O prefeito Fernando Marroni defendeu nesta terça (17) uma compensação financeira à região pelos “28 anos das praças de pedágio que cobraram uma das tarifas mais caras do Brasil. Ele a classificou de extorsão”.
Ele defendeu a proposta durante audiência pública realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres para debater o novo modelo de exploração das rodovias da zona sul do Estado.
“É inadmissível que sejam previstas no novo modelo de exploração praças de pedágio dentro dos municípios, como ocorreu no modelo anterior – cujo contrato expirou no dia 3 deste mês”.
O prefeito defendeu ainda prazo maior para que Pelotas e região se mobilizem e discutam a concessão em profundidade.
“Nós precisamos de manutenção das estradas, socorro, atendimento aos usuários. É uma exigência dos novos tempos, para que tenhamos rodovias em boas condições. O problema sempre foi o valor desse pedágio”, reafirmou o prefeito.
O novo modelo de concessão nas BRs 116 e 392, denominado Rota Portuária do Sul, vai abranger 13 municípios, a partir de Camaquã até Jaguarão, pela 116, e do porto do Rio Grande a Santana da Boa Vista, pela 392.
De acordo com a apresentação dos técnicos da ANTT na audiência desta terça-feira – a terceira, as anteriores foram em Brasília e em Porto Alegre – o contrato terá vigência de 30 anos, a partir de agosto de 2027. O início da cobrança, conforme o contrato, será a partir do sexto mês de operação da concessionária vencedora do processo de licitação.
Foto acima fornecida pela Ascom/prefeitura

