Connect with us

Especial

Parada da Diversidade Sexual em Pelotas vai imitar o estilo “tapete vermelho do Oscar”

Haverá shows de drag queens, atores, bailarinos, cantores, rappers, etc.

Publicado

on

A Semana da Diversidade de Pelotas deste ano terá algumas inovações. Segundo a prefeitura, “a grande novidade será a Parada da Diversidade em novo formato, ao estilo Red Carpet, no Theatro Guarany, que prevê de 15 a 25 apresentações de artistas – os que forem contemplados pelo edital -, entre shows de drag queens, atores, bailarinos, cantores, rappers, etc”.

Continua a prefeitura:

“Será um evento mais teatral. Queremos mostrar a seriedade do Movimento, que pode ocupar qualquer espaço e promover eventos de qualidade”, adiantou Gengiscan Pereira, do Coletivo Juliana Martinelli, um dos organizadores da Semana. 

A prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura), é apoiadora da Semana da Diversidade, uma realização conjunta de instituições, ONGs, OSCs e coletivos do movimento LGBT de Pelotas.

“Poucas Paradas do nosso país têm o apoio institucional do Poder Público, que é muito importante para a realização de um bom evento”, destacou Pereira, artista que ficou conhecido por meio de sua personagem, a drag Abigail Foster.

No final da tarde desta quinta (25), a equipe organizadora da Semana da Diversidade concedeu uma coletiva à imprensa para divulgação da programação do evento, que ocorre de 28 de novembro a 5 de dezembro, e terá atividades remotas e presenciais.

Publicidade

O secretário de Cultura, Paulo Pedrozo, enalteceu a importância da Semana da Diversidade, que está em sua 5ª edição e alcança a 20ª Parada. 

Uma das organizadoras, a trans Marcia Monks, integrante da Ong Vale a Vida, falou sobre o tema desta edição, Sobre(viver), que vai abordar a sobrevivência em diversos sentidos. “É um tema transversal, que atravessará todas as mesas de conversas da Semana. Vamos falar de nossas vidas, de nossos corpos e também das nossas vivências, de tudo o que temos que enfrentar no dia a dia, devido ao preconceito.”

Marcia explicou que a edição quer homenagear as sobreviventes e todas aquelas que foram brutalmente assassinadas pelo preconceito – a ativista recordou que a expectativa de vida de transexuais no Brasil é de 35 anos.

“O Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo e, ironicamente, também é o que mais acessa sites de conteúdo erótico envolvendo trans e travestis, o que demonstra a hipocrisia do nosso país”, ponderou Marcia.

Marcos Ronei Fernandes, do Grupo Também, que integra a organização, recordou que desde julho foram realizadas reuniões semanais para planejar, minuciosamente, a programação da Semana da Diversidade.

Confira a programação:

Domingo 28/11 às 17h

– Abertura Oficial – Memórias da Diversidade.

Publicidade

Mediadora da mesa, a drag Abigail Foster entrevistará convidados que irão resgatar a história do Movimento LGBT em Pelotas, tanto das quatro edições passadas da Semana da Diversidade quanto da Parada, que teve início em 2002. Local: Canal do Youtube.

Segunda-feira 29/11

Às 10h – Ato de hasteamento da bandeira LGBT no Paço Municipal.

Às 14h – O Legado de Juliana Martinelli: Ativismo e Assistência Social.

Participação da ONG Vale a Vida, OSC Gesto e Coletivo Juliana Martinelli. 

Local: Canal do Youtube.

Às 19h – Ato de hasteamento da bandeira LGBT no Colégio Municipal Pelotense.

Publicidade

Terça-feira 30/11

Às 17h – Diversidade, Inclusão e Permanência de LGBTQIA+ na Escola.

Integrantes do Grupo Também e a convidada Bárbara, egressa do Colégio Pelotense, vão conversar sobre políticas públicas voltadas à permanência da população LGBTQIA+ na Escola.

Local: Canal do Youtube.

Quarta-feira 1°/12

Das 13h às 19h – Prep na Rua – Ação de rua em Alusão ao Dia Mundial de combate à Aids.

Evento abordará a doença, com aconselhamento e distribuição de preservativos. Organização da Rede de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Grupo PositHIVes (grupo de estudos do curso de Psicologia da UFPel), Rede Equidades, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Ainds (RNP+C).Local: Largo Edmar Fetter (Mercado Central).

Publicidade

Quinta-feira 02/12

Às 9h30min – Fórum do Conselho Municipal de Direitos da Cidadania LGBT em Pelotas.

Diálogo e prestação de contas da atuação do primeiro mandato do Conselho, durante os dois anos de gestão, e preparação das chapas para a nova eleição.

Local: Secretaria de Cultura.

Às 20h30min – Movimento LGBTQIAP+ e PVHA: Uma História a ser Resgatada. Uma mesa redonda com ativistas e vereadores sobre a história do Movimento LGBT. Participação da vereadora de São Paulo Érika Hilton; Lázaro Silva, da Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids no Rio de Janeiro; Rafaela Queiroz, psicóloga que integra o Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas, e a artivista Maria Sil.

Local: Canal do Youtube.

Sexta-feira 03/12

Publicidade

Às 14h – Intersexo: Precisamos conversar.

Pela primeira vez a Semana da Diversidade fará uma mesa para conversar sobre as pessoas intersexuais, aquelas que naturalmente desenvolvem características sexuais que não se encaixam nas noções típicas de sexo feminino ou sexo masculino, não se desenvolvem completamente como nenhuma delas ou desenvolvem naturalmente uma combinação de ambas. Local: Canal do Youtube.

Sábado 04/12

Às 14h – Caminhada da Diversidade.

Local de concentração: Calçadão da Andrade Neves esquina com Voluntários da Pátria.

Percorrerá diversas ruas centrais até o Largo de Portugal, na antiga Estação Férrea de Pelotas, onde será inaugurada a pintura nas cores da diversidade na passarela que passa sobre o leito da viação férrea, fazendo ligação ao bairro Simões Lopes.

Domingo 5/12

Publicidade

Às 16h – Parada da Diversidade.

Local: Theatro Guarany.

Com público limitado a 300 pessoas, os ingressos para a Parada serão distribuídos no dia do evento, a partir do meio-dia, na portaria do Guarany, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. O evento respeitará as normas de segurança da pandemia do novo coronavírus, com distanciamento social, uso de máscaras dentro do theatro – somente os apresentadores e artistas poderão ficar sem máscaras enquanto estiverem no palco – e será exigida a apresentação de comprovante de vacinal na entrada. 

A Parada terá cinco apresentadores: Marcia Monks, as drag queens Abigail Foster e Cassie, o ator Raquim e a cantora Colibrisa. O evento será transmitido pelo canal do YouTube.

***

A Semana da Diversidade é uma realização da ONG Vale a Vida; Organização da Sociedade Civil (OSC) Gesto; Grupo Também; Coletivo Juliana Martinelli; Núcleo de Gênero e Diversidade da Universidade Federal de Pelotas (Nugen-UFPel); Núcleo de Gênero e Diversidade do Instituto Federal sul-rio-grandense (Nuged-IFSul); Grupo Autônomo de Mulheres de pelotas (Gamp) e Conselho de  Direitos da Cidadania LGBT de Pelotas.

Publicidade
Publicidade
Clique para comentar

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor.

Brasil e mundo

Síndrome de Burnout é reconhecida como fenômeno ocupacional pela OMS

Publicado

on

A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Publicidade

Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.

Ambiente de trabalho

A advogada Lívia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. Segundo Lívia, ocorreu um processo de sucateamento da companhia e o ambiente de trabalho não era bom.

Lívia conta que após assumir o cargo encontrou um espaço desestruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem apoio dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste a ela. Além disso, havia uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrava.

“O burnout veio em 2018. Eu percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, pois associava ao ambiente do trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter fortes crises de depressão e de ansiedade, insônia”, relata.

A advogada foi levada ao médico e foi afastada do trabalho. Em seguida, passou a atuar de forma remota, o que seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira. 

Publicidade

Continue Reading

Cultura e diversão

Cinema: King Richard, criando campeãs

Publicado

on

King Richard: Criando Campeãs é a cinebiografia de Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena Williams. Destinado a fazer de suas filhas futuras campeãs de tênis, Richard (Will Smith) utiliza métodos próprios e nada convencionais, em um plano feito especialmente para duas de suas cinco filhas, Serena (Demi Singleton) e Venus (Saniyya Sidney).  

Dirigido por Reinaldo Marcus Green e com o roteiro assinado por Zach Beylin, o longa é visto através da perspectiva do pai, em um drama familiar que mostra o protagonista lutando para oferecer as melhores condições para sua família, visão compartilhada com sua esposa, Oracene ‘Brandy’ Williams (Aunjanue Ellis). Eles desenvolveram uma rotina regrada e rígida, mas repleta de amor e harmonia familiar, com o objetivo de mantê-las longe das ruas e, consequentemente, das drogas. 

Richard é um homem negro tentando fazer suas filhas se destacarem em um esporte dominado por brancos ricos. Mesmo assim, ele continua persistente para tentar chamar a atenção de treinadores renomados, como Paul Cohen (Tony Goldwyn), treinador de John McEnroe e Pete Sampras, e Rick Macci (Jon Bernthal), treinador de Andy Roddick e Maria Sharapova e que, posteriormente, ganhou a fama ao treinar as irmãs Williams. 

Ainda nos anos 90, quando treinava as filhas, Richard disse que Venus seria número 1 do mundo, enquanto que Serena seria uma das maiores da história. Vamos aos fatos: Entre muitos títulos na carreira, Venus Williams foi 5 vezes campeã no lendário torneio de Wimbledon e foi a primeira afro-americana a liderar o ranking mundial.  Serena Williams já possui 23 títulos de Grand Slam e é uma das maiores atletas do esporte. E não é que ele acertou? 

Determinado, teimoso e até mesmo egoísta em algumas de suas convicções, a filosofia de Richard insiste em preservar o bem-estar de suas filhas para que não sejam exploradas e acabem ruindo como outras jovens atletas. No maior desempenho de sua carreira, Will Smith interpreta um dos personagens mais interessantes e complexos de sua filmografia, se destacando pela perfeição vocal e física, conseguindo passar toda a metodologia, determinação e inspiração do personagem. Com uma atuação intensa e poderosa, o Oscar nunca esteve tão perto. 

A fotografia de Robert Elswit, vencedor do Oscar por Sangue Negro, aposta nas cores quentes, e o desenho de produção e a direção de arte recriam a época com exatidão de detalhes, como a velha Kombi do pai, a casa da família, os cortes de cabelo e algumas roupas das jogadoras. Durante os créditos, vemos imagens reais e depoimentos da família Williams ao som de “Be Alive”, de Beyoncé. Uma pena que o filme tenha deixado de lado o início da carreira e todo o talento de Serena Williams. 

Publicidade

Envolvente e emocionante, King Richard: Criando Campeãs trata da perseverança em tornar seus sonhos realidade.  

Continue Reading

Brasil e mundo

Obra de Siron Franco, com manequins, lembra mortos por covid-19

Publicado

on

A instalação Renascimento, formada por 365 manequins suspensos, vai homenagear as vítimas da pandemia de covid-19 e os profissionais de saúde. A obra do artista plástico Siron Franco estará exposta a partir deste sábado (15) no jardim do museu Casa das Rosas, na Avenida Paulista, em São Paulo. 

A sede do museu passa por uma reforma, mas segue com atividades na área externa. A mostra é uma parceria com o Museu da Imagem e do Som, que também é um equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

A inspiração para a obra veio quando Franco retirou um manequim do ateliê em Aparecida de Goiânia, em Goiás, e pendurou em um varal. Os bonecos, com diferentes volumes e tamanhos, estarão suspensos na Casa das Rosas por um cabo de aço a seis metros do chão. 

No texto de divulgação da instalação, o artista explica: “Os que se foram, representados pelos manequins, bradam pela integração dos povos, pela compreensão que devemos amar a nossa espécie e pela defesa da igualdade e dos direitos inalienáveis de todos. Nas roupas, estará estampada a frase ‘Viva a Diferença, Viva a Humanidade, Viva a América Latina!’, que reforça esse clamor.” 

Siron Franco começou vendendo retratos e, em 1965, passou a se concentrar nos desenhos. Morou em São Paulo entre 1969 e 1971 e fez parte do grupo responsável pela exposição “Surrealismo e Arte Fantástica”, na Galeria Seta.

Ele alcançou reconhecimento como pintor na 12ª Bienal Nacional de São Paulo, recebendo o prêmio de destaque. Foi também premiado na 13ª edição. Em 1980, foi considerado o melhor pintor do ano. Ele tem obras expostas no Metropolitan Museum of Arts (The Met), em Nova York.

Outras atividades

Enquanto a Casa das Rosas passa por restauração, o jardim vem sendo ocupado. As obras no prédio histórico de 1935 começaram em 18 de outubro do ano passado. O espaço é conhecido como um símbolo de preservação da memória na capital paulista. Outras ações baseadas na instalação também estão sendo realizadas, como oficinas literárias. 

Publicidade

A oficina Ficções Vida, que ocorre nos dias 18, 20 e 27 de janeiro, das 18h às 20h, vai estimular a produção de “pequenas biografias ficcionais de personagens que foram vítimas da covid-19, abordando desde a dimensão humana à social”.

Brasília - O artista plástico Siron Franco fala à imprensa sobre a projeção de uma cachoeira na cúpula do Museu Nacional da República para alertar sobre a importância do cuidado com o uso da água (Valter Campanato/Agência Brasil)

O artista plástico Siron Franco homenageará vítimas da Covid-19 (Valter Campanato/Agência Brasil)

Já a oficina Poesia de luto e de luta será nos dias 10, 15 e 17 de fevereiro, no mesmo horário. A proposta é que os participantes escrevam “sobre a morte no poema a partir da dor pessoal e coletiva”. Partes dos textos serão expostas posteriormente, junto com a obra de Simon Franco. As inscrições podem ser feitas no site da Casa das Rosas

Continue Reading



Publicidade
Publicidade
Publicidade

Em alta