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O filme mais humano e equilibrado sobre a ditadura no Brasil

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Dentre os filmes sobre o período da ditadura militar no Brasil, o de que gosto é O que é isso, companheiro?, baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira. A obra concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998, mas não ganhou.

Dirigido por Bruno Barreto, ele conta o que se passou nos quatro dias do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, no Rio. A ação, realizada por guerrilheiros, ocorreu em 4 de setembro de 1969 e terminou com a libertação de Elbrick, a fuga dos sequestradores e a sua captura por agentes da repressão.

Barreto narra a história com equilíbrio, sem tomar parte ideológica, situando os envolvidos nas circunstâncias da época, modelando para além do maniqueísmo mocinhos vs bandidos — inclusive porque os gurerrilheiros pertenciam a organizações que pretendiam implantar sua própria ditadura, como admitiu Gabeira.

Abalxo alguns exemplos do tratamento dado pelo diretor.

Numa das cenas, o embaixador acha que será morto e, assustado, defeca. Envergonhado, conta o que ocorreu. O guerrilheiro de vigília o guia pelo braço até o banheiro, para que se lave. Sozinho na privada, Elbrick chora. Não é a encarnação do demônio americano. É apenas um homem.

Noutra cena, um dos torturadores do regime, um sujeito com a mulher grávida, tem problemas de consciência e, sufocado pela culpa, confessa à mulher o que vem fazendo nos porões da ditadura. Ele se sente perturbado por torturar. Mas, sendo funcionário de estado, e preocupado em manter o emprego e a família, prestes a crescer, ele tortura (e se tortura por torturar).

Outro exemplo: no revezamento da vigília de Elbrick no cativeiro, os sequestradores entravam no quarto com um capuz parecido com máscaras antigas de Carnaval, com dois furos para os olhos. Máscaras escuras, de carrascos. No filme, o personagem de Gabeira, assim como outros, acha que Elbrick não merece reter a visão de um mascarado com o revólver pousado no regaço. Por isso oferece ao embaixador uns óculos com o espaço das lentes coberto com uma proteção preta. Pousado o apetrecho, este faz do cativo literalmente um cego. Gabeira vê Elbrick, que não pode identificá-lo, mas ao menos não é obrigado a olhar para um “monstro”. Esse tipo de elegância é talvez o máximo das possibilidades humanas, a coisa mais valiosa que se possa almejar entre as pessoas. Em situações de desvantagem alheia, tratar os outros com humanidade.

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Elbrick acabou libertado em troca da soltura de outros guerrilheiros. Ele falou bem dos sequestradores e o governo americano o levou de volta aos Estados Unidos e o aposentou. Preso, torturado e banido do país, Gabeira só voltaria ao Brasil nove anos depois, com a anistia. No retorno, foi deputado federal por três mandatos, cansou (concluiu que “não valia o esforço”) e voltou a ser jornalista. Em seus comentários na Globo, é hoje um velhinho simpático e tranquilo. Às vezes sua gata Renata atrapalha suas entradas ao vivo, caminhando em frente da câmera. Noutro dia, Renata o arranhou e ele a afastou com um safanão, um gesto instintivo de defesa.

Quando Gabeira ainda era deputado, a filha de Elbrick veio ao Brasil se encontrar com ele, querendo conhecer melhor o pai. Saber quem este foi nos dias em que esteve cativo. Amigavelmente, os dois conversaram.

Proibido pelo Departamento de Estado de entrar na América, Gabeira, embora tenha tentado, nunca pôde pisar nos Estados Unidos.

Jornalista. Editor do Amigos de Pelotas. Ex Senado, MEC e Correio Braziliense. Foi editor-executivo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). Atuou como consultor da Unesco e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Uma vez ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo, é autor dos livros Onde tudo isso vai parar (finalista do Prêmio Açorianos/2026) e O fator animal, publicados pela Editora Lumina, de Porto Alegre. Em São Paulo, foi editor free-lancer na Editora Abril.

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MORAES, A HYBRIS E O STF

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Esta terça (15) tem tudo para ser um momento histórico no Brasil. Os elementos estão postos e deles não se poderá correr.

As pessoas que não perderam o bom-senso nem se deixaram levar por razões ideológicas, que se mantêm lúcidas, entendem que Alexandre de Moraes precisa ser investigado. Ele abusou.

Ditadores são assim. Sempre chega o dia em que produzem ódio na população. O ódio é de tal ordme que, mesmo que não caiam de seu poder, o futuro deles estará maculado para sempre.

Leprosos da Idade Média eram obrigados a portar sinos e tocá-los para avisar as pessoas de que estavam passando, para que pudessem saber e se afastar (imagem). Algo semelhante, com sinal inverso, ocorre há anos com os ministros do STF, que já não podem sair à rua sem serem alvo de desprezo.

Os gregos tinham uma palavra para o que ocorreu a Moraes e às demais figuras da república: hybris.

A hybris se refere à desmedida e à arrogância, quando essas transpõem os limites permitidos aos humanos. De repente ficou claro o que era evidente há tempos. A desmedida. A arrogância.

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O mais lamentável é ver que, em vez de admitirem seus erros, nossas aautoridades insistem em expandir sua hybris, ao dobrar a aposta contra as evidências de abusos e tentar salvar a própria pele, apesar das evidências gritantes de descaminho.

O que ocorrerá nesta terça é um mistério, quando deveria ser óbvio.

A abertura da investigação é fundamental não só para salvar a reputação do STF e de seus demais membros, mas para devolver a confiança da população a uma corte cuja estátua deveria se repintada com batom por alguém que não tenha perdido a coragem. “Perdeu, Mané”.

Há muitos anos, e mesmo fora do âmbito do inquérito das fake news, os abusos e contradições do STF eram claros. Uma hora formavam raciocínio para decidir uma questão, noutra hora, outro raciocínio para a mesma questão.

Os brasileiros querem a punição dos abusadores, o que é mais do que justo. Se os ministros falharem, quem sabe algumas das garotas de programa não se apresentam com novidades.

Ia ser interessante uma CPI, com as garotas abrindo intimidades em depoimento, sob os refletores de uma imprensa que de repente acordou de um sono que parecia o da Bela Adormecida, eterno

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A suruba de Vorcaro e as mulheres

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A revelação da festa patrocinada por Vorcaro, a que compareceram 120 garotas de programa e 20 autoridades masculinas da república, suscitou interpretações malandras e sagazes.

A mais tola, certamente destinada a eleitores carentes de neurônios, veio de uma candidata ao Senado aparentemente suscetível às causas das mulheres. Digo “aparentemente”, pois o argumento da postulante não para de pé. Nem mesmo de lado.

Ela se disse “escandalizada” com o que classifica de “engrenagem de poder que ‘explora’ sexualmente as mulheres”, e pergunta: “Que tipo de homens precisa participar de uma festa em que 120 mulheres (novinhas) estarão disponíveis para apenas 20 deles?”

É uma colocação estranha porque desconsidera o óbvio: o livre arbítrio das mulheres em questão. O tema das mulheres é sempre sensível, e com razão. Mas não se pode vitimizá-las pelos motivos errados, sobretudo quando elas não se consideram vítimas.

Mulheres adultas fazem o que querem com seus corpos (essa autonomia não é uma das lutas pelas quais a esquerda se bate?). Não é crime dispor do próprio corpo. E, como diria la belle de jour, ninguém tem nada que ver com isso.

Que tipo de homem precisa participar da festa? – a candidata pergunta. Ora, todo aquele que quiser e puder. De preferência sem recorrer ao patrocínio de um banqueiro corrupto, eis aqui o problema. Tirando isso, é viver e deixar viver, do mesmo modo que faz qualquer mulher quando contrata um amante de uma página de acompanhantes.

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A esquerda costuma torcer o nariz para a iniciativa privada. Com algum humor, poderiamos dizer que se trata disso, mas não é o caso. É puro cálculo eleitoral. Outra vez: cálculo intencionalmente burro, pra seduzir eleitores burros.

A mais inteligente observação sobre a suruba (palavra feia, mas clara) veio de um intelectual afiado, não lembro agora do nome.

Ele disse que a verdadeira prostituição foi dos homens públicos que participaram da festa, às custas do banqueiro corrupto. Eles é que se prostituíram. Devendo não se vender, se venderam.

Enquanto transavam, não faziam amor. Estupravam a república.

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Programa CNH do Brasil aumenta pedidos de habilitação em mais de 200%

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Portuguese driving licence with portrait, personal details, and vehicle category symbols

Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados. Além disso, houve um aumento de 216% nos requerimentos de nova habilitação em comparação com 2025. Se no ano passado foram 2,3 milhões de pedidos, este ano foram 7,3 milhões.

O aumento no número de solicitações e de novos condutores ocorreu a partir da implantação das novas regras para obtenção da carteira de motorista. A plataforma da CNH do Brasil reúne várias etapas da jornada da primeira habilitação em apenas um ambiente.

Entre as mulheres, o número de entradas no processo de habilitação cresceu 18%. Passou de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026 – acréscimo de pouco mais de 190 mil. A Região Nordeste registrou o maior indicador processos iniciados, com 54,7%. A segunda região com maior aumento foi o Norte, com 31,9%.

Segundo o Ministério dos Transportes, houve economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores. Entra nesse cálculo a redução dos valores do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento, dos exames médicos e dos deslocamentos evitados, já que algumas etapas podem ser feitas remotamente.

Mudanças

O programa reduziu os custos de emissão ao diminuir as exigências de aulas teóricas e práticas em autoescolas. O curso teórico passou a ser oferecido de maneira digital e gratuita. A quantidade mínima de aulas práticas reduziu de 20 horas para duas horas.

A possibilidade de contratação de instrutores autônomos passou a integrar a formação prática. Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total, enquanto os centros de formação responderam por 86,8%. (Ag. Brasil)

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Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal 

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O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. 

Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. O ministro atendeu a pedido do partido Novo.

O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo. 

O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF. 

“Inicialmente, verifica-se que o ‘documento’ é apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade, inviabilizando qualquer conferência quanto à sua autoria e data de elaboração”, destacou Mendonça. 

“[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu o ministro. 

Agência Brasil busca posicionamento da Polícia Federal. Até o momento, a corporação não se manifestou. 

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Monitoramento sistemático

Mendonça destacou ainda que o relatório em questão faz ele próprio o alerta de que suas “inferências” são “sem valor probatório”.

O ministro cita ofício assinado por Andrei Rodrigues dando conta de que ao menos seis relatórios do tipo foram produzidos tendo Mendonça como alvo, os quais teriam sido recebidos pelo diretor-geral da PF entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026.

“Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu. 

Em sua decisão, o ministro esmiúça o teor do relatório divulgado por Moraes e aponta para o fato de que o próprio documento afirma se tratar de conjecturas que não autorizariam “providências formais”, mas sugere a continuidade do monitoramento e coleta de informações tendo Mendonça como alvo. 

“Importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal”, escreveu o ministro. 

Guerra de relatórios 

O relatório foi tornado público por Alexandre de Moraes no âmbito do chamado inquérito das Fake News, do qual ele é relator e que possui como objeto original ameaças e notícias falsas tendo como alvo ministros do Supremo. Tal processo, entretanto, foi aberto há mais de sete anos e possui múltiplas frentes de investigação.

Moraes enviou o documento ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, apontando o que seriam atos de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade por parte de Mendonça. 

atitude foi tomada em resposta à divulgação por Mendonça de um relatório de investigação da Operação Compliance Zero com mensagens que teriam sido enviadas a Moraes no ano passado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper agentes públicos. 

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Nas mensagens, recuperadas a partir do celular apreendido de Vorcaro, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com o interlocutor, que a PF diz ser Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. 

Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, negou qualquer contato com o ex-banqueiro. (Ag. Brasil)

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Ex-ministros do STF pedem apuração rigorosa da “mais aguda crise”

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Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta conjunta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, para pedir que o colegiado investigue de forma rigorosa as denúncias envolvendo ministros da Corte.

No texto, os signatários pedem convocação de sessão pública para discutir os fatos e classificam a situação como a “mais aguda crise” da história da Suprema Corte. 

Sem citar nomes ou episódios específicos, os magistrados sustentam que a gravidade dos episódios divulgados afeta diretamente a confiança da população na Justiça e coloca em risco a estabilidade das instituições democráticas do país. 

“[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.”

Assinam a carta:

  1. Ayres Britto; 
  2. Carlos Velloso; 
  3. Celso de Mello; 
  4. Cezar Peluso; 
  5. Ellen Gracie; 
  6. Eros Grau; 
  7. Francisco Rezek; 
  8. Ilmar Galvão; 
  9. Joaquim Barbosa; 
  10. Nelson Jobim; 
  11. Néri da Silveira; 
  12. Rosa Weber; 
  13. Sydney Sanches.

Nota a jornalistas

Em nota à parte, endereçada a jornalistas, o ex-ministro Celso de Mello, que presidiu a Corte entre 1997 e 1999, destacou que todo ministro deve agir de forma a impedir que “eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis” lancem suspeitas sobre o STF. 

Para Mello, nenhuma autoridade pública pode invocar a dignidade do cargo para furtar-se a prestar satisfações à opinião pública. (Ag. Brasil)

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Ministro Mendonça, o herói da hora

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Eu gosto dos heróis. Nenhum herói recebe em casa a visita da Polícia Federal.

Em certos momentos, heróis abrem mão de interesses pessoais, em nome de algo maior do que eles. Maior do que suas necessidades básicas de comer, beber, acasalar e manter a conta bancária no azul.

Um herói sempre é um homem solitário entre outros, imerso em um mundo só seu, impulsionado por uma vontade de ferro, em contraposição a panoramas hostis e imprevisíveis.

Algo neles está em desajuste com a ordem estabelecida.

É o caso de André Mendonça. Só podia ser um homem de fé.

Eu sempre gostei dos homens de fé. Algo neles resiste e nos serve de exemplo. Com seus gestos heroicos, eles são um farol a apontar um caminho de redenção.

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Na literatura, um herói inesquecível, talvez o maior, é Santiago, o pescador de O Velho e o Mar, de Hemingway. Certamente o herói mais solitário que se viu. E o mais determinado em seu objetivo.

Sozinho em seu barco em alto-mar, à procura de um grande peixe, o velho persiste em seu objetivo até fisgar um Marlin, com o qual trava uma batalha em linha que atravessa dias e noites.

Com as mãos sangrando, enfim captura o enorme peixe e o amarra ao barco.

Na viagem de volta, o Marlin é atacado por tubarões. O velho luta com os tubarões, batendo neles com um remo. Mas não consegue impedir a devora.

A Santiago, desprezado na aldeiazinha de pescadores por ser velho e não pescar um peixe havia tempo (sinal de má sorte), a vida não retribuiu o sacrifício: em termos práticos, a retribuição não veio, a não ser em forma de beleza.

Um homem pode ser destruído, mas não derrotado. É o que nos diz a cena final do romance de Hemingway.

No filme sobre a história, a cena é inesquecível. Vemos o esqueleto do Marlin amarrado ao barco de Santiago, maior do que a embarcação, ancorada ao sabor das ondas em uma prainha deserta, depois de ele ter realizado em alto-mar uma façanha que só Deus viu.

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Oremos pelo ministro André.

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Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções. 

A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor. 

O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h.

Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma. 

A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo. 

Entenda

O ministro justificou a decisão afirmando ter sido monitorado ilegalmente durante o mês de agosto, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência ocultos. Também foi monitorado o advogado-geral da União, Jorge Messias. 

A existência dos relatórios veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, ter tornado um deles público, afirmando, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao fazer direcionamentos, como relator, das investigações da Operação Compliance Zero. 

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A operação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e seu antigo dono Daniel Vorcaro. 

Moraes divulgou o que seria um “relatório de inteligência” da PF depois que Mendonça, por sua vez, tornou públicas mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que a PF diz terem sido enviadas a Moraes. 

Nas mensagens, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. 

Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, nega qualquer contato com o ex-banqueiro. (Ag. Brasil)

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Banco Master: Fachin diz que medidas serão anunciadas no tempo devido

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Senior official speaking at a podium before Brazil’s Federal Supreme Court officials

O presidente do Supremo, Edson Fachin, disse nesta quarta-feira (2) que vai anunciar “medidas cabíveis e necessárias” diante da revelação de mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro da Corte Alexandre de Moraes.

“Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição.”

Em sua fala, o presidente do STF avaliou que “os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional”, citando que “circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza”.

“A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.”

“Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessária”, concluiu Fachin (Ag. Brasil).

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ANVISA APROVA NOVA CANETA EMAGRECEDORA

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Caneta Emagrecedora 5mg solução injetável, with box, injection pen, and needle

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

O Yluméc, produzido pela farmacêutica EMS, tem como princípio ativo a semaglutida, o mesmo do Ozempic, que teve sua patente expirada em 20 de março.

Em nota, a EMS informou que a nova caneta é indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e será produzida na fábrica de peptídeos localizada no complexo de Hortolândia (SP).

De acordo com o registro publicado no Diário Oficial da União, o Yluméc foi classificado como medicamento similar e tem como referência o Ozivy, caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada em junho.

O novo medicamento será disponibilizado no formato de caneta aplicadora nas concentrações de 1,5 mililitro (ml), com quatro aplicações de 0,25 miligrama (mg) ou 0,5 mg; e de 3 ml, com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg.

“A partir do novo registro de semaglutida, entram agora em pauta definições estratégicas relacionadas ao planejamento comercial, preço e cronograma para o lançamento”, concluiu a SMS em nota. (Ag. Brasil)

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Idealiza Cidades vence Master Imobiliário e se prepara para levar Parque Una à Paraíba

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A Idealiza Cidades venceu o 32º Prêmio Master Imobiliário de 2026 — o mais alto reconhecimento brasileiro ao setor, na categoria Empreendimento: desenvolvimento urbano. A empresa pelotense concorreu com o projeto do Parque Una Pelotas, o bairro aberto, atualmente em expansão na cidade.

O Master Imobiliário é uma iniciativa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP) e da Federação Internacional Imobiliária (FIABCI/Brasil. E conta com um corpo de jurados das mais fortes instituições do setor. O site da Premiação resume seu significado: “Ser vencedor do Master Imobiliário é muito mais do que receber um troféu. É entrar para a história da excelência imobiliária no Brasil”.

A cerimônia de premiação ocorreu na noite da última quarta-feira (26), no Clube Atlético Monte Líbano. Cerca de mil pessoas estiveram presentes, profissionais do ramo e convidados de todo o País. O arquiteto e urbanista Hélio Mitica (na foto, com Fabiano de Marco, co-fundador da Idealiza) recebeu o prêmio, em nome da empresa.

Mitica esteve no nascedouro do projeto do Una Pelotas e, desde então, vem trabalhando nos demais projetos da Idealiza, fundada pelos pelotenses Ricardo Costa e Fabiano, aos quais se associaram anos depois André Beiler e Lucas Scapin.

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Um post compartilhado por IDEALIZA CIDADES (@idealizacidades)

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Com a conquista do Master 2026, a Idealiza acumula seis prêmios nacionais e internacionais, incluindo reconhecimentos a dois outros Parques Unas subsequentes ao de Pelotas, em andamento em São José dos Campos (SP) e Uberlândia (MG). A grande receptividade do mercado fez com que a empresa decidisse criar outro Parque Una, agora na Paraíba, onde a Idealiza adquiriu uma área com aquele fim.

Pioneirismo

A Idealiza se tornou pioneira no Brasil por transformar o conceito de bairro planejado em um negócio de interesse crescente e de proporções no País. Os brasileiros gostaram da proposta. Tanto gostaram que o volume de imóveis geridos pela empresa, o Valor Geral de Vendas (VGV), é estimado hoje em R$ 23 bilhões.

André Beiler e Fabiano de Marco

Por que as pessoas gostaram dos Parques Una?

Por uma série de razões. Basicamente, os brasileiros gostaram da ideia de viver em um bairro que, mesmo aberto, portanto integrado às cidades, foi projetado não só para oferecer espaços urbanos qualificados, mas também para facilitar sua vida.

Os Unas foram pensados para que as pessoas pudessem desfrutar ao mesmo tempo de um ecossistema composto por moradias, comércios, serviços, área de cultura e lazer. Tudo num mesmo ambiente aglutinador, a poucos passos de um ou outro destino dentro do bairro, o que reduz a necessidade dos inquilinos de se deslocarem para além do bairro. Por exemplo, um morador pode trabalhar no Una, ali comprar produtos variados, contratar serviços de salão de beleza, adquirir passagens aéreas, se divertir, passear, andar de bicicleta. O Una foi pensado para favorecer a conexão entre os inquilinos — para que estabeleçam laços, e formem parcerias para desenvolver projetos e negócios.

“Para nós, não se trata só de vender unidades. Nós estamos planejando os cenários da vida das pessoas, alicerçados nas mudanças correntes dos modos de vida — em outras palavras, estamos pensando no futuro, na importância crescente das conexões entre as pessoas”, explica o arquiteto e urbanista Hélio Mitica.

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Lugar bonito

Quem passeia pelas limpas ruas de tráfego manso do Parque Una Pelotas, logo entende o êxito do projeto. É um lugar bonito, que inspira, e é uma ideia de como poderia ser uma cidade. O Una é atraente aos olhos, organizado, visualmente limpo, voltado ao essencial. A beleza de seus prédios, desenhados em variadas formas criativas, e batizados com belos nomes incomuns, confirmam a preocupação estética de seus idealizadores.

O Una evoca uma mistura de percepções. Há qualquer coisa de futurista na ambientação, algo de muito prático e, ao mesmo tempo, algo de espiritual em sua paisagem, o que tem a ver com a essência humana —projeções indicam que a solidão será crescente das sociedades, problema que a Idealiza levou em conta nas projeções dos Parques Unas.

Associação de bairro

O Una Pelotas não tem muros nem portarias. Mas, nos contratos de compra de suas unidades, os inquilinos assumem o compromisso de contribuir mensalmente com uma quantia para que a Associação do Bairro, por si mesma, mantenha a estrutura de segurança aos moradores e os serviços de zeladoria. Esta providência tem sido essencial para a boa manutenção do bairro, que se livrou de esperar por serviços públicos incertos, evitando que o bairro seja engolido por problemas urbanos comuns à maioria das cidades brasileiras.

Por suas qualidades, os sócios da Idealiza recebem visitas de gestores de prefeituras das várias regiões do País. Eles aterrissam em Pelotas buscando conhecer o projeto — pensando em reproduzir a experiência no planejamento urbano de suas cidades. E também recebem a cobertura da imprensa. “Foi muito bom estar com o Amigos de Pelotas (na premiação do Master), depois de uma década do veículo acompanhar este projeto, com muitas reflexões e aprendizados. Ganhou a cidade, com imprensa crítica, livre, empreendedor que ouve, estuda, arrisca e população que acreditou”, disse Fabiano de Marco.

Expansão do Una Pelotas

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O Una Pelotas completou 10 anos em 2025. E agora seus sócios preparam sua expansão. O bairro tem hoje 18 hectares. Na expansão, dizem, terá mais 15 hectares. E a projeção é de que, nos próximos anos, o bairro reúna entre 12 mil e 15 mil habitantes, 5% da população pelotense atual.

Premiações à Idealiza

Além do Prêmio Master Imobiliário de 2026, com o Parque Una Pelotas, na categoria Empreendimento: desenvolvimento urbano, a Idealiza acumula os seguintes prêmios:

Prêmio Master Imobiliário 2025: pelo Parque Una São José dos Campos (SP), nas categoriasMarketing e Soluções Urbanísticas.

RTF Awards 2025 (Rethinking The Future Awards): pelo Parque Una Uberlândia (MG), na categoria Public Landscape (Paisagem Pública). E pelo projeto geral do Parque Una de São José dos Campos (SP).

 Prêmio Master Imobiliário 2024: pelo projeto do edifício Canto (Parque Una Pelotas (RS), na categoria Marketing. E pela torre Coa (Uberlândia MG), na categoria Comercialização.

Prêmio Master Imobiliário 2021: pelo sucesso de vendas recorde do condomínio Estância dos Montes Home Resort.

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GRI Awards 2019: peloParque Una Pelotas (RS), eleito o melhor projeto de loteamento do Brasil, em votação popular.

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