O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, quase não aparece positivamente na imprensa e nas redes sociais: no caso destas, inclusive pela falta de traquejo com a linguagem moderna. Compare-se as reações nas redes dos vereadores com as reações nas redes do prefeito. O número das reações nas postagens dos primeiros supera as reações das postagens do segundo. Faz gestão apagada, lembrando a máxima de que segundo mandato de prefeito é pior do que o inicial. De sua boca faltam anúncios concretos e imediatos. Ao mesmo tempo, por repetitivo, perdeu poder de persuasão. Suas palavras não ecoam.
Hoje é criticado por todos os lados, inclusive, é claro, por vereadores pré-candidatos a deputados: como sempre, em ano de eleição estes soltam todos os cachorros na situação (chama-se Denúncias Veementes de Ocasião). O que mais desejam é deixar a cidade. Mudar para Porto Alegre e, se possível, para Brasília, onde o Sol é constante.
Pior para Marroni é que grande parte de seus críticos têm razão. Seu governo vive no apagão desde que tomou posse. Compare-se do começo até hoje. Não houve avanços visíveis na cidade. Tudo segue em passo igual, até pior, como se ele não tivesse assumido a gestão da cidade. Assumiu, mas de modo burocrático, sem a energia e as expectativas do primeiro mandato.
Três exemplos rápidos entre outros: a quantidade de moradores de rua cresce a ritmo indiano, sem que a Assistência Social enfrente o problema no ritmo necessário; a tal zeladoria, tão propalada na campanha eleitoral, é de uma precariedade de assombrar até os fantasmas; a situação da saúde, que inclusive padece da falta de leitos suficientes em pleno inverno, é exasperante.
A gestão atual não sobreviveria a um comparativo entre as promessas do candidato e suas “realizações”. Não resistiria a uma radiografia de sua estrutura. Os estrategistas do governo precisam rever sua atuação, se é que isso é possível no marasmo que parece ter congelado os administradores. Quando se fala em governo e desenvolvimento (uma miragem eterna por aqui), é preciso ter paciência para ser pelotense. Tudo piora quando o céu fica escuro e chove.
Foto/Ascom/prefeitura de Pelotas

