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Leite tem uma eleição difícil pela frente

Avaliando os resultados da pesquisa feita pelo Instituto Real Time Big Data para a eleição a duas vagas para o Senado pelo RS, publicada na terça 17, há um dado que chama atenção: a eleição do atual governador Eduardo Leite não será fácil. Pelo contrário.

Primeiros os resultados da pesquisa, depois a avaliação.

CENÁRIO GERAL

– Eduardo Leite (PSD): 16%

– Manuela D’Ávila (PSOL): 16%

– Marcel Van Hattem (Novo): 16%

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– Sanderson (PL): 16%

– Paulo Pimenta (PT): 13%

– Germano Rigotto (MDB): 11%

– Nulo/Branco: 6%

– NS/NR: 6%

CENÁRIO DE PRIMEIRO VOTO

– Eduardo Leite (PSD): 21%

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– Manuela D’Ávila (PSOL): 19%

– Marcel Van Hattem (Novo): 18%

– Sanderson (PL): 15%

– Paulo Pimenta (PT): 15%

– Germano Rigotto (MDB): 7%

– Nulo/Branco: 3%

– NS/NR: 2%

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CENÁRIO DE SEGUNDO VOTO

– Eduardo Leite (PSD): 11%

– Manuela D’Ávila (PSOL): 14%

– Marcel Van Hattem (Novo): 15%

– Sanderson (PL): 16%

– Paulo Pimenta (PT): 11%

– Germano Rigotto (MDB): 15%

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– Nulo/Branco: 9%

– NS/NR: 9%

No cenário GERAL, há empate de cinco candidatos – no caso de Pimenta (PT), considerando a margem de erro. É um resultado surpreendente, levando em conta a exposição que Leite possui e vem tendo como possível candidato a presidente pelo PSD.

No cenário de PRIMEIRO VOTO, Leite está empatado na margem de erro com Marcel (Novo) e Manuela (PSOL). Certamente ele está captando voto dos eleitores cansados da polarização, mas capta pouco, porque pouca gente está cansada. A grande maioria dos eleitores segue polarizada e ilhada. Não está votando em quem não está na polarização.

Leite acreditava que iria ganhar votos suficientes dos dois lados para estar à frente, mas isso não está ocorrendo. Normalmente quem se coloca no centro ganha eleição. O eleitor, porém, está com raiva de quem se posiciona no centro porque o vê como “isentão”. Mais: como a eleição nacional está polarizada, a tendência é de que se reflita na eleição para o Senado, esvaziando ainda mais a preferência por candidatos de centro.

Leite teria que fazer como na eleição presidencial de 2018, quando apoiou Bolsonaro e concorreu ao governo do estado e venceu. Ou quando recebeu os votos do PT no segundo turno de sua reeleição ao governo gaúcho, em 2022. Teria de se aliar a um lado. No entanto, como agora a eleição é de um turno só, fica difícil a um candidato de centro como Leite se apresentar como terceira via, mesmo porque cada polo está forte. Naquelas eleições, ele só venceu em segundo turno.

Já no cenário de SEGUNDO VOTO, Leite, que esperava captar votos por ter trânsito em esquerda e direita, aparece com potencial baixo de votos, apenas 11%, abaixo de todos os concorrentes e empatado com Pimenta. A pesquisa mostra que ele não transita nos polos. Ou seja, Leite não está captando votos da direita e da esquerda no SEGUNDO VOTO, como acreditava.

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Para complicar, a intenção de PRIMEIRO VOTO em Rigotto (do mesmo campo de Leite), que em tese poderia migrar para Leite no SEGUNDO VOTO, é baixa, apenas 7%.

Em resumo, a eleição está polarizada e o campo Central está estreito. Os campos ideológicos estão ilhados.

Eduardo Leite tem uma eleição difícil pela frente.

Reprodução do facebook de Eduardo Leite

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