Connect with us

Brasil e mundo

Anvisa determina suspensão do agrotóxico carbendazim

Publicado

on

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (21) a suspensão cautelar da importação, produção, distribuição e comercialização do carbendazim, um agrotóxico muito usado por agricultores brasileiros no combate a fungos que atacam plantações de feijão, arroz, soja e de outras culturas agrícolas.

A decisão foi tomada após apresentação de voto da diretora Meiruze Freitas, durante uma reunião extraordinária da diretoria colegiada da Anvisa, aprovada por maioria entre os integrantes.

Segundo a agência, a suspensão deve durar até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica do produto. A Anvisa iniciou a reavaliação do carbendazim em 2019. No Brasil, o registro de agrotóxicos não tem prazo de validade e a última avaliação desse fungicida foi feita há cerca de duas décadas. De lá pra cá, novos estudos apontaram sérios problemas relacionados ao manuseio e ingestão do produto.

No início deste ano, um relatório elaborado por técnicos da Anvisa foi apresentado durante reunião da diretoria e propôs o banimento do carbendazim.

Segundo o documento, o carbendazim “possui aspectos toxicológicos proibitivos de registro, não sendo possível estabelecer um limiar de dose segura para a exposição” humana. Entre os aspectos listados pelos técnicos está o potencial do agrotóxico de provocar câncer, prejudicar a capacidade reprodutiva humana e afetar o desenvolvimento. Na ocasião, um pedido de vista coletivo adiou a análise do caso, que foi retomada nesta terça-feira.

Em seu voto, a diretora Meiruze Freitas invocou o poder geral de cautela previsto na Lei 9.782/1999. A medida passa a valer a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a Anvisa, o carbendazim está entre os 20 agrotóxicos mais usados do Brasil.

Publicidade

Publicidade
Clique para comentar

Brasil e mundo

O eleitor não está “cansado” da polarização

Publicado

on

Eduardo Leite (PSD) diz que “as pesquisas de intenção de voto mostram que há um cansaço com a polarização”. Discordo.

Se mostrassem cansaço, o percentual de indecisos seria alto, o que não ocorre. A maciça maioria dos eleitores segue polarizada e ilhada. Não está votando em quem não está na polarização.

O discurso que Leite tem adotado é o que se chama em inglês de wishful thinking, o mesmo que “pensamento desejante”.

Leite está no centro. Porém, é um centro sem ideias. Incerto.

Para ser centro de verdade, como o governador se anuncia, ele precisaria se posicionar sobre coisas como o modelo de gestão para a universidade pública, cotas raciais e sociais de emprego, bolsa família, jornada 6×1, legislação trabalhista, guerra da Ucrânia e Irã, tamanho do setor público, nível de impostos etc.

Não se sabe o que ele pensa sobre essas questões.

Publicidade

Já de Lula e Flávio Bolsonaro são sabidas as posições. É por essas questões que a sociedade está polarizada.

Não é uma polarização de nomes. Mas de ideias.

A polarização é uma exigência ao candidato. De qual lado tu estás?

O eleitor quer saber qual lado pra dar o voto.

Continue Reading

Brasil e mundo

Política atinge saúde mental do brasileiro

Publicado

on

Um dia alguém terá de estudar o impacto que as decisões do STF e demais poderes produzem sobre a saúde mental dos brasileiros.

Não é uma afirmação de efeito. É séria.

Certamente a sociedade é atingida pelos reflexos daquelas decisões, por seu caráter ilógico. É como viver nos pesadelos de um romance de Kafka.

Uma das nossas canções já dizia nos anos 80: “Tua piscina está cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos”. E, com isso, foi na mosca.

A Lava Jato injetou um sentimento de esperança no país.

Pois, como se sabe, destruíram a LJ.

Publicidade

Destroem tudo, passam por cima de qualquer sentido lógico.

Continue Reading

Brasil e mundo

A mistura de “arte” e poder

Publicado

on

Arte e política renderam um livro clássico. Publicado em 1936, e baseado em um caso real, o romance Mephisto, do alemão Klaus Mann, conta a história de um ator que adere ao Nazismo.

Determinado a ascender na carreira, ele abandona seus princípios morais e sua integridade como artista.

Muitos artistas recebem dinheiro de governos para realizar obras que agradam ao poder, em troca de benefícios semelhantes aos do personagem central de Mephisto. Mesmo que tenhamos afeto por eles, é desejável que o façam?

Creio que a resposta seja óbvia. Não é desejável. Por uma razão simples. Um artista que troca favores com um governo radicalmente ideologizado perde algo mais do que sua alma. Perde o respeito pelo público.

Como é subsidiado pelo poder, já não se importa nem mesmo com a qualidade do aplauso, porque está pago de antemão. Tendo ou não valor artístico, fracassando ou não na bilheteria, não importará.

Nós temos essa ideia romântica de que artistas são pessoas do “bem”. São e não são. Porque no fim, como todos, também eles precisam pagar as contas. Contudo, a cooptação política vem suprindo essa necessidade, mesmo que a ampla maioria dos filmes nacionais não agradem ao público, como confessa a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata de Almeida Magalhães (vídeo abaixo),.

Publicidade

Agora relembro um caso que ocorreu a um artista do nosso tempo quando se “engajou”.

A comparação não é perfeita, já que ele se fez à custa do próprio talento. Mas serve como exemplo do equívoco do engajamento político, por uma razão que resume tudo: o engajamento empobrece o artista, por aquém da realidade, sempre mais complexa do que aquele pretende, levando a entendimentos falsos que podem se tornar frustrantes aos seguidores e até perigosos aos artistas.

Numa cena de documentário sobre John Lennon, o músico e Yoko Ono, de pijamas na cama de um quarto de hotel no Canadá, recebem artistas e simpatizantes para “um protesto pacífico e cantante em favor da paz no mundo”. Estava megalomaníaco.

Como os discos dos Beatles e dele próprio vendiam como coca-cola, nessa altura rico, além de casado com uma filha de banqueiro de Tóquio, podia bancar seus luxos e caprichos.

Entre outros visitantes, apareceu lá um cartunista: Al Capp, um homem mais velho, de uns 50 anos. Homem vivido, sem ilusões, com os pés plantados na realidade.

Capp questionou o ato político do casal, perguntando o que Lennon podia fazer pela paz mundial sentado numa cama. Lennon não gostou. Bateram boca.

Capp disse a Lennon que ele não lhe “fazia a cabeça”, que os artistas que admirava eram outros, e foi saindo, enquanto Lennon reclamava: “ele não deveria estar aqui”, e, debochando, cantarolava de improviso algo com o nome de Capp para desmerecê-lo.

O cartunista reagiu: “Não deveria estar aqui, por quê? Você convidou a todos para vir. Sou seu convidado”.

Publicidade

A recusa do cartunista a embarcar na canoa de Lennon, como todas as recusas, me fez pensar. Mesmo que me desagrade, sempre penso que em toda recusa há algo que merece atenção. E havia.

Anos depois Lennon cantou “the dream is over”. Ao menos foi sincero. Enfim aceitara o que, sendo sensível como era, no fundo sempre soube, apenas não admitia. Que a paz é uma quimera.

Então um fã o esperou em frente de casa e o matou.

Foto devulgação/ Klaus Maria Brandauer fez o papel do ator que adere ao Nazismo na versão cinematográfica de Mephisto.

Continue Reading

Brasil e mundo

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

Publicado

on

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito.

O IBGE entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país.

O quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população inclui ainda 42,9% dos alunos que responderam que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% que pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”.

Onde buscar ajuda

Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento: 

Publicidade

Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);

UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mailchat e voip 24 horas todos os dias.

Desamparo

Apesar da gravidade dos números, menos da metade dos alunos frequentava uma escola que oferecia algum tipo de suporte psicológico, proporção que sobe para 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública.

A presença de profissional de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara, sendo disponível a apenas 34,1% dos estudantes. 

Publicidade

A pesquisa também traz informações sobre a relação desses adolescentes com suas famílias e comunidades, e 26,1% dos estudantes disseram sentir constantemente que “ninguém se preocupa” com eles

Pouco mais de um terço dos alunos também achava que os pais ou responsáveis não entendiam seus problemas e preocupações e 20% contaram que foram agredidos fisicamente pelo pai, mãe ou responsável, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Saúde mental e gênero

Em todos os indicadores, os resultados entre as meninas são mais alarmantes do que entre os meninos.

Autoagressões

A partir da amostra, o IBGE calculou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,7% de todos que sofreram algum acidente ou lesão no período analisado. 

Entre eles, todos os indicadores são consideravelmente mais altos:

  • 73% se sentem tristes de forma constante;
  • 67,6% ficam irritados ou nervosos por qualquer razão;
  • 62% não veem sentido na vida; 
  • 69,2% já sofreram bullying. 

>> Quatro em cada dez adolescentes já sofreram bullying na escola

As meninas também apresentam maior proporção de lesões autoprovocadas. Entre aquelas que sofreram algum ferimento, 6,8% se machucaram de propósito, contra 3% entre os meninos.  

Publicidade

“A criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente, para que as mulheres do país possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”, defendem os pesquisadores. 

Imagem corporal

O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, em 2019, de 66,5% para 58%. A situação é pior entre as alunas. 

Mais de um terço delas se disse insatisfeita com a própria aparência, contra menos de um quinto dos meninos.

Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o gênero feminino.

Material com foto da Agência Brasil

Publicidade
Continue Reading

Brasil e mundo

Bolsonaro vai pra casa

Publicado

on

Alexandre de Moraes concedeu na tarde desta terça (24) prisão domiciliar a Jair Bolsonaro.

A decisão é temporária. Valerá por 90 dias. Até que o ex-presidente se recupere.

Depois, Moraes reavaliará sua decisão.

Continue Reading

Brasil e mundo

O filme mais humano e equilibrado sobre a ditadura no Brasil

Publicado

on

Dentre os filmes sobre o período da ditadura militar no Brasil, o de que gosto é O que é isso, companheiro?, baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira. A obra concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998, mas não ganhou.

Dirigido por Bruno Barreto, ele conta o que se passou nos quatro dias do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, no Rio. O sequestro, realizado por guerrilheiros, ocorreu em 4 de setembro de 1969 e terminou com a libertação de Elbrick, a fuga dos sequestradores e a sua captura por agentes da repressão.

Barreto narra a história com equilíbrio, sem tomar parte ideológica, situando os envolvidos nas circunstâncias da época. Narra o que ocorreu com imparcialidade, modelando os personagens para além do maniqueísmo mocinhos vs bandidos — inclusive porque os gurerrilheiros pertenciam a organizações que pretendiam implantar sua própria ditadura, como admitiu Gabeira.

Abalxo alguns exemplos do tratamento dado pelo diretor.

Numa das cenas, o embaixador acha que será morto e, assustado, defeca. Envergonhado, conta o que ocorreu. O guerrilheiro de vigília o consola, depois o guia pelo braço até o banheiro, para que se lave. Sozinho na privada, Elbrick chora. Não é a encarnação do demônio americano. É apenas um homem.

Noutra cena, um dos torturadores do regime, um sujeito com a mulher grávida, tem problemas de consciência e, sufocado pela culpa, confessa à mulher o que vem fazendo nos porões da ditadura e o mal que isso lhe faz. Ele se sente perturbado por torturar. Mas, sendo funcionário de estado, e preocupado em manter o emprego e a família, prestes a crescer, ele tortura (e se tortura por torturar).

Outro exemplo: no revezamento da vigília de Elbrick no cativeiro, os sequestradores entravam no quarto com um capuz parecido com máscaras antigas de Carnaval, com dois furos para os olhos. Máscaras escuras, de carrascos. No filme, o personagem de Gabeira faz diferente.

Publicidade

Ele acha que Elbrick não merece reter a visão de um mascarado com o revólver pousado no regaço, sentado numa cadeira. Por isso, na sua vez de vigília, oferece ao embaixador uns óculos com o espaço das lentes coberto com uma proteção preta. Pousado o apetrecho, este faz do cativo literalmente um cego. E então Gabeira retira a sua máscara e conversa com Elbrick.

Gabeira vê Elbrick, que não pode ver o primeiro e identificá-lo, mas ao menos não é obrigado a olhar para um “monstro”. Esse tipo de elegância é talvez o máximo das possibilidades humanas, a coisa mais valiosa que se possa almejar entre as pessoas. Em situações de desvantagem alheia, tratar os outros com humanidade.

Elbrick acabou libertado em troca da soltura de outros guerrilheiros. Ele falou bem dos sequestradores e o governo americano o levou de volta aos Estados Unidos e o aposentou. Preso, torturado e banido do país, Gabeira só voltaria ao Brasil nove anos depois, com a anistia. No retorno, foi deputado federal por três mandatos, cansou (concluiu que “não valia o esforço”) e voltou a ser jornalista.

Em seus comentários na Globo, é hoje um velhinho simpático e tranquilo. Às vezes sua gata Renata atrapalha suas entradas ao vivo, caminhando em frente da câmera. Noutro dia, Renata o arranhou e ele a afastou com um safanão, um gesto instintivo de defesa.

Quando Gabeira ainda era deputado, a filha de Elbrick veio ao Brasil se encontrar com ele, querendo conhecer melhor o pai. Saber quem ele foi nos dias em que esteve cativo. Amigavelmente, os dois conversaram.

Proibido pelo Departamento de Estado de entrar na América, Gabeira, embora tenha tentado, nunca pôde pisar nos Estados Unidos.

Publicidade
Continue Reading

Brasil e mundo

Agência prevê risco elevado de inundações no RS

Publicado

on

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, agência científica dos Estados Unidos, previu nesta semana a “alta probabilidade de retorno do Brasil do fenômeno El Niño, no segundo semestre deste ano. Após período de influência do La Niña, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico deve alterar novamente o padrão climático no Rio Grande do Sul.

Especialistas alertam para o risco elevado de novos episódios de cheias e inundações, especialmente na primavera (setembro a dezembro), historicamente um período chuvoso no RS.

O fenômeno também favorece a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média histórica em boa parte do Brasil, incluindo o RS.

As projeções atuais sugerem um fenômeno de intensidade moderada a forte, com chances de formação consolidada a partir do trimestre de junho-agosto. 

Embora o retorno do El Niño acenda um alerta devido à tragédia climática de 2024, meteorologistas ressaltam que a ocorrência do fenômeno não significa necessariamente a repetição de um desastre da mesma magnitude. O impacto real dependerá de fatores atmosféricos locais e da configuração específica do bloqueio de frentes frias sobre o estado.

Publicidade
Continue Reading

Brasil e mundo

Leite tem uma eleição difícil pela frente

A eleição está polarizada e o campo Central está estreito. Os campos ideológicos estão ilhados

Publicado

on

Avaliando os resultados da pesquisa feita pelo Instituto Real Time Big Data para a eleição a duas vagas para o Senado pelo RS, publicada na terça 17, há um dado que chama atenção: a eleição do atual governador Eduardo Leite não será fácil. Pelo contrário.

Primeiros os resultados da pesquisa, depois a avaliação.

CENÁRIO GERAL

– Eduardo Leite (PSD): 16%

– Manuela D’Ávila (PSOL): 16%

– Marcel Van Hattem (Novo): 16%

Publicidade

– Sanderson (PL): 16%

– Paulo Pimenta (PT): 13%

– Germano Rigotto (MDB): 11%

– Nulo/Branco: 6%

– NS/NR: 6%

CENÁRIO DE PRIMEIRO VOTO

– Eduardo Leite (PSD): 21%

Publicidade

– Manuela D’Ávila (PSOL): 19%

– Marcel Van Hattem (Novo): 18%

– Sanderson (PL): 15%

– Paulo Pimenta (PT): 15%

– Germano Rigotto (MDB): 7%

– Nulo/Branco: 3%

– NS/NR: 2%

Publicidade

CENÁRIO DE SEGUNDO VOTO

– Eduardo Leite (PSD): 11%

– Manuela D’Ávila (PSOL): 14%

– Marcel Van Hattem (Novo): 15%

– Sanderson (PL): 16%

– Paulo Pimenta (PT): 11%

– Germano Rigotto (MDB): 15%

Publicidade

– Nulo/Branco: 9%

– NS/NR: 9%

No cenário GERAL, há empate de cinco candidatos – no caso de Pimenta (PT), considerando a margem de erro. É um resultado surpreendente, levando em conta a exposição que Leite possui e vem tendo como possível candidato a presidente pelo PSD.

No cenário de PRIMEIRO VOTO, Leite está empatado na margem de erro com Marcel (Novo) e Manuela (PSOL). Certamente ele está captando voto dos eleitores cansados da polarização, mas capta pouco, porque pouca gente está cansada. A grande maioria dos eleitores segue polarizada e ilhada. Não está votando em quem não está na polarização.

Leite acreditava que iria ganhar votos suficientes dos dois lados para estar à frente, mas isso não está ocorrendo. Normalmente quem se coloca no centro ganha eleição. O eleitor, porém, está com raiva de quem se posiciona no centro porque o vê como “isentão”. Mais: como a eleição nacional está polarizada, a tendência é de que se reflita na eleição para o Senado, esvaziando ainda mais a preferência por candidatos de centro.

Leite teria que fazer como na eleição presidencial de 2018, quando apoiou Bolsonaro e concorreu ao governo do estado e venceu. Ou quando recebeu os votos do PT no segundo turno de sua reeleição ao governo gaúcho, em 2022. Teria de se aliar a um lado. No entanto, como agora a eleição é de um turno só, fica difícil a um candidato de centro como Leite se apresentar como terceira via, mesmo porque cada polo está forte. Naquelas eleições, ele só venceu em segundo turno.

Já no cenário de SEGUNDO VOTO, Leite, que esperava captar votos por ter trânsito em esquerda e direita, aparece com potencial baixo de votos, apenas 11%, abaixo de todos os concorrentes e empatado com Pimenta. A pesquisa mostra que ele não transita nos polos. Ou seja, Leite não está captando votos da direita e da esquerda no SEGUNDO VOTO, como acreditava.

Publicidade

Para complicar, a intenção de PRIMEIRO VOTO em Rigotto (do mesmo campo de Leite), que em tese poderia migrar para Leite no SEGUNDO VOTO, é baixa, apenas 7%.

Em resumo, a eleição está polarizada e o campo Central está estreito. Os campos ideológicos estão ilhados.

Eduardo Leite tem uma eleição difícil pela frente.

Reprodução do facebook de Eduardo Leite

Continue Reading

Brasil e mundo

“Ainda não, mas está a caminho”, diz Musk sobre prisão de Alexandre de Moraes

Publicado

on

“Ainda não, mas está a caminho”, disse Musk, a respeito da prisão de Alexadre de Moraes. E acrescentou: “Quem arruma briga comigo? Que tolo”.

Os comentários foram feitos ao jornalista Gleen Greenwald.

As big techs têm tanto poder que é provável que possuam o conteúdo das mensagens de visualização única enviadas por Alexandre de Moraes a Vorcaro, supostamente apagadas ao serem abertas.

Continue Reading

Brasil e mundo

“Ratinho Jr. será o candidato do PSD a presidente”

Publicado

on

Merval Pereira, da Globo News, afirma que o PSD, presidido por Kassab, escolheu seu candidato a presidente. Será Ratinho Jr. “Ele já foi informado que será ele”.

O PSD tinha dois outros pretendentes: Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

“Já resolveram por Ratinho e o anúncio ocorrerá no dia 27 próximo”.

Foto do site nacional do PSD

Continue Reading

Em alta

Descubra mais sobre Amigos de Pelotas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading