Meu amigo Celso Haical partiu. O que posso dizer? Nós nos queríamos bem desde que nos conhecemos, na minha volta à cidade, em 2008.
Não se tratava de uma amizade típica, de grande convívio. Nós apenas nos queríamos bem. Mesmo à distância houve sempre uma consideração recíproca, a ponto de ele ter sido um dos poucos que me ajudaram quando precisei de apoio para levar adiante meu jornal online, que eu criara assim que retornei.
Eu sentia carinho por ele, gostava de sua figura, via bondade nele. Diante de conflitos envolvendo terceiros, em vez de açulá-los, procurava dissolvê-los, às vezes apenas com o olhar e uma expressão de “deixa isso pra lá”. Um olhar maroto no bom sentido e uma benigna expressão cúmplice só dele, de quem conhecia a vida o bastante para não perder tempo com coisas menores.
Soube há pouco por Gustavo, um de seus filhos, que Celso se preocupava comigo, o que não é surpresa pra mim. A vida tem dessas coisas inexplicáveis. Mesmo tendo trocado não muitas palavras um com o outro, ele foi meu amigo e eu fui amigo dele.
Nessa hora difícil, me junto à família em sua dor.

