreira. Ela tinha 72 anos e estava internada no Hospital Copa Star, em Copacabana. A causa da morte não foi divulgada.

Mila começou a trabalhar como modelo nos anos 60. Nos anos 70, foi jurada do programa do Chacrinha.

Ela foi uma das primeiras modelos a migrarem do mundo da moda para as novelas de televisão. Em 1979, trabalhou na sua primeira novela: Marrom Glacê, de Cassiano Gabus Mendes, na Rede Globo.

Participou de mais de 30 novelas e minisséries para a televisão. No cinema, trabalhou em seis produções.

Mila Moreira foi casada com o designer Hans Donner e com os atores Luis Gustavo, Gracindo Junior e Eduardo Conde.

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Projeto cria cadastro nacional com foto de pedófilos

Os dados serão levantados pelo Conselho Nacional de Justiça

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Um cadastro nacional vai reunir pessoas condenadas por crimes relacionados à pedofilia. A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (6) o projeto de lei que cria esse cadastro. 

Os dados serão levantados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além das informações, a ficha contará com foto do condenado.

Entre os crimes estão estupro de vulnerável; corrupção de menores; exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável; e delitos praticados por meios digitais, como produzir, armazenar, divulgar ou expor vídeo de sexo envolvendo criança ou adolescente.

A matéria é de autoria do deputado Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Como tem caráter conclusivo, uma vez aprovada, não vai a plenário.

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