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Cobertura de vacinas contra poliomielite em Pelotas está abaixo do recomendado

Ministério da Saúde afirma que ela deveria ser de 95%, mas é de apenas 35,65%. MPF oficiou o município

Prefeitos de 312 cidades brasileiras foram oficiados no dia 6 de julho passado, pelo Ministério Público Federal, para que adotem as medidas para garantir a adequada vacinação de crianças. Entre eles, Paula Mascarenhas.

Com base em levantamento do Ministério da Saúde, o MPF aponta que a cobertura vacinal está em queda acentuada sobretudo naquelas cidades, Pelotas incluída, impondo riscos de reintrodução de doenças já erradicadas – como a poliomielite e o sarampo.

O Ministério da Saúde informou ao Ministério Público Federal que naqueles municípios a cobertura vacinal para a poliomielite está abaixo dos 50%, quando a recomendação é que seja de 95%.

Em Pelotas, a cobertura está em 35,65%.

No ofício a essas prefeituras, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, solicita que seja ampliado o horário de funcionamento das salas de vacina, a fim de assegurar a pais e responsáveis a possibilidade de atendimento fora do horário comercial.

O órgão do MPF também recomenda que seja rigorosamente observado o Calendário Nacional de Vacinação, ainda que se tenha que aplicar mais de uma dose por vez – exceto se houver recomendação médica em contrário.

Confira abaixo a lista dos 312 municípios brasileiros com vacinação abaixo do recomendado.

17 deles são do Rio Grande do Sul.

Tomando 2017 como ano base, os municípios gaúchos apontados no documento como apresentando uma baixa cobertura vacinal, para poliomielite, em crianças com menos de 1 ano são os seguintes:

Herval – 7,04%
Tupanciretã – 33,33%
Bento Gonçalves – 33,52%
Inhacorá – 34,29%
Monte Belo do Sul – 35,29%

Pelotas – 35,65%

Pontão – 37,14%
Osório – 37,94%
Santana da Boa Vista – 38,24%
Tupanci do Sul – 38,89%
Santo Expedito do Sul – 39,29%
Chuvisco – 41,79%
Venâncio Aires – 41,91%
Chuí – 43,10%
Ubiretama – 44,44%
Taquara – 47,30%
Vista Gaúcha – 48%

Conforme determinação do MP Federal, as 312 prefeituras deverão assegurar a implantação do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), bem como o treinamento adequado dos servidores responsáveis pela utilização do referido sistema, a fim de que as informações nominalmente identificadas da cobertura vacinal cheguem regularmente ao Ministério da Saúde.

Deverão ser adotadas, ainda, medidas para que os profissionais da atenção básica – inclusive os agentes comunitários de saúde – façam busca ativa das crianças de sua área de abrangência que não estejam com a caderneta de vacinação em dia.

As escolas também deverão ser chamadas a contribuir com o cumprimento do calendário, sendo orientadas a verificarem, no momento da matrícula, a caderneta de vacinação do aluno e de informarem a família e as autoridades sanitárias em caso de ausência de doses obrigatórias

(*) Com informações da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

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