Connect with us

Pelotas e RS

Aliança Pelotas chove no molhado

Publicado

on

Nada é mais animador que abrir o jornal, sob chuva, e ver a fotografia dos representantes da Aliança Pelotas, com expressões faciais de desalento, reclamando da retração da economia e pedindo providências do governo federal, lá em Brasília, no meio de uma crise fiscal gigantesca e de um clima de pré-convulsão social que afeta o País inteiro.

Não adianta reclamar por Pelotas, porque o problema é NACIONAL.

Obviedades pronunciadas a estagiários de jornalismo e jornalistas, em coletiva:

“Precisamos estancar essa sangria e retomar a atividade” – disse Mauro Bom, presidente da Associação Comercial.

Seu Mauro, todo mundo acha o mesmo que o senhor, viu!

Por sua vez, o presidente da AP, Gilmar Bazanella, falou:

“Não temos mais condições de assimilar aumento de impostos. O governo precisa pensar outra saída, que é justamente criar um ambiente favorável para a economia voltar a crescer”.

Seu Bazanella, todo mundo acha o mesmo que o senhor, viu!

Bazanella observou ainda que “é necessário enfrentar a dependência da chegada de insumos por rodovia, investindo em outros modais, como o transporte hidroviário, porque a Zona Sul é cercada de água”.

Publicidade

Não é só de água que a ZS é cercada.

De platitudes, também. Faz muitos anos.

Informações veiculadas pela equipe.

Clique para comentar

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor.

Especial

“Homenagens a escravagistas em ruas e avenidas de Pelotas”

Publicado

on

O vereador Cesar Brizolara apresentou um projeto de lei que proíbe Pelotas de homenagear com nomes de rua e de avenida personalidades escravagistas. Defende também que, num segundo momento, a municipalidade reveja homenagens, substituindo nomes de escravagistas pelo de pessoas negras de vulto na cidade e no País.

Determinado, Brizolara mandou sua equipe levantar os nomes de ruas e avenidas dados a escravagistas, para futuras trocas eventuais. Corajoso, ele! Afinal, é um tema difícil, ainda mais em época de céu fechado.

Como toda cidade pequena e pobre, Pelotas é uma cidade ressentida. Segundo dados do IBGE de alguns anos, mais de 80% das famílias pelotenses vivem com até dois salários mínimos. Imagine agora.

Nosso caso é pior porque chegamos a conhecer a riqueza. Depois da opulência da época das charqueadas, voltamos a nos deparar, com hiatos, com a pobreza. No rumo em que as coisas se deram, era óbvio que seria assim.

Carnear bois, retirar seus miúdos, salgar tudo e vender como comida para escravos da costa brasileira era uma atividade datada, a não ser que se achasse que a escravidão seria eterna.

Como havia zero tecnologia nas charqueadas, e nossos “industriais” nunca pensaram além, era lógico que logo ali cairiam do cavalo, como caíram com o minguamento da escravatura (redução de mão de obra escrava, com o fim do tráfico de escravos, em 1850, e a proibição da escravatura, em 1988), uma queda da qual nunca nos recuperamos. Uma queda que, no decorrer das décadas de vacas menos gordas, produziu uma espécie de complexo de inferioridade, denunciado em várias formas, algumas curiosas.

A gente nota aquele complexo nas frequentes reverências aos herdeiros daqueles, na exaltação constante do passado. Nota nas reverências servis a figuras de poder. Nas palavras difíceis nos artigos dos nossos intelectuais, palavras cavadas em dicionários. Nota na profusão de nossas academias e confrarias de notáveis desconhecidos. Na expressão Princesa do Sul (Atenas do Sul, já disseram!). Nota em vários sinais, sobretudo no excesso de homenagens que mutuamente fazemos, a intervalos regulares.

Simplesmente amamos descerrar uma placa; amamos puxar o pavio da cortininha, o que revelará uma foto na parede; amamos exaltar mortos que forçamos a barra para tornar mais ilustres do que na verdade são, por nossa carência de amor e referências, como se fossem ascendentes de nossa própria árvore genealógica. Somos generosos também.

Somos capazes de aplaudir os outros, mesmo quando não possuem grande brilho; um brilhozinho meia boca serve. O puxa-saquismo, aqui, foi elevado à categoria de arte, com tons de benemerência cristã, presumo, porque, como nunca se sabe o dia de amanhã, é melhor elogiar o outro hoje, para que amanhã aquele se sinta animado a retribuir o gesto, mesmo depois que tivermos passado para o outro lado.

Publicidade

Alguns empreendedores das novas gerações, mesmo os que não fazem questão de homenagem (pois não carregam o sentimento de inferioridade), mas que sugerem com seus ímpetos uma volta ao passado econômico glorioso, também são acossados pelos homenageadores. O provérbio “Um homem prevenido vale por dois!” talvez explique tudo.

Voltando ao projeto de Brizolara. Creio que passará na Câmara, com anuência da prefeitura. Os governos tucanos são simpáticos a correções históricas de cunho social. Tony Garrido, por exemplo. Contratado para cantar na festa dos 210 anos de Pelotas, foi uma escolha tão fora da curva no sentido artístico, inclusive porque há artistas de expressão na cidade, que não é descabido entender que a escolha confirme aquela simpatia. Duvido, porém, que a prefeitura aceite o passo seguinte: que reveja batismos de rua e avenidas a escravagistas feitos no passado.

Aceito de bom grado 50 chibatadas se um dia mudarem o nome da avenida Bento Gonçalves para, por exemplo, Pelé. Até porque Gonçalves não foi homenageado por ser escravagista, mas sim por seu espírito revolucionário contra o Império. É um tema difícil, como disse. Não se trata, penso eu, de corrigir a história. No fundo, é um problema de amor próprio. Quem é mesmo que precisa de nome em rua?

As charqueadas

É comum, nos livros sobre a história de Pelotas, a glorificação das charqueadas, assim como é comum a necessidade humana de valorizar fatos históricos quando eles são escassos.

As charqueadas são descritas como fundamento da riqueza econômica e cultural da cidade. Durante menos de 100 anos, de fato, foram. Mas o foram, apenas, porque existia escravatura, ou seja, exploravam trabalho escravo.

Vendíamos charque como alimento para os escravos do Brasil. Salgando a carne, ela poderia chegar por navio até o nordeste, em condições de consumo. Já os charqueadores, fazendeiros com rebanhos e pessoas de estratos sociais menos pobres comiam carne fresca, abates de estâncias ou comprada de açougues.

Charqueada era um negócio bruto, rudimentar: não requeria maquinário, basicamente a força muscular dos africanos cativos, instrumentos de abate e corte, além de calhas para escoar o sangue para o Arroio Pelotas. Os escravos matavam o gado, salgavam as carnes – e os couros, também comercializados. Também separavam graxa e sebos dos rebanhos abatidos, para fabricação de sabão e velas.

O fim da escravidão, em 1888, foi a sentença de morte das charqueadas, mas o negócio já se anunciara sem futuro anos em 1850, quando o Império proibiu o tráfico de escravos. A partir daí, quem os possuísse teve de se contentar com eles até que envelhecessem e morressem.

Garrido

Ditos historiadores locais costumam faturar que “em Pelotas, o fim da escravidão ocorreu alguns anos antes da Lei Áurea”. A razão para isso, porém, foi a proibição do tráfico, mencionada antes. Ali, os charqueadores entenderam que o negócio estava com os dias contados. Restou-lhes uma mão de obra que envelhecia, sem possibilidade de reposição. Restou-lhes tirar até a última gota de suor dos escravos. Assim foi. Quando veio a Lei Aurea, a produção das charqueadas que sobreviveram era residual, porque a mão de obra, nesta altura, era escassa. Por fim, foram desistindo do negócio.

Anos mais tarde, Getúlio Vargas propôs um plano para converterem as charqueadas em frigoríficos. Não tiveram ânimo, porém.

Publicidade

Como herança, ficaram algumas casas grandes, hoje incluídas no roteiro turístico. Ficaram alguns prédios históricos, cuja arquitetura plagiaram da Europa. Já os ex-escravos se espalharam por aí. Seus descendentes habitam a maior parte das periferias, nos bairros pobres. Alguns apareceram para dançar ao som de Garrido.

Continue Reading

Pandemia

Ponto de vacinação no Mercado Central começa a funcionar

Publicado

on

Começou a funcionar nesta terça-feira (5), o novo ponto de vacinação contra a Covid-19 instalado no Mercado Central, bancas 16 e 17. O local substitui a Casa da Vacina, que atendeu o público até o último sábado (2) e não está mais em operação.

A partir de agora, a população pode se dirigir até a Praça Sete de Julho, 179, no Centro de Pelotas. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 10h às 15h.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a aplicação de doses que protegem do coronavírus está disponível para o público infantil e adulto, conforme o esquema vacinal de cada pessoa.

Continue Reading

Especial

Quem sabe ano que vem

Publicado

on

No sábado 2 de julho passado, o povo comeu bolo no Largo do Mercado, pelos 210 anos de Pelotas, apartado por um gradil. Pareceu surreal.

Uma solução menos “romana” teria sido organizar filas, com as pessoas passando diante do bolo para pegar sua fatia, presenteadas com uma pequena lembrança de sua presença.

Sem o gradil, claro!

Foto feita e divulgada pela Comunicação da prefeitura.

Abaixo, Obama servindo veteranos.

Continue Reading
Pelotas e RS5 dias atrás

UFPel quer criar três novos cursos de graduação

Especial2 dias atrás

Quem sabe ano que vem

Brasil e mundo1 semana atrás

Lula tem 47,7% dos votos, segundo pesquisa BTG/FSB

Brasil e mundo1 semana atrás

Plano Safra 2022/2023 anuncia R$ 340,8 bilhões para a agropecuária

Brasil e mundo1 semana atrás

Pedro Guimarães fora do governo

Eleições 20223 dias atrás

Paraná pesquisa: Leite lidera preferência

Brasil e mundo1 semana atrás

Políticas públicas para combater a fome

Cultura e diversão1 semana atrás

O cavalo preto (Por Vitor Bertini)

Pandemia2 dias atrás

Ponto de vacinação no Mercado Central começa a funcionar

Pelotas e RS6 dias atrás

Parque Una tem programação especial no aniversário de Pelotas

Cultura e diversão6 dias atrás

Filme sobre João Simões Lopes Neto reconhecido no exterior

Especial14 horas atrás

“Homenagens a escravagistas em ruas e avenidas de Pelotas”

Especial6 dias atrás

Programação dos 210 anos começa nesta sexta-feira

Brasil e mundo6 dias atrás

Geladeiras devem exibir hoje nova etiqueta de eficiência energética

Brasil e mundo3 dias atrás

Entenda as novas regras de atendimento no INSS

Brasil e mundo6 dias atrás

Superfície de Marte é totalmente fotografada por sonda chinesa

Brasil e mundo6 dias atrás

Droga Raia e Drogasil alertam para golpe da ‘vaga de emprego’

Cultura e diversão6 dias atrás

DUAS MUDANÇAS. (Por Vitor Bertini)

Brasil e mundo6 dias atrás

Senado aprova PEC com pacote de auxílios a carentes e a caminhoneiros

Brasil e mundo18 horas atrás

Tecnologia 5G estreia no Brasil nesta quarta-feira

Especial14 horas atrás

“Homenagens a escravagistas em ruas e avenidas de Pelotas”

Brasil e mundo18 horas atrás

Tecnologia 5G estreia no Brasil nesta quarta-feira

Pandemia2 dias atrás

Ponto de vacinação no Mercado Central começa a funcionar

Especial2 dias atrás

Quem sabe ano que vem

Brasil e mundo2 dias atrás

Presidente do Senado: instalação de CPIs deve acontecer após eleições

Eleições 20223 dias atrás

Paraná pesquisa: Leite lidera preferência

Brasil e mundo3 dias atrás

Entenda as novas regras de atendimento no INSS

Pelotas e RS5 dias atrás

UFPel quer criar três novos cursos de graduação

Pelotas e RS6 dias atrás

Parque Una tem programação especial no aniversário de Pelotas

Brasil e mundo6 dias atrás

Droga Raia e Drogasil alertam para golpe da ‘vaga de emprego’

Cultura e diversão6 dias atrás

DUAS MUDANÇAS. (Por Vitor Bertini)

Brasil e mundo6 dias atrás

Geladeiras devem exibir hoje nova etiqueta de eficiência energética

Brasil e mundo6 dias atrás

Superfície de Marte é totalmente fotografada por sonda chinesa

Cultura e diversão6 dias atrás

Filme sobre João Simões Lopes Neto reconhecido no exterior

Especial6 dias atrás

Programação dos 210 anos começa nesta sexta-feira

Brasil e mundo6 dias atrás

Senado aprova PEC com pacote de auxílios a carentes e a caminhoneiros

Brasil e mundo1 semana atrás

Plano Safra 2022/2023 anuncia R$ 340,8 bilhões para a agropecuária

Brasil e mundo1 semana atrás

Pedro Guimarães fora do governo

Brasil e mundo1 semana atrás

Políticas públicas para combater a fome

Cultura e diversão1 semana atrás

O cavalo preto (Por Vitor Bertini)

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Em alta