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Especial

Comitê UFPel alerta para necessidade de medidas extras para enfrentar covid em Pelotas

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Aumento do número de casos pressiona o sistema de saúde

Pelotas, 25 de janeiro de 2022

O Comitê UFPel Covid-19 vem por meio de nota técnica sinalizar a piora do cenário da
epidemia de Covid-19 em Pelotas, resultante da circulação da variante ômicron, e chamar atenção para a ocupação máxima de leitos de UTI no município.

Há três semanas o município de Pelotas apresenta forte aumento no número de casos, sendo que nas duas últimas semanas o município experimentou números recordes, alcançando na semana epidemiológica 3 (16 a 22 de janeiro) 2736 casos novos (Gráfico 1), ou seja, 798 casos novos a cada 100.000 habitantes, muito acima do ponto de corte de 100 casos novos a cada 100.000 habitantes por semana considerado pelo Centro de Controle de Doenças como situação de alta transmissão.

Embora o número de pessoas com vacinação completa e com dose de reforço reduzam o quantitativo de casos graves com internação em enfermaria, UTI e óbitos, em comparação com o que ocorreu no ano passado, é esperado que este quantitativo muito alto de casos pressione o sistema de saúde. O Painel Covid-19 do município indica 16 pessoas em leitos de UTI, com 100% de ocupação.

Pelotas tem recorde de infectados: 1314 em 24 horas. Todos os leitos estão ocupados

Sabe-se que este número é bastante inferior ao número de leitos covid-19 disponíveis no pico da epidemia que era em torno de 60. Entretanto, preocupa que o município venha a enfrentar dificuldades para ampliar leitos. Sabe-se que um grande número de profissionais de saúde que estão afastados por estarem contaminados, além disso a grande exaustão enfrentada pelos profissionais de saúde, depois de 2 anos de pandemia, limita a possibilidade de expandir a carga horária.

O percentual da população geral de Pelotas com vacinação completa está em 68%, aquém do percentual do estado do RS como um todo que é de 72%. Apesar da importância da dose de reforço para evitar casos graves provocados pela variante ômicron, o percentual da população geral de Pelotas com dose de reforço é de apenas 22%. Ainda existem, inclusive, muitos idosos que não receberam a dose de reforço.

Diante disso, o comitê enfatiza a necessidade de ampliar as medidas de distanciamento social, a ventilação cruzada dos ambientes e o uso correto de máscaras de boa qualidade. Sabe-se que as máscaras de tecido oferecem proteção variável, portanto deve ser estimulado o uso de máscaras PFF2 ou N95 especialmente em locais em que ocorrem grande número de contatos e como segunda opção as máscaras cirúrgicas.

É necessário acelerar a vacinação das crianças e fazer busca ativa daqueles que estão com dose de reforço pendente ou com vacinação incompleta. É importante ampliar ao máximo o acesso a testagem e a orientação para o isolamento daqueles com resultado positivo. O isolamento desde o início dos sintomas ou a partir do resultado positivo do teste é o mais adequado para promover a interrupção da transmissão.

É preciso buscar estratégias para evitar as longas filas para vacinação e testagem, tanto porque elas são uma barreira para o acesso, quanto pelo fato de se tornarem um foco de aglomeração e contaminação. Além disso, é fundamental monitorar a situação dos profissionais de saúde. O suporte social para a população em estado de vulnerabilidade deve ser fortalecido, garantindo, entre outros aspectos, a distribuição de máscaras de boa qualidade e apoio para aqueles que precisam fazer isolamento.

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Especial

Que os sintomas voltem a ser dramas

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“A função do terapeuta é fazer com que os sintomas voltem a ser dramas existenciais” (Maurizio Andolfi)

Se você sente palpitações, sua frio e acha que vai morrer do coração, mas os médicos não encontram nada de errado nos seus exames, você está tendo um episódio de síndrome do pânico, uma das formas mais frequentes de ansiedade aguda nos dias de hoje.

Palpitações, suor, medo de morrer, são o que se chama de “sintomas”, enquanto a síndrome do pânico é o diagnóstico do seu tipo de transtorno. O que psiquiatras e psicólogos sabem é que os seus sintomas, antes de se tornarem sintomas, eram angústias, temores, conflitos, ou seja, emoções e pensamentos desagradáveis que você queria evitar, por isso eles foram tirados do seu pensamento e depositados no seu inconsciente.

Quando Anfolfi diz que “a função do terapeuta é fazer com que os sintomas voltem a ser dramas existenciais”, ele está dizendo que para que a terapia funcione é preciso descobrir o que está “´por trás” daquelas palpitações, do suor, do medo de morrer.

Trazer os conteúdos do inconsciente à tona, durante a terapia, para serem examinados num ambiente de empatia, onde se possam encontrar outras alternativas existenciais para aqueles sentimentos e ideias desagradáveis.

Se chama de “repressão” o mecanismo psicológico que faz com que uma vivência desagradável, em vez de ser resolvida, vá ser depositada, “escondida”, no inconsciente. Isso acontece desde a infância, são os sentimentos e pensamentos “não aceitos” no ambiente em que você vive, que são reprimidos e você “se esquece” deles, mas eles estão lá no fundo, bem guardados.

Uma criança se sente frágil e vulnerável diante dos adultos, necessita de afeto, cuidados, aceitação, assim começamos é que surge a “incongruência” entre o que vivenciamos e o que temos consciência. Por exemplo, não gostamos de algo, mas não é permitido não gostar. Ou o contrário, gostamos de algo, mas é “feio” gostar. Imagine qualquer coisa que você gostasse ou não na sua infância, mas isso não era permitido a você.

Lembro de uma sessão de terapia de família onde um paciente já adulto contava seus sintomas e o psiquiatra respondeu assim: “Isso não é nada, diante de ver sua mãe colocar o seu padrasto para dentro de casa”. O terapeuta captara os sentimentos de ciúmes do filho diante do novo relacionamento da mãe, mas ter ciúmes da mãe não era aceito socialmente.

Os exemplos são infinitos, pense nas suas emoções reprimidas, pense nos seus dramas existenciais, pense nos seus sintomas e observe se há uma associação entre as duas coisas. Os medicamentos e a psicoterapia são métodos para resolver sofrimentos que se apresentam como sintomas psiquiátricos mas que tem como pano de fundo sofrimentos humanos, profundamente humanos.

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Cultura e diversão

Gaúcho ou gauchesco?

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Gaúcho não é um termo brasileiro, mas castelhano, e embora seu significado seja controverso, não era um elogio, surgiu como uma ofensa, uma discriminação, até ser revertido em um motivo de orgulho para os habitantes de uma região, nosso estado. Isso é demonstrado em documentos antigos, o primeiro de 1771, de Maldonado (Uruguai), e o segundo em Montevidéu em 1780, que diz claramente que “no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos”.

Nos últimos 250 anos o mundo mudou completamente e a inversão do sentido da palavra é o menos surpreendente, diante das outras reviravoltas: nosso território passou ao domínio português, os índios e jesuítas das Missões foram massacrados, o Brasil se libertou de Portugal.

A palavra foi evoluindo – no próprio uso popular – para passar a denominar quem estivesse envolvido com a pecuária, com o couro, em uma vasta região do sul da Amárica do Sul, incluindo Uruguai, Argentina e Paraguai, além do Rio Grande do Sul.

Com a expressão assumindo conceito positivo, e motivo de orgulho do homem do campo, foi surgindo também uma cultura gaúcha, registrando os costumes, a fala, os valores, o jeito de ser dessa população. Um dos mais populares foi Martin Fierro, de José Hernández, um sucesso de público e de crítica. Já outros textos mais exibiam expressões gauchescas do que um conteúdo significativo.

Jorge Luís Borges, o maior escritor argentino de todos os tempos, fez uma ironia distinguindo os escritos “gaúchos” dos “gauchescos”, onde os primeiros seriam os autênticos e os segundos os que exibiam palavras gaudérias para “parecerem gaúchos”.

Uma exceção a essa “regra” são os “Contos Gauchescos” de Simões Lopes Neto, uma obra-prima da literatura brasileira, onde as muitas expressões gauchescas não são artificiais, mas uma reprodução da fala oral dos personagens do campo.

Martin Fierro, por sua vez, mesmo sendo um poema popular– um texto gaúcho “raiz” – tem expressões elevadas como o trecho em que define o que é o tempo. É numa trova entre Martin e Moreno, um primor de versos, que mostra que a simplicidade da forma não impede a beleza e a elevação: Moreno, voy a decir, / Sigún mi saber alcanza: / El tiempo sólo es tardanza / De lo que está por venir; / No tuvo nunca principio / Ni jamás acabará,/ Porque el tiempo es una rueda. / Y rueda es eternidá. / Y si el hombre lo divide, / Sólo lo hace, en mi sentir, / Por saber lo que ha vivido / O le resta que vivir “.

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Cultura e diversão

A felicidade

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Vivemos uma época de simplificações, “memes”, como se diz. Um de meus problemas sempre foi a certeza de que, por baixo da felicidade, há inevitavelmente um problema. Algo como a lagoa do Laranjal: linda, desde que não mergulhemos nela. Sempre há um furo na história perfeita. Porque, sendo perfeita, não pode ser humana.

Chaplin, um artista de quem gosto muito, escreveu: “Não precisei ir aos livros para saber que o tema da vida é conflito e dor”. Críticos disseram que ele era melancólico, triste. Chaplin não gostou. “Estão errados. Eu sou um otimista”. Um otimista não é necessariamente feliz. Mas, com sua atitude, presta um grande serviço à humanidade. Apesar dos problemas em que seu patético personagem se mete, sempre termina suas aventuras caminhando sozinho, de costas para a câmera, numa estrada poeirenta, rumo à próxima decepção, a superação desta e o lançar-se em busca de novas aventuras. Sucessivos calvários e ressurreições.

O vagabundo de Chaplin era tão sonhador quanto outro personagem, Dom Quixote, mas nunca louco e alheio como este. Em Chaplin, cada poro de seu mirrado corpo desprovido é hiper consciente da realidade. Tudo nele é mecanismo de defesa em relação ao mundo real. Mais associal que antissocial, o personagem aspira ingressar na sociedade, só não nos termos dela. Existe, mas não se encaixa no mundo. Na verdade, o problema do personagem é maior: quer que o mundo se ajuste a ele (será que isso lhe parece familiar?) Não por acaso Chaplin se tornou um mito mundial: fez a plateia rir do próprio desespero, do seu desamparo diante da natureza, de sua inadequação. Não conheço nada mais genial, e reconfortante, do que isso.

Tenho me interessado por outro pensador, este contemporâneo: o psicólogo Jordan Peterson. Sobre a felicidade, o canadense diz o mesmo que Chaplin. Para ele, a finalidade da vida não é a felicidade. “A realidade é sofrimento e tragédia. Você não vai querer viver a vida se entregando aos prazeres, até porque isso é impossível. No final, você vai querer ser o cara que construiu a arca” (referência a Noé). Diz ainda: “Todos nós carregamos fardos. A vida consiste em assumir responsabilidades, mirar alto e agir. Isto é o que vai fazer atravessar os percalços de existir. Se você fizer isso, talvez, naquela meia hora de paz no fim da tarde, você encontre a sua felicidade”.

Freud, o homem que explica tudo, diz em essência o mesmo: “A felicidade humana está em desacordo com a natureza, onde tudo a contraria. A felicidade não foi incluída na Criação”, escreveu. Já Kafka é radical: “Há salvação. Só não para nós”. Woody Allen invoca o humor judaico: “O que eu acho da vida? Não é um bom negócio”.

Sempre gostei dos pensadores realistas. Esses seres que se esforçam para ver as coisas como elas são, e só então, desiludidos, estabelecem os termos em que vão viver, inclusive para influir significativamente. É difícil. Uma pessoa que se propõe a enxergar as coisas como elas são, logo aprende a desconfiar, inclusive de si mesmo. Viver com medo (em estado de defesa contra a realidade) não é bom. Mas viver em negação é melhor? A experiência mostra que não adianta fugir. Chega uma hora em que o fardo pede passagem, com os problemas entulhados no sótão desabando pelo alçapão.

É difícil ver as coisas como são porque, quem consegue, se vê, de repente, sozinho com a decepção, com esta lhe apontando o dedo, contraditando certezas e exigindo coerência. Como ninguém fica de papo com a decepção, talvez só nos consultórios, em geral voltamos para o corredor de espera. É onde nos encontramos: no corredor, batendo cabeças. Ou então, ingressando numa igreja, onde o requisito de admissão é ter vocação para Cristo, o que uma form de evitar bater cabeça, escondendo-a.

É difícil confiar em si mesmo. Imagine, agora que se avizinha mais uma eleição, confiar em quem se propõe a representar os outros. Imagine a cara de pau que a tarefa de ser aprovado pela maioria exige, sem desviar da coerência. Provável que não haja pretensão maior. Uma personalidade narcísica e, em consequência, uma atitude cínica. Eis as duas exigências do papel principal na mais antiga das peças: A Mediação dos Intermináveis Conflitos Humanos.

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No passado, Lula foi eleito dizendo que a esperança venceu o medo. Acreditamos por um tempo. Então veio a decepção. Confiança demais nos outros, problema de sempre. Já Bolsonaro diz: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”. Seria caso de perguntar: Acima inclusive da esperança? Se for, chegamos a um estágio perigoso. Quase sempre temos estado aquém das possibilidades, nunca além.

Chaplin pode ter atingido o teto da meta: gargalhar do próprio desespero, encarando-o com disposição de ânimo. Sem nada para matar a fome, comer uma bota, fazendo de conta que é um frango; chupar os pregos da bota como se fossem ossinhos da sorte, sabendo o tempo todo que são bota e pregos, nunca se enganando. Apesar dos desenganos, Smile!, como seguiu recomendando aquele emoji de 1968 chamado Smiley (foto). Hoje flutua nas ondas da internet a seguinte mensagem: “O maior negócio da vida é sorrir. Eventualmente, os outros acreditarão”.

Eu acredito que todas as verdades essenciais já foram ditas. Ter ciência delas não nos tem conformado. Sem solução que dure, a saída elementar continua a de Chaplin: Smile!, depois materializada na figurinha do Smiley, hoje trivial nos emojis das redes sociais. Há uma ironia, uma tristezinha na sugestão. Mas, se não for ela, o que será?

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