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Opinião

2021: mais um ano de covid e de extensão rural em Pelotas

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Por Robson Becker Loeck e Rodrigo Bubolz Prestes (*)

Da mesma forma que em 2020, o Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Pelotas não “parou” em 2021. Responsável pela assistência técnica e extensão rural e social oficial no município, prestou serviços para 1.216 pessoas, entre elas, agricultores familiares, assentados da reforma agrária, indígenas, pescadores artesanais e quilombolas, totalizando 10.600 atendimentos, o correspondente a uma média de 11 por família.

Com a continuidade da pandemia, contratempos novamente impossibilitaram o desenrolar “normal” das atividades planejadas. Para se ter uma ideia, enquanto em 2020 apenas um integrante da equipe contraiu Covid, em 2021, foram três colegas “positivados”, que acabaram por impor os devidos cuidados protocolares de prevenção e a diminuição da capacidade operativa. Contudo, isso não foi impeditivo para a realização de variados tipos de esforços para atender e não prejudicar os agricultores familiares, tornando possível, por exemplo, que o acesso a recursos de programas governamentais chegasse ao valor de R$ 11.087.967,95.

O título de Instituição Emérita, concedido pela Câmara de Vereadores de Pelotas no segundo semestre do ano, acabou por ser uma grata surpresa e demonstrou que estávamos seguindo em bons caminhos.

Quem acompanha mais de perto a Emater/RS-Ascar sabe que atuamos em várias frentes e em parceria com outras instituições que se fazem presentes no rural. Aqui em Pelotas temos que destacar a Prefeitura, com a qual temos um contrato de trabalho, e, em especial, duas secretarias municipais: a de Desenvolvimento Rural e a de Assistência Social. Entre as ações realizadas, podemos ressaltar as que buscam a garantia da segurança alimentar de famílias em vulnerabilidade social, a agroindustrialização, a preservação de água e a organização de aberturas das colheitas e feiras: do Camarão, do Morango, da Uva, do Peixe, do Pêssego e do Pavilhão da Agricultura Familiar na Expofeira.

O Escritório de Pelotas preocupa-se também em participar de espaços representativos e de conselhos formalmente instituídos, pois entende que são importantes espaços de controle social, de proposição e aprovação de políticas públicas. São eles: Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural; Conselho Municipal dos Direitos da Mulher; Conselho Municipal de Proteção Ambiental; Conselho Municipal de Assistência Social; Comitê Gestor Municipal Quilombola; Comitê Gestor da Feira do Pescador; e Fórum da Agricultura Familiar.

Quanto a atuação propriamente dita no rural, o norte do trabalho no último ano foi garantir aos agricultores familiares o bom uso do solo, a segurança e soberania alimentar, a organização coletiva e o acesso ao trabalho e a renda, priorizando nesse processo algumas culturas, cadeias e empreendimentos: agroindústrias, bovinos de leite, milho, morango, olericultura, pesca artesanal e pêssego.

Atuou-se fortemente na organização de grupos de agricultores, sejam eles, informais ou formais (associações e cooperativas), para incentivar e qualificar a comercialização, como também, em projetos com impactos ambientais positivos, geradores de desenvolvimento humano e do rural de modo sustentável. Entre eles, citamos aqui a criação e o assessoramento para seis grupos informais de agricultores participantes do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o assessoramento para grupos informais de produtores de morango, pêssego, uva e para pescadores artesanais, proporcionando, respectivamente, as suas participações na Feira do Morango, Feira do Pêssego, Feira da Uva e Feira do Peixe.

Para se ter uma ideia, o PAA de R$ 400.000,00 e desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social (SAS), contemplou 62 famílias de agricultores familiares e beneficiou os serviços ofertados pela própria Secretaria (CRAS, Centro POP e Serviços de Acolhimento Institucional) e mais 13 entidades locais que atendem pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade: CERENEPE; Asilo de Mendigos de Pelotas; Centro Social e Cultural Evangélico Bethel; Casa Santo Antônio do Menor; Associação Amar; Grupo Vale a Vida; APAE; Instituto de Menores Dom Antônio Zattera, Centro da Criança São Luiz Gonzaga; Instituto São Benedito; Restaurante Popular de Pelotas, Serviço Residencial Terapêutico II – SMS e Santa Casa de Misericórdia de Pelotas.

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O sucesso das feiras municipais acreditamos ser fruto da parceria com a SDR e o desenvolvimento cotidiano de um trabalho de assessoramento (visitas e reuniões técnicas) junto as famílias para que participem e comercializem a sua produção in natura em diversos pontos da área urbana de Pelotas. Nesse processo acabaram por ser diretamente beneficiadas 17 famílias produtoras de morango, 10 famílias produtoras de pêssego, 5 famílias produtoras de uva, 50 famílias de pescadores artesanais e, na Expofeira Pelotas, 10 famílias possuídas de agroindústrias, 1 família produtora de flores, 3 famílias produtoras de artesanato, e os indígenas das duas aldeias localizadas no interior do município.

No quesito ambiental e de desenvolvimento sustentável, duas ações valem ser citadas: uma no âmbito do Programa Segunda Água, que ao todo contemplou 29 famílias (agricultores familiares, indígenas e quilombolas), e outra que realizou o monitoramento da mosca das frutas.

A finalização do Segunda Água, Programa do Governo do RS, possibilitou a construção de microaçudes e a instalação de pequenos sistemas de irrigação nas propriedades, que contribuem agora para assegurar a segurança alimentar e hídrica das famílias, minimizando a ocorrência de escassez de água e possibilitando a produção para o autoconsumo e comercialização do excedente. Para o aperfeiçoamento do controle da mosca das frutas, foi realizada em conjunto com outras instituições parceiras a coleta de dados em duas propriedades rurais e os resultados utilizados para um melhor manejo na cultura do pêssego, contemplando assim as demais propriedades para o uso racional e eficiente de inseticidas.

É válido nessa “prestação de contas”, feita com a ciência de que a nossa existência se deve aos agricultores e a sociedade como um todo, acrescentar, ainda que brevemente, algumas ações específicas com alguns públicos, ressaltado que em todos eles as famílias em situação vulnerável tiveram acesso, ao longo do ano, a cestas de alimentos ofertadas pela SAS e por outras instituições.

No assentamento de reforma agrária as famílias tiveram acesso ao Fomento Produtivo às Atividades Rurais (R$ 2.400,00), do governo federal, e aos Créditos Instalação do Incra nas modalidades Apoio Inicial (R$ 5.200,00) e Fomento Mulher (5.000,00).

Os indígenas foram contemplados de diferentes formas. Com recursos financeiros ofertados pelo Rotary Club Pelotas Oeste e projeto técnico feito pela Emater/RS-Ascar, a aldeia Kaingang (Gyró) recebeu 50 plantas frutíferas, entre elas, amoreiras, laranjeiras, bergamoteiras, framboeseiras, figueiras, limeiras, limoeiros e mirtilos. Essa mesma comunidade acabou por receber a doação de 484 kg de alimentos, oriundos da Ação Solidária promovida por várias entidades durante a 95ª Expofeira de Pelotas.

A aldeia Guarani (Kapi’i Ovy) foi contemplada com kits de materiais previamente definidos pelo Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI) e, conforme Termo de Colaboração firmado entre a Emater/RS-Ascar e a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), foram entregues telhas, pregos, tábuas e materiais para a confecção de artesanato (anilina, miçangas e rolo de linha de nylon), que resultou em peças e na construção de um chiqueiro e qualificação a área utilizada para a prática da avicultura.

Ambas as aldeias também participam do Projeto Semeando nas Aldeias, promovido pela Seapdr e executado pela Emater/RS-Ascar, tendo recebido para a agricultura de subsistência sementes de feijão, de milho e kits de sementes de hortaliças (melancia, mogango, abóbora, moranga, repolho e melão).

As famílias quilombolas, no total de 30, também receberam as mesmas sementes de feijão e de milho. Ao todo foram 300 quilos de sementes distribuídas nos quilombos do Algodão, Alto do Caixão e Vó Elvira, com a contrapartida de que as famílias produzam sementes para a próxima safra, contribuindo assim para a continuidade da segurança e soberania alimentar da própria família e das demais da comunidade quilombola.

Por fim, ao terminar esse breve relato, não poderíamos deixar de mencionar a realização da exitosa campanha Seja Solidário: Doe Roupas e de agradecer a todos que nela se envolveram e acabaram por minimizar, no rigoroso inverno de 2021, a situação de muitas famílias em vulnerabilidade social da zona rural de Pelotas.

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(*) Robson Becker Loeck (sociólogo) e Rodrigo Bubolz Prestes (engenheiro agrônomo) são extensionistas rurais e integrantes da equipe do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Pelotas. E-mail: empelota@emater.tche.br

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Especial

Que os sintomas voltem a ser dramas

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“A função do terapeuta é fazer com que os sintomas voltem a ser dramas existenciais” (Maurizio Andolfi)

Se você sente palpitações, sua frio e acha que vai morrer do coração, mas os médicos não encontram nada de errado nos seus exames, você está tendo um episódio de síndrome do pânico, uma das formas mais frequentes de ansiedade aguda nos dias de hoje.

Palpitações, suor, medo de morrer, são o que se chama de “sintomas”, enquanto a síndrome do pânico é o diagnóstico do seu tipo de transtorno. O que psiquiatras e psicólogos sabem é que os seus sintomas, antes de se tornarem sintomas, eram angústias, temores, conflitos, ou seja, emoções e pensamentos desagradáveis que você queria evitar, por isso eles foram tirados do seu pensamento e depositados no seu inconsciente.

Quando Anfolfi diz que “a função do terapeuta é fazer com que os sintomas voltem a ser dramas existenciais”, ele está dizendo que para que a terapia funcione é preciso descobrir o que está “´por trás” daquelas palpitações, do suor, do medo de morrer.

Trazer os conteúdos do inconsciente à tona, durante a terapia, para serem examinados num ambiente de empatia, onde se possam encontrar outras alternativas existenciais para aqueles sentimentos e ideias desagradáveis.

Se chama de “repressão” o mecanismo psicológico que faz com que uma vivência desagradável, em vez de ser resolvida, vá ser depositada, “escondida”, no inconsciente. Isso acontece desde a infância, são os sentimentos e pensamentos “não aceitos” no ambiente em que você vive, que são reprimidos e você “se esquece” deles, mas eles estão lá no fundo, bem guardados.

Uma criança se sente frágil e vulnerável diante dos adultos, necessita de afeto, cuidados, aceitação, assim começamos é que surge a “incongruência” entre o que vivenciamos e o que temos consciência. Por exemplo, não gostamos de algo, mas não é permitido não gostar. Ou o contrário, gostamos de algo, mas é “feio” gostar. Imagine qualquer coisa que você gostasse ou não na sua infância, mas isso não era permitido a você.

Lembro de uma sessão de terapia de família onde um paciente já adulto contava seus sintomas e o psiquiatra respondeu assim: “Isso não é nada, diante de ver sua mãe colocar o seu padrasto para dentro de casa”. O terapeuta captara os sentimentos de ciúmes do filho diante do novo relacionamento da mãe, mas ter ciúmes da mãe não era aceito socialmente.

Os exemplos são infinitos, pense nas suas emoções reprimidas, pense nos seus dramas existenciais, pense nos seus sintomas e observe se há uma associação entre as duas coisas. Os medicamentos e a psicoterapia são métodos para resolver sofrimentos que se apresentam como sintomas psiquiátricos mas que tem como pano de fundo sofrimentos humanos, profundamente humanos.

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Cultura e diversão

A felicidade

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Vivemos uma época de simplificações, “memes”, como se diz. Um de meus problemas sempre foi a certeza de que, por baixo da felicidade, há inevitavelmente um problema. Algo como a lagoa do Laranjal: linda, desde que não mergulhemos nela. Sempre há um furo na história perfeita. Porque, sendo perfeita, não pode ser humana.

Chaplin, um artista de quem gosto muito, escreveu: “Não precisei ir aos livros para saber que o tema da vida é conflito e dor”. Críticos disseram que ele era melancólico, triste. Chaplin não gostou. “Estão errados. Eu sou um otimista”. Um otimista não é necessariamente feliz. Mas, com sua atitude, presta um grande serviço à humanidade. Apesar dos problemas em que seu patético personagem se mete, sempre termina suas aventuras caminhando sozinho, de costas para a câmera, numa estrada poeirenta, rumo à próxima decepção, a superação desta e o lançar-se em busca de novas aventuras. Sucessivos calvários e ressurreições.

O vagabundo de Chaplin era tão sonhador quanto outro personagem, Dom Quixote, mas nunca louco e alheio como este. Em Chaplin, cada poro de seu mirrado corpo desprovido é hiper consciente da realidade. Tudo nele é mecanismo de defesa em relação ao mundo real. Mais associal que antissocial, o personagem aspira ingressar na sociedade, só não nos termos dela. Existe, mas não se encaixa no mundo. Na verdade, o problema do personagem é maior: quer que o mundo se ajuste a ele (será que isso lhe parece familiar?) Não por acaso Chaplin se tornou um mito mundial: fez a plateia rir do próprio desespero, do seu desamparo diante da natureza, de sua inadequação. Não conheço nada mais genial, e reconfortante, do que isso.

Tenho me interessado por outro pensador, este contemporâneo: o psicólogo Jordan Peterson. Sobre a felicidade, o canadense diz o mesmo que Chaplin. Para ele, a finalidade da vida não é a felicidade. “A realidade é sofrimento e tragédia. Você não vai querer viver a vida se entregando aos prazeres, até porque isso é impossível. No final, você vai querer ser o cara que construiu a arca” (referência a Noé). Diz ainda: “Todos nós carregamos fardos. A vida consiste em assumir responsabilidades, mirar alto e agir. Isto é o que vai fazer atravessar os percalços de existir. Se você fizer isso, talvez, naquela meia hora de paz no fim da tarde, você encontre a sua felicidade”.

Freud, o homem que explica tudo, diz em essência o mesmo: “A felicidade humana está em desacordo com a natureza, onde tudo a contraria. A felicidade não foi incluída na Criação”, escreveu. Já Kafka é radical: “Há salvação. Só não para nós”. Woody Allen invoca o humor judaico: “O que eu acho da vida? Não é um bom negócio”.

Sempre gostei dos pensadores realistas. Esses seres que se esforçam para ver as coisas como elas são, e só então, desiludidos, estabelecem os termos em que vão viver, inclusive para influir significativamente. É difícil. Uma pessoa que se propõe a enxergar as coisas como elas são, logo aprende a desconfiar, inclusive de si mesmo. Viver com medo (em estado de defesa contra a realidade) não é bom. Mas viver em negação é melhor? A experiência mostra que não adianta fugir. Chega uma hora em que o fardo pede passagem, com os problemas entulhados no sótão desabando pelo alçapão.

É difícil ver as coisas como são porque, quem consegue, se vê, de repente, sozinho com a decepção, com esta lhe apontando o dedo, contraditando certezas e exigindo coerência. Como ninguém fica de papo com a decepção, talvez só nos consultórios, em geral voltamos para o corredor de espera. É onde nos encontramos: no corredor, batendo cabeças. Ou então, ingressando numa igreja, onde o requisito de admissão é ter vocação para Cristo, o que uma form de evitar bater cabeça, escondendo-a.

É difícil confiar em si mesmo. Imagine, agora que se avizinha mais uma eleição, confiar em quem se propõe a representar os outros. Imagine a cara de pau que a tarefa de ser aprovado pela maioria exige, sem desviar da coerência. Provável que não haja pretensão maior. Uma personalidade narcísica e, em consequência, uma atitude cínica. Eis as duas exigências do papel principal na mais antiga das peças: A Mediação dos Intermináveis Conflitos Humanos.

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No passado, Lula foi eleito dizendo que a esperança venceu o medo. Acreditamos por um tempo. Então veio a decepção. Confiança demais nos outros, problema de sempre. Já Bolsonaro diz: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”. Seria caso de perguntar: Acima inclusive da esperança? Se for, chegamos a um estágio perigoso. Quase sempre temos estado aquém das possibilidades, nunca além.

Chaplin pode ter atingido o teto da meta: gargalhar do próprio desespero, encarando-o com disposição de ânimo. Sem nada para matar a fome, comer uma bota, fazendo de conta que é um frango; chupar os pregos da bota como se fossem ossinhos da sorte, sabendo o tempo todo que são bota e pregos, nunca se enganando. Apesar dos desenganos, Smile!, como seguiu recomendando aquele emoji de 1968 chamado Smiley (foto). Hoje flutua nas ondas da internet a seguinte mensagem: “O maior negócio da vida é sorrir. Eventualmente, os outros acreditarão”.

Eu acredito que todas as verdades essenciais já foram ditas. Ter ciência delas não nos tem conformado. Sem solução que dure, a saída elementar continua a de Chaplin: Smile!, depois materializada na figurinha do Smiley, hoje trivial nos emojis das redes sociais. Há uma ironia, uma tristezinha na sugestão. Mas, se não for ela, o que será?

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Cultura e diversão

O homem do norte. Por Déborah Schmidt

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O Homem do Norte segue a história de vingança do príncipe Amleth (Alexander Skarsgård) que, quando criança, testemunhou seu pai, o rei Aurvandil War-Raven (Ethan Hawke), ser brutalmente assassinado por seu irmão, Fjölnir The Brotherless (Claes Bang), que ainda sequestrou sua mãe, a rainha Gudrún (Nicole Kidman). Vinte anos depois ele retorna determinado a salvar sua mãe, vingar seu pai e matar seu tio.

Um dos diretores mais interessantes da atualidade, Robert Eggers se destacou logo com seus primeiros filmes, os excelentes A Bruxa (2015) e O Farol (2019), duas produções de terror aclamadas. Para seu próximo projeto, o cineasta saiu de sua zona de conforto e embarcou em uma trama de ação e aventura, em uma ambiciosa saga viking. O roteiro de Eggers e Sjón é baseado na lenda de Amleth, conhecida como inspiração para a criação da clássica peça Hamlet, de William Shakespeare. O longa explora uma história típica dos nórdicos antigos, acertando no drama familiar e na jornada de vingança.  

Como o protagonista, Alexander Skarsgård demonstra toda sua entrega (física, principalmente) ao viver a versão adulta do guerreiro Amleth. Revelada em A Bruxa, a talentosa Anya Taylor-Joy tem um papel coadjuvante como Olga, mas rouba a cena com seu magnetismo e por estar ligada aos elementos místicos do longa, assim como os personagens de Willem Dafoe e Björk.

Visualmente espetacular, a direção de fotografia de Jarin Blaschke, que trabalhou com Eggers em seus dois filmes anteriores, se destaca pela composição de ambientes naturais. Se tratando de um épico viking, a produção aposta em cenas de lutas com violência e selvageria, e também mostra autenticidade e fidelidade na impressionante recriação do visual e dos costumes vikings.  

O Homem do Norte detalha com perfeição uma saga viking, em uma história de vingança e brutalidade que flerta com o misticismo. Um espetáculo artístico e grandioso.  

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